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"A RAPARIGA NO GELO" | ROBERT BRYNDZA

por Cláudia Oliveira, em 04.07.17

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A Alma dos Livros (@almadoslivros.pt) lançou o seu primeiro thriller policial, o primeiro de uma série tendo como protagonista a policial Erika . Os livros têm recebido criticas muito boas e têm sido um fenómeno de vendas. Unido de uma capa fabulosa, este titulo suscitou o interesse de muitos leitores. Já li, agradeço à editora por me ter cedido um exemplar de forma a partilhar convosco a minha opinião mais sincera. 

 

Quando coloquei no meu instastories a questão, qual o livro que deve ter opinião em primeiro lugar no blog, este livro foi o preferido da maioria. Estamos no pico do verão, mas o facto deste livro passar-se numa estação diferente não afastou as pessoas. Pelo contrário, há curiosidade. Eu também fui picada pelo bichinho e assim que o livro chegou passou à frente de uma série de leituras. Ando em busca do thriller do ano. 

 

Ao contrário da maioria eu não gostei do livro. Vamos ao que gostei antes de desanimar os mais interessados. Li-o em dois dias, é uma leitura fluida, nem damos pelas páginas voarem. É o livro perfeito para época de férias. Ideal para os leitores de verão. O livro certo para quem lê poucos thrillers. Consegui imaginar perfeitamente o cenário e as personagens. A escrita do autor é simples. 

 

Sabem quando estão a ler algo que já viram dezenas de vezes em filmes do género ou em series televisivas? Foi isso que aconteceu. Conseguiram meter todos os clichés de thrillers num só livro. Grande feito caro Robert. Uma rapariga bonita é assassinada. Ela usa um vestido preto justo, mas a moça consegue meter um iPhone nas cuecas. Gostava tanto de saber como é que ela fazia aquilo e ninguém dava por isso. Estou a ser mesquinha? Perdoem-me. 

 

Diria mais mas não quero dar spoiler nem estragar a experiência de leitura de ninguém. Vou simplesmente ficar-me pelos traços gerais da história. Não gostei do desenvolvimento do crime, nem de nenhuma das personagem. Consegui adivinhar quase tudo (e não sou muito perspicaz nestas coisas). O drama pessoal que traumatiza a Erika não me suscitou nenhum interesse. Ela não está preparada para trabalhar, tem atitudes de arrogância e é mal educada de forma gratuita. Para não falar nas escolhas que faz ao longo do livro. Revirei tantas vezes os olhos. E as conversas machistas e sexistas? Não há pachorra. Não vou transcrever para aqui os diálogos porque são vulgares e tenho menores a ler. Sempre podem comprar o livro para matar a curiosidade. 

 

O final não é surpreendente, apesar de não ter descoberto essa parte. Não há emoção no desfecho. Não senti um único pêlo dos braços levantar. Nenhuma outra questão interessante é levantada ao longo do livro. E por isso é que eu continuo a dizer que é o livro certo para a praia. Não há nada para reflectir profundamente com esta história, os problemas da vida vão desaparecer por alguns momentos. Se calhar era esse o objectivo do autor. Podia ter feito muito melhor, achei um livro preguiçoso e previsível.  

 

Eu não consigo ficar indiferente a uma escrita tão rasa e a personagens tão vazios. Não recomendo. 

 

(livro cedido pela editora)

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