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"LETRA ABERTA" | HERBERTO HELDER

 

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Nunca tinha sido empurrada com tanta força contra o abismo como fui pelos poemas de Herberto Helder. Uma crescente perturbação ao longo dos poemas que me fizeram querer saber mais sobre ele. Herberto Helder era um poeta genial, morreu em 2015.

 

"Meu deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro"

 

"Letra Aberta" transformou a minha forma de olhar para a poesia. Era disto que eu precisava para acordar. A literatura  nunca mais será igual, nunca mais será uma só linha contínua. Abriram-se muitas janelas para espreitar e procurar a porta. O meu tamanho transformou-se, passei a pequenina curiosa em bicos dos pés. 

 

Quando fechei o livro tinha um peso tão grande dentro de mim que achei possível cair. A garganta estava seca e o sangue fervia. Não queria sair dali. Precisava conhecer mais, desvendar. E reli, reli até dar nós na minha cabeça. Era disto que eu precisava. E fui em busca de mais, encontrei um documentário sobre o poeta, li algumas entrevistas. Um poeta que não suportava o mediatismo. Talvez por isso tenha sida tão demorado o meu encontro com os seus livros. O documentário está disponivel no YouTube. É dedicado ao poeta numa tentativa de conhecer mais do homem, dentro das suas limitações é muito interessante. Assistam se tiverem curiosidade. 

 

Não encontro neste momento palavras suficientes para demonstrar o meu fascínio nem o tamanho do impacto dos seus poemas na minha vida.

 

 

 o documentário

 

(li este livro para o projeto Ler os Nossos)

NOITES DE POESIA NA FEIRA DO LIVRO

 

Para quem pediu, Maria Teresa Horta estará na Feira do Livro.no dia 14 de junho, pelas 21:30 na Praça Leya.  Aproveitem e comprem o seu último livro "Poesis", lançado pela D.Quixote amanhã (13). 

 

Com a presença e participação de Maria Teresa Horta, Luis Filipe Castro Mendes, Manuel Alegre, Nuno Júdice e António Carlos Cortez, e moderação de Ana Sousa Dias.

 

Como é a poesia? Para quê a poesia? Que poesia, hoje? Ninguém contesta que a arte – todas as formas de arte – é essencial num mundo que enfrenta, nos dias que correm, perigos de sempre e perigos novos: a alienação dos mais jovens quanto aos temas e problemas da cultura, quanto a questões de política e de cidadania, de consciência cívica, em suma. A poesia pode, neste contexto, educar? Pode um poema activar no leitor formas novas de ver e entender o real? No mundo tecnológico e esmagado pelos interesses imediatos, que podem dizer os poetas? Pode a palavra poética reabilitar o quotidiano?