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Veja Mais Mulheres | Money Monster | Jodie Foster

por Cláudia Oliveira, em 11.08.16

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Jodie Foster é a realizadora este filme. Um filme que cumpre o seu objectivo sem superar as expectativas. George Clooney e a Julia Roberts carregam este filme às costas até ao fim. Por acaso acho que o George Clooney não esteve extraordinário no filme. Como se não acreditasse no enredo, não sei. O filme foca num tema actual e necessário, para onde vai o dinheiro quando os investimentos correm mal? Podia passar-se em Portugal. Um maluco qualquer ir tirar satisfações com uma arma e uma bomba. Gostei do filme, mas não adorei. Não é memorável. 5*

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Veja Mais Mulheres | Tallulah | Sian Heder

por Cláudia Oliveira, em 02.08.16

 

Tallulah é um filme de 2006 e está disponivel na Netflix.

 

Este filme mexeu tanto mas tanto comigo. Alguém dizia que a literatura é sentir, o mesmo serve para os filmes. A arte é para sentir. Este filme entrou dentro de mim e sacudiu tudo. Este falou comigo e disse-me: estás a ver? não estamos sozinhas. Este "sozinhas" é uma referencia às mulheres. Este filme é sóbre nós. Sobre maternidade, solidão, amor, família. Sobre a vida. Tem diálogos fantásticos. Reparem no que é dito.Fiquei completamente fascinada. Chorei, chorei muito porque me reconheci um bocadinho em cada uma. Chorei porque queria reconhecer-me em uma delas. Recomendo imenso, para todos. Uns vão sentir, outros não vão entender como um filme destes foi tão marcante para mim. 9*

 

Sian Heder nasceu em Cambridge e escreveu a série tão conhecida Orange is The New Black. Pelo o que percebi ela escreve sobre mulheres. Quero ver tudo o que ela já fez. 

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Veja Mais Mulheres | Summerchild | Iris Olsson

por Cláudia Oliveira, em 21.07.16

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Iris Olsson é finlandesa, realizou este documentário em 2007. O documentário chama-se Summerchild (8.1IMDb). 

 

A história é tocante e necessária. Mostra um casal que apadrinha alguma crianças de orfanatos e recebe uma menina em casa durante as férias de verão. Eles têm nacionalidades diferentes. Ás vezes a comunicação entre eles é difícil mas acabam sempre por entender a mensagem. Por exemplo, numa visita ao supermercado a menina aponta para o leite de soja. Eles pensam que ela é alérgica, mas ela estava só a pedir para comprarem leite. Acabaram por chegar a essa conclusão devido a alguns pormenores. Eu achei este documentário de uma sensibilidade enorme. É bonito ver a amizade que esta menina tem com a filha do casal, assim como a bondade do casal em relação às crianças. 

 

Infelizmente é dificil de encontrar este documentário, mas se tiverem oportunidade assistam. 

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Veja Mais Mulheres| Thea Sharrock | Me Before You

por Cláudia Oliveira, em 12.07.16

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 Típico filme de história de amor. 

 

Foi bom ver a Emilia Clarke noutro registo, mas achei algumas cenas forçadas. Gostei da química entre os dois actores e de alguns diálogos. No entanto, é tudo previsível. O guarda-roupa também é muito divertida. O filme fez-me pensar na sorte da alta sociedade quando são confrontados com acidentes ou doenças graves. As condições em que vivem apesar de condicionadas são certamente superiores. São tratadas pelos melhores médicos e têm a possibilidade de terem uma equipa só para eles. Foi o caso do protagonista deste filme. Teve a sorte de conhecer uma mulher ingénua e pouco interesseira. O momento de maior emoção foi rápido e pouco intenso. Nem uma lágrima nestes olhos. 

 

Filme da realizadora Thea Sharrock

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Encontram este documentário na Netflix (8.4 IMdb). Gostaria que toda a gente visse este documentário e realmente mudasse alguma coisa dentro de cada si. Este documentário despedaçou o meu coração, emocionou-me, deixou-me devastada. 

 

A certa altura perguntam a uma menina órfã de mãe, a viver em condições precárias com mais dois irmãos: "Qual é o teu sonho?". Ao qual ela responde: "Não tenho sonhos". Quão triste pode ser uma menina não ter sonhos? Pode alguém viver sem sonhos?

 

Este documentário transmite uma mensagem importante para a sociedade: a humanidade é responsável por todas as crianças. Tem ideias interessantes e que precisam de ser debatidas e postas em prática. Vocês precisam de ver este documentário para entenderem como as crianças são importantes na estrutura do mundo. 

 

É uma homenagem à mãe, a pessoa mais importante para a criança desde o primeiro minuto. Também mostra o papel importante do pai que tantas vezes é diminuído pela sociedade. O desenvolvimento da criança depende de tudo o que a rodeia: uma criança tem mãe, pai, avó, vizinhos, um país, uma nacionalidade. 

 

Este documentário da directora Estela Renner é incrivel. Ela é brasileira e tem 47 anos. Uma hora e meia que fará toda a diferença. Espero.  

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Veja Mais Mulheres | A Teacher | Hannah Fidell

por Cláudia Oliveira, em 06.06.16

 

 

A Teacher (4.8IMdb) é um filme da directora Hannah Fidell. Conta a história da relação proibida de uma professora com um aluno. 

 

Eu gostei do filme apesar de ser lento e ter algumas falhas. O final deixa muito a desejar. Senti falta de alguns dialogos e achei algumas cenas desnecessárias. 

 

Acho que a actriz principal deu uma carga emocional forte ao filme. A professora começa a ficar obcessiva, o sofrimento e o medo de ser descoberta está bem retratado. Acho que o tema podia ter sido mais explorado e o filme podia ter tido um resultado muito superior. Pessoalmente adoro ver filmes com esta temática, mas conheço poucos. 

 

Aqui a sugestão de um filme polémico.

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Não tenho conseguido ver os filmes todas as semanas como era suposto para o desafio Veja Mais Mulheres, mas na semana passada vi um documentário bastante interessante chamado Bridegroom, da realizadora Linda Bloodworth-Thomason. O documentário conta a história de um casal homossexual com um final muito trágico.

 

 

Depois de assumirem para eles mesmos a sexualidade, tiveram que lutar contra o preconceito das pessoas da aldeia onde viviam e da família. É interessante ver como descobriram a homossexualidade. Ambos viviam numa aldeia pequena e preconceituosa.

 

Vivim juntos há seis anos até que um elemento casal cai de uma altura de quatro andares e morre. A família dele, sobretudo a mãe, vai tomar uma atitude surpreendente e preconceituosa. Proíbe o companheiro do filho de ir ao funeral. Mas já no hospital ele é afastado pela equipa médica porque não o consideram da família.

 

Uma história de amor entre duas pessoas do mesmo sexo em pleno século XXI onde preconceito é uma realidade. 

 

Está disponível na Netflix. 

 

Cinema em Casa

Directora: Linda Bloodworth-Thomason

Ano: 2013

Duração: 1 hora e 20 minutos

Género: Documentário 

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 Ouvi falar neste documentário através da Tatianne Dantas. Tem sido uma excelente e agradável troca de sugestões cinematográfica para o projecto Veja Mais Mulheres. Obrigada! O documentário My Beautiful Broken Brain (7.2 IMDb) está disponível na Netflix para quem estiver interessado. 

 

Lotge Sodderland sofre um derrame hemorrágico com 34 anos e sobrevive. No entanto, a visão e a audição sofrem danos. Assim como  o seu conhecimento em relação as palavras. Ela tem de volta a aprender a ler e a escrever.

 

Este documentário coloca vários questionamentos interessantes e profundos. É aquele documentário que mexe com as emoções. Perturba. E nos deixa eternamente agradecidos por nunca termos passado por uma situação do género. 

 

O documentário é dirigido pela própria Lotge  Sodderland e pela Sophie Robinson.

 

Aqui fica uma sugestão sobre um site dedicado à mulher no cinema. Mulher no Cinema (clica para veres!). Não faltam sugestões interessantes.

 

Cinema em Casa

Directora: Sophie Robinson e Lotge Sodderland

Ano: 2014

Duração: 1 hora e 26 minutos

Género: Documentário 

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"O que se passa na cabeça de cada pessoa é um mistério.", responde o rabino quando o questionam "você também acredita que os suicidas não merecem ser enterrados no cemitério?".

 

Nora, a ex-mulher do José, suicida-se, mas antes, deixa tudo programado para o seu velório. Desde comida congelada com várias etiquetas, ao gato entregue aos cuidados do vizinho. José recebe a visita do Rabino Jacowitz que o avisa que caso ela não seja enterrada naquela altura, terá de esperar mais quatro dias por causa da celebração da Páscoa Judaica. Vários problemas vão surgir para o velório acontecer. 

 

Gostei do filme pela abordagem subtil em relação à morte, religião e família. Tem até momentos com algum humor. As minhas cenas preferidas são protagonizadas pelas netas da Nora. Achei interessante ver como as crianças lidam com a morte de forma tão ingénua e leve ao contrário do peso que os adultos colocam nos momentos tristes da vida. 

 

Vi este Cinco Dias Sem Nora (7.2 IMDb) da directora Mariana Chenillo por recomendação da Michelle do blog Resumo da Ópera. Podem ver o seu texto sobre o filme AQUI.

 

Cinema em Casa

Directora: Mariana Chenillo

Ano: 2008

Duração: 1 hora e 32 minutos

Género: Drama, Comédia

País: México

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Após treze anos sem ver a filha, Val recebe-a na casa onde vive com os seus patrões. Ela vai mudar tudo com a sua personalidade cheia de certezas e pouco humilde. O filme desta semana é Que Horas Ela Volta? (8 IMDb) da directora brasileira Anna Muylaert

 

As interpretações são excelentes, sobretudo a interpretação da actriz Regina Casé. O enredo é simples, mas é um retrato fiel de algumas famílias brasileiras. Duas realidades, famílias ricas e famílias em busca de uma melhor oportunidade na vida. A desigualdade das classes sociais. A simplicidade, a humildade, a arrogância e o prepotência. A ausência de amor, a busca da felicidade.

 

 

Adorei quando a filha da empregada consegue passar no exame ao contrário do filha da patroa. O incómodo dos ricos é evidente! Perguntam-se: como é que a filha da empregada tem o descaramento de ser tão inteligente? Uma chapada sem mãos. 

 

O filme é rico na linguagem, nos diálogos. É um excelente filme brasileiro. Não desilude, surpreende. Mais do que os acontecimentos, a mensagem é reflexiva. Gostei imenso! Recomendadíssimo! 

 

Directora: Anna Muylaert

Local: Cinema em casa

Ano: 2014

Duração: 112 minutos

Género: Drama

País: Brasil

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