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"O CAMINHO IMPERFEITO" | JOSÉ LUÍS PEIXOTO

por Cláudia Oliveira, em 04.10.17

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Esperava que fosse bom, não contava que superasse todas as expetativas. 

 

José Luís Peixoto leva-nos através do seu olhar a Banquecoque e a Las Vegas. Dividido em duas partes, a primeira parte centra-se nas cores e sabores da capital tailandesa. São revelados factos importantes sobre a cultura do país e os costumes do povo. A segunda parte é uma surpresa. Episódios vários vividos pelo autor, num tom de surpresa e admiração, enchem as páginas do livro. Nunca deixa de ser interessante, nunca deixa de nos prender. São retalhos de viagens enriquecedoras. 

 

Há uma entrega absoluta do autor, foi exatamente isso que eu senti quando terminei a leitura. É num tom intimista que começa a segunda parte, revelando dados em relação à diferença das gerações da sua família. Fala sobre si. As marcas da alma, as feridas, o amor, o desassossego. 

 

"Incomoda-me quando alguém acha que sabe quem sou apenas porque leu um livro escrito por mim - como este - ou, até, porque leu uma frase mal citada ou viu a minha cara numa fotografia. Sinto-me agredido quando tentam reduzir-me a conceitos fechados e intransigentes, construidos por olhares que não se questionam a si próprios, que não admitem qualquer hipótese de falha no seu preconceito."

 

Estamos juntos! Esta passagem representa-me. 

 

Tocou-me imenso a passagem sobre as dúvidas e as certezas dos outros sobre nós. São reveladas também as suas motivações para escrever. Não vos revelo porque gostaria muito que se deixassem tocar pelas suas palavras. Não tenho tatuagens, mas este livro marcou-me. Um lugar cativo no meu coração. Sobretudo por transbordar uma entrega absoluta evidente sobretudo na segunda parte.

 

Não fui até à Tailândia nem a Las Vegas, mas viajar através do olhar do José Luís Peixoto deixou-me cheia de vontade de fazer as malas. Foi especial. Ele é de uma enorme sensibilidade na forma como vê o mundo. É precisamente isso que gosto nos seus livros. São necessários mais livros assim. Realidades diferentes diante dos nossos rostos, para vermos o nosso tamanho ou a nossa grandeza. E desta forma, este titulo torna-se o meu preferido do autor. 

 

"Não sou o meu corpo, não sou o meu nome, não sou esta idade. Não sou o que tenho, não sou estas palavras, não sou o que dizem que sou, não sou o que penso que sou."

 

E a capa? É do próprio José Luís Peixoto. Linda!

 

As diferenças tornam tudo mais fascinante. Numa viagem é esse o impacto que queremos sentir na pele. Respirar outra cultura. Sentir na pele. Se o meu fascínio pela cultura tailandesa era amena depois deste livro fiquei com muita vontade de estar. Ter mais marcas na alma.

 

Este livro fez-me refletir sobre a importância do respeito pelas diferenças. No tamanho do mundo e na variedade, na grandeza de trazer na mala experiências. No conhecimento que os outros trazem à nossa vida. Deixou-me triste por ter começado a viajar tão tarde. Há anos que ando a perder o mundo. Refleti sobre a ignorância limitada pela cultura e a importância do contato com outros costumes. 

 

Livro recomendadíssimo! Leiam, não se vão arrepender. 

 

 

 

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NOVIDADE | O CAMINHO IMPERFEITO | JOSÉ LUÍS PEIXOTO

por Cláudia Oliveira, em 25.09.17

O Caminho Imperfeito_small.jpg

Do autor li Morreste-me, Dentro do Segredo,Galveias, Livro,Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos, Em Teu Ventre, Antídoto e Cemitério de Pianos. Gostei de todos, excepto de Cemitério de Pianos. Os meus preferidos são Em Teu Ventre, Dentro do Segredo e Galveias. Este é um dos meus escritores portugueses preferidos e estou extremamente empolgada para ler o seu último livro. Chega às livrarias no dia 29, próxima sexta. A única reclamação é o facto de ter apenas 192 páginas. 

 

SINOPSE

 

Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. 

A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida.

 

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José Luís Peixoto | Prémio Oceanos 2016

por Cláudia Oliveira, em 07.12.16

José Luís Peixoto_créditos Gonçalo Lobo Pinhei

 

José Luis Peixoto venceu o Prémio Oceanos 2016 com o romance "Galveias". Tenho tido oportunidade de ler os seus romances, podem ver a minha opinião em diversos textos: AQUI. Leiam, é maravilhoso!

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Ler os Nossos | José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 29.11.16

 

Vídeo da Cristina Gaspar sobre José Luís Peixoto: AQUI

Vídeo da Ritinha sobre "No Teu Ventre", de José Luís Peixoto: AQUI

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Em Teu Ventre | José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 03.11.15

 

 

Em Teu Ventre, a novela editada recentemente de José Luís Peixoto, retrata uma dos episódios mais marcantes do século XX em Portugal, as aparições de Nossa Senhora. Essas aparições não são descritas no livro, fica o aviso. É descrito o ambiente vivido naquela altura, entre o período de Maio a Outubro no ano de 1917. O autor fundamentou a história em factos históricos. Todas as personagens existiram, os nomes são verdadeiros. Fé é uma questão pessoal, é escolha sua acreditar ou não.

A história é contada de forma desfragmentada, sendo dada voz a várias personagens. Mães (inclusive Nossa Senhora), Deus (narrado de uma forma bastante particular), Natureza. Temos também um narrador na terceira pessoa. A voz do narrador muda constantemente.

Um livro sobre mães, relações de mães e filhos, esperança e fé. Li-o num ambiente onde nasceu o meu primeiro filho, o que tornou a leitura especial. Li-o com um toque de delicadeza que é necessário ter enquanto a história é exposta aos nossos olhos. José Luís Peixoto torna especial quem o lê.

A ruralidade expressa nesta história dá voz aos rostos melancólicos do nosso País. Portugal vive em cima de uma mancha de esperança, fé e medo. Caminhamos entre dúvidas e vontade em acreditar.

“ (Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo há direito a uma folga, menos paras as mães. Se alguma mãe demonstrar a mínima fadiga de ser mãe, haverá logo uma besta, ignorante de limpar baba e de parir, que se oferecerá para a pôr em causa. Não é mãe, não sabe ser mãe, não foi feita para ser mãe, dirá. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas? A culpa é nossa. Sim, a culpa é das mães. Deixámos que fossem os filhos a definir-nos). “

Não é maravilhoso este excerto?

O autor conquista-me gradualmente, sendo este o meu livro preferido. Emocionou-me, fez-me reler várias passagens e permitiu-me uma tristeza melancólica tão própria da gente da minha terra.

Cinco estrelas. 

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Galveias | José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 25.11.14

Agarrada às mantas, pão com Nutella, livro "Galveias" na mão. Silêncio tranquilo. Luz natural a entrar na minha sala. Mais de metade do livro foi lido. Com cuidado, atenta. José Luis Peixoto tem a delicadeza do mundo na sua escrita. Os personagens são nossos parentes. Num lugar qualquer, onde vivemos a infância. Não vivo em Galveias mas conheço aquelas pessoas, aquele lugar. É um lugar em Portugal. Rural, tão característico. Ao longo da leitura senti aquela terra como minha. Cheio de pormenores, Peixoto, faz uma bela homenagem a terra onde nasceu. Com algum mistério pelo meio. O cheiro a enxofre. Tenho uma teoria para aquele cheiro, mas não me vou perder em suposições. Mais uma vez, saí satisfeita. Melhor, deu para recordar como foi comigo, lá atrás.

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“Dentro do Segredo” é um livro de viagens, sobre o olhar do próprio autor. Coreia do Norte é o destino. A edição tem uma capa forte, com a figura de um coreano vestido formalmente, com um ar sem nenhuma expressão. O meu interesse foi culpa da capa e do autor. Nunca tive qualquer interesse em ler livros de viagens, excepto este.

 

José Luís Peixoto conta tudo na primeira pessoa. O lado politico e histórico, tudo o que aprendeu com a sua viagem. Tudo o que o deixaram ver. Tudo o que o deixaram acreditar enquanto via. Factos interessantes para leigos sobre o país fizeram-me ficar atordoada. Conhecer alguns factos, através de outro olhar, fez-me estar mais perto.

 

Senti falta de fotografias. O livro não contém fotos. O lado menos positivo deste livro. A leitura é feita de forma fluida, com uma escrita um pouco diferente do que conheci nos seus outros livros. Mais directa, menos mágica.

 

Sinto altos e baixos no meu interesse, passagens informativas depois de momentos repetitivos e chatos. Continuo sem interesse em ler/comprar livros de viagens. 

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José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 09.10.13

Quando li um livro dele pela primeira vez achei aquilo muito confuso . Não me lembro do título do livro, não me perguntem. Era mais nova, tinha a cabeça cheia de coisas e não consegui acompanhar a sensibilidade da escrita do autor. Não desisti dele, deixei-o para outra idade. Recentemente um amigo emprestou-me o seu livro com frases muito pouco motivadoras: "não percebi nada", "não gostei". Demorei um pouco para começar a ler, sempre com uma desculpa qualquer.

 

Estou de férias, preciso de entregar o livro emprestado, tenho a cabeça no lugar. Só motivos, antes de ontem abri o livro e mergulhei os olhos na leitura do livro "Livro". E apesar da história não ser a melhor historia de todos os tempos, a escrita do autor é maravilhosa. As personagens são muito bem construídas, os episódios retratados lembram-me uma infância longínqua, pedaços dos meus avós, expressões dos meus tios. Estou quase a meio do livro e desta vez José Luís Peixoto entrou para o núcleo de autores que pretendo ler tudo. Agora sim, fizemos as pazes.

 

Há um tempo, um lugar, uma hora para tudo.

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José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 09.09.13

Quando li um livro dele pela primeira vez achei aquilo muito confuso . Não me lembro do título do livro, não me perguntem. Era mais nova, tinha a cabeça cheia de coisas e não consegui acompanhar a sensibilidade da escrita do autor. Não desisti dele, deixei-o para outra idade. Recentemente um amigo emprestou-me o seu livro com frases muito pouco motivadoras: "não percebi nada", "não gostei". Demorei um pouco para começar a ler, sempre com uma desculpa qualquer.

 

Estou de férias, preciso de entregar o livro emprestado, tenho a cabeça no lugar. Só motivos, antes de ontem abri o livro e mergulhei os olhos na leitura do livro "Livro". E apesar da história não ser a melhor historia de todos os tempos, a escrita do autor é maravilhosa. As personagens são muito bem construídas, os episódios retratados lembram-me uma infância longínqua, pedaços dos meus avós, expressões dos meus tios. Estou quase a meio do livro e desta vez José Luís Peixoto entrou para o núcleo de autores que pretendo ler tudo. Agora sim, fizemos as pazes.

 

Há um tempo, um lugar, uma hora para tudo. 

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