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ATAQUE INFORMÁTICO

por Cláudia Oliveira, em 16.05.17

 

 

Este fim de semana fui à biblioteca. Não podia requisitar livros devido ao ataque informático. Estavam com segurança máxima, segundo a bibliotecária. Isso deixou-me a pensar. Na forma como a tecnologia nos faz bem e mal ao mesmo tempo. Como tudo tem o outro lado da moeda. Como somos seres humanos dependentes dos avanços tecnológicos e não temos um plano B para nada. 

 

Imaginem os piratas informáticos nas nossas vidas por mais tempo. Semanas, meses. Estaríamos prontos para encontrar no tradicional papel a solução ou ninguém está preparado para registar os livros dos leitores num quadrado minúsculo de papel reciclado? Teríamos canetas suficientes (e aqui estou a exagerar)? Saberíamos escrever sem correcção ortográfica sofisticada? Infelizmente muitos não saberiam escrever. Como seriam as pessoas sem poder requisitar livros? Muitos sobreviveriam, não dariam pelas portas fechadas das bibliotecas locais (aquelas sem papel, claro). Deixa-me tão triste. 

 

Quando um computador falha, sem salvação, foram-se as férias filmadas desde que os miúdos eram pequenos. Ou o dia do nascimento. E por isso, desde que nasceram, no momento de cantar os parabéns, não tiro fotos para mais tarde recordar. Até costumo dizer aos amigos e familiares presentes que as memórias querem-se connosco. E nisto sou teimosa. É como um ritual novo para aproveitar os momentos, não deixo escapar um sorriso dos meus filhos. E eles querem-me com as mãos livres, para os abraçar e afagar os cabelos. Não querem ver ecrãs de telemóvel em vez de rostos felizes. Aposto que não. Uso esta técnica em vários momentos. E não estou a dizer que eternizar um momento não é bom. Claro que é. Graças às fotos consigo ver as semelhanças entre os sorrisos deles. 

 

Isto do ataque informático deixa-me preocupada (mas consigo dormir na mesma). São os piratas dos tempos modernos que comandam o mundo. Os livros estão a salvo, venham os ebooks ou os audiobooks (esses nem pintados). E quem sabe escrever (sem erros) também. Lamento o rápido desabafo, juro que os meus pensamentos sobre o assunto foram longos e muito inteligentes. 

 

(este post não tem publicidade alguma, obviamente)

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O que mais gostamos de ler em blogues literários

por Cláudia Oliveira, em 24.01.17

 

Primeiro, o que são blogues literários?

São blogues dedicados à exposição de opiniões em relação às suas leituras. Não são necessariamente escritos por críticos literários ou especialistas em literatura. Se alguém tiver uma definição melhor deixe nos comentários.

 

- Opiniões com poucos detalhes

Os leitores não gostam de saber muitos pormenores dos livros que vão ler. Gostam de conhecer o enquadramento geral e as emoções passadas. Quanto menos, melhor.

 

- Desafios literários

Gostam de conhecer os desafios literários espalhados por aí e até participar em alguns. Sentem como um incentivo e uma forma de ler géneros normalmente deixados para segunda opção.

 

- TAGs

Sobretudo TAGs com conteúdo, com algumas dicas interessantes e temas pertinentes.

 

- Noticias e tópicos de discussão

Os leitores de blogues literários gostam de ter acesso a noticias rápidas e lançamentos. Gostam de estar informados das novidades.

 

- Aquisições

Compras literárias com uma leve nuance da sinopse.

 

- Listas

Listas diversas.

 

-  Conteúdo próprio e original

Personalidade do autor do blogue inserida no conteúdo do blogue assim como originalidade na criação de conteúdo. 

 

Alguma coisa a acrescentar?

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15 Escritores Que Influenciaram a Minha Vida

por Cláudia Oliveira, em 06.06.16

Sem nenhuma ordem , segue a minha lista.

1. W. Somerset Maugham (mudou o meu olhar em relação às pessoas no geral e em relação a mim em particular)
2. Saramago (fez-me olhar para Deus e para a morte de forma diferente)
3. Samuel Beckett (deixou-me envergonhada com o tempo que gastamos à procura do Godot)
4. Victor Hugo ( nunca tinha conhecido um livro perfeito até ler Os Miseráveis)
5. Dostoievski ( descobri os russos)
6. Jane Austen ( descobri a coragem)
7. Jorge Amado ( ajudou-me na fase mais triste da minha vida)
8. Sandor Marai ( li os seus romances na fase mais libertadora e importante da minha vida)
9. Afonso Cruz ( a beleza das palavras, mais ainda)
10. Elena Ferrante (encontrei-me num livro)
11. George R Martin ( a única série que me prendeu e me transformou numa fangirl)
12. Charlotte Bronte ( deu-me uma das melhores protagonistas da minha vida, Jane Eyre)
13. Eça de Queiroz ( quando as leituras obrigatórias eram um prazer)
14. Virginia Woolf ( quando uma escritora é tão inspiradora...)
15. Chimamanda Ngozi Adochie ( enriqueceu o meu olhar perante a sociedade actual e levantou questões que nunca tinham surgido dentro de mim)

Extra
16. Pepetela (deu-me um bocadinho da cultura do meu marido)
17. Vargas Llosa ( apresentou-me a literatura latino americana)
18. Orhan Pamuk ( o encantamento de ler de forma lenta, muito lenta)
19. Michael Ende (magia para a minha vida)
20. Anne Frank e Primo Levi (e de repente o mundo não é assim tão belo)

Nesta lista estão os meus autores preferidos, os donos do meu coração e sem dúvida aqueles que estiveram presentes nas alturas mais marcantes da minha vida.

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SPOILER | Impressões | Os Luminares

por Cláudia Oliveira, em 06.06.16

 

 

Moody, um homem com vinte sete anos, chega ao Hotel Crown em Nova Zelândia após uma viagem num navio. Ele vai em busca de ouro e sossego. Assim que entra no Hotel encontra um grupo de doze homens que logo se mostram incomodados com a sua presença. Parece uma reunião.

 

Enquanto pede uma bebida, Moody é interceptado pelo Balfour que o questiona sobre a sua presença. Ele, de forma amistosa, responde a todas as perguntas. Toca em assuntos que o incomoda como a relação com o pai. A história é curiosa, e traça a personalidade do personagem.

 

Balfour tem cerca de cinquenta anos, é um homem humilde, perdeu o pai quando tinha onze anos e tem uma forma desajeitada de meter conversa com desconhecidos. Ele criou uma vidraria e acabou por transformar a sua riqueza numa rede de minas e ainda investiu em acções num banco e construiu três hotéis. Acabou por vender tudo e ir para Nova Zelândia. 

 

Moody vai perceber que o interesse daqueles homens está no comandante Carver do navio que o trouxe até ali. Carver está ligado a uma mulher que foi presa por ter tentado pôr termo à vida. Também vai ficar a perceber que Carver é indicado como o assassino de outro homem. 

 

Balfour vai contar ao Moody os motivos que os levaram àquela reunião. E assim avançamos até ao segundo capitulo.

 

Confuso? Histórias dentro de histórias. Personagens ligados. Mistério, tramas e suspeitas. Apesar de ser um capitulo extenso e da autora divagar muito, parece-me que estamos perante um enredo muito bem elaborado. Vale a pena insistir.

 

Ontem aconteceu a discussão sobre os primeiros cinco capítulos e foi muito bom. Concordamos em relação à narrativa cansativa, mas estamos todos expectantes em relação a esta história que tem cada vez mais mistérios. Está a ser bastante desafiante. 

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Sobre as leituras obrigatórias no ensino escolar

por Cláudia Oliveira, em 02.06.16

Posso mostrar o lado positivo dos livros obrigatórios na escola? Os pais são obrigados a comprar os livros para os lermos. Felizmente, desta forma, tive a oportunidade de ler mais livros numa fase em que os livros eram um objecto só para alguns. Felizmente, dessa forma, tive oportunidade de ter alguns livros numa altura em que pedir livros era algo só para acontecer no aniversário ou no Natal. Pronto, eu não me importava nada com leituras obrigatórias e foram elas que me "salvaram" muitas vezes. Fica aqui um ponto de vista completamente diferente. ♥️🙏🏻 Quem não gostou do livro A Menina do Mar, A Fada Oriana ou O Cavaleiro da Dinamarca?!

 

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Ler vários livros ao mesmo tempo

por Cláudia Oliveira, em 31.01.16

Da mesma forma que gosto de comer alimentos diferentes ao longo do dia, eu gosto de ler histórias diferentes conforme o meu estado de espírito. Da mesma forma que não vejo a mesma série por dias seguidos, eu gosto de ter várias opções literárias à minha espera. Eu leio vários livros ao mesmo tempo. Às vezes, leio apenas um. Na maioria das vezes, leio vários. 

 

Não confundo as histórias, nem troco o nome dos personagens. Costumo fazer assim: um livro leve, um livro mais profundo/extenso (um clássico, um calhamaço,...) e um ebook (às vezes, é o mesmo que o livro profundo/extenso). Costumo ter três leituras em andamento. Cheguei a ter quatro leituras em andamento, com um livro de ensaios/crónicas/não ficção na lista. 

 

O livro leve leio no café, nas filas de espera, nas viagens de carro. O livro profundo/extenso leio em casa, quando está tudo sossegado ou antes de dormir. O ebook é para aqueles momentos em que não posso acender a luz ou quero avançar com o livro profundo/extenso, mas devido ao peso do livro físico ele é substituído pelo Kobo. O livro de crónicas/ensaios/não ficção é para quando quero ler algo num curto espaço de tempo. Normalmente, demoro para terminar.

 

As vantagens em ler vários livros ao mesmo tempo são: Nunca fico parada nas leituras. Nunca tenho aquela sensação de "o livro é chato, não vou voltar a ele", o que podia muito bem fazer com que eu evitasse ler e procurar ver um filme. Nunca acontece. Nem sofro de ressaca literária. Às vezes, o problema é o livro, somos nós. Não me obrigo a ler um livro triste em dias deprimentes. Ou vice-versa. Pode dar cabo da nossa opinião em relação a um livro fantástico.

 

O mundo fica mais interessante! Um bocadinho de cada vez, em vez de um livro chato de uma só vez. Porque há livros para ler devagar, outros para nos fazerem companhia em salas de consultório e ainda outros para nos embalarem. Como os amigos. Há sempre aquele amigo com quem preferimos ir às compras, não é verdade? 

 

Os meus truques:

Gosto de ler livros completamente diferentes. Escolho assuntos diferentes. 

Faço escolhas mediante os meus projectos literários.

Tento escolher autores com nacionalidade diferentes.

Escolho sempre a próxima leitura conforme o meu estado espírito. 

Se um livro estiver a ser chato ou arrastado equilibro com um livro com uma narrativa rápida e divertida. 

Anoto os livros que estou a ler na minha agenda. Falo sobre eles com outras pessoas. 

Termino sempre os livros. Só abandono um livro quando estou a odiar ou não estou a na altura certa da vida para continuar. 

 

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Livros novos na estante

por Cláudia Oliveira, em 08.01.16

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Pai Nosso, Clara Ferreira Alves - presente de Natal. 

A Rapariga Dinamarquesa, David Ebershoff - presente de aniversário

Butcher´s Crossing, John Williams - presente de aniversário

Mulheres de Cinza, Mia Couto - presente de aniversário

Os Antiquários, Pablo di Santis - compra

Sepulcro, Kate Mosse - compra

Homem na Escuridão, Paul Auster - compra

Da Mão para a Boca, Paul Auster - compra

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Um livro espectacular de receitas

por Cláudia Oliveira, em 30.11.15

Hoje devo fazer uma receita deste livro. Aliás, pretendo usá-lo realmente ao contrário de todos os livros de receitas que comprei ao longo da vida. Este livro está maravilhoso. É de capa dura, tem fotos muito bonitas e receitas que parecem saborosas. 

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DEDO 16 | Quando os livros não fazem nada

por Cláudia Oliveira, em 16.10.15

Às vezes, não são os livros que acalmam o meu coração. Às vezes, nem eles. Às vezes, deixem-me repetir, às vezes só uma (outra) voz consegue dar-me as palavras mágicas. Enquanto lia aquele livro de capa azul as minhas pernas não paravam quietas. O meu coração parecia que ia sair pela boca de tão descompensado. Como se não fosse a segunda vez naquela situação. Como se fosse tudo novo. O hábito traz mais calma. Eu sei lá, comigo não existem regras para contar uma história. As letras dançavam à minha frente. Foram três páginas. Não sei, na verdade não sei. Fui chamada ao gabinete branco, com o senhor de roupa branca. Cumprimentos. Livro fechado na mala. 

 

 

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Os descontos vão acabar

por Cláudia Oliveira, em 23.09.15

Compre todos os livros que puder até dia 16 de Outubro deste ano. O desconto vai acabar. 10% de desconto só depois de dezoito meses de importação ou edição. Olá bibliotecas, alfarrabistas, sites de livros usados, feiras. Não digo que não compre um livro novo de vez em quando, com consciência que será para ler de seguida e não para aguardar vez na estante. 

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