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"leite e mel" | Rupi Kaur

por Cláudia Oliveira, em 28.03.17

 

 

Um dos melhores livros deste ano. Já entrou para a lista e ainda estamos em Março. É um livro necessário e precisa de ser lido por toda a gente. Talvez esteja a exagerar, mas este livro tem essa capacidade: colocar as minhas emoções à flor da pele. Arrasou-me e fez-me sentir esperança.   

 


Livro cedido pela Lua de Papel / Leya
Nas livrarias no dia vinte e oito de Março

 

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"O Dia em Que Te Conheci" | Rowan Coleman

por Cláudia Oliveira, em 22.03.17

 

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Alzheimer é a forma mais comum de demência. A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras). 

 

Claire é casada e tem duas filhas. Uma de vinte e outra de três anos. Um casamento praticamente perfeito, uma vida pela frente, até que lhe é diagnosticada Alzheimer. Ela é professora de inglês, precisa de todo o seu conhecimento para a manter activa. A doença começa a danificar as suas memórias e ela precisa de abrir mão de parte da sua vida. No meio dessa confusão surge um homem encantador durante um encontro casual que a mudará, sobretudo a forma como irá encarar o futuro. 

 

O que mais gostei deste livro foi a relação desta família. É um ligação muito forte retratada nesta páginas. As filhas sempre atentas aos passos da mãe. Não deve ser nada fácil ver uma mãe perder as recordações mais preciosas da infância. Vê-la confusa, às vezes perdida.  As recordações doces são o que mais nos deixam um sorriso no rosto em dias pesados. Como será perder esses momentos? Elas mantêm um caderno para escreverem recordações, cheia de pequenos detalhes da vida de ambas. Pequenas passagens emocionaram-me, mas não foi uma experiência de leitura sempre dentro da mesma intensidade.

 

Achei a narrativa fria em alguns momentos e pouco visceral. Algo necessário para um livro com esta temática. Algumas opções da Claire deixaram-me confusa e afastada. Mas é contraditório quando digo que mexeu comigo em algumas passagens. Sobretudo reflexões sobre a vida e a sorte de quem tem belas recordações. E quando a Caitlin escreve sobre a mãe...é muito bonito. 

 

É tocante, triste, mas acaba por ter momentos alegres. Um desequilibro narrativo que não deixa aprofundar a dor de quem passa por esta doença. Afinal, a vida segue mesmo com obstáculos. 

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"O Universo Nos Teus Olhos" | Jenifer Niven

por Cláudia Oliveira, em 07.03.17

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Depois do sucesso de "Fala-me de Um Dia Perfeito" chega o tão esperado "O Universo nos Teus Olhos" da norte americana Jennifer Niven. Mais um livro com fortes temáticas, duas personagens como protagonistas e muito drama. Eu sou fã do seu primeiro romance, era difícil não ter expectativas em relação a este. Mas tentei.

 

Libby era a rapariga mais gorda dos Estados Unidos. Após a morte da sua mãe ela come até deixar de conseguir sair de casa. O caso é filmado e exposto na televisão no dia em que a levam para os cuidados médicos com ajuda de uma grua. Jack tem uma doença chamada prosopagnosia, não consegue reconhecer rostos. Ele esconde isso de toda a gente, inclusive família. Estes dois adolescentes vão estabelecer uma ligação após uma brincadeira de muito mau gosto com a Libby por parte dos amigos do Jack e do próprio. Temos aqui matéria excelente para um livro dentro do género jovem-adulto. 

 

Jennifer Niven aborda e levanta importantes questões como a gordofobia, preconceito, depressão, bullying. É preciso falar muito sobre isto entre os jovens (e não só), é necessário existirem tentativas para acabar com o preconceito entre os adolescentes. O papel da literatura é importante, precisa de espalmar na nossa cara os problemas existentes da sociedade. O preconceito está presente em todo o lugar. Quantas vezes olhamos para uma pessoa gorda e temos pensamentos lamentáveis? Quantas vezes temos um gesto desagradável para quem é diferente dos padrões estabelecidos pela sociedade preconceituosa?

 

A Libby tem uma personalidade forte, aceita-se e enfrenta a escola com todos os olhares em cima de si. A Libby apesar de insegura em alguns momentos (como toda a gente, não é verdade?) é uma menina com sonhos e desejos (como toda a gente, não é verdade?). A Libby tem sentimentos e magoa-se, ao contrário da sua aparência e do que os outros pensam. Ela é a estrela deste livro, gostaria muito que a Jennifer tivesse focado este livro só nela. Ela não muda por causa de um rapaz, ela é girl power. Vocês precisam de ler a melhor cena de sempre: Libby na piscina, de mão na anca!

 

Infelizmente a autora decidiu dividir o foco pelo Jack. Um rapaz querido por todos com uma cabeleira afro. Existem outros detalhes que me desagradaram. A ausência de ajuda psicológica. Acho muito difícil estes dois não terem bases emocionais fortes (nem família, amigos, psicólogos, médicos,...). Dá a sensação que é possível enfrentar tudo sem ajuda de ninguém. Não é bem assim. 

 

O Jack não me convenceu. Achei completamente inverossímil o facto da doença dele não ter sido reconhecida pela família. Como assim ninguém notou? Como assim alguém vive desta forma sem ajuda médica? Todas as cenas parecem pouco reais e não deu para imaginar nada do que foi desenvolvido nesse sentido. Por favor, não dá. É evidente que a autora não tem conhecimento de causa e houve pouco trabalho de pesquisa. 

 

Gostei da mensagem do livro. A autora consegue chamar a atenção do leitor para a urgência de respeitar o próximo e as suas diferenças. Por favor, deixem os outros serem como são. Parem com julgamentos estúpidos. Deixem os outros em paz. Dêem uso a palavras delicadas e simpáticas. 

 

Apesar de não estar contente nas primeiras páginas (primeiras cem), estabeleci alguma empatia com as personagens ao longo da história. Acabei por torcer por elas. O romance era inevitável, acaba por entrar num cliché próprio dos livros deste género. Queria tanto comentar uma cena romântica convosco, mas não quero estragar a vossa experiência de leitura. A escrita da autora é cativante. Tenta ser profunda em determinados momentos, leve em outros. 

 

Leiam, sem expectativas altas (sobretudo se tiverem lido o romance anterior). Libby é amor. 

 

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"A Mãe Eterna" | Betty Milan

por Cláudia Oliveira, em 06.03.17

 

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Um livro intimista, cheio de sentimentos profundos de uma filha prestes a ver a sua mãe partir devido a uma doença e velhice. Afinal são 98 anos. 

 

"Ninguém substitui ninguém."

 

"Ficou tudo muito estranho desde que você está sem estar."

 

Agora é a filha quem cuida da mãe. Uma mãe fragilizada, mas persistente. Não aceita ser ajudada, está mais amarga, mas nunca deixa de elogiar quem passa. Uma mãe vaidosa e pouco dada a ceder e aceitar a velhice como impedimento do quer que seja. Esta filha está preocupada por ter de dizer adeus, tem medo e dúvidas. Entre lamentos e alguns desejos, este livro carrega sentimentos tristes. É uma verdadeira homenagem ao amor maternal. Um amor incondicional, eterno, que continua depois da morte. 

 

Eu senti a carga pesada das palavras desta filha. Foi uma leitura angustiante e em alguns momentos sufocante. Apesar de alguns momentos descritos com ternura, não deixa espaço para pensamentos felizes. É morte em cada capitulo, é saudade em cada palavra. A vida é frágil e a maioria chega a esse ponto. O adeus aos entes queridos não é fácil.  O adeus, a partida, a velhice. 

 

As palavras desta filha ecoam nas nossas mentes e permanecem por muito tempo. Faz-nos olhar para os nossos e desejar mais tempo com eles. Mais anos de vida. Sem isto da morte. Nunca, por favor, nunca. É inevitável e não temos forma de controlar nada. Somos frágeis, não somos nada.

 

É um livro pequeno, mas não se deixem enganar. Valeu a pena conhecer a escrita da brasileira Betty Milan. Fiquei curiosa para ler outras obras com uma temática mais leve. Recomendo.

 

 

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"O Rapaz e o Pombo" | Cristina Norton

por Cláudia Oliveira, em 23.01.17

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Este livro trouxe-me mais informação sobre o holocausto. Nunca tinha lido tantas informações sobre Portugal naquela altura. Alguém pode indicar-me mais um livro com o mesmo enquadramento social? 

 

O rapaz deste livro pode ser qualquer criança separada da mãe durante a segunda guerra mundial. Uma criança não entende o que se passa à sua volta, vai observando os outros e tirando as suas próprias conclusões. Sabe que tem de partir com a irmã, não pode ver os os pais e tem de deixar o seu animal de estimação em casa. Não tem muita comida e precisa de rapar o cabelo. O rapaz do pombo, como ele é tratado, sente saudades da vida que deixou. O pombo era um dos seus poucos amigos. Aquela "ratazana do esgoto" era a sua companhia quando as outras crianças lhe viravam a cara. 

 

O pombo representou nesta história, ao meus olhos, a liberdade dos judeus. Um animal ferido, preso numa gaiola, à espera de voltar a voar.

 

Este livro conta uma história  inspirada em factos verídicos. Está tudo bem explicado no final. A autora dá voz às mulheres que eram usadas como prostitutas, violadas para saciar o desejos dos homens, mulheres que perdiam os seus filhos assim que nasciam. Revela o que se passava no nosso país, como conseguiram superar a guerra mantendo uma postura neutra. Ela afirma que queria que o rapaz representasse todos os outros. 

 

Gostei do livro. Li-o rapidamente, devido à escrita simples e intensa da autora. Senti-me perto daquele rapaz. Revoltei-me com a dor daquelas mulheres. No final já estava um bocadinho cansada da história, mas cheguei ao final com a sensação de melancolia e uma tristeza imensa. Pensei muito naquelas pessoas. Nem consigo imaginar o sofrimento daquelas famílias. É nos livros onde é descrita a maldade dos seres humanos com os da sua espécie que encontro o tamanho do meu sofrimento e dos que se queixam por tudo e por nada. Não temos nada para nos queixar enquanto estivermos perto da nossa família e com comida no prato. 

 

Mais um livro necessário, intenso e destruidor. Leiam!

 

livro cedido pela editora

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"A Filha Obscura" | Elena Ferrante

por Cláudia Oliveira, em 20.01.17

 

Após a leitura de um livro da italiana Elena Ferrante eu mudo. Cresço como mulher, como leitora. Os livros dela têm esse efeito sobre mim. Não fosse ela a minha escritora preferida. Não fosse ela a escritora que mais escreve sobre mim sem conhecer-me pessoalmente. Ela é brilhante!

 

Este mês pretenda ler o quatro livro da série napolitana, mas optei por ler um conto chamado "A Filha Obscura". Li em ebook na versão pt-br ("A Filha Perdida"), mas o conto já foi traduzido e editado em Portugal juntamente com outros contos. O livro chama-se "As Crónicas do Mal de Amor". Esta edição tem três contos: "A Filha Obscura", "Dias de Abandono" e "Um Estranho de Amor". Obrigada a quem me alertou no meu último vídeo. Sendo assim já não há desculpa, podem (e devem) ler este conto!

 

Não vão simpatizar com a protagonista. Vão julgar as suas atitudes e palavras. Muitos consideram a sua atitude vinda de uma mulher amargurada e egoísta. Tavez o que ela tenha feito não seja o mais bonito, mas eu consegui compreender. Talvez muitas mães vão conseguir entender também. Outras nem por isso. Vão apontar o dedo. Como fazem na vida real. Por isso, muitas se calam e fingem que está tudo bem. Eu gostei dela. Muito. Gosto da forma como ela diz a verdade. Sem filtros. Da sua coragem e da despreocupação em relação aos outros (nós, leitores). A forma como fala sobre a maternidade apesar de ser contra a ideia cor de rosa e feliz implementada na sociedade. São pensamentos justos? São sinceros. 

 

O livro mexeu tanto comigo que ainda hoje penso nele. Já o terminei há uma semana. Ontem fui deitar-me com a história na cabeça, com uma situação em particular. Penso nessa mulher várias vezes. E pretendo reler o conto, desta vez na versão pt-pt após a aquisição (ou requisição) do mesmo. No entanto, tenho de terminar a série napolitana. Eu ando a evitar dizer adeus à Lila e Elena, mas é necessário. 

 

Elena Ferrante nunca me desiludiu. Mais um conto fabuloso!

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"Um Final Feliz" | Annie Darling

por Cláudia Oliveira, em 17.01.17

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Este livro é muito ao género de uma comédia romântica. 

 

Naqueles dias mais chatos, em que precisamos de uma boa gargalhada, este é o género de livro ideal. Passamos um bom bocado, sonhamos e sorrimos. Por ser um livro sobre livros tive curiosidade em lê-lo. Tem boas opiniões espalhadas pela comunidade booktube e o título captou o meu interesse. 

 

A dona da livraria Bookends morre e deixa a livraria ao cuidado da Posy e do seu sobrinho Sebastian. O Sebastian é conhecido por ser o homem mais arrogante de Londres. Ela é uma eterna romântica. A livraria não caminha para o sucesso e precisam de uma solução. 

 

Não concordei com as escolhas da Posy, não senti empatia pelo Sebastian. Mas ao longo da histórias tudo se recompõe e acabei por gostar do desenlace. Fala evidentemente de livros, não fosse a Posy uma leitora ávida e apaixonada. A narrativa flui, somos levados e encantados. O final é o melhor na minha opinião. Não foi um livro marcante, nem a melhor história de amor, mas gostei muito.

 

Li o livro na altura ideal, final do ano e com o espírito leve. 

 

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'Nove Mil Dias e Uma Só Noite´ | Jessica Brockmole

por Cláudia Oliveira, em 10.01.17

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 Quando penso neste livro tenho sentimentos agradáveis e românticos.

 

A poetisa escocesa Elspeth Dunn recebe uma carta de um admirador do seu livro de poemas e nasce entre eles uma ligação muito forte. Ele vive no outro lado do Atlântico, ela tem medo de andar de barco e nunca saiu da ilha. Acompanhamos as cartas trocadas e o nascimento de uma história de amor. Passa-se em 1912, a Segunda Guerra desponta na Europa. Divergências, encontros e desencontros comuns das histórias de amor. Arrisco-me a dizer que esta é diferente.  

 

São feitas várias referencias literárias. acabamos por conhecer as personagens e os seus gostos mais pessoais a todos os níveis.  Passam a ser confidentes, mesmo com bastante filtro devido à posição social que a Elspeth desempenha e ao seu estado civil. Não deixa de ser uma mulher determinada, com medos. Sempre disposta a mostrar a sua opinião, mas discreta nas suas emoções. Defeitos e qualidades. Por isso gostei dela e senti-me ligada aos seus dilemas. Juro, fiquei angustiada com este livro. Emocionei-me imenso. Pensei nele diversas vezes por dia, ao longo de vários dias. 

 

Este livro acabou por ser uma pequena grande surpresa. Abalou as minhas memórias, fez-me enfrentar o passado que tantos sorrisos me colocou no rosto. A história fica cada vez mais intensa ao longo do seu desenrolar. É um misto de emoções. Não dá para largar. E com isto, acho que encontrei mais um país que pretendo visitar: Escócia. 

 

Existe uma interessante discussão neste livro sobre o papel da mulher. O facto de elas nascerem para cuidar dos filhos e se resignarem a um papel imposto pela sociedade. Adorei os argumentos dados pela Elspeth quando o seu admirador diz numa das cartas que as mulheres sabem cuidar dos filhos melhor do que os homens. A irritabilidade dela era a minha naquele momento.  

 

Recomendo muito este livro para as românticas incuráveis. Esqueçam os clichés, o amor é feito de um conjunto de clichés inesquéciveis e únicos para quem está apaixonado. 

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"A Outra Metade de Mim" | Affinity Konor

por Cláudia Oliveira, em 04.01.17

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 Este livro desfez o meu coração em mil pétalas. 

 

Contado na primeira pessoa pela gémea Stasha, uma menina com muita imaginação, descreve horrores vividos em Auschwitz pela visão ingénua de uma criança. A sua irmã Pearl é metade de si. A ligação entre as duas é forte e inquebrável. Estariam juntas para o pior. Depois da mãe partir, ambas são deixadas ao cuidado de um homem vestido de branco para vários testes e experiências. Diz que Auschwitz tinha um lugar especial para os gémeos e que eles eram muito preciosos. 

 

Este livro deixou-me boquiaberta com a capacidade da escritora californiana em transmitir com delicadeza as atrocidades que as crianças passavam no campo de concentração durante a segunda guerra mundial. Reli algumas passagens de tão belas e cruéis. 

 

"...Porque devíamos ter visto os que amávamos desaparecerem, devíamos ter podido vê-los deixarem-nos, devíamos esquecer o momento exacto da perda. Se ao menos tivéssemos visto as suas caras voltarem-se, um olhar breve, a curva de uma face! Uma cara a voltar-se...nunca nos dariam tal coisa..."

 

Stasha acreditava ser a guardiã do tempo e da memória. Queria registar todos os seus dias. Ela vê a sua vida mudar quando acontece o pior com a sua irmã. Enquanto a imaginação a ajuda a salvar-se no meio do inferno, ela buscar acreditar e vive no seu mundo de esperança e papoilas. As papoilas são flores importantes para a Stasha. Não vos revelo o motivo. Acreditem que a capa foi muito bem escolhida. 

 

A maldade da humanidade está descrita nesta história. O pior que o ser humano consegue fazer aos da sua espécie quando não aceitam as diferenças. O mal não nos torna mais fortes, pelo contrário. "É um erro popular". É um livro triste, cheio de morte. Fiquei várias vezes envolvida pela melancolia das palavras. O meu pensamento não deixava estas crianças quando pousava o livro. 

 

É um dos livros sobre o Holocausto mais difíceis de ler. Pela crueldade e pela lentidão dos acontecimentos. Misturar as duas características fez desta experiência de leitura profunda e intensa. Não é um livro para agradar a todos. De certo, não agrada à maioria. Eu fiquei fascinada.

 

Fiz várias marcações, reli passagens e a história ainda está em mim. Claro que recomendo. De preferência, leiam devagar. 

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Da leitura do momento | Francisca Rosa

por Cláudia Oliveira, em 03.01.17

Chiado Editora

718 páginas

 

Francisca Prudêncio Rosa é oriunda de Carcavelos, vila próxima a Lisboa e virada ao mar, tendo nascido em Cascais no ano de 1978. Desde muito cedo que o mundo dos livros e da escrita a acompanha. No entanto, o seu profundo amor pela natureza fê-la escolher uma formação académica na área das Ciências Naturais e licencia-se em Geologia pela Universidade de Lisboa. Em paralelo, sempre movida pela afeição ao universo das Letras e das Línguas, dedica-se a aprender o Árabe, primeiro em Lisboa e depois já no Algarve, para onde se mudou em 2006 com uma bolsa de investigação científica. Também desde cedo é-lhe dada a oportunidade de viajar por vários destinos, uma experiência que contribuiu definitivamente para abrir o seu olhar sobre o mundo e sobre as pessoas. Destas viagens, e aliadas à sua paixão pela escrita, surgem então várias crónicas de viagem publicadas em alguns jornais, bem como em revistas e em ‘sites’ dedicados ao tema.Mas é ao longo do Mediterrâneo que descobre os lugares mais próximos ao coração e, simultaneamente, vai redescobrindo a ligação antiga, milenar, profundamente enraizada, entre a cultura e as tradições desse grande mar e do seu próprio país. Pelas costas do Algarve, da Andaluzia, do Sul de Itália e da Sicília, da Grécia e da Turquia debruçadas sobre o Mar Egeu, e de Marrocos que, tal como Portugal, tem a sua existência virada ao Atlântico mas uma longa história densamente embrenhada nos caminhos mediterrânicos.Deste percurso pessoal, nasceu assim o seu primeiro trabalho de escrita na área da ficção, ‘A Sombra do Limoeiro’. A história decorre em pleno século XII, iniciando-se no Algarve, então ainda parte integrante do vasto Al-Andaluz islâmico, mais concretamente na antiga cidade de Santa Maria de Harun, hoje Faro. A autora, que viveu oito anos no Algarve, escreveu-a como forma de tributo ao lugar que a acolheu, e foi sua casa, durante um período marcante da sua vida. Mas, de igual forma, escreveu-a como uma história que fala também da vida das mulheres. E, sobretudo, da família. Independentemente do lugar, do século, e até mesmo para além da religião.

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