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amulherqueamalivros

Ter | 06.03.18

A IMPORTÂNCIA DAS SPICE GIRLS NA MINHA VIDA

Cláudia Oliveira

 

Quando soube do possível regresso das Spice Girl senti o ranger de uma caixa de memórias abrir. Lembro-me perfeitamente da importância que este grupo teve na minha vida. E ainda tem. Elas juntaram-se recentemente e partilharam uma foto nas redes sociais. Claro que logo surgiram os primeiros boatos do seu regresso aos palcos. E há mais, vão estar presentes no casamento do príncipe Harry com a linda Meghan após confirmação da própria Mel B num programa de boatos.

 

A primeira vez que ouvi Wannabe foi na casa da irmã de um amigo meu. A miúda mais gira da zona. Vi o videoclip passar no Top + e tentado gravar com uma cassete velha antes desse momento. Como eu desejei aquele CD! Mais tarde outras amigas compraram o CD e toda a gente escutava aquelas músicas. Até que eu decidi juntar as miúdas da minha rua e formar o nosso grupo Spice Girls. Os papéis foram distribuídos, eu era a Mel B, a minha irmã a Vitória, a Tânia a Emma, a Rita a Mel B e a Inês a Geri. Estavam totalmente de acordo com as nossas personalidades. Eu não sou nada parecida com a Mel B, mas tentámos, dormia de cabelo molhado todo entrançado. Fail.

 

Com o videoclip Wannabe era fácil descodificar as vozes, mas antes de aparecer os seguintes tentávamos saber quem cantava o quê. Escrevíamos a letra, com os nomes correspondentes às falas, ansiávamos os videoclips para termos as coregrafias. E preparámos um espetáculo! Ensaiávamos na minha casa. Um dia a minha mãe chegou a casa e tinha a mesa da sala partida porque a Rita (a nossa Mel B) queria dar um pontapé no ar. Às vezes, a minha mãe conta essa história (normalmente no meu aniversário). A música das Spice Girl juntou-nos todos os dias depois das aulas. E demos o dito espetáculo. Já vos conto.

 

Sempre tive tendência para criar girls band, desde a escola primária que fazia isso (naquela altura com os Onda Choc) com um rádio de cassetes velho. Tenho uma paixão imensa pela dança, e houve uns tempos que pensei que ia ser artista. Como sonhei com isso. Culpa das Spice Girls. Mas depois uma pessoa cresce e acorda.

 

O espetáculo foi no Rancho Folclórico do Carregado (nesse dia também representei numa peça de teatro, fiz de crocodilo. A minha irmã com os nervos abandonou o palco após enganar-se na coreografia. O público começou a gritar para ela voltar. Aposto que ela ainda se lembra disto. Foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Vi todos os videoclipes, aprendi todas as músicas (cantava no meu inglês muito particular) e coreografias, comprei o dvd delas, li tudo, comprei todas as revistas, colei posters nas paredes. Gostava particularmente da mensagem, do girl power, da representatividade e de serem o que queriam.

 

Mais tarde, com a minha turma do sexto ano voltei a formar uma girls band para fazer o espetáculo para a escola no recinto das aulas de educação física. Só me recordo da vergonha que passámos, dos olhares pasmos dos outros pela nossa coragem. Lembro-me das minhas colegas: Catarina, Verónica, Tânia, Marta como Spice Girls.  Repetia, mas sinto uma ligeira vergonha quando me lembro.

 

Com a música Mama reunimos as nossas mães e fizemos uma espécie de videoclip no dia da mãe. Sentimos a irmandade com Viva Forever, o amor com 2 Become 1 e Too Much, fizemos a festa com Stop, chorámos com Goodbye. Tenho o coração a explodir com estas recordações. Impossível ouvir algumas músicas e não ficar emocionada. E a sessão que fizemos no ADC do Carregado? Posses irreverentes para cinco pequenas com os sonhos do mundo nas mãos.  Obrigada ao Fred pelas fotos.

 

Ainda mantenho um pouco de mim desta fase. A paixão pela dança, os sonhos imensos e o girl power. Engraçada esta viagem ao passado, fui encontrar traços muito marcantes daquela menina que guardo com carinho. Os meninos dificilmente vão entender o que é ser mulher, porque apoiamos movimentos #girlpower e porque continuamos a lutar todos os dias por essa representatividade. Spice Girl marcaram uma geração e trouxeram sons de mudança!

 

Meninas, onde andam? Está na hora de nos reunirmos, temos um casamento à espera. Spice Girls Forever!

 

 

Ter | 06.03.18

RESUMO DE FEVEREIRO | O MELHOR E O PIOR

Cláudia Oliveira

 

 

Li doze livros, dois dos quais foram e-books. Tive leituras extremamente boas e outras muito regulares. Dei uma estrela a um livro. Li mais um livro para o projeto Ler Poesia, também li o livro do meu projeto 12 YA (young adult). Belas surpresas! A melhor e a pior leitura. O melhor filme e o melhor documentário. E quantos livros comprei? Qual terá sido? Conto tudo no vídeo!

 

Documentário

Correspondências | filme

A Cicatriz do Mal | Pierre Lemaitre

A Arte de Dizer que Se F*

18 Dicas Para Escrever um Livro

Ser Feliz | Catarina Beato

A Arte da Boa Vida

Amor em 59 Poemas

 

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Ter | 06.03.18

SEMANA DA LEITURA | INICIATIVAS

Cláudia Oliveira

 

Esta semana estamos a festejar juntamente com o Plano Nacional de Leitura a semana da leitura. Fui convidada para fazer um vídeo com uma sugestão ou uma leitura durante um minuto. Eu aceitei, claro. Sabem que amo livros com toda a minha força. Só podia querer participar.

 

São vários os convidados e podem assistir aos vídeos todos AQUI OU AQUI. Acho maravilhoso este género de iniciativas, acho ainda mais maravilhoso convidarem membros dos blogues e canais no Youtube.  Parabéns à PNL pela iniciativa. Por nós as livrarias não fecham, por nós os livros não acabam e vão surgir mais leitores. 

 

 

 

Seg | 05.03.18

QUANDO PERDES TUDO NÃO TENS PRESSA DE IR A LADO NENHUM | DULCE GARCIA

Cláudia Oliveira

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"Quando Perdes Tudo Não Tens pressa de Ir a Lado Nenhum" foi escolhido para representar Portugal na 18ª edição do Festival do Primeiro Romance de Budapeste, a realizar-se entre 18 e 22 de Abril este ano, na Hungria. Dulce Garcia é jornalista e editora da revista Sábado. Este romance foi publicado em Fevereiro do ano passado pela Guerra & Paz. 

 

Uma mulher vive no aeroporto à espera de um homem. Ela acabou o casamento porque se apaixonou por um homem casado. É motivo de notícia e algum interesse pelas revistas e jornais. Qual foi o caminho até àquela decisão? As primeiras páginas mostram a sua realidade, revelam pequenos apontamentos da sua infância e fazem-nos sentir alguma ligação pela Isabel. Fiquei logo agarrada à história e à voz narrativa.

 

De forma inesperada somos surpreendidos por duas vozes narrativas. Ele e ela, intercaladas. Com pontos de vista muito diferentes acerca do amor. Ela mais apaixonada, insegura e envolvida. Ele mais carnal, e sinceramente bastante irritante. Não consegui gostar nada do Afonso. É um cobarde e revela exatamente isso em quase todos os capítulos. Machista e retrograda. Tentei não julgar as personagens, mas não foi fácil. 

 

Numa escrita simples, de fácil envolvimento, li este livro num ápice. E apesar da dificuldade em ler os capítulos do Afonso, consegui terminar com satisfação. Gostei do desfecho, mas não foi surpreendente. Estive o livro inteiro à espera daquele momento e quando acontece achei muito breve e não senti o impacto. No entanto, a história não se limita a este romance, tem a história da Cármen, do irmão, do avô, do pai e de muitos casos semelhantes.

 

A responsabilidade do passado e da família nas nossas (más) decisões. A forma somos todas as experiências nos constroem, mesmo aquelas que nos são alheias. A dor da separação quando alguém parte sem estarmos à espera, sem um pré-aviso, sem um adeus. O que fica do amor quando este é partido em dois e ninguém pode fazer nada? 

 

"...ninguém duvide de que uma árvore com raízes, e bem regada, tem mais probabilidades de se fixar à terra e aguentar o embate de um temporal do que outra plantada e logo deixada ao abandono."

 

Talvez te vás identificar muito com alguns episódios desta relação ou ver nas atitudes de algumas personagens a realidade de pessoas que conheces. Acho que pode muito bem acontecer. Recomendo este livro, acho que tem uma excelente história, um formato interessante e uma voz feminina muito realista.

Dom | 04.03.18

LUGARES DOCES E INSPIRADORES PARA CONHECERES

Cláudia Oliveira

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Fevereiro foi bastante agitado. Tem um milhão de coisas a acontecer, cheio de momentos e pessoas. Consegui visitar alguns espaços e gostava de partilhar convosco dois lugares. Um bastante guloso e calórico. Outro mais suave e inspirador. Fui a alguns eventos e tive alguns encontros inesperados. Deu para ler e aproveitar a vida. Poesia, café e alguns filmes no conforto do sofá.

 

Leitores em viagem é uma das mais recentes rubricas, onde partilho lugares ideais para ler um bom livro. Afinal, podemos ler em qualquer lugar, não é verdade? E esta chuva maravilhosa? Dá vontade de ficar em casa, é exatamente isso que tenho feito nos últimos dias, mas novos lugares vão ser visitados ao longo de Março. Volto no final do mês para partilhar tudo. Agora fiquem com estes dois. Digam-me o que acham e se já conheciam. 

 

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Adorei visitar o Jardim Botânico de Ajuda, em Lisboa. Estava um bocadinho frio, mas acabou por ser um dia bem passado junto da natureza. Respirar aquele ar fez-me tão bem. É completamente inspirador e tocante. Damos asas à imaginação e saímos renovados. O jardim parece um bocadinho abandonado, mas não está. No final da visita recebi um panfleto com os próximos eventos, ideias super giras num espaço que podia estar mais frequentado. Aposto que na Primavera é irresistível. Visitem a página no Facebook

 

Lugar mais do que ideal para ler um livro ao som dos passarinhos e envolvidos pelo espaço lindo. 

 

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Se forem como eu são doidos por chocolate. Kakaoland fica relativamente perto da minha casa. Quando via as fotos no facebook ficava a babar, mas este mês fui visitar pela primeira vez. Esperei cerca de vinte minutos numa fila. O espaço precisava de mais lugares sentados, uma pessoa desespera com o cheirinho bom e o tempo de espera. No entanto, vale a pena insistir (ou ir durante a semana). Tem várias opções, vários chocolates (todos os que vocês conhecem). Eu adoro os crepes e os churritos. As bebidas também são óptimas. Não consigo comer tudo, fico ligeiramente enjoada depois de tanto chocolate, mas fico de água na boca só de pensar. Mais no Zomato,

 

O espaço fica em Alverca, perto da Póvoa de Santa Iria, está um bocadinho escondido, mas com o GPS não falha. E depois têm o sushi ali perto para o jantar se quiserem. 

 

Lugar doce para uma leitura rápida, talvez um poema entre um crepe e um croissant. 

 

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