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Precisamos de divulgar mais este livro. É um livro extremamente necessário! Adorei, como todos os outros livros que li da autora. Um livro para todos! Leiam!

TEXTO OPINIÃO: AQUI

 

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"A SERPENTE DO ESSEX" | SARAH PERRY

por Cláudia Oliveira, em 21.04.17

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Fico muito feliz quando encontro editados livros escritos por mulheres, com qualidade e uma capa maravilhosa. Parabéns à Minotauro pela escolha e trabalho. Tem surpreendido com os lançamentos.

 

Sarah Perry nasceu na Inglaterra, no Essex, tem 38 anos e este é o seu primeiro romance. Nem quero imaginar os seguintes. Esta mulher escreve de uma forma linda e única. É uma narrativa envolvente, sensorial e crua.

 

Este romance foi finalista do prémio "Costa Book Award" do ano passado. Na capa e na aba estão elogios de outras escritoras igualmente talentosas e vencedoras de outras prémios literários: Sarah Waters, Jessie Burton e Helen Macdonalds, " Uma obra de grande inteligência e encanto, de uma autora extremamente talentosa"; Adorei este livro..."; "Sarah Perry tem o dom raro...". Adoro quando mulheres elogiam outras mulheres dentro da mesma área.

 

Vamos à história e à minha opinião. 

 

Primeiro, a história passa-se em Londres durante o ano de 1983. Cora perde o marido mas não parece muito preocupada. Aliás, sentimos a frieza na personagem e alguma dificuldade em entender a sua postura em relação à morte do seu companheiro. É estranho. Cora não me agradou logo, mas deixou-me curiosa para saber mais sobre ela. E foi esse o encanto da história. Pelo menos para mim. A protagonista, a força da sua presença e todas as camadas que ela apresenta perante o matrimónio, a maternidade e a amizade. Após a morte do marido ela decide ir até Essex após escutar uma história sobre uma mítica serpente que assombra os dias da população daquela região. Ela quer ver com os seus próprios olhos, ela quer descobrir e experimentar uma vida diferente. No fundo, quer estar como bem entender. E logo aqui vemos que Cora não é uma mulher comum. 

 

Há todo um retrato da população e do ambiente vivido nas vilas modestas de Londres no século XIX. É feita uma descrição maravilhosa da natureza. Já viram fotos do Essex? Experimentem. Sarah Perry consegue transmitir na perfeição a paisagem verde, o ambiente húmido e gótico.

 

Nesta história a Cora não é única mulher espantosa. Martha, a amiga de Cora, é uma mulher lutadora e cheia de atitude. Adoro-a. Não fica na sombra da protagonista e consegue destaque em muitas cenas. Este livro está cheio de personagens realistas. Todos eles.

 

O livro tem um ritmo lento. Mas eu gostei. Um corpo em movimento cheio de lama. Uma descrição perfeita para a minha experiência de leitura. Em alguns momentos tive a sensação de estar a ler um clássico tal o requinte e a forma primorosa de algumas passagens. 

 

Não adianto mais. Descubram vocês. Não gosto de desvendar muito, mas adoro boas personagens e um bom enredo. Aqui está. O livro vale a pena e recomendo.

 

 

Aproveitem, participem no passatempo. AQUI

(livro cedido pela editora)

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Querem um conselho daqueles para levar para a vida? Leiam este livro!

 

Chimamanda foi babysitter, criou sobrinhos e filhos de amigos próximos. Conviveu de perto durante bastante tempo com crianças. Ela é feminista, "todos devemos ser feministas". Posto isto, uma amiga de Chimamanda queria saber como educar a filha acabada de nascer como feminista. Pois estava confusa e precisava de orientação. Não sabia como agir perante a maternidade e as suas decisões. Chimamanda aceitou o pedido e respondeu à sua amiga através de uma longa carta. Deu-lhe quinze sugestões. Servem para a sua amiga e para todos nós. Para os que não têm filhos e para todos os adolescentes.

 

Primeiro, este livro é de leitura obrigatória para quem tem interesse ou pretende conhecer mais sobre o feminismo. E mesmo para quem não quer, não custa nada sair da zona de conforto e dar uma oportunidade, não é? É um livro curto, apesar de muito informativo. Talvez seja necessário uma releitura para absorver tudo o que a Chimamanda pretende transmitir. Talvez seja necessário várias paragens para reflectir sobre o que acabámos de ler. Talvez seja necessário abrir os olhos sobre uma palavra que ainda cria muita confusa na mente de algumas pessoas: feminismo. 

 

A literatura tem um papel muito importante: informar, incomodar, sensibilizar e mudar mentes. Acredito intesamente nisso. Acredito no poder da literatura. A literatura pode causar estranhamento, iniciar grandes mudanças interiores e transformar-se em grandes decisões. Mudar a forma de olhar a vida, consequentemente olhar os outros e respeitar as suas escolhas. 

 

Se tenho uma escritora preferida (por acaso até tenho mais) ela tem o nome de Chimamanda Ngozi Adichie. Um nome que acabou por ser muito importante para mim. Nunca ninguém me explicara o que era o feminismo até encontrar esta escritora. Estão a ver o poder a literatura? Uma mulher nigeriana explicou-me o que era o feminismo sem conhecer-me. Obrigada, muita gratidão pela sua existência. Nem sei bem como tropecei nela. Ou talvez saiba.

 

Questionava-me há anos, defendia com unhas e dentes o papel da mulher em diversas situações. Existiam situações que me incomodavam muito. Desconhecia que não estava sozinha até encontrar um pequeno grupo no booktube. O booktube foi uma janela gigante. Sério, mulheres maravilhosas ajudaram-me imenso a entender o feminismo.  Elas não fazem ideia. O "leiamulheres"  também fez toda a diferença na minha vida. Mais uma vez a literatura a transformar-me, a ser uma extensão de mim mesma. 

 

Encontrei nas palavras de Chimamanda reconforto, identificação, entendimento. No fundo, um abraço apertado com uma nota agarrada: "não estás sozinha, somos muitas". Este livro ainda não foi editado em Portugal, mas tive a oportunidade de ler em ebook. Desta vez o poder das tecnologias. O meu respeito pela Chimamanda aumentou e bebi da sua sabedoria em cada palavra. Tenho tanta pena de não ter lido antes do nascimento do meu primeiro filho. Teria sido uma ajuda tão grande. No entanto, sei que agora nunca mais serei a mesma. Nunca mais vou questionar o meu papel como mãe dentro dos princípios feministas. Nunca mais vou sentir-me culpada com algumas decisões. Tenho orientação, sei como estar atenta e fazer a diferença na vida dos meus filhos. Farei o meu melhor.

 

Não vou dissecar o livro, nem revelar as sugestões de Chimamanda. Vou antes sugerir que o leiam. Um dos meus preferidos da vida, para reler sempre e recomendar a toda a gente. 

 

Sugestão dezasseis: coloque as palalvras de Chimamanda Ngozi Adichie no caminho dos seus filhos. 

 

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A francesa Raphaelle Giordano, coach de desenvolvimento e criatividade e pintora, lançou o seu primeiro romance "A tua segunda vida começa quando percebes que não terás outra". 

 

Camille é uma mulher casada e mãe, com trinta e oito anos. No meio de um temporal tem um acidente e resolve ir bater à porta da casa mais próxima onde é recebida com gentileza por um casal. Diante de uma chávena de chá desfaz-se em lágrimas. Ela revela que se sente perdida e infeliz. Claude apresenta-se como rotinólogo e oferece-lhe ajuda. Com mudança de hábitos, técnicas de coaching e auto estima ao longo de vários dias a vida de Camille vai ganhar um objectivo e mudar.

 

O livro reúne várias técnicas de desenvolvimento pessoal. Para quem conhece e tem interesse no assunto vai adorar o livro (foi o meu caso!). Para quem nunca ouviu falar em técnicas de coaching vai ficar confuso em alguns momentos. No final o livro tem todas as explicações necessários com as diversas técnicas implementadas ao longo do percurso da Camille.  No entanto, acho que o livro não desenvolve todas as técnicas. Engana-se quem pensa que o caminho para obter resultados é rápido e fácil. O desenvolvimento pessoal é um processo lento e diário.

 

Às vezes, somos felizes e não sabemos. Às vezes, não reparamos na beleza da natureza, no cheiro do café, no abraço de uma criança. Temos o poder de mudar as nossas vidas através da mente e gestos, mas insistimos culpar tudo à nossa volta. A atitude mental é muito importante. Estarmos rodeadas de boas energias é essencial. 

 

"A boa notícia é que temos o poder de mudar estes pensamentos. Ver tudo rosa ou ver tudo negro não é algo independente da nossa vontade..."

 

"Preguiça, fadiga, desencorajamento, os inimigos estão à espreita! Mas não fraqueje: o resultado recompensa."

 

É impossivel ler este livro e não tentar implementar algumas técnicas de desenvolvimento pessoal. E que tal começar por fazer uma lista daquilo que não quer mais na sua vida? E que tal ler este livro para ver como pode começar a segurar a felicidade antes dela escapar? 

 

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A história é leve, bem disposta. Ideal para um fim de semana relaxado. Adorei e recomendo.

 

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"A VIÚVA NEGRA" | DANIEL SILVA

por Cláudia Oliveira, em 11.04.17

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Pensava que já tinha lido algo do escritor norte americano de romances de espionagem, mas estava enganada. Foi o meu primeiro contacto com a escrita com dele. Uma escrita minuciosa, madura e envolvente.

 

"A Viúva Negra" é o 16º livro de uma série protagonizada pelo protagonista Gabriel Allon. Já nos tops de venda, este livro não irá desiludir com certeza os admiradores do seu trabalho. Não senti necessidade de ler os anteriores para compreender este. Acredito que existem pequenos pormenores que fazem a diferença, mas acho que não perdi nada importante. 

 

Neste livro os acontecimentos são arrepiantes de tão realistas. A organização ISIS (Islamic State of Iraq and Syria) faz explodir uma bomba em Paris. O governo contrata Gabriel Allon para descobrir o responsável, um homem a quem todos chamam de Saladino. Um homem bastante periogoso e misterioso. A forma que encontram para iniciar as investigações é colocar uma mulher como membro integrante da ISIS. 

 

Apesar de os acontecimentos recorrentes não abalarem o ritmo de leitura, acabei por ficar extremamente cansada com este livro. Raramente sentia vontade de pegar nele e descobrir o desfecho. Não gosto de ler sobre bombas, espionagem e estado islâmico. Contudo, gostei das personagens femininas e dos diálogos onde eram discutidos alguns assuntos sobre os ataques bombistas da organização ISIS. Achei interessante falarem nas viúvas negras. Não imaginava, não compreendo e é estranho ler algo oposto à minha realidade. São feitas muitas viagens no espaço, dados vários detalhes culturais da cidade de Paris. Foi algo que me agradou também. É uma visão totalmente diferente do tema central cada vez mais abordado nos livros contemporâneos do género. 

 

Livros de espionagem é um género literário distante da minha zona de conforto. Não me cativou, apesar do protagonista ser interessante e muito bem desenvolvido. O autor tornou a narrativa extensa, com muito informação por parte da sua investigação para o efeito. Não é um tema que eu goste muito, portanto acabei por arrastar a leitura até ao fim. 

 

Recomendo para quem gosta de ler sobre o Estado Islâmico e é fã do autor. 

 

(livro cedido pela editora para leitura e opinião)

 

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"PARIS É UMA FESTA" | ERNEST HEMINGWAY

por Cláudia Oliveira, em 10.04.17

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reflexões curtas sobre a minha opinião:

 

- pensava que era um romance, afinal era um livro de memórias. estranhei, mas acabei por gostar

- fiquei cheia de vontade de conhecer Paris

- sublinhei várias passagens, tem passagens maravilhosas

- adoro a escrita crua do autor

- adoro livros onde os escritores falam sobre outros escritores (bem ou mal)

- a mensagem do livro para mim foi a melhor parte (somos felizes, às vezes nem sabemos)

- o mundo criativo e das artes é fantástico, o autor conseguiu captar o ambiente vivido em Paris na decada de 20 

- o sofrimento era frequente nos autores clássicos. a dor era a tinta para muitos

- e as amizades entre eles? adorava ter um escritor como amigo. Até podia ser ele

- é um livro bom para aspirantes a escritores

 

curiosidades sobre o romance e autor: 

 

- é uma das sete obras não ficção do autor

- só foi publicado três anos após a morte dele

- existe um filme biográfico intitulado "Genius" de 2016 onde o actor Dominic West faz de Hemingway. no filme "Meia Noite em Paris" (de 2011) Ernest Hemingway aparece representado pelo actor Corey Stoll

 

citações preferidas:

 

"E quando nós, já nem com a cabeça conseguimos ser amigos de uma pessoas é o pior de tudo."

 

"Quando a Primavera chegava -  mesmo que não passasse de uma falsa Primavera - acabavam-se os problemas, excepto o de se escolher o sítio onde nos seria possível gozar o máximo de felicidade."

 

"No Inverno li sempre livros verdadeiramente bons. Assim fiz o Inverno passado e o mesmo hei-de fazer para o que vem. Não gosto de livros absolutamente maus."

 

"Quando andava a escrever qualquer coisas, sentia necessidade de ler nos intervalos de repouso."

 

definição do romance em três palavras:

 

escrita, amizade e felicidade

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VEDA #9 "SONO" | HARUKI MURAKAMI

por Cláudia Oliveira, em 09.04.17

 

17 dias sem dormir.  Ui! Pobre mulher. A minha opinião sincera do conto de  Haruki Murakami.  

 

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"SEJA FELIZ SEM DIETAS" | MAFALDA RODILES

por Cláudia Oliveira, em 06.04.17

 

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A Mafalda Rodiles é actriz. Lembram-se dela dos "Morangos com Açúcar"? Ela foi estudar para o Brasil, mas já não regressou. Acabou por se apaixonar e troxou Lisboa pelo Rio de Janeiro. Não é nutriocionista, mas tem excelentes conselhos para vos dar neste livro. Juro. E ainda dá cursos onde implementa bons hábitos alimentares às suas alunas. Eu assisti às quatro aulas gratuitas delas e vi alguns vídeos no seu canal Youtube. Ela partilha mais informações caso subscrevam o seu site: Seja Feliz Sem Dietas.

 

Vou explicar o que gosto nas partilhas da Mafalda. A energia positiva. Sabem aquela pessoa que vocês passariam muitas horas a ouvir porque é boa onda e consegue transmitir alegria em tudo o que diz? Ela é assim. No livro acabamos por saber um bocadinho da pressão que ela viveu por causa do seu sonho em ser actriz. E dos problemas alimentares que teve, compulsão alimentar, engordar, emagrecer e viver sempre em dietas. Até ao dia em que foi mãe. Ser mãe tem o condão de mudar muitas mentalidades. Ela decidiu parar com as dietas e adotar um estilo diferente: saudável, sem privar-se de nada. E deixar de sentir fome à noite. 

 

Toda a gente sabe que as dietas têm um prazo. Quando acabam os corpos voltam ao lugar e dificilmente as mentalidades mudam. As dietas precisam de ser transformadas em hábitos saudáveis sem pressões, sem contar calorias, sem vivier completamente obcecada com isso. Sabem o que acontece quando decidimos não comer alguma coisa? Queremos desesperadamente comer essa coisa. Mas claro, estar sem fazer dieta não é passar a comer tudo. É necessária força de vontade edisciplina. A Mafalda explica muito bem como funciona. Ela é maravilhosa. 

 

Eu não acredito em tudo o que leio e faço pesquisa sobre tudo antes de mudar alguma coisa. Recomendo que façam o mesmo e escolham uma especialista na área de acordo com o que acreditam. É importante confiarem na pessoa que vos vai acompanhar. A Mafalda dá cursos e ainda tem disponibilidade online para acompanhar as alunas e esclarecer todas as dúvidas. 

 

O melhor conselho que eu li neste livro? Beber muita água. Três litros por dia. Acho que é o seu primeiro conselho e é óptimo. Juro que faz maravilhas e é um primeiro passo muito importante. Digo eu, que não sou nutricionista mas vi os benefícios da água na minha vida. Entretanto, comprem este livro, é inspirador e mostra uma experiência transformadora. Traz dicas valiosas. A força de vontade é sempre vossa, claro. 

 

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Prontas para serem felizes? Acredito que sim!

 

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"SUPERALIMENTOS" | MAFALDA RODRIGUES DE ALMEIDA

por Cláudia Oliveira, em 04.04.17

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"Superalimentos" é a nova aposta da editora Saída de Emergência. Cada vez mais interessados em editar livros dedicados à vida/alimentação saudável. Faz todo o sentido nos tempos que correm, onde existem cada vez pessoas interessadas no assunto. É um incentivo e decididamente maior  diversidade à disposição.

 

A Mafalda de Almeida é licenciada em Ciências da Nutrição no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz. Tem um blog chamado Loveat, com receitas e dicas muito saborosas. Digo saborosas porque tive oportunidade de confeccionar e provar algumas. Ela também faz alguns workshops, podem obter todas as informações no blog dela. 

 

O livro está dividido por receitas para o pequeno-almoço, almoço, lanches e jantar. Sempre recheado de fotos apelativas e dicas interessantes. Indica quais são os superalimentos, ou seja, aqueles alimentos que têm muitos nutrientes e fazem toda a diferença na nossa alimentação. O que mais gostei no livro de receitas foram as opções para o pequeno almoço e lanches porque nunca sei muito bem como variar. Algumas são de dificuldade mínima e mesmo aqueles com mais dificuldades na cozinha vão ter bons resultados. 

 

O livro  informa todos os valores nutricionais de todas as receitas, o que pode interessar a algumas pessoas. Dá importância à utilização dos alimentos de época e até tem uma lista de tudo o que devemos ter em casa. Este livro foi uma boa surpresa e terá bastante utilidade na minha casa ao longos dos próximos tempos. 

 

Diria que é o livro certo para os que pretendem mudar hábitos alimentares. Tem receitas saudáveis e apelativas. 

 

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"A RAPARIGA DE ANTES" | JP DELANEY

por Cláudia Oliveira, em 03.04.17

 

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Dia 5 nas livrarias, diz que é o livro mais esperado. Um thriller psicológico completamente original. Eu tive a oportunidade de ler antes do lançamento, curiosa com esta aposta da Suma de Letras. Agradeço a oportunidade. Venho partilhar convosco a minha sincera opinião. 

 

Imaginem uma casa minimalista, com diversas regras e um interminável questionário antes de qualquer arrendamento após aprovação pelo famoso e exigente arquitecto. Jane, a rapariga de agora, está completamente interessada em arrendar a casa após passar por uma situação muito delicada. Ela precisa de recomeçar a vida num lugar completamente diferente para ultrapassar o passado. Emma, a rapariga de antes, também foi moradora desta casa. As histórias de ambas vão cruzar-se. 

 

A história das duas personagens é contada através de capítulos intercalados, dá logo um bom ritmo e dinâmica à história. Sobretudo nas primeiras páginas. Eu estava cada vez mais intrigada. Queria saber quem é que no seu prefeito juízo arrenda uma casa daquelas. Quem é que quer passar por tantas etapas para viver num lugar daqueles. Não podem ter livros! Nem deixar nada no chão! Uma espécie de prisão, quartel general. O objectivo é ser um desafio para os morados, serem mais disciplinadas e organizadas. 

 

Achei a premissa fantástica. Senti empatia pela história da Jane quando ela conta mais detalhes. Arrepiante. Mas depois, o meu entusiasmado esmoreceu. Caiu completamente a pique. Foram aparecendo peças para cobrir algumas falhas evidentes e transformou-se numa história mediana. O final foi fraco, é notória a falta de experiência do autor.

 

Adorei o facto de abordar o minimalismo. A casa é como uma personagem importante num jogo misterioso. Mas atenção, esta história pode criar confusão entre pessoas minimalistas e pessoas com transtornos obsessivos compulsivos. As pessoas minimalistas não são pessoas transtornadas ou obcecadas com coisas fora do lugar. Minimalismo é algo leve, não é uma onda pesada a vigiar tudo o que está fora do lugar. Tinha de fazer este desabafo. 

 

Achei as cenas de sexo simplesmente desnecessárias, muita palha para encher capítulos sem acrescentar nada à história. Até senti que estava a ler outro livro em alguns momentos. As personagens são absurdamente irritantes (excepto a Jane, gostei um bocadinho dela). Os maus tratos, as perseguições e as relações abusivas continuam a ser uma constante, é um tema muito utilizado pelos novos autores. Só muda o cenário. 

 

A pergunta fica no ar, que género de pessoa quer viver numa casa cheia de regras completamente surreais?

 

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