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"A CARNE" | ROSA MONTERO

por Cláudia Oliveira, em 17.10.17

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O contraste de duas pessoas perante o abandono e o amor. 

 

O gigolô Adam é contratado para fazer ciúmes ao ex marido de Solelad num evento de arte. De forma subtil acabar por invadir a vida desta mulher insegura. Durante o prazer e conversas fugidias as histórias entrelaçam-se num sofrido sentimento de solidão. A necessidade de amor ou uma simples companhia acaba por juntar este improvável casal . Solelad é uma mulher madura com extremas inseguranças em relação a si mesma. E na verdade, não é tão madura assim. Desde crises de meia idade a lutas com a razão ela transmite energias negativas durante todo o livro. A nível profissional é segura e muito disciplinada. Mas as aparências iludem. Os seus medos são extremamente expostos após o fim da sua relação, sobretudo com a vida bela das pessoas à sua volta. Ela tem 60, não tem filhos (nem quer), nem aparentemente uma vida amorosa dentro dos padrões.

 

Este livro foi uma experiência de leitura angustiante. Nunca senti simpatia pela Soledad, nem entendi as suas motivações. Também nunca a julguei, apesar das atitudes que demonstram um enorme desequilíbrio emocional. Nem o rumo que a autora decide dar à história me convenceram. O melhor deste livro são os apontamentos relativos aos escritores malditos que faz parte de um projeto da Soledad. Uma ideia absolutamente interessante que merecia todo o protagonismo.

 

Pensei muito no mundo injusto construído para julgar as mulheres. As mulheres que não querem ter filhos e ainda são muito criticadas. Não podem simplesmente dedicar a vida à carreira, nem estar sozinhas. São trocadas por mulheres mais novas por homens que não suportam a ideia de ficarem velhos. A carne marcada pela vida, atingida inevitavelmente pela idade pode transformar o rosto e não transformar a alma. A loucura presa a fantasmas e uma grave necessidade de amor. 

 

O desenvolvimento do casal pouco convencional deixa muito a desejar. Com cenas incoerentes, parecidas com um argumento de uma comédia romantica fiquei um bocadinho desiludida depois de tantos elogios à escritora espanhola Rosa Montero. No entanto, não vou desistir dela. Apesar das personagenas gostei das reflexões consequentes desta história e fiquei imersa na leitura. Nada é bonito neste livro, nem é para ser. A verdade pode provocar repulsa. 

 

Não foi o livro certo para começar a ler Rosa Montero. Tenho ainda na estante "Instruções para salvar o Mundo", editado também pela Porto Editora.

 

(livro cedido pela editora)

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Na 3ª edição, a editora Marcador lança agora esta história com uma capa nova. Uma capa que melhorou bastante com esta decisão. Através de alguma pesquisa descobri que esta história já serviu de argumento para uma peça de teatro em vários países, mais de 50. Portugal incluído. Podem ver alguns vídeos espalhados por aí.  Não sei se reconheceram de imediato o nome do autor, ele é o autor do conhecido livro "Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa".  

 

Este livro conta a história de um homem e um rapaz.  Passa-se na década de 60, num bairro pobre em Paris, na rua Bleue. Temos o Moisés, o menino de judeu de seis anos e o Sr. Ibrahim, um vendedor árabe. Apesar das diferenças culturais e religiosas vão criar uma relação de amizade baseada na solidariedade. Vão transformar a vida um do outro através de ensinamentos e gestos. Apesar das diversidades ambos conseguem sorrir e fazer da vida um lugar mais feliz. Transformam palavras tristes em aprendizagens. 

 

São apenas 69 páginas numa história que condensa o melhor que uma amizade pode ter. É uma pena ser tão curto. Senti falta de maior desenvolvimento para criar uma ligação com as personagens. Tudo acontece num turbilhão, e apesar de tocante não é muito envolvente. 

 

Este livro traz esperança e solta sorrisos. A amizade não precisa ser feita de duas pessoas iguais, precisa de genuinidade nos afetos. "Aquilo que dás é teu para sempre".

 

Não deixem de ler. Vou procurar mais livros deste autor, talvez o seu título mais conhecido. A sua escrita é reconfortante como uma chávena de chá no final do dia. Como uma almofada fofa e um pedaço de bolo de chocolate. 

 

Recomendo. 

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"A LUZ DA NOITE" | GRAHAM MOORE

por Cláudia Oliveira, em 13.10.17

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Foi a primeira vez que eu li algo escrito por Graham Moore, mas já ficou debaixo de olho para futuras leituras.

 

Segundo as informações contidas na capa, Graham Moore é escritor e realizador de sucesso. Lembram-se do filme "O Jogo da Imitação"? Pois é, o guião deste filme foi escrito por ele e venceu um Óscar para melhor guião adaptado e ainda foi nomeado para um BAFTA e um Globo de Ouro. Esta história também vai virar filme brevemente. Eddie Redmayne, o nosso ruivo, será o terrível Thomas Edison. 

 

Esta história passa-se no século XIX em Nova Iorque. George Westinghouse e Thomas Edison vão entrar numa batalha para ver quem inventou a lâmpada. Thomas afirma que foi o primeiro a patentear a ideia e vai lutar até ao fim para defender a sua criação.  Acaba por contratar o advogado Paul para entrar com um processo contra George depois deste abrir uma empresa e começar a comercializar a lâmpada. Afinal, qual deles foi?

 

A "Luz da Noite" é uma obra de ficção histórica. Além dos nomes, acontecimentos e locais verdadeiros e conhecidos que constam desta narrativa, todos os nomes, personagens, locais e incidentes são fruto da imaginação do auto ou são utilizados ficcionalmente."

 

Mais do que uma batalha entre egos, esta história é a defesa dos criadores de ideias e o desprezo pelo plágio. O mais interesse neste livro foram as questões levantadas a respeito deste assunto para além do todo o conhecimento em relação à energia elétrica e posteriores criações consequentes da mesma. Como a cadeira elétrica, por exemplo. 

 

Engane-se quem está a pensar que este livro é uma aula de história chata. Nada disso. O livro é rico em personagens cativantes, com as quais temos dificuldade em sentir simpatia mas nos fazem torcer por elas. Tive a impressão que o Graham Moore inspirou-se no Steve Jobs para criar a personalidade do Thomas Adison. Há várias citações do criador na Apple no inicio dos capitulos. Para além disso tem um nível de arrogância muito semelhante.

 

É um romance histórico com informações que acrescentam e um ritmo que prende. Resta-me esperar pelo filme e recomendar esta leitura. 

 (livro cedido pela editora)

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"ORIGEM" | DAN BROWN + PASSATEMPO

por Cláudia Oliveira, em 11.10.17

 

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Um mês antes de revelar à humanidade a sua grande descoberta Edmond é recebido por três lideres religiosos em Bilbau. O cientista trabalha numa especialidade relacionada com a teoria de jogos e modelos computacionais. É considerado uma espécie de profeta no mundo da tecnologia e é um conceituado cientista nos campos da computação e da teoria de jogos. Previu uma crise monetária europeia há uns anos que lhe deu imenso destaque. Após uma vasta investigação descobre algo que irá comprometer o futuro das religiões. O cientista tem as respostas para as grandes questões: De onde vimos? Para onde vamos? Há provas cientificas que todas as religiões têm um aspeto em comum: estão todas enganadas.

 

Este é o ponto de partida para o inicio da nova aventura do professor Robert Langdon. Convidado para o evento pelo ex aluno Edmond vai ver-se envolvido pelo mistério após uma situação na grande noite da revelação. Neste livro Robert parece estar mais contido, talvez esteja um bocadinho mais cansaço apesar de nunca parar no mesmo lugar. Continua a trazer maravilhosas informações relativas à arte através dos seus diálogos e pensamentos. Aprendo sempre imenso com ele. O que gosto nos livros do Dan Brown é precisamente isso, faz-me procurar na internet lugares que desconheço e ter vontade de os visitar. 

 

Quando escolho os livros dele a minha expetativa é encontrar o que eu encontrei, distração para os dias pesados. A leitura foi muito envolvente, as páginas voaram. É um no stop de ação e mistério. Através de personagens cativantes acabamos por acompanhar a resolução do grande mistério. Nunca fiquei aborrecida e é isso que eu espero dos livros do autor. Acho que posso afirmar que Dan Brown criou uma das suas melhores personagens, o Winston. Só li dois livros do autor, mas vou arriscar.

 

Não gostei nada do que se passou na página 242, mas gostava muito que me dessem a vossa opinião. Não acharam muito incoerente? As personagens femininas dele nunca me agradam e têm atitudes insuportáveis. Também tem cenas pouco surpreendentes e senti falta de algumas explicações. Apesar do final me ter desiludido um pouco a experiência de leitura foi positiva. O grande segredo não é tão grande assim. Digam-me de vossa justiça, ficaram surpreendidos?

 

Recomendo. Uma livro que não pretende ser mais do que é. 

 

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"DOUTOR FINANÇAS" | JOÃO MORAIS BARBOSA/JOÃO RAPOSO

por Cláudia Oliveira, em 10.10.17

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Fiquei muito feliz quando este lançamento da Matéria Prima chegar à minha casa. Dei tantos pulinhos. Para quem não sabe "a  missão do Doutor Finanças consiste em ajudá-lo a equilibrar o seu orçamento familiar. Após um check-up financeiro, identificamos sintomas de “doença financeira” e apresentamos soluções para ajustar o seu orçamento familiar." Podem ler mais no site www.doutorfinancas.pt e até subscrever para receber mais informações sobre técnicas de poupança e investimento. 

 

Eu tinha uma doença financeira, com muita dedicação e persistência consegui ultrapassar e aprender muito sobre a minha relação com o dinheiro. Sabem aquela pessoa que devora todos os textos com a palavra poupança? Sou eu! Sabem aquela pessoa que pensava ser incapaz de poupar e afinal até consegue? Sou eu! E este livro ainda me trouxe mais dicas para além de relatos de histórias reais com resoluções alcançáveis. 

 

Recomendo este livro para quem usa muita a seguinte frase: "não consigo poupar" ou "não sobra dinheiro no final do mês, é impossível poupar alguma coisa!". Os autores do Doutor Finanças são especializados na área. Já trataram inúmeros casos. Conseguem os melhores créditos, as melhores formas de poupança e renegociar taxas com entidades bancarias ou credoras. E dão dicas valiosas para a vida. 

 

A linguagem é super acessivel e de fácil compreensão. Acrecentou informação apesar de já conhecer algumas das técnicas de poupança sugeridas. Se calhar a maioria sabe poupar mas tem dificuldade na area dos investimentos. Ou não sabe como começar. Agora não há desculpas para não começar a poupar alguns euros e aprender a gerir o seu dinheiro. Logicamente que este livro não irá transformar a sua vida de um dia para a noite mas vai ajudar muito. Primeiramente é importante criar hábitos saudáveis e ter força de vontade. Acho que a partir daí tudo se consegue. 

 

Já guardei comigo para a vida alguns conselhos do Doutor Finanças. Abri a minha primeira conta poupança aforro, entre outros detalhes importantes que fizeram a diferença. Também me inscrevi num curso sobre Orçamento Familiar e Poupança gratuito do Doutor Finanças e não vejo a hora de começar. Podes inscrever-te também: https://www.doutorfinancas.pt/mini-cursos-gratuitos-de-financas-pessoais/

 

Essencial para quem quer aprender a poupar e investir. 

 

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"O CAMINHO IMPERFEITO" | JOSÉ LUÍS PEIXOTO

por Cláudia Oliveira, em 04.10.17

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Esperava que fosse bom, não contava que superasse todas as expetativas. 

 

José Luís Peixoto leva-nos através do seu olhar a Banquecoque e a Las Vegas. Dividido em duas partes, a primeira parte centra-se nas cores e sabores da capital tailandesa. São revelados factos importantes sobre a cultura do país e os costumes do povo. A segunda parte é uma surpresa. Episódios vários vividos pelo autor, num tom de surpresa e admiração, enchem as páginas do livro. Nunca deixa de ser interessante, nunca deixa de nos prender. São retalhos de viagens enriquecedoras. 

 

Há uma entrega absoluta do autor, foi exatamente isso que eu senti quando terminei a leitura. É num tom intimista que começa a segunda parte, revelando dados em relação à diferença das gerações da sua família. Fala sobre si. As marcas da alma, as feridas, o amor, o desassossego. 

 

"Incomoda-me quando alguém acha que sabe quem sou apenas porque leu um livro escrito por mim - como este - ou, até, porque leu uma frase mal citada ou viu a minha cara numa fotografia. Sinto-me agredido quando tentam reduzir-me a conceitos fechados e intransigentes, construidos por olhares que não se questionam a si próprios, que não admitem qualquer hipótese de falha no seu preconceito."

 

Estamos juntos! Esta passagem representa-me. 

 

Tocou-me imenso a passagem sobre as dúvidas e as certezas dos outros sobre nós. São reveladas também as suas motivações para escrever. Não vos revelo porque gostaria muito que se deixassem tocar pelas suas palavras. Não tenho tatuagens, mas este livro marcou-me. Um lugar cativo no meu coração. Sobretudo por transbordar uma entrega absoluta evidente sobretudo na segunda parte.

 

Não fui até à Tailândia nem a Las Vegas, mas viajar através do olhar do José Luís Peixoto deixou-me cheia de vontade de fazer as malas. Foi especial. Ele é de uma enorme sensibilidade na forma como vê o mundo. É precisamente isso que gosto nos seus livros. São necessários mais livros assim. Realidades diferentes diante dos nossos rostos, para vermos o nosso tamanho ou a nossa grandeza. E desta forma, este titulo torna-se o meu preferido do autor. 

 

"Não sou o meu corpo, não sou o meu nome, não sou esta idade. Não sou o que tenho, não sou estas palavras, não sou o que dizem que sou, não sou o que penso que sou."

 

E a capa? É do próprio José Luís Peixoto. Linda!

 

As diferenças tornam tudo mais fascinante. Numa viagem é esse o impacto que queremos sentir na pele. Respirar outra cultura. Sentir na pele. Se o meu fascínio pela cultura tailandesa era amena depois deste livro fiquei com muita vontade de estar. Ter mais marcas na alma.

 

Este livro fez-me refletir sobre a importância do respeito pelas diferenças. No tamanho do mundo e na variedade, na grandeza de trazer na mala experiências. No conhecimento que os outros trazem à nossa vida. Deixou-me triste por ter começado a viajar tão tarde. Há anos que ando a perder o mundo. Refleti sobre a ignorância limitada pela cultura e a importância do contato com outros costumes. 

 

Livro recomendadíssimo! Leiam, não se vão arrepender. 

 

 

 

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"MENINA BOA, MENINA MÁ" | ALI LAND

por Cláudia Oliveira, em 29.09.17

 

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Ficava ansiosa sempre que pousava o livro e esperava pela próxima pausa para continuar a leitura. Devorei o livro até à última página antes de adormecer e ainda tive direito a pesadelos com as personagens. Já não acontecia há algum tempo com um thriller psicológico.

 

Milly tem quinze anos quando se vê obrigada a denunciar a sua mãe à policia. A mãe dela é uma assassina, mata crianças, obriga-a a assistir e limpar as provas depois do crime. A mãe dela usa o seu cargo numa instituição para mulheres contra a violência doméstica para atrair as vitimas. Mulheres vulneráveis que recorrem a estas instituições para se salvarem. No entanto, com a mãe da Milly por perto é exatamente o contrário o que acontece. Ela fecha as vítimas num quarto chamado de “parque infantil” para as matar. Depois da denuncia a Milly é levava para a casa de uma família de acolhimento. Precisa de lidar com tudo enquanto tenta manter o discernimento e alguma calma.

 

Ali Land trabalha com doentes mentais há vários anos, o que faz com que tenha bases para dar credibilidade ao enredo. É profundo e perturbador com uma narrativa fluida e fragmentada em alguns momentos. A história é desenvolvida através da Milly, uma adolescente bastante traumatizada. As emoções são verossímeis assim como as dúvidas em relação a si mesma. Acreditei nas emoções da Milly, arrepiei-me várias vezes.

 

Ter uma mãe como assassina em série transforma-a numa pessoa má? Como se sente em relação à acusação e ao julgamento? Como lida com os comentários dos outros? Como é ter uma família nova? Como é o regresso à escola? Como é ser testemunha do julgamento da própria mãe?

 

Adorei este livro. Perturbador e envolvente. Algumas vezes pensei que não ia conseguir terminar. A temática é bastante forte, pode chocar os mais sensíveis. Pessoalmente adoro ser chocada e ter contato com realidades absurdas. Este livro é um bom exemplo do que é para mim é um bom thriller psicológico. A única ressalva é a falta de explicação para algumas situações que apesar de ter sido feitas não me convenceram totalmente. Senti necessidade de mais informações. 

 

Super recomendo. Está no top da lista de preferidos deste ano quanto ao género.

 

(livro cedido pela Suma de Letras)

 

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"CONTE A SUA HISTÓRIA" | JOANNE FEDLER

por Cláudia Oliveira, em 26.09.17

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Quero escrever um livro desde que me conheço. No entanto, passo a vida a adiar essa tarefa. Aliás, já escrevi  três livros mas nada do qual me orgulhe. Antes de ir de férias tive um convite para publicar um livro mas recusei. Quanto mais leio, mais penso que não tenho talento e preciso de largar este sonho. Já frequentei um curso de escrita criativa e um workshop com a mesma temática. Ambos foram interessantes, mas não os considero essenciais. Foram mais exercícios práticos e alguma conversa sobre escritores. Adoro ler livros sobre a arte da escrita, já li uma série deles. Estou sempre à procura de novidades dentro do género.

 

Conte a Sua História" foi lançado pela Pergaminho este mês. Li-o e gostei bastante. É diferente do que já tinha lido. Para além de diversas dicas motivadoras também tem vários conselhos para a estrutura de um romance. Dá ideias chave, levanta questões para quebrar o medo na hora de criar uma história e responde a várias dúvidas dos aspirantes a escritores. Os quadros e as listas tornam a leitura fluida e dinâmica. É aquele género de livro para consultar regularmente nos momentos de criação. 

 

Este livro surpreendeu-me imenso. Revelou-se interessante, prático e cheio de dicas importantes. O conteúdo é de fácil entendimento, qualquer pessoa entende a mensagem devido à linguagem clara e objetiva. Confesso que aumentou os meus conhecimentos e quebrou alguns medos. Algumas dicas já tinha aprendido no curso de escrita e no workshop, foi agradável relembrar alguns conhecimentos adquiridos. 

 

Partilho três conselhos dos imensos que ela tem neste livro

 

1. '... Se não ler, por favor, por favor,  não escreva.'
 
 
Ler é essencial. É a dica mais preciosa e fácil de concretizar. A explicação da autora é simples: precisamos de apoiar os "colegas" na arte para sermos respeitados mais tarde. Também sugere a criação de um canal no YouTube caso o gosto pela leitura seja nulo e a vontade de ser conhecido seja superior.
 
 
 
2. '...use um pseudónimo no caso de ser publicado.' 
 
Imagine que tem uma história polémica e não quer magoar os envolvidos. Expor histórias envolvidas em drogas, álcool, depressão é sempre um assunto delicado. Mas se calhar é única história que tem para contar. Usar um pseudónimo acaba por ser uma forma de respeitar os envolvidos. 
 
 
3. "...importa por onde é que começa a escrever,  importa é que comece. '
 
Aqui está. Manter a ideia guardada não vai valer de muito. Está na hora de começar e deixar os medos de lado. Sem preguiças, preconceitos e dúvidas. Comece, o resto vem. 
 
 
Retirei para mim os melhores conselhos e vou levar em conta as palavras da Joanne. Mais do que um livro de conselhos na arte da escrita é um ótimo impulsionador. Leia este livro e comece hoje a escrever o seu livro. Recomendo.
 
 
Vocês também gostam de livros deste género? Sonham escrever um livro? Têm medo de avançar?
 
(livro cedido pela editora Pergaminho)
 

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Emociona

O momento alto da história é a mistura do amor e das trevas. Quando o pai do Amos Oz vai para a cama emocionado com o que acabou de presenciar. Os gritos, os arrepios, a luta e a vitória de um povo acontece numa noite muito emocionante. Senti-em abraçada e muito emocionada quando li a passagem.

 

Amor pelos livros

Por terem existido o meu amor aumenta por estas personagens. É tão lindo o amor que toda a família tem pelos livros. Um meio para o conhecimento, um despiste para a ignorância. Respeito por uma estante onde os livros não se ordenam por tamanhos. Amos Oz teve a sorte de nascer no seio daquela família, peça fulcral na descoberta da sua paixão pela escrita. Tanto amor. 

 

Gargalhadas

O avô do Amos Oz é como imagino que tenha sido o meu avô. Infelizmente não o conheci e só o vi numa foto já desaparecida. Se não era assim, gostava muito. Que homem fantástico e respeitador. Educado e meigo. Sempre com a palavra certa no momento certo. Um ar doce muito comum dos avôs. E o sentido de humor? Ri imenso com ele. É um privilégio crescer ao lado de alguém assim. 

 

Doçura

O livro inteiro mostra a união entre uma família. Um povo. Amor espalhado pelas páginas. Uma tristeza melancólica é expressada em algumas situações. Diria que Amos Oz tem uma escrita mágica. Sobretudo neste livro, por ser mais intimista. 

 

Grandeza

Mesmo com um ritmo lento, a história entranhou-se na minha vida. É muito visual. Não saí a mesma pessoa. Perante a história de um povo, da guerra, da destruição senti-me pequena perante a grandeza desta obra e deste autor. Amos Oz é autor para amar e ler durante a vida. 

 

 

Por favor, leiam este romance. Sobretudo se querem um livro extremamente completo, com perspectivas diferentes sobre o amor na sua entrega e intensidade. Mas preparem-se, é um livro lento por ser tão cheio de tanto. 

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"DOM CASMURRO" | MACHADO DE ASSIS

por Cláudia Oliveira, em 22.09.17

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Machado de Assis é um escritor brasileiro, considerado um dos melhores contistas do seu País. Nunca tinha lido nada, apesar de integrar todas as listas de autores para ler antes de morrer. Posso agora respirar de alívio com esta minha falha. Não podia ter sido uma experiência literária melhor ou mais surpreendente. 

 

O livro "Dom Casmurro" foi editado em 1900. Pensava que ia encontrar uma narrativa descritiva e aborrecida, acabei por encontrar o  oposto. Machado Assis conseguiu criar uma obra que não expõe tudo e nunca deixa de ser interessante. Deixa nuances soltas em relação ao tema central e levanta questões interessantes ligadas às manobras das suas personagens. Diz que é um livro sobre traição e ciúme. Não acho que seja assim tão linear.

 

O autor escolheu muito bem a forma como contou esta história. Conhecemos apenas o ponto de vista do Bentinho, o que não é totalmente fiável. Bentinho vai debater-se com várias dúvidas ao longo da sua vida. O seminário, a paixão pela Capitu e mais tarde os ciúmes e dúvidas em relação a uma suposta traição da Capitu com o seu amigo Escobar. Todas as personagens são importantes para a história e contribuem para uma maior enriquecimento da trama. Nada é deixado ao acaso.

 

 

Somos envolvidos pela história, criamos uma ligação com o autor devido às suas constantes intervenções de forma a despertar o interesse do leitor. Mestre brasileiro na arte da escrita, caro senhor Machado Assis. Os capítulos são tão curtos o que permite maior velocidade no desfolhar das páginas. Não conseguia parar de ler. Foi uma leitura muito rápida apesar de complexa em alguns momentos. Foi uma história que me deixou com vontade de ler mais obras do autor brasileiro. 

 

Então e quem é Dom Casmurro? Acho interessante descobrirem sozinhos. O episódio é curto, mas não deixa de ser curiosa a ligação a toda a história. Fica a minha recomendação obrigatória para os amantes da literatura. Não esperem mais tempo para pegar neste clássico maravilhoso! Adorei!

 

O livro é leitura para Setembro e Outubro do Clube dos Clássicos Vivos. Alguns membros já leram e gostaram imenso. As opiniões não variam muito, sendo uma obra agradável e um autor maravilhoso. Podem acompanhar a discussão AQUI.

 

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