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CONFIA | SOFIA RIBEIRO

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Li este livro muito rapidamente. Parecia que estava a ler um blog escrito por uma figura pública, mas desta vez alguém muito genuíno e sem problemas de expor as suas fragilidades. A Sofia Ribeiro teve cancro na mama e conta neste livro todo o processo. Mas começa pela infância difícil, pela forma como batalhou e conseguiu um papel nos Morangos com Açúcar. 

 

Depois livro ganha um tom mais sério, entre muito trabalho, durante um jantar comenta que sente um caroço na mama e a Vanda, mulher do Esparteiro, sugere um médico. A Sofia acaba por ir ao médico e fazer exames.Descobre assim que tem cancro, a forma como o seu mundo é extremamente abalado. Revela quem foram as primeiras pessoas a saberem e como o jornal Correio da Manhã descobre a notícia e sem falar com ela decide fazer uma capa sobre o assunto. Não imagino a dor de ver divulgada a privacidade numa situação to delicada, mas é extremamente angustiante ver o outro lado do mundo cor de rosa. 

 

A Sofia estava a começar a gravar uma nova novela e ia mudar o destino de outros actores para começar o tratamento. De forma geral, todos foram compreensivos, mas também passou por situações muito ingratas de falta de sensibilidade dos outros. A actriz fala de forma muito sincera sobre o que foi escrito na impressa sobre ela, comentários bons e maus. Mas este livro tem uma forte energia positiva, apesar de tudo. 

 

É uma linda forma de manifestar a gratidão pelos seus amigos sempre presentes. E eu acredito que ela teve rodeada dos melhores. Nas situações mais difíceis conseguimos ver quem é verdadeiramente nosso amigo. E a amizade foi um ingrediente importante em todo o processo. A Sofia, assim como todas as mulheres que passam por isto, são umas guerreiras. Este livro traz uma mensagem de confiança e esperança. Gostei muito. Recomendo também, claro. 

DOIS IRMÃOS | MILTON HATOUM

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Que livraço! Não podia começar de outra forma.

 

Comprei este livro o ano passado para uma troca de prendas, mas acabei por ficar com ele. Mal sabia que ia ser o primeiro livro que ia ler com protagonistas gémeos idênticos. Melhor, que ia amar. Os livros aparecem nos momentos certos na nossa vida.  E ainda trazem mensagens subtis que acabamos por desvendar se estivermos muito atentos. Eu acredito nisso.

 

Neste livro vamos conhecer a história de dois irmãos gémeos de Manaus, no Brasil. A voz narrativa é o filho da empregada desta família. Achei isso uma grande sacada por parte do autor. Sobretudo porque o desenvolvimento do livro vai justificar bastante a sua escolha.

 

Estes gémeos não gostam um do outro. Brigam muito. Numa tentativa de remedir o assunto, a mãe de ambos manda um deles para o Líbano. Mas ele regressa e as coisas não estão perfeitas nesta família. Primeiro, o pai não estava preparado para a paternidade e diminuir os momentos românticos com a esposa. O gémeo Caçula tem comportamentos de um boémio e sem objetivos na vida. A empregada deseja, em silêncio, liberdade. O filho desta está à procura de um lugar, do seu papel. A mãe parece perdida e tem uma preferência notável pelo Caçula. O único que tem uma vida equilibrada é o gémeo que regressa, mas até ele tem questões para resolver.

 

Enquanto futura mãe de gémeos não faço ideia do que me espera no futuro. Sempre ouvi dizer que os gémeos são como unha e carne. Que é a melhor relação do mundo. Neste livro, a realidade é totalmente oposta. Irmãos que não se compreendem e nutrem pouco afeto. Dá dó. Mas literatura é isto mesmo, um vasto leme de possibilidades e emoções. Os ciúmes, o rompimento brutal também pode dar azo a este tipo de coisas. Concordam? Pais que pensam estar a fazer o melhor e fazem pior. Vamos estar sempre a cometer erros sem intenção. E os pais, ao contrário do que pensamos, não são perfeitos.

  

Um drama familiar incrível que nos leva pela mão e nos deixa um sentimento agridoce. A escrita é impecável e o livro mais do que recomendado. Um autor que pretendo ler mais no futuro.

 

1001 COISAS QUE NUNCA TE DISSE | CATARINA RODRIGUES

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Catarina Rodrigues lançou o seu primeiro romance, “1001 Coisas que Nunca te Disse” pela Oficina do Livro. Num registo muito descontraído, simples, conta a história do desgosto de amor da Sara. São através de cartas ao David com bastante sinceridade e sem filtro, que Sara vai contar tudo o que não disse. Não fica nada por dizer.

 

Quem nunca passou por um desgosto de amor? Quem nunca viveu um amor intenso? Vários leitores vão identificar-se com esta história e ver espelhada a vontade de gritar algumas palavras aos seus ex.

 

Durante os lamentos da apaixonada Sara senti pena. Pena pela forma como a sua auto estima era nula. Pena por todas as mulheres que vivem centradas num amor que não merece. E preocupa-me que algumas raparigas vejam romantismo ou bonito sentir algo desta forma por um homem. Incomodou-me. É natural existir um processo de luto após o fim de uma relação. É natural sentir revolta e pedir justificações após mentiras e traições. Sobretudo é o primeiro e há muita entrega, mas não devemos nunca, MENINAS, colocar o nosso amor próprio para segundo lugar e quebrar essa ligação que temos com nós mesmas. No final a Sara acaba por trazer uma mensagem de esperança, mas continua focada naquele amor antigo. Para ela, tudo se resume ao David e como precisa de provar que ela está bem numa ida ao restaurante mais caro. Um nadinha imaturo, não? Não acho que fique bem explicado a evolução da protagonista perante esse desgosto.

 

Já cometi alguns dos erros da Sara e também sofri os meus desgostos. Se tivesse lido este livro noutra fase da minha vida teria sido um livro marcante. Estou noutro nível e não consigo olhar agora para o amor desta forma esgotada e desesperada. Espero que as mulheres tenham a capacidade de não se destruírem por causa de um homem que não as merece. A vida está cheia de oportunidades. E apesar do livro tentar mostrar isso, não foi suficiente.

 

O que mais gostei neste livro foi a relação da protagonista com os pais, irmã e avós. Chorei numa passagem muito difícil. Nenhuma criança merece ser maltratada. Senti naquelas palavras tanta verdade que foi impossível não ficar sensibilizada. É uma história muito triste, mas a fibra da Sara deve-se a esta passagem menos triste.

 

É um género literário que normalmente não leio. Foi uma experiência muito irregular, longe dos princípios ou mensagens que tento passar. Tem uma narrativa muito fluida e algo nos faz continuar a ler para descobrir o que se vai passar na vida da protagonista. Não sendo o final que mais surpreende, facilmente criamos alguma identificação com a história devido ao tema abordado. 

 

Sigam o instagram do livro, podem ver algumas frases soltas e perceber é do vosso agrado. 

AQUILO QUE OS HOMENS ME EXPLICAM | REBECCA SOLNIT

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Eu sabia que devia ter lido este livro mais cedo. Ensaios sobre a igualdade de género, num tom sério e cheio de dados importantes, só podiam trazer conhecimento para a minha vida. É aquele livro que devia comprar, depois de ter lido após empréstimo na biblioteca. Numa mega oportunidade, quem sabe.

 

Talvez seja uma leitura aborrecida para quem dispensa leituras baseadas em estatísticas e aspetos reais de outro país. No entanto, fala em todas as mulheres, e na forma como a agressividade está em 90% dos homens. Talvez seja demasiado cruel para quem está habituado a paninhos quentes em relação a um assunto tabu.  E apesar do retrato ser dos americanos, temos aqui representada a nossa realidade noutra escala. E afinal, não é o mundo a morada universal?

 

Um livro que mostra como os homens calam as mulheres. Como abafam os seus conhecimentos e inteligência. Como as mulheres são pouco valorizadas. No poder das nossas vozes enquanto lutadoras pelos direitos de igualdade de género. 

 

Um livro que acrescentou. Como ele, trouxe a vontade de manter uma voz ativa de enaltecer o trabalho de todas as mulheres. E pensei seriamente em criar outro blog com esse objetivo, mas posso muito bem usar este cantinho. Como tenho feito, através das minhas sugestões literárias e sempre que possível nas minhas redes sociais. Não preciso de ter medo dos haters, até porque haters gonna hate.

 

Recomendo imenso este livro. Tem de ser lido por mais pessoas, por favor. Ah, leiam a opinião da Alexandra, que muito contribuiu para a minha leitura, AQUI.

O RAPAZ SELVAGEM | PAOLO COGNETTI

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Este livro é bastante diferente do primeiro romance editado em Portugal, "As Oito Montanhas". Um dos meus livros preferidos do ano passado. "O Rapaz Selvagem" foi lançado em Itália, no ano de 2013. Publicado agora pela Dom Quixote.  E claro, estava mais do que empolgada para voltar a ler um livro escrito pelo autor italiano. 

 

Este é um caderno de montanha, ou seja, conta a experiência do autor quando decidiu deixar Milão para mudar-se para a montanha. Logo no inicio sabemos da inspiração que o livro Into the Wild, de Jon Krakauer teve na sua vida. "...marcou-me especialmente. Talvez porque Chris não fosse um filósofo do século XIX, mas um rapaz da minha época, que aos vinte e dois abandonara a cidade, a família, os estudos, um futuro brilhante concebido segundo os padrões da sociedade ocidental e partira para uma errância solitária que terminaria no Alasca...". São citados vários escritores, sendo um dos mais emblemáticos, Thoreau e o mais surpreendente, Saramago. 

 

A escrita do Paolo é encantadora. E de uma delicadeza que só o olhar de um apaixonado pela natureza teria a capacidade de colocar em palavras. Foi extraordinário sentir-me, por breves momento, naquelas montanhas sentada em frente de uma fogueira. São reflexões, pensamentos e partilhas profundas relativas à grandeza da natureza. Sentimos o peso das nossas escolhas e reflectimos sobre as outras formas de viver. Ser livre e conseguir conviver com a solidão.

 

Este livro não traz um enredo cheio de energia, pelo contrário, é uma leitura introspectiva. Conhecemos a sua relação com os livros e com a escrita. As suas tentativas de manter contacto com os outros num lugar onde é pouco frequente as visitas. A forma como ele lida com a solidão e a sua própria companhia. É uma verdadeira homenagem à vida selvagem e à coragem de quem se desafia a si mesmo para ir em busca do que quer da vida. 

 

Admiro pessoas cheias de vida, inspiradoras e com energias graciosas como este escritor. Senti-me encantada pelo seu trabalho desde o primeiro segundo. Espero que escreva bastante e contribua positivamente para a minha estante de livros. Tem aqui uma admiradora.

 

Recomendo claro, desde que histórias unidas à beleza das montanhas ( ou do mundo) vos faça um brilho no olhos. 

 

 

UM DE NÓS MENTE | KAREN M. MCMANUS

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Foi o primeiro thriller young adult que li nesta vida. Ouvi falar muito neste título na comunidade do booktube brasileiro e estava super curiosa. Quando a Gailivro lançou a edição portuguesa com esta capa linda fiquei entusiasmada. Estava de facto muito curiosa e peguei nele assim que pude. 

 

Um grupo de jovens fica de castigo numa sala de aula. Um deles morre. Alguém é o culpado? Quem terá sido? Bronwyn, Nate, Cooper ou Addy? O livro vai desvendar esse mistério capitulo após capitulo através da construção das personagens. Cada um deles parece um cliché banal de um qualquer livro para adolescentes, mas não é bem assim. Todos mostram que têm traços peculiares e estão a lidar com situações que nos fazem sentir alguma empatia por eles. 

 

O meu entusiasmo foi decrescendo ao longo da leitura. Comecei muito entusiasmada, mas o meu interesse esmoreceu. E apesar do final ter sido surpreendente (nunca pensei naquela opção), não fiquei assim tão empolgada como seria de esperar. No entanto, acho que é uma boa aposta da editora, será com certeza do agrado da maioria, mas comigo não funcionou. No meio da leitura comecei a perder o interesse em relação à vida das personagens, e nunca senti alguma conexão com a trama.

 

Gostei do livro, mas ficou bastante aquém das minhas expectativas. Todavia, sou das poucas leitores que teve esta opinião. O livro tem recebido inúmeras criticas positivas. 

 

 

Não sei se sabiam, mas a Gailivro já tem Instagram (AQUI) e até dia 31 está a sortear cinco exemplares deste livro.  

SOMOS OS 99%| MARC GRANO/GONZALO FANJUL

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Feliz por conhecer livros interessantes, para um público mais jovem, sobre a sustentabilidade e desigualdade. Ressaltando a importância de proteger o nosso planeta e alertando para fazermos alguma coisa para provocar a diferença. Este livro realiza muito bem o seu papel, através de factos simples, traça as diferenças existentes no planeta. Nunca é aborrecido, pelo contrário. 

 

Temos a história de cinco indivíduos que apesar de não se conhecerem, têm algo em comum: deslocam-se numa bicicleta. Através das suas experiências vão passar mensagens ultra mega importantes e meter a malta a pensar sobre os assuntos apresentados. No meio de cada capitulo temos notas informativas e interessantes sobre os mais diversos assuntos. Como medimos e representamos a desigualdade? A pobreza laboral. O monopólio dos recursos naturais.O efeitos desiguais do aquecimento global. O luxo de ir ao médico. A história da Malala. E não só. São inúmeros pedaços de história e dados estatísticos que nos levam a perceber em que planeta vivemos. 

 

No final, os autores dão várias ideias para marcarmos a diferença e ajudarmos o nosso planeta. Ler este livro é o primeiro passo para despertar mentalidades. No entanto, depois da leitura há muito para fazer. Quem me dera ter lido um livro deste género quando era adolescente. Só comecei a perceber determinados assuntos mais tarde. Gostava de ter feito algo mais cedo e alertado os outros para o mesmo. Mas ainda vamos a tempo. 

 

Super recomendo. É aquele livro que dá vontade de distribuir por toda a gente com um bilhete "somos os 99%, ainda podemos fazer a diferença", Um livro capaz de despertar mentes e nos fazer refletir sobre o nosso papel no mundo.

 

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NO JARDIM DO OGRE | LEILA SLIMANI

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No Jardim do Ogre foi o primeiro romance escrito pela autora Leila Slimani recentemente publicado pela Alfaguara. É a autora de um dos meus livros preferidos do género thriller psicológico, Canção Doce, vencedor do prémio Goncourt. Leiam, não se vão arrepender, promessa de quem ama livros. Não dá para parar, nem ficar indiferente à sua escrita.  É absolutamente fantástico.

 

Neste livro conhecemos a Adèle, uma mulher com uma enorme fome sexual, casada e mãe de um menino. Ela é uma mulher insatisfeita no meio de um círculo de aparências, cujo a maternidade e o casamento com um homem bem-sucedido não lhe dá felicidade. Daí a comparação com Madame Bovary na contracapa. Entre traições, mentiras e desejo procura o absoluto arriscando o conforto e a segurança da sua vida.

 

Foi uma leitura incómoda. Dado o realismo da escrita da autora as cenas intensas e perturbadoras criam imagens vívidas na nossa mente. É extraordinária a forma como a insaciedade de Adèle é descrita, como acabamos a julgar a personagem e a acreditar na sua existência.

 

Esperamos pela tragédia a qualquer momento. Queremos ver Adèle perante a verdade ou a perda. Queremos conhecer melhor as suas motivações. Estamos habituados a ler sobre homens com estas atitudes. Ainda é incómodo para a sociedade estar perante uma mulher como ela. Uma mulher precisa de uma justificação para trair, um homem pode sentir apenas desejo. Aqui a história inverte-se e foi exatamente isso que me surpreendeu.

 

É uma história com passagens cruas, de uma enorme intensidade sendo difícil gerir as nossas emoções em relação a tudo o que está a acontecer. É uma autora para continuar a acompanhar. No entanto, continuo a preferir o registo de Canção Doce sendo esse o meu preferido.

 

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A GRANDE MAGIA | ELIZABETH GILBERT

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Quando comprei A Grande Magia, da escritora Elizabeth Gilbert estava numa fase da vida cheia de vontade de fazer coisas. Era mesmo o momento certo para pegar nele e absorver tudo. Estava, de alguma forma, à procura de inspiração e encorajamento quando peguei nele.

 

Da autora já li dois livros. O mais conhecido Orar, Comer e Amar, e o menos conhecido, A Marca de Todas as Coisas. Não gostei do primeiro, adorei o segundo. O primeiro não me cativou, o segundo deu-me a conhecer uma personagem feminina maravilhosa e inteligente. É um excelente trabalho da escritora. Recomendo imenso.

 

A Grande Magia é um livro de não ficção com apontamentos autobiográficos e histórias de terceiros. Nele a Elizabeth revela como as suas ideias aparecem e o que faz com elas. Ela acredita que o mundo funciona à base de magia, que as ideias andam por aí a pousar de pessoa em pessoa até alguém as agarrar e moldar. Conta episódios caricatos de ideias similares entre ela e uma outra escritora. É estranho quando duas pessoas que não se conhecem têm exatamente a mesma ideia, não é? Elizabeth revela que acredita ter sido um cumprimento entre as duas num encontro pontual. Tive de rir.

 

Gostei de descobrir os seus receios e fragilidades. Senti-me mais próxima da escritora e vi refletidas as minhas dúvidas quanto à escrita. No entanto, tive dificuldades em acreditar na questão ligada à magia. E isso prejudicou a minha experiência de leitura. Acredito que todos podemos ser criativos e que a criatividade se trabalha, mas alguns seres são mais iluminados que outros. Ou seja, têm talento. A maioria deixa-se levar pelo medo de fracassar e não coloca as mãos na massa. As inseguranças são tramadas. Quando o foco do livro era este, senti-me ligeiramente interessada.

 

Ao contrário do que esperava depois de finalizada a leitura, não senti uma réstia de inspiração nem vontade de deitar para fora as minhas ideias. Ou seja, fiquei um bocadinho desiludida. Ouvi tanta gente dizer que amou este livro. Estava mesmo entusiasmada com ele e convencida que seria uma leitura brutal. Não foi. Comigo não funcionou.

 

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ESTREIA 21 DE JUNHO

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