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O MELHOR PRESENTE PARA O DIA DOS NAMORADOS

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O amor está no ar no mês de fevereiro com a aproximação do dia dos namorados. Nada melhor do que ler sobre este grande sentimento que move o mundo. Para não deixar passar em branco o dia dos namorados, a Suma de Letras lançou uma coletânea de 59 poemas numa edição linda de morrer. Não dá para ficar indiferente. Um excelente presente para a cara metade. Ou simplesmente um presente para si leitor que quer ler sobre o amor e acredita na sua força como sentimento transformador e inspirador. Amor em 59 poemas. 

 

Fiquei muito contente por reconhecer alguns nomes da literatura portuguesa, brasileira e não só. Através de uma pequena biografia ao lado do poema temos a possibilidade de conhecer um pouco sobre o poeta ou poetisa. Acho interessante a diversidade contida. Desde Fernando Pessoa, Dante, Baudelaire,...

 

Este livro de poemas sobre o amor prova que é possível escrever sobre o amor das mais diversas formas e intensidades. Dependendo da experiência de cada um o amor pode ter a forma que quiser. Alguns são sofridos, amargurados enquanto que outros trazem luz e esperança. Poemas belíssimos encheram os meus dias de palavras eternizadas pelo tempo. Poetas e poetisas que pretendo descobrir ao longo da vida.

 

Os meus preferidos são os poemas enigmáticos e curtos. Poemas concisos que deixam marcas. Abruptos, como uma porta fechada após uma discussão. Sinceros, sofridos, doces e alegres. O amor está em todo o lado. O amor é forma de expressão universal mais incrível de todas.

 

No inicio do ano tive a oportunidade de ler outra coletânea, tornou-se uma necessidade diária e uma relação (quase) íntima entre mim e a poesia. Ainda em desenvolvimento com tendência para estreitar-se. Estou a adorar a experiência, recomendo vivamente a quem tem curiosidade e sente (como eu sentia) que não entende a poesia. O meu chamado para a poesia aconteceu o ano passado com os poemas da Rupi Kaur (podem ver aqui) , desde daí o bichinho ficou e veio intensificar-se com a poesia do Helberto Hélder. Um dia falo melhor sobre isso.

 

Gostei bastante de ler este livro e ter a oportunidade de conhecer mais poetas e poetisas. Fica o convite para verem o vídeo onde vos dou uma ideia para o presente do dia dos namorados e vos mostro com mais detalhe este livro lindo da Suma das Letras.  

 

 

O REINO DE FERAS | GIN PHILLIPS

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Não vamos ignorar esta capa maravilhosa. Preta e vermelha, com cavalos no carrossel, lembro-me imediatamente da música infantil que mais gosto. “Cavalinho cavalinho de papel, a correr trá lá lá, a saltar trá lá lá,…”. 

 

Uma mãe leva o seu filho de quatro anos ao Jardim Zoológico. Uma criança curiosa, inteligente e fã de super-heróis. Na hora do regresso a casa ela repara em corpos espalhados e num homem armado. Num súbito sentimento de proteção, inerente a todas as mães, volta para trás e escondem-se dentro das grandes folhas, como se estivessem numa selva. Não vou revelar o que se passa, é mais interessarem lerem e descobrirem. Nos tempos atuais é bastante possível acontecer. Infelizmente. 

 

O enredo desenvolve-se aliado a um sentimento claustrofóbico. O nervosismo miudinho instala-se, sentimos vontade de entrar na história e calar o miúdo tal é a tensão. Sem saber muito bem o que está a acontecer, ela envia mensagens ao marido e acede à internet para obter algumas respostas. É difícil manter a calma numa situação dessas, entre choro de outros bebés, perguntas insistentes do filho e perigo iminente. A ambientação do enredo é muito bem conseguida através da narrativa.

 

O que faríamos no lugar da mãe desta criança? Seriamos capaz de controlar os nervos e não sucumbir aos nervos? Até onde vai a coragem para proteger alguém? Como são sair desta situação?

 

A narrativa por vezes estende-se em descrições ou pensamentos que não acrescentam. Não há muita diversidade de acontecimentos dentro de um espaço tão limitado. Repete-se ligeiramente. Outra coisa que gostei menos foram as comparações escolhidas pela autora. Página 139, compara uma língua a um pénis, mas depois diz que a protagonista nem consegue ver bem. Tem alguns lances interessantes. Por exemplo, a história sobre o diabo e um relógio. Na forma como cada mulher olha para a maternidade. Qual é o momento perfeito para parar o relógio? 

 

O final em aberto para mim é o melhor deste livro. Gosto de finais deste género, mas normalmente estes finais são pouco consensuais. Deixou-me nervosa, irritada e comovida. Curiosa para ver as reações dos outros leitores. Não vão precisar de esperar muito, o livro sai já dia 2 de Janeiro, pela Suma de Letras. 

 

Sendo o primeiro romance de Gin Phillips, premiada com o Barnes and Noble Discover, publicada em mais de 29 países acho que temos uma promissora escritora dentro do género. Recomendo. 

 

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"A LUZ DA NOITE" | GRAHAM MOORE

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Foi a primeira vez que eu li algo escrito por Graham Moore, mas já ficou debaixo de olho para futuras leituras.

 

Segundo as informações contidas na capa, Graham Moore é escritor e realizador de sucesso. Lembram-se do filme "O Jogo da Imitação"? Pois é, o guião deste filme foi escrito por ele e venceu um Óscar para melhor guião adaptado e ainda foi nomeado para um BAFTA e um Globo de Ouro. Esta história também vai virar filme brevemente. Eddie Redmayne, o nosso ruivo, será o terrível Thomas Edison. 

 

Esta história passa-se no século XIX em Nova Iorque. George Westinghouse e Thomas Edison vão entrar numa batalha para ver quem inventou a lâmpada. Thomas afirma que foi o primeiro a patentear a ideia e vai lutar até ao fim para defender a sua criação.  Acaba por contratar o advogado Paul para entrar com um processo contra George depois deste abrir uma empresa e começar a comercializar a lâmpada. Afinal, qual deles foi?

 

A "Luz da Noite" é uma obra de ficção histórica. Além dos nomes, acontecimentos e locais verdadeiros e conhecidos que constam desta narrativa, todos os nomes, personagens, locais e incidentes são fruto da imaginação do auto ou são utilizados ficcionalmente."

 

Mais do que uma batalha entre egos, esta história é a defesa dos criadores de ideias e o desprezo pelo plágio. O mais interesse neste livro foram as questões levantadas a respeito deste assunto para além do todo o conhecimento em relação à energia elétrica e posteriores criações consequentes da mesma. Como a cadeira elétrica, por exemplo. 

 

Engane-se quem está a pensar que este livro é uma aula de história chata. Nada disso. O livro é rico em personagens cativantes, com as quais temos dificuldade em sentir simpatia mas nos fazem torcer por elas. Tive a impressão que o Graham Moore inspirou-se no Steve Jobs para criar a personalidade do Thomas Adison. Há várias citações do criador na Apple no inicio dos capitulos. Para além disso tem um nível de arrogância muito semelhante.

 

É um romance histórico com informações que acrescentam e um ritmo que prende. Resta-me esperar pelo filme e recomendar esta leitura. 

 (livro cedido pela editora)

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"MENINA BOA, MENINA MÁ" | ALI LAND

 

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Ficava ansiosa sempre que pousava o livro e esperava pela próxima pausa para continuar a leitura. Devorei o livro até à última página antes de adormecer e ainda tive direito a pesadelos com as personagens. Já não acontecia há algum tempo com um thriller psicológico.

 

Milly tem quinze anos quando se vê obrigada a denunciar a sua mãe à policia. A mãe dela é uma assassina, mata crianças, obriga-a a assistir e limpar as provas depois do crime. A mãe dela usa o seu cargo numa instituição para mulheres contra a violência doméstica para atrair as vitimas. Mulheres vulneráveis que recorrem a estas instituições para se salvarem. No entanto, com a mãe da Milly por perto é exatamente o contrário o que acontece. Ela fecha as vítimas num quarto chamado de “parque infantil” para as matar. Depois da denuncia a Milly é levava para a casa de uma família de acolhimento. Precisa de lidar com tudo enquanto tenta manter o discernimento e alguma calma.

 

Ali Land trabalha com doentes mentais há vários anos, o que faz com que tenha bases para dar credibilidade ao enredo. É profundo e perturbador com uma narrativa fluida e fragmentada em alguns momentos. A história é desenvolvida através da Milly, uma adolescente bastante traumatizada. As emoções são verossímeis assim como as dúvidas em relação a si mesma. Acreditei nas emoções da Milly, arrepiei-me várias vezes.

 

Ter uma mãe como assassina em série transforma-a numa pessoa má? Como se sente em relação à acusação e ao julgamento? Como lida com os comentários dos outros? Como é ter uma família nova? Como é o regresso à escola? Como é ser testemunha do julgamento da própria mãe?

 

Adorei este livro. Perturbador e envolvente. Algumas vezes pensei que não ia conseguir terminar. A temática é bastante forte, pode chocar os mais sensíveis. Pessoalmente adoro ser chocada e ter contato com realidades absurdas. Este livro é um bom exemplo do que é para mim é um bom thriller psicológico. A única ressalva é a falta de explicação para algumas situações que apesar de ter sido feitas não me convenceram totalmente. Senti necessidade de mais informações. 

 

Super recomendo. Está no top da lista de preferidos deste ano quanto ao género.

 

(livro cedido pela Suma de Letras)

 

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"O JARDIM DAS BORBOLETAS" | DOT HUTCHISON

 

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Este é o primeiro de uma trilogia intitulada "Coleccionador". Começa com o pé direito, com fortes indicações de se tornar numa escritora reconhecida no seu meio. E até parece que existe uma disputa entre duas produtoras para a sua adaptação. Certamente um filme arrepiante.

 

Neste livro o nosso vilão adora coleccionar meninas. Assim que chegam ao Jardim, tatua as costas de todas com asas lindas e brilhantes. São violadas, massacradas e depois mortas. Quando mortas são embalsamadas e expostas num corredor no meio de resina. Assustador e macabro. No Jardim vivem um mundo muito próprio e com fracas hipóteses de escapar. Mas uma das raparigas foge e agora é interrogada pela policia.

 

A história é revelada aos poucos. A rapariga interrogada faz questão de contar tudo a conta gotas o que pode criar algum desconforto no leitor. Não via a hora de obter mais informação daquele lugar, o que me fez virar páginas sem parar. Confesso que sou muito ansiosa neste tipo de coisas. Fez-me estar à beira do desespero enquanto prendia a minha atenção. Bela jogada. 

 

Consegui acreditar no que me era contado. É o mais importante numa história tão estranha, não é verdade? Consegui imaginar todos os cenários e ficar enojada em alguns momentos. Certamente que este livro provoca diferentes emoções em diferentes leitores. Eu tive uma experiência de leitura muito irregular. Senti-me envolvida até metade do livro, mas a minha atenção afastou-se em determinados momentos. Tive dificuldade em conectar-me com a história e não gostei muito do final. No entanto, fascinou-me este Jardim com livros como uma espécie de escape. Podem esperar várias referências. 

 

"À noite, o Jardim era um lugar de sombras e luar, onde se podia ouvir com mais clareza todas as ilusões que o transformavam naquilo que era. Durante o dia havia conversas e movimento, às vezes jogos ou canções, e isso disfarçava o som dos canos a transportarem água e nutrientes através dos canteiros, das ventoinhas que faziam circular o ar. À noite, a criatura que era o Jardim largava a sua pele sintética para revelar o esqueleto por debaixo."

 

A beleza de uma frágil borboleta e a monstruosidade de um homem num thriller que não te vai deixar indiferente. Recomendo.

 

(livro cedido pela editora Suma de Letras)

(estejam atentos, esta semana teremos um passatempo)

 

PASSATEMPO | SUMA DE LETRAS

 

Vamos começar a semana com um passatempo? Juntamente com a Suma de Letras vou sortear um pack com dois livros da autora Elísabet Benavent. Passatempo decorre no Facebook, na página "A Mulher que Ama Livros".

 

SINOPSE

Divertida, emocionante e sexy como tu! 

Valeria é uma escritora de histórias de amor. Valeria vive o amor de forma sublime. Valeria ama Adrian até que conhece Victor. Valeria tem de ser sincera consigo mesma. Valeria chora, Valeria ri, Valeria caminha... Mas o sexo, o amor e os homens não são objectivos fáceis. Valeria é especial. Como todas nós.

Aviso: Pode causar dependência.

"O CASTELO DE VIDRO" | JEANNETTE WALLS (texto + vídeo)

 

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Quantos anos tem a nossa memória mais antiga? Acho que a minha memória mais antiga foi guardada quando tinha seis anos. Alguém recorda os primeiros anos da sua vida? Dificilmente, não é? Na gaveta das memórias quantas recordações escondes e preferias apagar? 
 
Jeannette Walls é neste momento uma jornalista famosa, neste livro acompanhamos a sua vida, sobretudo a forma como foi educada. Enquanto cresce, passa por várias experiências de negligência por parte dos pais. São adultos problemáticos, roubam, bebem, não trabalham. Permitem que os seus filhos passem fome. Mudam de casa frequentemente, arrastam consigo as três crianças (mais tarde quatro) na esperança de encontrar ouro e construir um castelo de vidro. 
 
Este livro começa quando a Jeannette têm três anos. O seu vestido cor de rosa pega fogo enquanto cozinha salsichas no fogão em cima de um banco. Ela é transportada para o hospital com queimaduras graves. No hospital é tratada com muito cuidado por toda a equipa médica. Sente-se tão feliz que  não se importava de ficar ali para sempre. Ali a comida não acaba e pode comer pastilhas elásticas.  A Jeannette recebe as visitas dos pais e irmãos frequentemente até ao dia que regressa a casa pronta para voltar a cozinhar. 
 
É difícil gostar dos pais da autora. É uma família fascinante ligada por laços afectivos e ao mesmo tempo com reacções egoístas. Com traços de ternura e de crueldade. As pessoas não são apenas uma coisa. São feitas de defeitos, recortes de sofrimento e delicados sonhos. O que mais me fascinou foi o misto de emoções ao longo de todas as páginas. As lágrimas apareceram já na fase final do romance durante uma conversa entre a Jeannette e o pai. Antes, várias vezes, interrompi a leitura para processar o que tinha acabado de ler. É incrível a coragem da autora em expor a sua infância dura de forma tão crua. Ela acaba por atingir os seus sonhos e tornar-se escritora. Foi fruto da educação?
 
"Eu tinha apenas três vestidos, todos usados, de uma loja de artigos em segunda mão, o que significava que todas as semanas tinha de usar dois deles duas vezes."
 
Adorei a irmã dela mais velha, a Lori. Uma menina madura, capaz de aceitar a vida que lhe é dada. Inteligente, ficada nos objectivos e uma enorme capacidade de protecção. É a primeira a proteger os irmão da realidade. Os irmãos têm uma ligação bonita, fiquei arrepiada nos momentos onde a cumplicidade é mais evidente. 
 
"Lori era a leitora mais obsessiva. Fantasia e ficção cientifica, em especial O Senhor dos Anéis. Quando não estava a ler, estava a desenhar orcs ou hobbits. Tentava pôr toda a gente da família a ler livros."
(não é maravilhoso?)
 
O castelo de vidro representa os sonhos. A capacidade de sonhar, apesar das dificuldades da vida. Uma vontade de fugir dos padrões, de não pertencer ao sistema e encontrar um mundo sem regras e condicionantes. Uma família unida, sem o final feliz que gostaríamos. A realidade sem floreados apesar de pequenos apontamentos de esperança e amor. 
 
Ri e chorei. Recomendo, sem dúvida. 
 
(livro cedido pela editora)
 

 

 
 

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