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"O JARDIM DAS BORBOLETAS" | DOT HUTCHISON

por Cláudia Oliveira, em 14.08.17

 

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Este é o primeiro de uma trilogia intitulada "Coleccionador". Começa com o pé direito, com fortes indicações de se tornar numa escritora reconhecida no seu meio. E até parece que existe uma disputa entre duas produtoras para a sua adaptação. Certamente um filme arrepiante.

 

Neste livro o nosso vilão adora coleccionar meninas. Assim que chegam ao Jardim, tatua as costas de todas com asas lindas e brilhantes. São violadas, massacradas e depois mortas. Quando mortas são embalsamadas e expostas num corredor no meio de resina. Assustador e macabro. No Jardim vivem um mundo muito próprio e com fracas hipóteses de escapar. Mas uma das raparigas foge e agora é interrogada pela policia.

 

A história é revelada aos poucos. A rapariga interrogada faz questão de contar tudo a conta gotas o que pode criar algum desconforto no leitor. Não via a hora de obter mais informação daquele lugar, o que me fez virar páginas sem parar. Confesso que sou muito ansiosa neste tipo de coisas. Fez-me estar à beira do desespero enquanto prendia a minha atenção. Bela jogada. 

 

Consegui acreditar no que me era contado. É o mais importante numa história tão estranha, não é verdade? Consegui imaginar todos os cenários e ficar enojada em alguns momentos. Certamente que este livro provoca diferentes emoções em diferentes leitores. Eu tive uma experiência de leitura muito irregular. Senti-me envolvida até metade do livro, mas a minha atenção afastou-se em determinados momentos. Tive dificuldade em conectar-me com a história e não gostei muito do final. No entanto, fascinou-me este Jardim com livros como uma espécie de escape. Podem esperar várias referências. 

 

"À noite, o Jardim era um lugar de sombras e luar, onde se podia ouvir com mais clareza todas as ilusões que o transformavam naquilo que era. Durante o dia havia conversas e movimento, às vezes jogos ou canções, e isso disfarçava o som dos canos a transportarem água e nutrientes através dos canteiros, das ventoinhas que faziam circular o ar. À noite, a criatura que era o Jardim largava a sua pele sintética para revelar o esqueleto por debaixo."

 

A beleza de uma frágil borboleta e a monstruosidade de um homem num thriller que não te vai deixar indiferente. Recomendo.

 

(livro cedido pela editora Suma de Letras)

(estejam atentos, esta semana teremos um passatempo)

 

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PASSATEMPO | SUMA DE LETRAS

por Cláudia Oliveira, em 17.07.17

 

Vamos começar a semana com um passatempo? Juntamente com a Suma de Letras vou sortear um pack com dois livros da autora Elísabet Benavent. Passatempo decorre no Facebook, na página "A Mulher que Ama Livros".

 

SINOPSE

Divertida, emocionante e sexy como tu! 

Valeria é uma escritora de histórias de amor. Valeria vive o amor de forma sublime. Valeria ama Adrian até que conhece Victor. Valeria tem de ser sincera consigo mesma. Valeria chora, Valeria ri, Valeria caminha... Mas o sexo, o amor e os homens não são objectivos fáceis. Valeria é especial. Como todas nós.

Aviso: Pode causar dependência.

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"O CASTELO DE VIDRO" | JEANNETTE WALLS (texto + vídeo)

por Cláudia Oliveira, em 10.07.17
 

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Quantos anos tem a nossa memória mais antiga? Acho que a minha memória mais antiga foi guardada quando tinha seis anos. Alguém recorda os primeiros anos da sua vida? Dificilmente, não é? Na gaveta das memórias quantas recordações escondes e preferias apagar? 
 
Jeannette Walls é neste momento uma jornalista famosa, neste livro acompanhamos a sua vida, sobretudo a forma como foi educada. Enquanto cresce, passa por várias experiências de negligência por parte dos pais. São adultos problemáticos, roubam, bebem, não trabalham. Permitem que os seus filhos passem fome. Mudam de casa frequentemente, arrastam consigo as três crianças (mais tarde quatro) na esperança de encontrar ouro e construir um castelo de vidro. 
 
Este livro começa quando a Jeannette têm três anos. O seu vestido cor de rosa pega fogo enquanto cozinha salsichas no fogão em cima de um banco. Ela é transportada para o hospital com queimaduras graves. No hospital é tratada com muito cuidado por toda a equipa médica. Sente-se tão feliz que  não se importava de ficar ali para sempre. Ali a comida não acaba e pode comer pastilhas elásticas.  A Jeannette recebe as visitas dos pais e irmãos frequentemente até ao dia que regressa a casa pronta para voltar a cozinhar. 
 
É difícil gostar dos pais da autora. É uma família fascinante ligada por laços afectivos e ao mesmo tempo com reacções egoístas. Com traços de ternura e de crueldade. As pessoas não são apenas uma coisa. São feitas de defeitos, recortes de sofrimento e delicados sonhos. O que mais me fascinou foi o misto de emoções ao longo de todas as páginas. As lágrimas apareceram já na fase final do romance durante uma conversa entre a Jeannette e o pai. Antes, várias vezes, interrompi a leitura para processar o que tinha acabado de ler. É incrível a coragem da autora em expor a sua infância dura de forma tão crua. Ela acaba por atingir os seus sonhos e tornar-se escritora. Foi fruto da educação?
 
"Eu tinha apenas três vestidos, todos usados, de uma loja de artigos em segunda mão, o que significava que todas as semanas tinha de usar dois deles duas vezes."
 
Adorei a irmã dela mais velha, a Lori. Uma menina madura, capaz de aceitar a vida que lhe é dada. Inteligente, ficada nos objectivos e uma enorme capacidade de protecção. É a primeira a proteger os irmão da realidade. Os irmãos têm uma ligação bonita, fiquei arrepiada nos momentos onde a cumplicidade é mais evidente. 
 
"Lori era a leitora mais obsessiva. Fantasia e ficção cientifica, em especial O Senhor dos Anéis. Quando não estava a ler, estava a desenhar orcs ou hobbits. Tentava pôr toda a gente da família a ler livros."
(não é maravilhoso?)
 
O castelo de vidro representa os sonhos. A capacidade de sonhar, apesar das dificuldades da vida. Uma vontade de fugir dos padrões, de não pertencer ao sistema e encontrar um mundo sem regras e condicionantes. Uma família unida, sem o final feliz que gostaríamos. A realidade sem floreados apesar de pequenos apontamentos de esperança e amor. 
 
Ri e chorei. Recomendo, sem dúvida. 
 
(livro cedido pela editora)
 

 

 
 

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