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"O Rapaz e o Pombo" | Cristina Norton

por Cláudia Oliveira, em 23.01.17

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Este livro trouxe-me mais informação sobre o holocausto. Nunca tinha lido tantas informações sobre Portugal naquela altura. Alguém pode indicar-me mais um livro com o mesmo enquadramento social? 

 

O rapaz deste livro pode ser qualquer criança separada da mãe durante a segunda guerra mundial. Uma criança não entende o que se passa à sua volta, vai observando os outros e tirando as suas próprias conclusões. Sabe que tem de partir com a irmã, não pode ver os os pais e tem de deixar o seu animal de estimação em casa. Não tem muita comida e precisa de rapar o cabelo. O rapaz do pombo, como ele é tratado, sente saudades da vida que deixou. O pombo era um dos seus poucos amigos. Aquela "ratazana do esgoto" era a sua companhia quando as outras crianças lhe viravam a cara. 

 

O pombo representou nesta história, ao meus olhos, a liberdade dos judeus. Um animal ferido, preso numa gaiola, à espera de voltar a voar.

 

Este livro conta uma história  inspirada em factos verídicos. Está tudo bem explicado no final. A autora dá voz às mulheres que eram usadas como prostitutas, violadas para saciar o desejos dos homens, mulheres que perdiam os seus filhos assim que nasciam. Revela o que se passava no nosso país, como conseguiram superar a guerra mantendo uma postura neutra. Ela afirma que queria que o rapaz representasse todos os outros. 

 

Gostei do livro. Li-o rapidamente, devido à escrita simples e intensa da autora. Senti-me perto daquele rapaz. Revoltei-me com a dor daquelas mulheres. No final já estava um bocadinho cansada da história, mas cheguei ao final com a sensação de melancolia e uma tristeza imensa. Pensei muito naquelas pessoas. Nem consigo imaginar o sofrimento daquelas famílias. É nos livros onde é descrita a maldade dos seres humanos com os da sua espécie que encontro o tamanho do meu sofrimento e dos que se queixam por tudo e por nada. Não temos nada para nos queixar enquanto estivermos perto da nossa família e com comida no prato. 

 

Mais um livro necessário, intenso e destruidor. Leiam!

 

livro cedido pela editora

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"A Filha Obscura" | Elena Ferrante

por Cláudia Oliveira, em 20.01.17

 

Após a leitura de um livro da italiana Elena Ferrante eu mudo. Cresço como mulher, como leitora. Os livros dela têm esse efeito sobre mim. Não fosse ela a minha escritora preferida. Não fosse ela a escritora que mais escreve sobre mim sem conhecer-me pessoalmente. Ela é brilhante!

 

Este mês pretenda ler o quatro livro da série napolitana, mas optei por ler um conto chamado "A Filha Obscura". Li em ebook na versão pt-br ("A Filha Perdida"), mas o conto já foi traduzido e editado em Portugal juntamente com outros contos. O livro chama-se "As Crónicas do Mal de Amor". Esta edição tem três contos: "A Filha Obscura", "Dias de Abandono" e "Um Estranho de Amor". Obrigada a quem me alertou no meu último vídeo. Sendo assim já não há desculpa, podem (e devem) ler este conto!

 

Não vão simpatizar com a protagonista. Vão julgar as suas atitudes e palavras. Muitos consideram a sua atitude vinda de uma mulher amargurada e egoísta. Tavez o que ela tenha feito não seja o mais bonito, mas eu consegui compreender. Talvez muitas mães vão conseguir entender também. Outras nem por isso. Vão apontar o dedo. Como fazem na vida real. Por isso, muitas se calam e fingem que está tudo bem. Eu gostei dela. Muito. Gosto da forma como ela diz a verdade. Sem filtros. Da sua coragem e da despreocupação em relação aos outros (nós, leitores). A forma como fala sobre a maternidade apesar de ser contra a ideia cor de rosa e feliz implementada na sociedade. São pensamentos justos? São sinceros. 

 

O livro mexeu tanto comigo que ainda hoje penso nele. Já o terminei há uma semana. Ontem fui deitar-me com a história na cabeça, com uma situação em particular. Penso nessa mulher várias vezes. E pretendo reler o conto, desta vez na versão pt-pt após a aquisição (ou requisição) do mesmo. No entanto, tenho de terminar a série napolitana. Eu ando a evitar dizer adeus à Lila e Elena, mas é necessário. 

 

Elena Ferrante nunca me desiludiu. Mais um conto fabuloso!

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"Um Final Feliz" | Annie Darling

por Cláudia Oliveira, em 17.01.17

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Este livro é muito ao género de uma comédia romântica. 

 

Naqueles dias mais chatos, em que precisamos de uma boa gargalhada, este é o género de livro ideal. Passamos um bom bocado, sonhamos e sorrimos. Por ser um livro sobre livros tive curiosidade em lê-lo. Tem boas opiniões espalhadas pela comunidade booktube e o título captou o meu interesse. 

 

A dona da livraria Bookends morre e deixa a livraria ao cuidado da Posy e do seu sobrinho Sebastian. O Sebastian é conhecido por ser o homem mais arrogante de Londres. Ela é uma eterna romântica. A livraria não caminha para o sucesso e precisam de uma solução. 

 

Não concordei com as escolhas da Posy, não senti empatia pelo Sebastian. Mas ao longo da histórias tudo se recompõe e acabei por gostar do desenlace. Fala evidentemente de livros, não fosse a Posy uma leitora ávida e apaixonada. A narrativa flui, somos levados e encantados. O final é o melhor na minha opinião. Não foi um livro marcante, nem a melhor história de amor, mas gostei muito.

 

Li o livro na altura ideal, final do ano e com o espírito leve. 

 

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'Nove Mil Dias e Uma Só Noite´ | Jessica Brockmole

por Cláudia Oliveira, em 10.01.17

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 Quando penso neste livro tenho sentimentos agradáveis e românticos.

 

A poetisa escocesa Elspeth Dunn recebe uma carta de um admirador do seu livro de poemas e nasce entre eles uma ligação muito forte. Ele vive no outro lado do Atlântico, ela tem medo de andar de barco e nunca saiu da ilha. Acompanhamos as cartas trocadas e o nascimento de uma história de amor. Passa-se em 1912, a Segunda Guerra desponta na Europa. Divergências, encontros e desencontros comuns das histórias de amor. Arrisco-me a dizer que esta é diferente.  

 

São feitas várias referencias literárias. acabamos por conhecer as personagens e os seus gostos mais pessoais a todos os níveis.  Passam a ser confidentes, mesmo com bastante filtro devido à posição social que a Elspeth desempenha e ao seu estado civil. Não deixa de ser uma mulher determinada, com medos. Sempre disposta a mostrar a sua opinião, mas discreta nas suas emoções. Defeitos e qualidades. Por isso gostei dela e senti-me ligada aos seus dilemas. Juro, fiquei angustiada com este livro. Emocionei-me imenso. Pensei nele diversas vezes por dia, ao longo de vários dias. 

 

Este livro acabou por ser uma pequena grande surpresa. Abalou as minhas memórias, fez-me enfrentar o passado que tantos sorrisos me colocou no rosto. A história fica cada vez mais intensa ao longo do seu desenrolar. É um misto de emoções. Não dá para largar. E com isto, acho que encontrei mais um país que pretendo visitar: Escócia. 

 

Existe uma interessante discussão neste livro sobre o papel da mulher. O facto de elas nascerem para cuidar dos filhos e se resignarem a um papel imposto pela sociedade. Adorei os argumentos dados pela Elspeth quando o seu admirador diz numa das cartas que as mulheres sabem cuidar dos filhos melhor do que os homens. A irritabilidade dela era a minha naquele momento.  

 

Recomendo muito este livro para as românticas incuráveis. Esqueçam os clichés, o amor é feito de um conjunto de clichés inesquéciveis e únicos para quem está apaixonado. 

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"A Outra Metade de Mim" | Affinity Konor

por Cláudia Oliveira, em 04.01.17

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 Este livro desfez o meu coração em mil pétalas. 

 

Contado na primeira pessoa pela gémea Stasha, uma menina com muita imaginação, descreve horrores vividos em Auschwitz pela visão ingénua de uma criança. A sua irmã Pearl é metade de si. A ligação entre as duas é forte e inquebrável. Estariam juntas para o pior. Depois da mãe partir, ambas são deixadas ao cuidado de um homem vestido de branco para vários testes e experiências. Diz que Auschwitz tinha um lugar especial para os gémeos e que eles eram muito preciosos. 

 

Este livro deixou-me boquiaberta com a capacidade da escritora californiana em transmitir com delicadeza as atrocidades que as crianças passavam no campo de concentração durante a segunda guerra mundial. Reli algumas passagens de tão belas e cruéis. 

 

"...Porque devíamos ter visto os que amávamos desaparecerem, devíamos ter podido vê-los deixarem-nos, devíamos esquecer o momento exacto da perda. Se ao menos tivéssemos visto as suas caras voltarem-se, um olhar breve, a curva de uma face! Uma cara a voltar-se...nunca nos dariam tal coisa..."

 

Stasha acreditava ser a guardiã do tempo e da memória. Queria registar todos os seus dias. Ela vê a sua vida mudar quando acontece o pior com a sua irmã. Enquanto a imaginação a ajuda a salvar-se no meio do inferno, ela buscar acreditar e vive no seu mundo de esperança e papoilas. As papoilas são flores importantes para a Stasha. Não vos revelo o motivo. Acreditem que a capa foi muito bem escolhida. 

 

A maldade da humanidade está descrita nesta história. O pior que o ser humano consegue fazer aos da sua espécie quando não aceitam as diferenças. O mal não nos torna mais fortes, pelo contrário. "É um erro popular". É um livro triste, cheio de morte. Fiquei várias vezes envolvida pela melancolia das palavras. O meu pensamento não deixava estas crianças quando pousava o livro. 

 

É um dos livros sobre o Holocausto mais difíceis de ler. Pela crueldade e pela lentidão dos acontecimentos. Misturar as duas características fez desta experiência de leitura profunda e intensa. Não é um livro para agradar a todos. De certo, não agrada à maioria. Eu fiquei fascinada.

 

Fiz várias marcações, reli passagens e a história ainda está em mim. Claro que recomendo. De preferência, leiam devagar. 

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Da leitura do momento | Francisca Rosa

por Cláudia Oliveira, em 03.01.17

Chiado Editora

718 páginas

 

Francisca Prudêncio Rosa é oriunda de Carcavelos, vila próxima a Lisboa e virada ao mar, tendo nascido em Cascais no ano de 1978. Desde muito cedo que o mundo dos livros e da escrita a acompanha. No entanto, o seu profundo amor pela natureza fê-la escolher uma formação académica na área das Ciências Naturais e licencia-se em Geologia pela Universidade de Lisboa. Em paralelo, sempre movida pela afeição ao universo das Letras e das Línguas, dedica-se a aprender o Árabe, primeiro em Lisboa e depois já no Algarve, para onde se mudou em 2006 com uma bolsa de investigação científica. Também desde cedo é-lhe dada a oportunidade de viajar por vários destinos, uma experiência que contribuiu definitivamente para abrir o seu olhar sobre o mundo e sobre as pessoas. Destas viagens, e aliadas à sua paixão pela escrita, surgem então várias crónicas de viagem publicadas em alguns jornais, bem como em revistas e em ‘sites’ dedicados ao tema.Mas é ao longo do Mediterrâneo que descobre os lugares mais próximos ao coração e, simultaneamente, vai redescobrindo a ligação antiga, milenar, profundamente enraizada, entre a cultura e as tradições desse grande mar e do seu próprio país. Pelas costas do Algarve, da Andaluzia, do Sul de Itália e da Sicília, da Grécia e da Turquia debruçadas sobre o Mar Egeu, e de Marrocos que, tal como Portugal, tem a sua existência virada ao Atlântico mas uma longa história densamente embrenhada nos caminhos mediterrânicos.Deste percurso pessoal, nasceu assim o seu primeiro trabalho de escrita na área da ficção, ‘A Sombra do Limoeiro’. A história decorre em pleno século XII, iniciando-se no Algarve, então ainda parte integrante do vasto Al-Andaluz islâmico, mais concretamente na antiga cidade de Santa Maria de Harun, hoje Faro. A autora, que viveu oito anos no Algarve, escreveu-a como forma de tributo ao lugar que a acolheu, e foi sua casa, durante um período marcante da sua vida. Mas, de igual forma, escreveu-a como uma história que fala também da vida das mulheres. E, sobretudo, da família. Independentemente do lugar, do século, e até mesmo para além da religião.

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"Esse Cabelo" | Djaimilia Pereira de Almeida

por Cláudia Oliveira, em 30.11.16

 

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"A Gorda" | Isabela Figueiredo

por Cláudia Oliveira, em 22.11.16

 

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De 5 em 5 + Leituras em Andamento (20)

por Cláudia Oliveira, em 07.11.16

 

Todas as informações necessárias estão na caixa de informações.

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"O Meu Livro de Estilo" | Gabriela Pinheiro

por Cláudia Oliveira, em 05.11.16

Estive no lançamento do livro "O Meu Livro de Estilo" na quarta-feira passada onde me foi entregue um exemplar para ler e posteriormente dar a minha opinião. Eu gosto imenso de livros dentro da categoria lifestyle, moda em particular. 

 

Gabriela Pinheiro é a stylist da Cláudia Vieira, Júlia Pinheiro, Sara Matos, entre outras caras conhecidas. Quando era uma criança brincava com as suas bonecas, hoje faz de mulheres bonitas verdadeiras princesas. Mas o stylist não passa apenas por dar estilo a alguém. É um conjunto de factores e segredos que fazem toda a diferença na vida de algumas pessoas. É como que uma inspiração para a vida, um porto seguro na hora de enfrentar algumas ocasiões importantes. 

 

O livro é escrito de uma forma muito divertida, num tom muito próximo de uma conversa entre duas amigas. Cheio de imagens lindas e conselhos muito úteis na hora de transformar o nosso estilo ou guarda-roupa. A Gabriela Pinheiro defende que "não deves usar tudo só porque é moda". Deve existir uma selecção da nossa parte e amigos sinceros por perto. 

 

O livro foi apresentado pela bela Cláudia Vieira. Ela afirmou que é muito importante o papel da Gabriela na sua vida. O livro acaba por reunir tudo o que ela passa às suas clientes, respondendo assim a várias dúvidas. Depois de ler o livro "O Meu Livro de Estilo" tive vontade de fazer aquela limpeza no armário e dedicar algumas atenção às roupas que estão guardadas há mais de um ano.  

 

Para quem gosta de moda ou quer mudar o seu estilo este é o livro certo.

 

livro dado pela editora

Minha pontuação 4*

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