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MULHERES | CAROL ROSSETTI

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Existem livros que merecem ser partilhados, oferecidos e divulgados o máximo possível. É o caso do livro da ilustradora brasileira Carol Rossetti. "Mulheres", um livro sobre mulheres para o mundo inteiro abraçar e ler. Quando olho para este livro sinto carinho e amor. É um belo trabalho por parte da Carol, com um mensagem preciosa. 

 

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Igualdade, luta conta os preconceitos e um incentivo às diferenças. Amor pelo corpo, seja de que forma for. Amor pela liberdade de escolha. Cada um veste-se como quer, usa o que quiser, ama quem quiser. Somos dignas de respeito na sala de aula quando está calor, queremos usar calções ou uma saia. Temos o direito de vivermos segundo os nossos desejos. Queremos ser quem quisermos, sem vergonha ou medo. Queremos um Mundo onde o amor impera e o ódio não vive entre a sociedade.  

 

Na adolescência somos confrontados com muitas dúvidas relacionadas com o nosso corpo. Achamos que estamos no mundo errado com o corpo errado. Sentimos as nossas inseguranças mais do que nunca, escondemos as dúvidas e no silêncio tentamos encontrar um lugar. Precisamos de lidar com muitas coisas ao mesmo tempo. 

 

Quantas de nós não sofreu por ser muito magra ou muito gorda? Quantas de nós não foi alvo de maldades ou rejeição devido a escolhas diferentes do chamado "normal"? A sociedade está a mudar, mas precisamos de continuar esta luta. Precisamos de continuar a reforçar que as diferenças fazem parte da evolução, que podemos respeitar o próximo. 

 

Livros que incentivam mensagem bonitas e urgentes têm de vir à tona para reforçar personalidades inseguras. Ser um ombro para quem não encontra um porto seguro. Um amigo para quem fica no silêncio a chorar em frente ao espelho. Meninas, mulheres, somos dignas de amor, estamos juntas nesta luta. Vamos elogiar mais as outras mulheres, vamos apoiar quem tem trabalhos inspiradores. Vamos!

 

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Espero sinceramente que este livro encontre muitos leitores. Porque para além de ser uma grande homenagem à mulher, é uma grande mensagem de amor para a humanidade. 

 

A Carol Rossetti coloca os seus trabalhos no instagram, podem ver mais trabalhos no seu site, AQUI. Podes comprar AQUI.

 

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DESAFIO 30 DIAS | #CLUB6AM

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Quem nunca sentiu sentiu vontade de mudar alguma coisa? Quem nunca sofreu com falta de gestão de tempo e necessidade de alterar hábitos? Quem sempre quis começar a fazer yoga e meditação, mas acaba por deixar para outro dia? Quem sempre quis ser mais organizado e produtivo?

 

Esta manhã falei sobre isto no Instastories e lancei o desafio, trinta dias a acordar às seis da manhã. É isso mesmo. Inspirada no livro "Manhãs Milagrosas" decidi experimentar o método sugerido pelo Hal Elrod e estou apaixonada pelos meus dias. Nunca pensei dizer isto, mas este livro mudou parte da minha vida. Para melhor!

 

Andava triste porque não conseguia acrescentar a meditação e exercício na minha vida, queria mudar isso. Janeiro e Fevereiro passaram e nada de mudanças benéficas. Os dias estavam totalmente cheios, fazia várias coisas, mas não estava a resultar porque dormia muito mal, passava os dias muito agitada e às vezes mal humorada, com a mente a mil.  O exercício faz-me tanta falta. Desta forma comecei a comer mal. Enfim, uma bola de neve. Precisava de mudar alguns hábitos: alimentação, exercício e dormir melhor. Já vos tinha dito que não sou preguiçosa, nem mulher de dar desculpas. Nunca em toda a minha vida vão ouvir-me dizer: não tenho tempo.

 

Da mesma forma que assumo a responsabilidade pelo meus atos, também assumo que quando algo corre mal a culpa é minha. Ou seja, tenho o poder de mudar ou melhorar a gestão do meu tempo. Felizmente este livro apareceu no momento certo. Acredito bastante que os livros atravessam no nosso caminho quando estamos predispostos a receber algo. Energia, eu acredito na energia do Mundo. Eu estava decidida a mudar. 

 

A ideia deste livro é tirares 60 minutos da tua manhã para realizares seis passos. Esses passos são importantes para encontrares um equilíbrio, introduzires a meditação, exercício, leitura na tua vida. Desta forma, se leres 15 minutos por dia vais conseguir ler cerca de 18 livros por ano, tens noção? Acabou-se a frase: não tenho tempo para ler. São 15 minutos! Quem é que não tem 15 minutos se deixar alguma coisa menos importante de lado?

 

Recomendo que vejas estes os dois vídeos: 

 

 

Os seis passos são explicados no livro com detalhes, o desafio tem a duração de trinta dias. Segundo o autor só custam os primeiros dez dias, depois ficamos habituados. Também é importante fazer no fim de semana. Vamos?

 

Eu lancei o desafio de fazermos isto juntas. Pretendo criar um grupo no whasupp para picarmos o ponto e partilharmos a experiência umas com as outras. Nunca pensei que alguém mostrasse interesse, mas a verdade é que existem pessoas interessadas em participar. Podemos gerir as tarefas da forma que acharmos mais conveniente, alterar a ordem, como quisermos. Sugiro que arranjem um caderno e caneta para este desafio, vão precisar. Posso partilhar como tenho feito, como comecei a comer melhor e a sentir mais energia.

 

A ideia é começar de forma oficial dia 19 de Março. Para dar tempo para lerem o livro, verem o meu vídeo (pretendo fazer um vídeo sobre este desafio na próxima semana), verem estes vídeos e tirarem as dúvidas. 

 

Os seis passos são:

- exercício (20 minutos)

estou a fazer abdominais, alongamentos para a coluna, yoga

- silêncio (10 minutos)

meditação, vou seguir o livro "o mu guru", um livro de bolso com mais de 100 exercícios de meditação

- leitura (15 minutos)

estou a ler poesia (quando faço mais exercício) e um clássico (quando tenho os 15 minutos)

- afirmações (5 minutos)

escrevo várias frases positivas de compromisso comigo mesma

- visualizações (5 minutos) 

esta técnica ainda está em desenvolvimento, mas é simples, vejam no vídeo

- escrita (5 minutos)

uma espécie de diário e organização da minha agenda

 

Acreditam que já consegui preparar o almoço ao mesmo tempo? Acreditam que comecei a sair de casa com outra disposição? Acreditam que os meus filhos também sentiram os beneficios de terem uma mãe menos stressada de manhã? Várias pequenas mudanças que mudaram imenso. Até a minha coluna anda mais contente. 

 

Se quiserem fazer parte digam-me algo no instagram ou msn. Vou criar a conta no whatsapp, o grupo está a ficar composto. No grupo a ideia é dizermos bom dia assim que sairmos da cama, e irmos dizendo como está a correr e colocarmos dúvidas. Não é para ficarmos a manhã na conversa e deixar as tarefas para segundo.

 

Eu estou a usar uma tabela de hábitos onde coloquei os seis passos e risco quando as realizo. Ajuda-me a organizar o desafio. Deixei de ter o péssimo hábito de ligar a internet logo que acordava e gastar alguns minutos nisso. Ou seja, este livro realmente mudou a minha vida (ou parte dela). 

 

Podes comprar AQUI

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QUANDO PERDES TUDO NÃO TENS PRESSA DE IR A LADO NENHUM | DULCE GARCIA

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"Quando Perdes Tudo Não Tens pressa de Ir a Lado Nenhum" foi escolhido para representar Portugal na 18ª edição do Festival do Primeiro Romance de Budapeste, a realizar-se entre 18 e 22 de Abril este ano, na Hungria. Dulce Garcia é jornalista e editora da revista Sábado. Este romance foi publicado em Fevereiro do ano passado pela Guerra & Paz. 

 

Uma mulher vive no aeroporto à espera de um homem. Ela acabou o casamento porque se apaixonou por um homem casado. É motivo de notícia e algum interesse pelas revistas e jornais. Qual foi o caminho até àquela decisão? As primeiras páginas mostram a sua realidade, revelam pequenos apontamentos da sua infância e fazem-nos sentir alguma ligação pela Isabel. Fiquei logo agarrada à história e à voz narrativa.

 

De forma inesperada somos surpreendidos por duas vozes narrativas. Ele e ela, intercaladas. Com pontos de vista muito diferentes acerca do amor. Ela mais apaixonada, insegura e envolvida. Ele mais carnal, e sinceramente bastante irritante. Não consegui gostar nada do Afonso. É um cobarde e revela exatamente isso em quase todos os capítulos. Machista e retrograda. Tentei não julgar as personagens, mas não foi fácil. 

 

Numa escrita simples, de fácil envolvimento, li este livro num ápice. E apesar da dificuldade em ler os capítulos do Afonso, consegui terminar com satisfação. Gostei do desfecho, mas não foi surpreendente. Estive o livro inteiro à espera daquele momento e quando acontece achei muito breve e não senti o impacto. No entanto, a história não se limita a este romance, tem a história da Cármen, do irmão, do avô, do pai e de muitos casos semelhantes.

 

A responsabilidade do passado e da família nas nossas (más) decisões. A forma somos todas as experiências nos constroem, mesmo aquelas que nos são alheias. A dor da separação quando alguém parte sem estarmos à espera, sem um pré-aviso, sem um adeus. O que fica do amor quando este é partido em dois e ninguém pode fazer nada? 

 

"...ninguém duvide de que uma árvore com raízes, e bem regada, tem mais probabilidades de se fixar à terra e aguentar o embate de um temporal do que outra plantada e logo deixada ao abandono."

 

Talvez te vás identificar muito com alguns episódios desta relação ou ver nas atitudes de algumas personagens a realidade de pessoas que conheces. Acho que pode muito bem acontecer. Recomendo este livro, acho que tem uma excelente história, um formato interessante e uma voz feminina muito realista.

ESTE LIVRO MEDÍOCRE VENDEU IMENSO | A ARTE SUBTIL DE SABER DIZER QUE SE F*DA

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Preciso de explicar porque dei uma estrela a este livro no GoodReads apesar dele ter uma boa pontuação na plataforma. Eu não tenho problemas com livros deste género, adoro a temática. Estou sempre em busca de livros inspiradores, originais e criativos. Pensava que este livro seria assim. Estava tão enganada. Há semanas no top de vendas previa ser uma leitura espectacular. Não é, vão por mim. O livro não vale um caracol de tão mau.


Primeiro, onde é que Mark sustenta a sua teoria? Na sua própria experiência. O que fez ele de sucesso? Conseguiu vender muitos livros através do discurso patético armado em engraçado. Para mim livros destes são puro aproveitamento. Tenta impingir às pessoas uma teoria completamente maluca, cheia de exemplos que nada têm a ver com a realidade e as pessoas acreditam que ele está certo. Não vos faz lembrar nada? Chamo de discurso do bandido. 

Separei algumas frases maravilhosas deste livro. Ironia, claro.


“Já percebeste que, às vezes, quando te importas menos com alguma coisa, acaba por correr melhor? Já notaste que geralmente é a pessoa menos empenhada que acaba se dando bem? Já reparaste que às vezes, quando paras de te importar tanto, tudo começa a entrar nos eixos?” 

Esta é a melhor. Claro que a pessoa menos empenhada tem mais sucesso. Não é Mark, seu lindo? Tu sabes bem o que dizes, escreveste um livro medíocre e vendes imenso. Palmas, quem diz a verdade não merece castigo.


“Se buscar o positivo é negativo, então buscar o negativo gera o positivo.” 

Obviamente que quando somos pessimistas vamos encontrar as energias positivas. Como o Bukowski. Ele adorava ser velho, bêbado e pobre. Então esforçava-se imenso para continuar a ser assim só na esperança de vender muitos livros e ficar rico. Quem sabe o primeiro prémio do euromilhões para tanta negatividade. Aliás, não façam nada nessa vida. 


“O problema das pessoas que se agarram a qualquer banalidade como se daquilo dependesse sua maldita vida é que elas não têm mais nada interessante com que se importar.”


Sim, claro. A senhora que ele dá como exemplo passa os dias a cortar talões de desconto.  E segundo o Mark ela faz isso porque não tem nada de interessante onde focar a sua atenção. Até pode ser uma pessoa sozinha, deprimida, doente, mas não, vamos generalizar e dizer que ela não tem nada de interessante para fazer. Aliás, ele faz isso constantemente ao longo do livro.

 
Passo a resumir este livro. Não ligues muitos às coisas, tenta relaxar, enfrenta os teus medos e quanto mais negativo mais alcanças. Porque desta forma não estás sempre a tentar provar nada, nem a martelar a tua cabeça e ficares frustrado. Vais morrer, portanto não te preocupes muito, terás sucesso se mantiveres essa postura. Não ligues aos outros, eles não são um obstáculo. Só tens é de continuar a fazer aquilo que queres e dizer umas quantas asneiras pelo meio. Se fores arrogante, melhor ainda. Interessa é tentares manter a graça, cair na graça e se não caíres paciência.


O livro está cheio de generalizações e exemplos muito ao jeito do autor. Tenta ser engraçado, mas eu dei longos suspiros de aborrecimento em vez de gargalhadas. Os mal-educados, sem papas na língua, nas tintas para tudo e todos nunca serão pessoas de sucesso. Tenho outra definição para isso. Não recomendo. 

 

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A RESISTÊNCIA | JULIÁN FUKS

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Vencedor do Prémio Saramago de 2017, Julian Fuks é um escritor brasileiro filho de pais argentinos editado o ano passado pela Companhia das Letras com o romance "A Resistência". Em 2007 e 2012 foi finalista do Prémio Jabuti e do Prémio Portugal Telecom com os livros "Histórias de literatura e cegueira" e "Procura do romance" respetivamente. Em 2012 foi considerado pela revista Granta um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. "A Resistência" é o seu quarto romance

 

O mote desta história é o irmão adoptivo do narrador agregado à fuga dos pais da Argentina para o Brasil durante o período da ditadura. Contado na primeira pessoa, revela pormenores da história da sua família e do mistério envolto em relação ao irmão adoptado. Com una ligação muito forte a esta história, o Julian Fuks expõe a sua própria história de forma muito intensa e sincera. Revela que sempre teve uma relação estranha com esse irmão adoptado. Que ele sempre foi um estranho ou motivo de brincadeira como é costume entre crianças, "já não és meu irmão". Diria que este livro foi uma forma de aproximação e uma espécie de investigação às raízes da sua família. Mais do que isso, uma homenagem à força dos seus pais.

 

A sua família passou pela ditadura na década de 70 na Argentina. Sendo este um período de várias dificuldades, os seus pais foram para o Brasil para escapar ao regime. Trouxeram consigo esta criança, uma novo irmão. Numa altura em que muitas crianças desapareceram da Argentina devido à morte, fome, exílio e falta de condições para garantir uma vida com condições básicas. Muitas crianças foram dadas para adopção e levadas para longe das suas famílias. 

 

"Resistir: quanto em resistir é aceitar impávido a desgraça, transigir com a destruição cotidiana, tolerar a ruína dos próximos? Resistir será aguentar de pé a queda dos outros, e até quando, até que as pernas próprias desabem?"

 

Este irmão que parece uma figura silenciosa acaba por ser a peça mais importante deste livro. A força dos laços familiares e as recordações que modificam perante a histórias e as certezas de cada um. Com uma escrita excepcional este livro foi uma leitura extraordinária e difícil de largar. Envolvente e forte este romance é uma lufada de ar fresco dentro das minhas leituras. Uma verdadeira surpresa marcada pela narrativa do escritor Julian Fuks. Recomendo muito!

 

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18 DICAS PARA ESCREVER UM LIVRO

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Dicas e conselhos nunca são suficientes se provocarem boas energias e incentivo. Sendo assim, tragodezoito dicas para quem quer ser escritor e está disposto a trabalhar para isso. Espero que sejam úteis e te inspirem para começar.

 

Estes conselhos foram retirados do livro Escrever: memórias de um ofício, de Stephen King. O livro foi editado pela Temas& Debates em 2001, encontra-se esgotado neste momento. Vamos torcer para ser reeditado.

 

Stephen King é um escritor americano, conhecido pelos seus livros de horror fantástico e ficção. Já vendeu quase 400 milhões de cópias e foi publicado em mais de 40 países. Várias obras foram adaptadas ao cinema. Tem mais de 40 obras editadas.

 

Adorei este livro, fiquei super entusiasmada para partilhar convosco. Precisei de resumir e escolher, dentro das dezenas, apenas dezoito dicas. Tem muito mais e recomendo imenso este livro para quem pretende escrever um livro. Ou para quem gosta de livros sobre o tema. É um dos melhores dentro do género. Espero que consigam encontrar numa biblioteca ou num alfarrabista. Vale muito a pena.

 

 

 

Vamos à lista. 18 dicas para escrever um livro. 

 

- As ideias para as melhores histórias aparecem do nada. O teu trabalho não é encontrar ideias, é reconhecer quando elas aparecem.

 

- Escreve com a porta fechada, reescreve com a porta aberta. Em outras palavras, escreve como se fosse só teu e para ti, mas não te esqueças que depois o texto pertence a quem vai ler ou criticar. Tens de estar preparado.

 

- Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em ti faz toda a diferença. Não precisam de fazer discursos motivacionais. Basta acreditar.

 

- Parar uma história só porque ela é emocional ou criativamente difícil é uma péssima ideia. Precisas de ser persistente, mesmo quando não sentes vontade. Às vezes estás a fazer um bom trabalho mesmo quando parece estares sentado a não fazer rigorosamente nada de jeito.

 

- Podes encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero — aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está no teu coração e na tua mente. Encara a escrita como quiseres, menos levianamente. Repito: não encares a página em branco de maneira leviana.

 

- Uma das piores coisas que se pode fazer é tentar enfeitar o vocabulário ou usar palavras longas porque tens vergonha de usar as curtas de sempre.

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- Quanto mais ficção lês e escreves, mais rápido verás os teus parágrafos formarem-se. Quando estás a escrever um texto é melhor não pensares demais no inicio e no fim dos parágrafos. O truque é deixar a natureza seguir seu curso. Se depois não gostares, é só corrigires. Ou seja, reescrever.

 

- O objetivo da ficção é fazer com que o leitor se esqueça, sempre que possível, que está a ler uma história.

 

- O peso e o número de páginas, por si só, não indicam excelência. Muitas histórias épicas são uma porcaria da mesma forma que livros curtos nem sempre são bons.

 

- A boa escrita consiste em dominar os fundamentos (vocabulário, gramática, elementos de estilo) e depois colocar os instrumentos certos. Embora seja impossível transformar um escritor mau em um escritor competente, e embora seja igualmente impossível transformar um escritor bom em um incrível, é sim possível, com muito trabalho, dedicação e conselhos oportunos, transformar um escritor meramente competente em um bom escritor.

 

- É importante ler para experimentar a mediocridade; essa experiência ajuda a reconhecer esse tipo de coisa quando ela começa a infiltrar-se no teu trabalho. Também é preciso ler para te comprares aos bons e aos grandes, para ter uma noção de tudo o que pode ser feito. E também deves ler para ter contato com diferentes estilos.

 

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- Escreve até os dedos sangrarem ou os olhos quase caírem das órbitas. Não importa se ninguém está a ver ou a assistir.  Todo esforço é digno de aplausos, porque tu, como criador, estás feliz.

 

- Precisas de ler quatro a seis horas por dia, todos os dias — não vai parecer exaustivo se realmente gostares de fazer e tiveres aptidão para as duas coisas.

 

- Quando começares a trabalhar num projeto não pares, não diminuas o ritmo a menos que seja absolutamente necessário.

 

- Quando entrares no teu espaço de escrita e fechares a porta, já deves ter estabelecido uma meta diária.  Como acontece com os exercícios físicos, é melhor estabeleceres uma meta baixa, de início, para não ficares sem motivação. São recomendadas mil palavras por dia e uma folga por semana, pelo menos no início.

 

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- Não esperes pela musa de inspiração, trabalha muito diariamente. A musa aparece durante o trabalho e nunca antes.

 

- Não descrevas demasiado a aparência das personagens, deixa que seja o leitor a fornecer o rosto, o físico e as roupas. 

 

- Não deixes de acreditar em ti, mesmo quando os outros duvidam.

 

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SER FELIZ TODOS OS DIAS | CATARINA BEATO (COM ENTREVISTA)

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Ser Feliz Todos os Dias é um livro para pessoas imperfeitas. Ou seja, para todos os que não buscam a perfeição e são felizes com o que a vida oferece. Dos cinco livros editados li Dias de Princesa e agora o mais recente título editado pela Matéria Prima.

 

A simplicidade e a doçura nas palavras continuam presentes na narrativa. É desta forma que a blogger Catarina Beato conversa com o leitor. Sim, parece uma conversa entre amigas.  Fala na morte do pai, no momento em que recebeu a notícia mais cruel e como isso acabou por ser o primeiro passo para a transformação.

 

Este livro pode ser transformador. Um empurrão, uma forma suave de te mostrar que é possível combater os fantasmas e ter força para os obstáculos. A vida resolve-se sozinha. Mas atenção, não tens de ficar de mãos nos bolsos à espera. É uma forma de aligeirar a pressa, a preocupação e a ansiedade pelo futuro.

 

Numa edição primorosa (a Matéria Prima é especialista, são edições maravilhosas atrás umas das outras), com exercícios simples e inspiradores, acabamos por pensar em nós e na vida que levamos, nos nossos. Três questões no final do dia, e quem segue o seu blog saberá com certeza quais são. Lembro-me do tremendo sucesso da pergunta diária: o melhor do meu dia? Ainda hoje faço esse exercício. 

 

Ser grato e fomentar uma mente positiva fazem parte dos requisitos para ter uma vida feliz todos os dias. Concordo fortemente com ela. Se ainda não sentiste a força da energia positiva, talvez te falte uma forma de comunicar com a energia do mundo. Opinião de quem esteve muito tempo a ver o lado negativo de tudo e transformou esse olhar. Nem sempre é fácil, mas vamos acreditar que é possivel dar a volta a tudo.

 

Catarina também fala nas certezas que acabaram por ser desconstruídas e deram lugar a outras certezas. Quantas vezes isso não acontece? A vida vem mostrar que não temos certezas nenhumas e que precisamos de estar prontos para aceitar e receber.

 

Confesso que já utilizo várias dos conselhos dados neste livro. Aprendi com os meus erros, com alguns exemplos de vida, com a literatura, com o que me rodeia. A vida é uma constante aprendizagem. Entendo cada vez mais a força da gratidão. A coragem de enfrentar os meus defeitos e não levar tão a sério os fracassos. Afinal somos todos imperfeitos, temos de aprender a aceitar o que somos sem medos. 

 

Um pequeno almoço saudável, um café quente e este livro são ingredientes suficientes para começar o dia feliz. Vão por mim. Recomendo.

 

 

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Os blogues estão a morrer ou cada vez mais pessoas leem blogues? Com as redes sociais faz sentido continuar a escrever blogues? Quais os conselhos que a Catarina Beato dá a quem pretende escrever um livro? Segue a entrevista que eu fiz à autora com as respostas a estas questões. Espero que gostem, é uma forma de dar a conhecer um bocadinho das suas inspirações, motivações e trabalho.

 

Entrevista

 

- A Catarina mantém o blog dias de uma princesa há tanto tempo. Onde vai buscar inspiração para escrever?

O meu blog é um diário. Há dias mais literários que outros mas todos são inspiradores. Tenho uma ligação afectiva muito forte com o blog porque guarda 13 anos da minha vida.

 

- Ter um blog continua a fazer sentido com a explosão das redes sociais? Quais são as suas motivações?

Viveria muito bem sem as redes sociais, mas não me imagino sem o blog. As redes sociais são um fenómeno que aproveito - e de que gosto bastante - mas que não influenciam o blog. É verdade que as redes trouxeram novas pessoas, outras formas de comunicar, mais imagem, mais proximidade. As motivações que me levam a manter o blog são as mesmas que me levaram a cria-lo: quero ser lida. 

 

- As pessoas ainda visitam e gostam de blogues? O que os leitores do seu blog procuram quando leem o blog da Catarina Beato?

Eu falo por mim enquanto leitora: adora blogs. E falo pelos números: cada vez tenho mais pessoas a ler o blog. Quero acreditar que grande parte é porque gosta do que lê. As pessoas procuram autenticidade, procuram as experiências de outra mãe e mulher, de alguém que casou tarde, que foi mãe solteira, que tem três filhos, que perdeu um pai, que esteve desempregada. As pessoas procuram a normalidade dos meus dias que faz com que também se sintam normais. 

 

- Este livro é muito delicado. Está muito bonito e tem dicas muito úteis, sente-se a voz da Catarina em cada letra. Como nasceu a ideia para o livro Ser Feliz Todos os Dias? Como sente o impacto das suas palavras nos leitores? 

Este livro é um projecto muito apoiado pela minha editora - a Matéria Prima. Foram fundamentais. Eu sei escrever um diário e relatar as minhas vivências, mas são eles que sabem fazer livros. Organizar aquilo que queremos dizer dá muito trabalho.

Tenho a sorte de receber feedback diário daquilo que escrevo, por mensagens, por e-mails, por identificação em fotografias do livro ou frases que fizeram com que, quem me lê, se lembrasse de mim. É muito bom. E dá sentido ao meu trabalho.

 

- Já pensou escrever um romance? Que dicas dá a alguém que gostava de escrever e publicar o seu livro?

Eu já pensei muitas vezes. Um dia destes. Preciso de maturidade para um romance. 

Não tenho muitas dicas possíveis porque tenho consciência como é difícil. O blog tem 13 anos. É muito tempo. Tudo demorou tempo. Por isso posso apenas dizer que não desistam.

 

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LER POESIA | FLORBELA ESPANCA

 Tem sido para mim um desafio escrever ou falar sobre poesia. Quis explorar essa vertente e sair da minha zona de conforto. E tem sido surpresas atrás de surpresa. Ler poesia tem acrescentado na minha vida. Partilhar estas experiências também. Obrigada pelo vosso feedback, obrigada a quem está a deixar entrar a poesia na sua vida. Juntas tudo é duplamente melhor. 

 

Neste vídeo falo de como foi ler Florbela Espanca e um bocadinho do que descobri sobre ela. A poesia dela fala por si. Espero que gostem, obrigada a quem deixou feedback e me incentiva a trazer mais poesia no canal. Todos os meses cá estarei a falar de mais um poeta português. 

 

Mais sobre este projeto aqui

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LER UM LIVRO DURANTE O ANO E SER FELIZ

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Não li o primeiro grande sucesso de Rolf Dobelli, A Arte de Pensar, mas depois de ler A Arte da Boa Vida fiquei tentada. A Arte da Boa Vida foi lançado (9) pela Temas & Debates numa edição com ilustrações do artista El Bocho.

 

Quem é Rolf Dobelli? Nasceu na Suíça, foi diretor executivo de diversas empresas e fundou a maior produtora a nível mundial de obras relacionadas com economia. É fundador e administrador de WORD.MINDS, uma comunidade de personalidades mundialmente conhecidas dos domínios da ciência, cultura e da economia.

 

Este livro nasceu para facilitar a vida dos leitores. O autor acredita que existem modelos que nos podem ajudar a ver o mundo de uma forma mais leve e fácil de compreender. Através de 52 lições para alcançar a felicidade somos levados a questionar a nossa forma de levar a vida e refletir sobre as certezas que determinam as nossas decisões e comportamentos.

 

Não sofro de nenhum género de preconceito relacionado à literatura. Gosto de ler de tudo um pouco, gosto de explorar várias vertentes e sou interessada em tudo o que está ligado à psicologia. Rolf escreveu este livro com base em estudos de psicologia (todos devidamente citados no final do livro), isso foi o motivo principal de interesse para lê-lo. 

 

Este livro acompanhou-me ao longo de duas semanas em janeiro. Li devagar para processar a informação e refletir sobre as distintas lições. Aliás, a proposta é ler ao longo de um ano, uma lição por semana. Algumas são totalmente descabidas, como ficar feliz por perder uma carteira ou receber uma multa. Ter dinheiro para as possíveis multas não me parece de todo uma forma de viver. Entendo que a mensagem é procurar ver o lado positivo de todos os obstáculos, mas acho mais fácil evitar as multas (coisa que o autor não sugere). Mas depois dos primeiros capítulos, a energia muda e acabei por identificar-me bastante com o que o autor transmite. Não é possível encontrar a felicidade apenas com um modelo. Ele transmite claramente essa mensagem e dá 52 caminhos.  

 

Procuro levar a vida de forma leve, mas confesso que sofro bastante com o futuro e a segurança que todo o capricorniano necessita. Um dos capítulos fala exatamente sobre isso, não pensar no futuro porque é algo que pode mudar a cada instante. Estar constantemente preocupado não vai mudar nada. E cansa muito. Acho que consegui processar esta ideia e mudei certos comportamentos.

 

Outra ideia muito interessante é aliviar a mente através da escrita. Ou seja, criar o livro das preocupações foi completamente influência deste livro. Estão a ver o poder dele? Acredito que transformará realmente alguns comportamentos enraizados na minha postura em relação à vida.

 

Espero voltar a ele mais vezes, falar sobre ele entre amigos e questionar-me cada vez mais. Acho engraçado porque quanto mais estudo ou/e questiono, menos sei e encontro mais perguntas dentro de mim.

 

Não vos posso revelar todas as 52 sugestões de caminhos, mas posso garantir que é um livro interessante, cheios de exemplos de sucesso e inspiração. Recomendo muito. Descubram o vosso propósito e relaxem. A vida é mais leve do que aparenta. 

 

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(até ao final do dia de hoje estou a sortear juntamente com a editora um exemplar deste livro no facebook)

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contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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