Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

amulherqueamalivros

VERO | A NOVA REDE SOCIAL

 

Mudam-se os tempos, muda-se as vontades. Apareceu uma nova rede social que junta o melhor dos dois mundos das mais conhecidas redes sociais: o Facebook e Instagram. A rede social chama-se VERO e já podes fazer o teu registo depois do download da aplicação no teu telemóvel.

 

Ainda não sabemos se vai vingar e conseguir conquistar o público, mas tem duas coisas que gostamos muito. Quais são? O feed aparece por ordem cronológica e não és bombardeado com publicidade. O que podemos querer melhor? Óbvio que a tendência é daqui a uns tempos eles também encherem tudo com publicidade, mas até lá somos felizes. Mas a politica é essa, a VERO é contra a publicidade

 

Gostei bastante da imagem da VERO e acho sinceramente que o Facebook já deu o que tinha dar. Assim como aconteceu quando o Hi5 deu lugar ao Facebook, a VERO apareceu para tornar a concorrência maior e agradar ao publico que reclama do feed fora de ordem, ninguém merece fotos de cinco dias, e publicidade a todo o minuto. Para além disso se seguimos alguém queremos receber tudo o que a outra pessoa publica, certo? Eles não deviam escolher o que queremos consumir.

 

A rede social foi criada em 2016, mas só agora é que os utilizadores começaram a olhar para rede social com outros olhos. VERO, verdade em italiano, acabou por trazer o que o publico quer, algo mais real e sem algoritmos. Infelizmente a aplicação ainda não está a funcionar a cem por cento ( não consigo fazer o meu registo, mas sei de quem já conseguiu). Precisa de limar certos erros. Acredito que brevemente será a preferência da maioria. 

 

Já tinhas ouvido falar na VERO? O que achas, vai destronar o Facebook?

 

 

SER FELIZ TODOS OS DIAS | CATARINA BEATO (COM ENTREVISTA)

IMG_20180209_121934_HDR.jpg

 

Ser Feliz Todos os Dias é um livro para pessoas imperfeitas. Ou seja, para todos os que não buscam a perfeição e são felizes com o que a vida oferece. Dos cinco livros editados li Dias de Princesa e agora o mais recente título editado pela Matéria Prima.

 

A simplicidade e a doçura nas palavras continuam presentes na narrativa. É desta forma que a blogger Catarina Beato conversa com o leitor. Sim, parece uma conversa entre amigas.  Fala na morte do pai, no momento em que recebeu a notícia mais cruel e como isso acabou por ser o primeiro passo para a transformação.

 

Este livro pode ser transformador. Um empurrão, uma forma suave de te mostrar que é possível combater os fantasmas e ter força para os obstáculos. A vida resolve-se sozinha. Mas atenção, não tens de ficar de mãos nos bolsos à espera. É uma forma de aligeirar a pressa, a preocupação e a ansiedade pelo futuro.

 

Numa edição primorosa (a Matéria Prima é especialista, são edições maravilhosas atrás umas das outras), com exercícios simples e inspiradores, acabamos por pensar em nós e na vida que levamos, nos nossos. Três questões no final do dia, e quem segue o seu blog saberá com certeza quais são. Lembro-me do tremendo sucesso da pergunta diária: o melhor do meu dia? Ainda hoje faço esse exercício. 

 

Ser grato e fomentar uma mente positiva fazem parte dos requisitos para ter uma vida feliz todos os dias. Concordo fortemente com ela. Se ainda não sentiste a força da energia positiva, talvez te falte uma forma de comunicar com a energia do mundo. Opinião de quem esteve muito tempo a ver o lado negativo de tudo e transformou esse olhar. Nem sempre é fácil, mas vamos acreditar que é possivel dar a volta a tudo.

 

Catarina também fala nas certezas que acabaram por ser desconstruídas e deram lugar a outras certezas. Quantas vezes isso não acontece? A vida vem mostrar que não temos certezas nenhumas e que precisamos de estar prontos para aceitar e receber.

 

Confesso que já utilizo várias dos conselhos dados neste livro. Aprendi com os meus erros, com alguns exemplos de vida, com a literatura, com o que me rodeia. A vida é uma constante aprendizagem. Entendo cada vez mais a força da gratidão. A coragem de enfrentar os meus defeitos e não levar tão a sério os fracassos. Afinal somos todos imperfeitos, temos de aprender a aceitar o que somos sem medos. 

 

Um pequeno almoço saudável, um café quente e este livro são ingredientes suficientes para começar o dia feliz. Vão por mim. Recomendo.

 

 

IMG_20180201_202657_HDR.jpg

 

 

 

Os blogues estão a morrer ou cada vez mais pessoas leem blogues? Com as redes sociais faz sentido continuar a escrever blogues? Quais os conselhos que a Catarina Beato dá a quem pretende escrever um livro? Segue a entrevista que eu fiz à autora com as respostas a estas questões. Espero que gostem, é uma forma de dar a conhecer um bocadinho das suas inspirações, motivações e trabalho.

 

Entrevista

 

- A Catarina mantém o blog dias de uma princesa há tanto tempo. Onde vai buscar inspiração para escrever?

O meu blog é um diário. Há dias mais literários que outros mas todos são inspiradores. Tenho uma ligação afectiva muito forte com o blog porque guarda 13 anos da minha vida.

 

- Ter um blog continua a fazer sentido com a explosão das redes sociais? Quais são as suas motivações?

Viveria muito bem sem as redes sociais, mas não me imagino sem o blog. As redes sociais são um fenómeno que aproveito - e de que gosto bastante - mas que não influenciam o blog. É verdade que as redes trouxeram novas pessoas, outras formas de comunicar, mais imagem, mais proximidade. As motivações que me levam a manter o blog são as mesmas que me levaram a cria-lo: quero ser lida. 

 

- As pessoas ainda visitam e gostam de blogues? O que os leitores do seu blog procuram quando leem o blog da Catarina Beato?

Eu falo por mim enquanto leitora: adora blogs. E falo pelos números: cada vez tenho mais pessoas a ler o blog. Quero acreditar que grande parte é porque gosta do que lê. As pessoas procuram autenticidade, procuram as experiências de outra mãe e mulher, de alguém que casou tarde, que foi mãe solteira, que tem três filhos, que perdeu um pai, que esteve desempregada. As pessoas procuram a normalidade dos meus dias que faz com que também se sintam normais. 

 

- Este livro é muito delicado. Está muito bonito e tem dicas muito úteis, sente-se a voz da Catarina em cada letra. Como nasceu a ideia para o livro Ser Feliz Todos os Dias? Como sente o impacto das suas palavras nos leitores? 

Este livro é um projecto muito apoiado pela minha editora - a Matéria Prima. Foram fundamentais. Eu sei escrever um diário e relatar as minhas vivências, mas são eles que sabem fazer livros. Organizar aquilo que queremos dizer dá muito trabalho.

Tenho a sorte de receber feedback diário daquilo que escrevo, por mensagens, por e-mails, por identificação em fotografias do livro ou frases que fizeram com que, quem me lê, se lembrasse de mim. É muito bom. E dá sentido ao meu trabalho.

 

- Já pensou escrever um romance? Que dicas dá a alguém que gostava de escrever e publicar o seu livro?

Eu já pensei muitas vezes. Um dia destes. Preciso de maturidade para um romance. 

Não tenho muitas dicas possíveis porque tenho consciência como é difícil. O blog tem 13 anos. É muito tempo. Tudo demorou tempo. Por isso posso apenas dizer que não desistam.

 

goodreads twitter instagram facebook

 

LER UM LIVRO DURANTE O ANO E SER FELIZ

InstaFit_20180208_23011546.jpg

 

Não li o primeiro grande sucesso de Rolf Dobelli, A Arte de Pensar, mas depois de ler A Arte da Boa Vida fiquei tentada. A Arte da Boa Vida foi lançado (9) pela Temas & Debates numa edição com ilustrações do artista El Bocho.

 

Quem é Rolf Dobelli? Nasceu na Suíça, foi diretor executivo de diversas empresas e fundou a maior produtora a nível mundial de obras relacionadas com economia. É fundador e administrador de WORD.MINDS, uma comunidade de personalidades mundialmente conhecidas dos domínios da ciência, cultura e da economia.

 

Este livro nasceu para facilitar a vida dos leitores. O autor acredita que existem modelos que nos podem ajudar a ver o mundo de uma forma mais leve e fácil de compreender. Através de 52 lições para alcançar a felicidade somos levados a questionar a nossa forma de levar a vida e refletir sobre as certezas que determinam as nossas decisões e comportamentos.

 

Não sofro de nenhum género de preconceito relacionado à literatura. Gosto de ler de tudo um pouco, gosto de explorar várias vertentes e sou interessada em tudo o que está ligado à psicologia. Rolf escreveu este livro com base em estudos de psicologia (todos devidamente citados no final do livro), isso foi o motivo principal de interesse para lê-lo. 

 

Este livro acompanhou-me ao longo de duas semanas em janeiro. Li devagar para processar a informação e refletir sobre as distintas lições. Aliás, a proposta é ler ao longo de um ano, uma lição por semana. Algumas são totalmente descabidas, como ficar feliz por perder uma carteira ou receber uma multa. Ter dinheiro para as possíveis multas não me parece de todo uma forma de viver. Entendo que a mensagem é procurar ver o lado positivo de todos os obstáculos, mas acho mais fácil evitar as multas (coisa que o autor não sugere). Mas depois dos primeiros capítulos, a energia muda e acabei por identificar-me bastante com o que o autor transmite. Não é possível encontrar a felicidade apenas com um modelo. Ele transmite claramente essa mensagem e dá 52 caminhos.  

 

Procuro levar a vida de forma leve, mas confesso que sofro bastante com o futuro e a segurança que todo o capricorniano necessita. Um dos capítulos fala exatamente sobre isso, não pensar no futuro porque é algo que pode mudar a cada instante. Estar constantemente preocupado não vai mudar nada. E cansa muito. Acho que consegui processar esta ideia e mudei certos comportamentos.

 

Outra ideia muito interessante é aliviar a mente através da escrita. Ou seja, criar o livro das preocupações foi completamente influência deste livro. Estão a ver o poder dele? Acredito que transformará realmente alguns comportamentos enraizados na minha postura em relação à vida.

 

Espero voltar a ele mais vezes, falar sobre ele entre amigos e questionar-me cada vez mais. Acho engraçado porque quanto mais estudo ou/e questiono, menos sei e encontro mais perguntas dentro de mim.

 

Não vos posso revelar todas as 52 sugestões de caminhos, mas posso garantir que é um livro interessante, cheios de exemplos de sucesso e inspiração. Recomendo muito. Descubram o vosso propósito e relaxem. A vida é mais leve do que aparenta. 

 

 goodreads twitter instagram facebook 

 

(até ao final do dia de hoje estou a sortear juntamente com a editora um exemplar deste livro no facebook)

PARAR COM PREOCUPAÇÕES INSIGNIFICANTES

IMG_20180204_213043.png

 

 

Quantas vezes perdemos o nosso tempo com preocupações irrelevantes? Quantas vezes vamos para a cama remoer assuntos que nos afectam mais do que deviam? Coisas pouco importantes ou assuntos que não dependem de nós para serem resolvidos. Comentários maldosos, situações nas redes sociais ou até mesmo no emprego ou na escola. Quantas vezes damos cabo da cabeça com isso? Às vezes, dormir resolve, no dia seguinte a preocupação perdeu peso e nós somos confrontados com coisas muito mais importantes.

 

Quando estava a ler o fantástico livro "A Arte da Boa Vida", de Rolf Dobelli, num dos 52 passos para ter uma boa vida o autor recomenda a criação de um caderno para escrevermos as nossas preocupações. Foi desta forma que nasceu esta ideia e quis partilhar convosco, o Livro das Preocupações. Passo a explicar tudo, mas se tiveres dúvidas deixa nos comentários. 

 

O Livro das Preocupações

Gostava de vos sugerir a criação de um Livro das Preocupações. Podem usar o que quiserem. Um caderno velho, o vosso Bullet Journal ou um bloco que tenham em casa. Eu sou usar o meu Bullet Journal ,prefiro guardar uma parte dele para este exercício. Também podem comprar um caderno bonito só para este desafio. Cada um gere à sua maneira.

 

Para que serve este caderno?

É onde vamos registar as nossas preocupações. Tudo, seja o que for. Mesmo que pareça completamente absurdo. Vamos passar para o papel tudo o que nos passa pela cabeça e incomoda a nossa mente. Pode ser em texto corrido, em listas, em frases curtas ou longas. Interessa é escrever, fechar o caderno e parar de pensar no assunto. Será que conseguimos? Aposto que quando voltarmos àquele dia vamos rir das nossas preocupações. Talvez até seja mais fácil filtrar o que realmente nos pode incomodar. Talvez ajude, em vez de enchermos a cabeça com mais e mais frustrações. Precisamos de ter espaço para a criatividade e para nos focar no que realmente é importante. O Livro das Preocupações pode ajudar. Só testando, não é verdade? 

 

Desafio

Vamos fazer o nosso Livro das Preocupações este mês e ver como corre? O desafio é este: tirar um bocadinho do nosso dia para escrever as nossas preocupações num caderno. Tu decides quando achas que precisas passar o papel aquilo que mais te preocupa. Eu acho que vou escrever depois de sair do emprego porque acumulo mais stress nessa altura. Seja com clientes, colegas de trabalho ou até mesmo conflitos a nível familiar. Ainda não decidi, mas acho que vou descobrir brevemente. 

 

E depois?

Depois vamos ver se vale a pena e se queremos manter este livro ao longo do ano. Contam-me como correu a vossa experiência e eu conto como correu comigo no final do mês, pode ser? Estou a pensar partilhar um bocadinho ao longo da semana nos stories do Instagram (@ClaudiaOSimoes) e no Twitter (@ClaudiaOSimoes).  

*

Estou super entusiasmada com esta ideia. A técnica é usada por alguns profissionais de psicologia com diversos resultados. Escrever é uma terapia, não é verdade? Ajudou-me imenso no passado, foi a minha grande companheira. Estou com saudades de escrever à séria com papel e caneta. Aliás, é algo que pretendo fazer este mês. Este livro vai despertar o bichinho da escrita que está adormecido e ainda ajudar-me a focar no que realmente preciso. 

 

goodreads twitter instagram facebook 

 

NÃO É UM DIÁRIO | JANEIRO

 

 

InstaFit_20180202_20273811.jpg

 

Vamos falar do primeiro mês do ano para não ficar nada por contar. Escrever é lavar a alma, não fossemos nós pessoas dos posts its, dos blocos e das letras quando não estamos a pensar em números. Vamos lá escrever sobre o mês das mudanças, dos planos e das decisões. Pelo menos para mim é, sempre será.

 

Foi um mês estranho. A chegada da gripe à minha casa apoderou-se da minha rotina e deixou-me de cama vários dias. Faltei ao emprego e ao curso. No entanto, já estou a recuperar o tempo perdido. Já consegui concluir vários trabalhos e estou prestes a terminar outros. Andar entre médicos e medicamentos foi cansativo, não via a hora de acabar.

 

Fiz 33 anos, para marcar com graça este ano decidi elaborar uma lista de 33 coisas que pretendo fazer. Consegui realizar três coisas: andar de patins, provar um alimento novo e ir a um encontro de bloggers. Provei um brunch espetacular em Lisboa muito bem acompanhada. Também foi mês de encontro do Clube dos Clássicos Vivos, desta vez em Leria. Gostei muito do encontro, não gostei nada do clássico escolhido.

 

Também voltei a rever uma amiga, foi bom meter a conversa em dia. Nessa noite pensei muito no que falámos sobre a amizade e dos valores que se perdem nos dias corridos. É bom quando alguém faz algo para estar connosco. Quando sente a nossa falta e nos pergunta como estamos. Fizemos planos para um próximo encontro.

 

Mudei bastante ao longo de 2017, e trago isso na mochila. Aprendizagens, feridas e gratidão. Continuo a detestar desculpas. Continuo a encontrar respostas nas dificuldades dos outros. A ser a solução para tudo. Bolas, se eu consigo poupar, organizar-me, mudar e ir à luta, toda a gente consegue. E só não consegue porque não quer.  E é aqui que eu afasto os outros de mim, porque não tenho paciência para pessoas que não fazem nada para mudar. 2018, estamos juntos.

 

Tinha dito que ia arriscar este ano e foi exatamente isso que eu fiz. Quero concretizar os meus planos, então comecei logo. Não vou esperar pelo segundo semestre ou esperar para chorar no molhado. Estou a trilhar o meu caminho. Investi algum capital no meu sonho e estou confiante em relação ao meu futuro. Façam figas por mim, pessoal.

 

Vi preocupação dos meus colegas pela minha filha (exceto uma misera pessoa). A vida dá o que as pessoas oferecem. Estou cá para ver. Nem tem nada a ver com vingança, porque abomino qualquer sentimento de ódio ou maldade. É só uma questão de justiça. Foi nas palavras deles que me senti parte integrante deste grupo. Algo que já não acontecia deste 200 a.c.Exagero.

 

Quanto às poupanças, posso dizer que concluí com sucesso os valores deste mês. Gastei demasiado em farmácias e consultas, mas não dependeu de mim.  Os seguros têm caução e os primeiros gastos pesam mais. Não tivesse sido isto teria poupado mais ainda.

 

Conheci pessoas novas. Novas inspirações, novos planos e repensei certos assuntos ligados à área profissional. Traço cada vez menos planos para ver o que a vida tem para mim. No entanto coloquei-me em movimento para atrair mais mudanças.

 

Foi um mês estranho. Rápido e desequilibrado. Cansativo, inspirador.

 

O que quero mudar no próximo mês? Vou iniciar um plano criativo para regressar ao hábito da escrita urgentemente. Também preciso de mudar os meus hábitos alimentares de uma vez por todas e marcar uma consulta médica. Preciso de voltar ao meu hábito do chá antes de dormir e deixar o telemóvel mais vezes de lado. Preciso de parar de preocupar-me com coisas insignificantes. Preciso de aceitar mais a minha condição atual e não pensar tanto no futuro.

 

O que mais me fez feliz este mês?  Encontrar-me com pessoas maravilhosas e inspiradoras. Criar contatos, aumentar conhecimentos. Ir ao curso e concluir com sucesso vários trabalhos. Conseguir poupar dinheiro, mesmo com todos as dificuldades do mês. Passear com os meus miúdos, aproveitar os poucos dias que conseguimos. Estar em família, soprar as velas e ver os meus queridos amigos. 

 

 

Uma música Ta Tum Tum - Kevinho

Um videoclip Dua Lipa – IDGAF

Um post Encontro de Bloggers | Bons Ventos Me Levam

Um canal Diva Depressão

Uma mulher Florbela Espanca

 

goodreads twitter instagram facebook 

 

ORGANIZA A TUA VIDA DE UMA VEZ POR TODAS

InstaFit_20180126_13294259.jpg

 

A nossa casa tem de ser o melhor lugar do mundo. Melhor do que qualquer café, biblioteca ou casa de férias. Precisa de ser o lugar mais reconfortante de sempre, como um abraço ou um ombro para chorar. Precisa de nos receber depois de um dia exausto com simpatia.

 

Quando fui morar para a minha casa, há cerca de sete anos, senti-me livre para fazer da minha casa tudo o que quisesse. Tinha o espaço necessário e a frase mais repetida da minha mãe quando morava com ela “qualquer dia vais vender para feira” já não ia impedir-me de comprar mais e mais. Olhando para trás, tenho a perfeita noção que exagerava. O guarda roupa empilhado, tralhas em todos os armários da casa, para além de aproveitar os espaços livres debaixo da cama dos meus irmãos. Na hora de fazer a separação para doar tinha extrema dificuldade em desfazer-me de peças que eram importantes para mim. Mal repetia peças, mas continua a comprar. Vocês não imaginam como foi mudar de casa. Pior, eu mudei de casa quatro vezes.

 

Só descobri que não precisava de mais de metade das coisas, vejam bem o exagero, quando fiz 29 anos e engravidei. Comecei a perceber que não tinha espaço para nada. Para além da tralha acumulada, precisei de aprender a organizar e a tornar o ambiente da minha casa mais saudável e acolhedor. Aquela casa precisava de receber um bebé. Não foi tarefa fácil, mas foi transformador.

 

Atualmente, de acordo com as minhas prioridades, uma casa plena é um lugar livre de tralha. Tralha para mim são muitos objetos decorativos, roupa, utensílios vários, roupa várias, sapatos em excesso, etc. Incomoda-me imenso ver cestinhos organizados por tamanhos cheios de berloques ou várias gavetas com roupa empilhadas e separada por cores. Dura assim uma semana na minha casa. Acabei por dar conta ao longo destes meses que não uso nada do que está dentro dos cestinhos, nem volto a olhar para o que guardo nas últimas gavetas da sala ou quarto.

 

Está tudo organizado? Está! Mas e a quantidade de coisas que acumulamos sem darmos conta? E a importância que damos às coisas? E a dificuldade de cortar laços com objetos? A sociedade dá mais importância ao ter, em vez de viver o presente. Preocupa-se com um futuro que não pode controlar e que está em constante mutação. Nós mudamos, não é verdade? As nossas necessidades também. 

 

Este mês li um livro sobre uma técnica de organização. Não é mais um livro sobre o tema, este é diferente. Ofereci a um leitor juntamente com a editora Alma dos Livros um exemplar no Instagram (estejam atentos, conto fazer mais passatempos nos próximos tempos). A técnica japonesa focada neste livro chama-se Dan- Sha-Ri, com o intuito de organizar a nossa vida.

 

Dan-Sha-Ri é um conjunto de expressões com significados muito interessantes, encaminhando assim para a sua filosofia. Ora vejam: “Dan”, rejeitar, a arte de fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; “Sha”, livrar-nos do que já possuímos e não precisamos; “Ri”, desapegar o que faz falta. Identifiquei-me demais! Fiquei muito curiosa em saber mais sobre o Dan- Sha-Ri porque não é um sistema de organização, é uma técnica transformadora, um estilo de vida. Quando permitimos as mudanças, permitimos o conhecimento através do questionamento. Concordam?

 

Algumas das coisas fantásticas que aprendemos com o Dan-Sha-Ri 

- Distinguir o essencial do lixo

- Melhorar a relação com os outros

- Como ter um ambiente mais feliz e saudável em casa

- Aumentar a quantidade e qualidade de tempo

 

Vale a pena ler mais sobre o assunto no livro A Arte de Organizar a Sua Vida, da japonesa Hideko Yamashita. Com uma linguagem clara e acessível este livro é uma leitura leve com dicas preciosas. Colocadas em prática as sugestões da autora, Dan-Sha-Ri melhora a vida de quem tem coragem para encarar de frente as mudanças de hábitos para ter um novo estilo de vida. 

 

  goodreads twitter instagram facebook

LUGARES EM PORTUGAL PARA DESCOBRIR E USUFRUIR

IMG_20180124_150816.png

 

Quero partilhar convosco três lugares em Portugal para descobrirem e usufruírem. Temos tanta oferta no nosso país, não é verdade? Todos os espaços mencionados foram visitados este mês. São surpreendentes e muito diferentes entre si. Mas claro, tive o meu preferido, já vão entender qual foi o eleito quando lerem até ao fim. Digam-me se também gostam de descobrir lugares e experimentar pratos novos. Eu adoro. E este ano, o ano de arriscar, já permitiu conhecer pessoas novas, provar novos sabores e visitar uma cidade querida do coração. Ah, para não falar na quantidade de coisas que já aprendi. Quero os meses do meu ano 2018 desta forma. Pode ser? Farei por isso! Depois desta maldita gripe passar. 

 

Queridos leitores, vamos descobrir lugares em Portugal e usufruir do melhor que a vida tem. A vida é uma miscelânea de momentos, com temperos protagonizados por sabores e pessoas. Novo espaço no blog intitulado de Leitores em Viagem (para já exclusivamente em Portugal, quem sabe além fronteiras nos próximos tempos). Eis as três sugestões deste mês. 

 

InstaFit_20180124_12532860.jpg

A Burgueria Regional foi o primeiro espaço que eu, leitora desta vida, visitou. Situa-se em Torres Vedras, dentro do Centro Comercial Arena. Não fosse o frio e a chuva a experiência teria sido muito melhor. A porta que dá para a esplanada esteve o tempo inteiro a abrir-se, o que dificultou o almoço devido à corrente fria nas costas. Aposto que com bom tempo este espaço é perfeito para um almoço de domingo. O atendimento é razoável, acho que precisavam de mais pessoas a atender. Para recolherem o pedido demoraram cerca de meia hora e o mesmo aconteceu com os cafés e a conta.

 

Quanto à comida, têm várias ofertas (vegan, carne e peixe) e são muito saborosas. Nota-se que os alimentos são frescos, a limonada também era muito boa assim como as sobremesas (sobretudo a baba de camelo), só fiquei um bocado desiludida com as batatas fritas. O espaço é bonito, original, pegaram na tradição portuguesa e transformaram em pequenos pormenores para marcar a diferença. O preço é cerca de 10€ por pessoa. Mais em Zomoto.

 

Acho que durante a semana a visita pode ser mais calma e no verão a esplanada pode ser muito bem aproveitada com uma limonada fresca e um bom livro. 

 

 

InstaFit_20180124_12503139.jpg

Espaço Eça em Leiria, fica muito perto da antiga casa do escritor homenageado (uma casa praticamente abandonada, com pouco aproveitamento por parte do munícipe) . Leiria é muito especial para mim, passei momentos perfeitos nesta cidade. No entanto não conhecia esta cafetaria mesmo no centro da cidade. O Espaço Eça está totalmente decorado com pormenores relativos à obra do Eça de Queiroz, desde livros, frases, pintura na parede e caricatura. É muito acolhedor e bonito. O serviço também é simpático, com aquecimento e internet disponível. Tive pena porque só provei o croissant e o café. Então não posso falar muito sobre a comida. 

 

Costumam ter alguns eventos dedicados à literatura. Podem acompanhar na página do Facebook. Não servem almoços, só mais à base de sandes e tostas. Vale a pena visitar para um lanche ou um encontro literário. 

 

Lugar ideal para este tempo frio. Para um lanche quente, um clássico da literatura portuguesa e uma boa companhia.

 

InstaFit_20180124_12472979.jpg

 22 Lounge Bar fica em Lisboa, na zona de Martim Moniz. Apesar de um pouco escondido é fácil lá chegar através de transportes. O espaço apresenta a área dedicada à hotelaria (ONJ São Lázaro) e outra à restauração.

 

Sabem o que mais me fascinou neste protejo? A forma como juntam a sofisticação, requinte e tradição. No brunch que eu provei a maior parte dos produtos foram produzidos pela própria quinta. Certo, o hotel tem uma quinta onde cultivam e criam os próprios vinhos, legumes e frutas. As compotas e o mel eram deliciosos e todos produzidos por eles. Assim como os pães e as panquecas, uma coisa melhor do que a outra. A salada de quinoa estava fantástica, as bebidas muito fresquinhas e saborosas. Foi um verdadeiro Brunch das Rainhas organizado pela Ana Paula, do Eléctrico 28.

 

Quanto à zona hoteleira, os quartos são absolutamente bem equipados (tudo da Smeg, não dá para ficar indiferente!) com alta tecnologia (as luzes podem ser controladas através de um tablet). E a escadaria no centro com acesso aos quartos? Maravilhosa, adoro pormenores clássicos em casas modernas. É um lugar perfeito para turistas, boa comida e um alojamento acima da média no que diz respeito a conforto e requinte.  Ah, tem um cantinho maravilhoso na rua, deve ser perfeito para os dias de calor. Também pode ser reservado para festas, imaginem que querem festejar o vosso aniversário, este lugar é perfeito. Mais no Zomato.

 

É um lugar com vários espaços para qualquer situação ou temperatura. Imagino-me no quarto do Hotel a ler um ebook enquanto faço umas torradas com vista para uma das cidades mais bonitas.

 

Sugestões de Leitura 

Jalan Jalan - Uma Leitura do Mundo, Afonso Cruz

Arquipélago, Joel Neto

O Caminho Imperfeito, José Luís Peixoto

 

 goodreads twitter instagram facebook

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D