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"leite e mel" | Rupi Kaur

por Cláudia Oliveira, em 28.03.17

 

 

Um dos melhores livros deste ano. Já entrou para a lista e ainda estamos em Março. É um livro necessário e precisa de ser lido por toda a gente. Talvez esteja a exagerar, mas este livro tem essa capacidade: colocar as minhas emoções à flor da pele. Arrasou-me e fez-me sentir esperança.   

 


Livro cedido pela Lua de Papel / Leya
Nas livrarias no dia vinte e oito de Março

 

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"A Substância do Mal" | Luca D'Andrea

por Cláudia Oliveira, em 27.03.17

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Suspeitei estar perante um thriller arrebatador. Daqueles em que uma pessoa fica várias vezes de boca aberta sem saber muito bem o que pensar. 

 

Jeremiah, um jovem cineasta muito dedicado e perfeccionista. Ele e o seu amigo acabam por fazer muito sucesso com o lançamento de um documentário. Esta parte é espectacular, o processo de filmagens, a fama. Tudo muda quando Jeremiah encontra a sua cara metade e resolve construir uma família. Os tempos de fama já lá vão até ao dia em que ele se muda com a família para uma pequena vila situada nas montanhas do Sul do Tirol. Eventualmente ouve falar numa tragédia chamada pelos populares como "massacre Bletterbach" . Ninguém sabe quem é o assassino, ninguém quer falar sobre o assunto. Isto é o suficiente para nascer em Jeremiah a vontade de ir até ao local do crime e quem sabe resolver o caso. 

 

Li um bocadinho durante a hora de almoço e não voltei a repetir. Tem passagens sangrentas, capazes de revoltar os estômagos mais sensíveis. Fico facilmente impressionada com descrições deste género. Optei por ler o livro antes de dormir e não tive pesadelos. E costumo sonhar com os livros que mais mexem comigo. Nem precisam de ser thrillers. A leitura é daquelas super rápidas, o ritmo é alucinante e estamos sempre com curiosidade em relação ao desfecho. Parecia que estava a ver um filme. Parecia que estava nas montanhas frias. A escrita é muito cinematográfica e envolvente. 

 

O ponto forte desta história é o ambiente retratado. Muito realista e necessário para cativar o leitor e manter o mistério permanente. As montanhas acabam por roubar algum protagonismo às personagens e aumentar a carga dramática. Com o decorrer da história, quantas mais eram as mentiras, menor era o meu entusiasmo. Gostei bastante de algumas cenas, mas no geral o livro que mexeu pouco com o meu lado emocional. Não roí as unhas, não ficava a pensar na história quando pousava o livro. 

 

O autor italiano Luca D´Andrea está a ser comparado aos grandes Stephen King e Jo Nesbo. Os direitos já foram vendidos a trinta países. 

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Eu sei que muita gente gostou deste filme/livro, mas eu tenho sérios problemas com personagens iguais ao Ove. Adultos resmungões, infelizes, sempre a criticar tudo e todos. O meu problema com pessoas com este temperamento é grande na vida real. Não dá, o mais longe possível. Na literatura é quase igual. Eu sei que ele tem os seus motivos, e que passou muito nesta vida, mas por amor de deus, parece uma criança sem o chupa chupa prometido no Natal. Para além disso o filme/livro está cheio de personagens estereotipadas.

E aquele casamento? O Ove era um parvo deste sempre. Não abria a boca para nada, mal sabia dançar. Uma mulher meiga apaixona-se por ele, mas morre. Toda a gente morre à volta do Ove. E o quê que ele quer fazer? Matar-se. Todo um drama, coitadinho. Trata mal toda a gente e isso é muito engraçado. Não, não é. Ele irritou-me deste o primeiro segundo.

Consegui gostar um bocadinho mais do filme, mas não adorei. E pessoas deste género não merecem tantas oportunidades. Desprezam os outros, desprezam a vida e costumam ser muito egoístas. Tanta gente com problemas...pessoas com problemas superiores e em troca têm sempre um sorriso. Essas sim, valem tudo. Achei o livro aborrecido. Super aborrecido. Salvou-se o gato. 

 

Estreia hoje nos cinemas. Aposto que vão gostar muito. 

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"O Dia em Que Te Conheci" | Rowan Coleman

por Cláudia Oliveira, em 22.03.17

 

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Alzheimer é a forma mais comum de demência. A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras). 

 

Claire é casada e tem duas filhas. Uma de vinte e outra de três anos. Um casamento praticamente perfeito, uma vida pela frente, até que lhe é diagnosticada Alzheimer. Ela é professora de inglês, precisa de todo o seu conhecimento para a manter activa. A doença começa a danificar as suas memórias e ela precisa de abrir mão de parte da sua vida. No meio dessa confusão surge um homem encantador durante um encontro casual que a mudará, sobretudo a forma como irá encarar o futuro. 

 

O que mais gostei deste livro foi a relação desta família. É um ligação muito forte retratada nesta páginas. As filhas sempre atentas aos passos da mãe. Não deve ser nada fácil ver uma mãe perder as recordações mais preciosas da infância. Vê-la confusa, às vezes perdida.  As recordações doces são o que mais nos deixam um sorriso no rosto em dias pesados. Como será perder esses momentos? Elas mantêm um caderno para escreverem recordações, cheia de pequenos detalhes da vida de ambas. Pequenas passagens emocionaram-me, mas não foi uma experiência de leitura sempre dentro da mesma intensidade.

 

Achei a narrativa fria em alguns momentos e pouco visceral. Algo necessário para um livro com esta temática. Algumas opções da Claire deixaram-me confusa e afastada. Mas é contraditório quando digo que mexeu comigo em algumas passagens. Sobretudo reflexões sobre a vida e a sorte de quem tem belas recordações. E quando a Caitlin escreve sobre a mãe...é muito bonito. 

 

É tocante, triste, mas acaba por ter momentos alegres. Um desequilibro narrativo que não deixa aprofundar a dor de quem passa por esta doença. Afinal, a vida segue mesmo com obstáculos. 

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"O Universo Nos Teus Olhos" | Jenifer Niven

por Cláudia Oliveira, em 07.03.17

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Depois do sucesso de "Fala-me de Um Dia Perfeito" chega o tão esperado "O Universo nos Teus Olhos" da norte americana Jennifer Niven. Mais um livro com fortes temáticas, duas personagens como protagonistas e muito drama. Eu sou fã do seu primeiro romance, era difícil não ter expectativas em relação a este. Mas tentei.

 

Libby era a rapariga mais gorda dos Estados Unidos. Após a morte da sua mãe ela come até deixar de conseguir sair de casa. O caso é filmado e exposto na televisão no dia em que a levam para os cuidados médicos com ajuda de uma grua. Jack tem uma doença chamada prosopagnosia, não consegue reconhecer rostos. Ele esconde isso de toda a gente, inclusive família. Estes dois adolescentes vão estabelecer uma ligação após uma brincadeira de muito mau gosto com a Libby por parte dos amigos do Jack e do próprio. Temos aqui matéria excelente para um livro dentro do género jovem-adulto. 

 

Jennifer Niven aborda e levanta importantes questões como a gordofobia, preconceito, depressão, bullying. É preciso falar muito sobre isto entre os jovens (e não só), é necessário existirem tentativas para acabar com o preconceito entre os adolescentes. O papel da literatura é importante, precisa de espalmar na nossa cara os problemas existentes da sociedade. O preconceito está presente em todo o lugar. Quantas vezes olhamos para uma pessoa gorda e temos pensamentos lamentáveis? Quantas vezes temos um gesto desagradável para quem é diferente dos padrões estabelecidos pela sociedade preconceituosa?

 

A Libby tem uma personalidade forte, aceita-se e enfrenta a escola com todos os olhares em cima de si. A Libby apesar de insegura em alguns momentos (como toda a gente, não é verdade?) é uma menina com sonhos e desejos (como toda a gente, não é verdade?). A Libby tem sentimentos e magoa-se, ao contrário da sua aparência e do que os outros pensam. Ela é a estrela deste livro, gostaria muito que a Jennifer tivesse focado este livro só nela. Ela não muda por causa de um rapaz, ela é girl power. Vocês precisam de ler a melhor cena de sempre: Libby na piscina, de mão na anca!

 

Infelizmente a autora decidiu dividir o foco pelo Jack. Um rapaz querido por todos com uma cabeleira afro. Existem outros detalhes que me desagradaram. A ausência de ajuda psicológica. Acho muito difícil estes dois não terem bases emocionais fortes (nem família, amigos, psicólogos, médicos,...). Dá a sensação que é possível enfrentar tudo sem ajuda de ninguém. Não é bem assim. 

 

O Jack não me convenceu. Achei completamente inverossímil o facto da doença dele não ter sido reconhecida pela família. Como assim ninguém notou? Como assim alguém vive desta forma sem ajuda médica? Todas as cenas parecem pouco reais e não deu para imaginar nada do que foi desenvolvido nesse sentido. Por favor, não dá. É evidente que a autora não tem conhecimento de causa e houve pouco trabalho de pesquisa. 

 

Gostei da mensagem do livro. A autora consegue chamar a atenção do leitor para a urgência de respeitar o próximo e as suas diferenças. Por favor, deixem os outros serem como são. Parem com julgamentos estúpidos. Deixem os outros em paz. Dêem uso a palavras delicadas e simpáticas. 

 

Apesar de não estar contente nas primeiras páginas (primeiras cem), estabeleci alguma empatia com as personagens ao longo da história. Acabei por torcer por elas. O romance era inevitável, acaba por entrar num cliché próprio dos livros deste género. Queria tanto comentar uma cena romântica convosco, mas não quero estragar a vossa experiência de leitura. A escrita da autora é cativante. Tenta ser profunda em determinados momentos, leve em outros. 

 

Leiam, sem expectativas altas (sobretudo se tiverem lido o romance anterior). Libby é amor. 

 

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"Uma Estranheza em Mim" | Orhan Pamuk

por Cláudia Oliveira, em 23.02.17

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Este senhor não sabe escrever um livro mau, nem razoável. Muito menos livros pequenos. 

 

Orhan Pamuk começa a integrar a minha lista de autores preferidos da vida. Um lugar que alcançou apenas com o meu primeiro contacto com a sua escrita em "O Museu da Inocência". De imediato decidi ler tudo escrito por ele. Assim que os meus olhos bateram neste seu último livro em Portugal na biblioteca, trouxe-o comigo. Um calhamaço de 640 páginas. Com capítulos longos e personagens intermináveis. Melhor de tudo? Acabou, e está quase a sair outro calhamaço pela mesma editora. Eu vou querer ler também. 

 

A forma como Orhan Pamuk escolheu para escrever esta história é bastante interessante. Primeiro conta a história principal, um romance iniciado de forma peculiar e dentro dos costumes de Istambul. Um homem apaixona-se pelo olhar de uma mulher durante uma festa, escreve-lhe cartas durante três anos até que combinam fugir juntos. Mas algo vai acontecer. Tenho lido opiniões no qual devendam este pormenor, ainda bem que não as li antes. O que acontece naquele momento deixou-me de queixo caído. Não posso dizer-vos, mas tenho muita vontade.

 

Achei bestial as voltas que o romance tem logo nas primeiras páginas. E as voltas que o romance tem durante o livro inteiro. Fui apanhada de surpresa várias vezes. Mas nem só de romance vive este livro. Como estava a dizer ele escreveu a história de forma a conhecermos os pontos de vista de todas as personagens ligadas ao romance principal. Ao inicio pode ser um bocadinho estranho, mas depois começa a ganhar fluidez e a história entranha-se. As personagens ganham vida. 

Mevlut é o nosso protagonista. Ele é vendedor de boza. Uma prática muito comum e tradicional em Istambul . Acaba por ser uma prática simbólica e muito importante para explicar o panorama geral vivo no país em relação ao comportamento e desenvolvimento do mesmo. 

 

É um retrato realista de Istambul entre 1969 e 2012. Desde a proibição do aborto, desenvolvimento tecnológico, entrada das mulheres na faculdade. É grandioso. Perturbador também. A nossa realidade é diferente, os choques culturais são inevitáveis. Os costumes e hábitos daquela sociedade não podiam estar mais detalhadas. E talvez por isso tenha sentido algum cansaço ao longo da leitura. O livro parecia interminável. 

 

Adorei e recomendo. Sobretudo para leitores sem pressa.

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"Abre" | Mário Caetano | Uma noite de coaching

por Cláudia Oliveira, em 20.02.17

 

Sobre ontem

 

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"A Ilha de Martim Vaz" | Jonuel Gonçalves

por Cláudia Oliveira, em 15.02.17

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Este livro chamou por mim através das palavras "amor" e "Luanda". Não se passa apenas em Luanda, viaja por mais continentes e três épocas. 

 

Várias vozes, sobretudo mulheres, apaixonadas pela vida e com sonhos grandes. "O Vice Rey ordenou outro concurso para professores régios e pensei me apresentar também mas a freira não achou boa ideia". Passou por mim várias emoções, a mais evidente foi a revolta. Revolta pelas desigualdades raciais e de género. Pelos sonhos que são interrompidos por regras imposta pelo Homem. É difícil viver num Mundo onde as mulheres não podem ter asas nem ir em busca de sonhos. Onde elas precisam de fugir para casar com quem amam. É lamentável. Eu sofri com estas mulheres. "Podes ser a melhor de todos, ainda assim  vão te humilhar vão te dar uma nota muito baixa para todos saberem que lugar de mulher parda alforriada é na cozinha ou na varredura...". As palavras "lugar de mulher" incomodam-me. 

 

Através desta história viajei por vários países acompanhada de uma historia de amor pelo qual torci. Uma mulher e um homem com cores diferentes apaixonam-se e isso não é bem visto pela família. Para levarem o romance adiante precisam de fugir. "A loucura começou ao inventarem que somos várias espécies e umas devem mandar nas outras, perdeu-se a noção do símbolo principal de Adão e Eva...". Quem é que inventou isto? Responde-me um angolano, "os portugueses". E eu fico a pensar sobre isto, com necessidade extrema de mergulhar na história e encontrar mais respostas. Se um livro provoca esse impulso em mim, se me faz passar horas a pensar no assunto, me faz questionar, o livro faz o seu papel. 

 

A escrita do Jonuel é muito cinematográfica, muito visual. Foi inevitável procurar imagens da Ilha de Martim Vaz. Beleza pura. Personagens que valem a pena conhecer. No entanto, não é um livro fácil. Tem o seu ritmo, a narrativa é fragmentada e pode dificultar a sua leitura em alguns momentos. É um livro importante no sentido de não deixar morrer o que algumas pessoas passaram por causa da escravatura e racismo. 

 

Sublinhei várias passagens para voltar a ele no futuro. É umas das minhas temáticas preferidas. Recomendo.

 

livro enviado pela editora

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"Anna e o Homem Andorinha" | Gavriel Savit

por Cláudia Oliveira, em 13.02.17

 

 

Este livro embalou-me enquanto adoçava o meu coração. 

 

Escrito de uma forma bonita quase musical, este livro conta a história da Anna. Tem sete anos quando vê o seu querido pai (professor de linguística) desaparecer. Levado pelos nazis durante a Segunda Guerra, entregue a um destino que a filha não entende. Claro que não entende. É difícil compreender a maldade, a guerra, o poder de alguns homens em relação a outros. Sorte no meio de tanta infelicidade, ela conhece o Homem Andorinha. Uma pessoa muito importante para a sua sobrevivência.

 

"Os seres humanos são a melhor esperança do mundo para a sobrevivência de outros seres humanos".

 

Muito se escreve sobre esta temática. Não foi mais uma leitura. Esta ficou comigo. Arrancou-me uma lágrima, abraçou-me. Esta história não conta descaradamente o que se está a passar. Somos nós, leitores, que tiramos ilações e entendemos o que a Anna não entende. Somos nós que ficamos com um aperto no peito e sentimos o gelado vento no rosto enquanto as personagens passam fome e tentam chegar ao seu destino. 

 

Mais do que uma história de sobrevivência, este livro foi uma maravilhosa homenagem às palavras. A forma como utilizamos as palavras e as consequências das mesmas na nossa vida. Dei por mim a reflectir bastante sobre isto de termos nomes para tudo e reduzirmos pessoas a adjectivos. A humanidade criou a língua para comunicarmos, mas quantos de nós entende verdadeiramente os outros? Se precisamos todos uns dos outros para sobreviver, porque nos vemos como inimigos? Só porque temos uma forma de falar diferente? Tão pouco. Revoltante.

 

Incrível estreia do autor e músico Gavriel Savit. Leiam, sem pressa. Este livro marcou este mês friorento e trouxe esperança e um desejo: um homem- andorinha para todos os que estão sozinhos, sem um abraço. 

 

 

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"A Dama de Espadas" | Alexander Pushkin

por Cláudia Oliveira, em 08.02.17

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Gostei de ler este conto. A narrativa é simples e fluida. Fiquei presa ao enredo até ao final. Toca em alguns temas interessantes, a ambição, o vicio do jogo, as tradições da cultura russa. Puskine não me desiludiu e fiquei com vontade de ler mais contos escritos por ele. Alguma recomendação? Eu gosto dos russos, sempre gostei. Adoro a complexidade no meio da simplicidade. O jogo com o leitor e a lição de moral. As personagens são sempre interessantes e mesmo num conto nota-se alguma profundidade. O toque dramático também é bastante recorrente. Adorei quando a condessa pediu um livro ao neto e referiu-se aos livros de menor interesse como romances banais. Há uma pequena critica aos escritores banais e uma preocupação pela alta sociedade em ler somente literatura de qualidade. Esta condesa é uma figura. Mas quem vai brilhar é o jovem ambicioso Hermann.

Valeu a pena e recomendo. 

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