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VEDA #26 PARCERIAS COM EDITORAS

por Cláudia Oliveira, em 26.04.17

 

 

Como funciona, como aconteceu comigo, tudo o que precisas e o que eu penso sobre as parcerias. Toda a verdade!

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5 comentários

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De edite a 27.04.2017 às 14:37

O tema das parcerias só é tabu aqui em Portugal, Cláudia, pois os bloggers brasileiros falam mais abertamente sobre isso.
Após criar o meu blog, descobri ainda que a edição de livros também chega muito mais tarde a Portugal, às vezes com a diferença de 4 ou mais anos. Enfim...
Desmistificar e inovar, precisa-se. O público alvo merece.
Cláudia, parabéns pelo vídeo!
Beijinhos
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De Cláudia Oliveira a 27.04.2017 às 16:54

Pois, verifiquei pelos comentários que é mesmo tabu porque as pessoas com parcerias há mais tempo não comentaram. :)
Precisa-se urgentemente!
Obrigada Edite,
Beijinhos
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De Bárbara Ferreira a 27.04.2017 às 21:55

Gostei muito do vídeo Cláudia!

Criei o meu blog vai fazer quatro anos, por na altura estar desempregada e precisar de um escape. Falava muito com amigos sobre os livros que lia (muitos dos meus amigos mais próximos gostam de ler!), pelo que foi um bocado a "transição natural". Leio muito em inglês (talvez até maioritariamente em inglês), pelo que será quiçá visível que o meu objectivo nunca se prendeu com receber livros de editoras. No entanto, mais recentemente, tive contacto com algumas - e a maioria foi muito simpática, muito disponível, e elogiou fortemente o meu projecto, embora o meu número de seguidores seja notoriamente diminuto (especialmente quando comparado aos seguidores da - diria - maioria dos membros da comunidade). Há, portanto, sim, editoras que dão livros a quem os vai realmente ler, embora cheguem a um público reduzido - e acho que isto separa editoras que têm como critério "número de seguidores" das editoras que têm como critério "qualidade". Falo de editoras mais pequenas, mas também de grupos editoriais grandes e de renome - pelo que acredito que tenham efectivamente critérios.

Percebo, é claro, a relação directa entre número de seguidores e "vontade" por parte da editora em estabelecer a parceria - é uma relação bastante óbvia: um livro custa dinheiro, editá-lo custa dinheiro, não há almoços grátis, etc. Mas acho, muito honestamente, que ter o número como critério é quase o mesmo que não ter critérios. O critério devia ser a qualidade, a honestidade, a originalidade do conteúdo. E é por isso que acho que é muitas vezes a própria existência de parcerias que me faz acabar por perder o interesse no blog: porque quando cheguei de férias algures em Abril, fui ver os feeds em atraso e encontrei o mesmo post de publicidade a um lançamento em sete ou oito blogs diferentes; porque há blogs cujo feed é 90% lançamentos futuros, foto + sinopse (conteúdo próprio nulo); porque há bloggers que falam de livros que receberam e estão tão entusiasmados... mas porquê? E nunca saberemos a resposta, porque nunca os lêem, nunca dão uma opinião, ou, lá está, dão aquela opinião muito vaga, muito "falar bem só porque me deram isto mas sem falar muito porque não gostei assim tanto e/ou não li".

Neste sentido, tenho uma pergunta para ti, algo que (julgo) não referiste. Há editoras que te enviam livros indiscriminadamente? Livros que, se calhar, nunca lerias, se fosses tu a ir à livraria (não obstante poderem-se revelar óptimas surpresas)? Pergunto isto porque, especialmente nos blogs em que se vê coisas como "recebi estes cerca de 15 livros esta semana e adoro-os a todos embora nunca vá dar uma opinião fundamentada sobre nenhum deles", sinto essa mesma indiscriminação, e não sei se é porque as pessoas por trás do blog assim o pedem (e se sim, bom para eles, suponho, os tais imensos livros e tal) - ou se é a editora que o faz, de livre e espontânea vontade. Sou sincera - não faço ideia. Nos meus contactos, estabeleci sempre que o meu interesse se prendia com obras da minha escolha - a editora vê, é claro, a exequibilidade da proposta, mas sou sempre eu quem dita o que gostaria, caso seja possível, de ler.
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De Cláudia Oliveira a 28.04.2017 às 08:16

Olá Barbara,

obrigada pelo teu comentário! Eu acho que ficou muita coisa para explicar e pondero fazer outro vídeo sobre o assunto.

Eu não recebo livros indiscriminadamente (salvo por um grupo editoral e uma editora em concreto). Mas foram ambas escolhas minhas trabalhar com eles e acredito nos lançamentos e nas escolhas que fazem. Os livros do grupo editorial são enviados antes dos lançamentos. Sinceramente prefiro. E adoro que seja assim. Prefiro assim do que retribuir um email onde peço (quase mendigo) os livros e recebo várias vezes "não". Portanto, opto às vezes por nem pedir e ir comprar ou requisitar na biblioteca. às vezes peço livros para descobrir novos autores e sair da zona de conforto. Talvez não gastasse dinheiro se não tivesse parceria. Mas tenho tido boas surpresas. E consigo partilhar essa surpresa com mais leitores.

Acho que existem pessoas que pedem livros de forma doida e outras já andam cá há tanto tempo que são os primeiros da lista (então não sobra para quem anda cá há menos tempo). Todas as situações que indicas são casos de bloggers que usam isto como um negócio. Tudo menos paixão à leitura. Não acredito em pessoas que acham todos os livros fantásticos, nem mostram apenas livros que receberam. Mais mal parar. Eu não tive tempo de ler tanto como queria este mês então não solicitei livros. Se queria? Muito! Mas qual era o objectivo? Ficarem na estante a ganhar pó? Não vale a pena.

Já li algures um comentário de uma pessoa dentro de uma editora em que diz: às vezes as pessoas acabam por vender os livros e nem sequer pegar neles. O que ainda se revela mais triste. Ou os livros são só lido um ano após o lançamento.

Mais vale ter poucas mas boas parcerias. Eu estou a fazer esse filtro. Preferia ter muitos livros, mas também prefiro não acumular e ler com alma. Não vou deixar que o sistema me pegue e ler de enfiada lançamentos só para dizer que li.

Beijinhos.
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De Bárbara Ferreira a 28.04.2017 às 19:13

Obrigado pela resposta, Cláudia, e por teres também visitado o meu blog.

Percebo bem o que dizes - sobre sair da zona de conforto, sobre livros que se calhar não comprarias por ti. Aquilo que alterou, de certa forma, a minha postura, foi começar a ler mais livros lusófonos, o que me voltou a direccionar a um mercado editorial português do qual estava afastada há talvez dez anos (imagina!). Revisitar livros em português depois de um afastamento longo, de uma predilecção pelos grandes grupos editoriais anglófonos, foi estranho - não reconhecia muitos nomes. Acho que o cenário está a mudar (conforme escrevi no teu post sobre o "leite e mel", e aquilo que a Edite comentou acima, de haver muitas vezes atrasos enormes nas traduções, por exemplo), e que esta multiplicidade de editoras seja um reflexo disso... e que, consequentemente, este cenário do blogger-negócio, também o seja.

Algumas editoras disseram-me que não, por ter poucos seguidores. Honestamente, acabaram por ser aquelas que menos me interessavam (que tinham alguns livros que eu gostaria de ler, mas não uma maioria, um catálogo que me atraísse a 100% - fiz questão de não contactar editoras cujo trabalho não me apele). Outras responderam a perguntar o que me poderiam enviar, outras que me iam incluir na lista, para eu ir perguntando, e avaliariam caso a caso. De um grupo editorial grande, incluído nessa última categoria, ouvi alguns nãos, exactamente pelo número de cópias para divulgação ser limitado. E acredito que seja exactamente pelas pessoas que, como dizes, fazem disto um negócio.

E isso de aceitar cópias para depois vender faz ainda mais sentido quando pensamos naqueles grupos de revendas (os quais, confesso, nunca frequentei) que têm livros muito recentes e/ou populares para oferta a preços, no mínimo, estranhos. E é infinitamente triste, especialmente quando eu, ou tu, ou dez outras pessoas, poderiam apreciar o livro muito mais e fazer uma divulgação honesta do mesmo.

Mais vale só pedir mesmo aquilo que se gostaria de ler.

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