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José Luís Peixoto | Prémio Oceanos 2016

por Cláudia Oliveira, em 07.12.16

José Luís Peixoto_créditos Gonçalo Lobo Pinhei

 

José Luis Peixoto venceu o Prémio Oceanos 2016 com o romance "Galveias". Tenho tido oportunidade de ler os seus romances, podem ver a minha opinião em diversos textos: AQUI. Leiam, é maravilhoso!

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Ler os Nossos | José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 29.11.16

 

Vídeo da Cristina Gaspar sobre José Luís Peixoto: AQUI

Vídeo da Ritinha sobre "No Teu Ventre", de José Luís Peixoto: AQUI

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Em Teu Ventre | José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 03.11.15

 

 

Em Teu Ventre, a novela editada recentemente de José Luís Peixoto, retrata uma dos episódios mais marcantes do século XX em Portugal, as aparições de Nossa Senhora. Essas aparições não são descritas no livro, fica o aviso. É descrito o ambiente vivido naquela altura, entre o período de Maio a Outubro no ano de 1917. O autor fundamentou a história em factos históricos. Todas as personagens existiram, os nomes são verdadeiros. Fé é uma questão pessoal, é escolha sua acreditar ou não.

A história é contada de forma desfragmentada, sendo dada voz a várias personagens. Mães (inclusive Nossa Senhora), Deus (narrado de uma forma bastante particular), Natureza. Temos também um narrador na terceira pessoa. A voz do narrador muda constantemente.

Um livro sobre mães, relações de mães e filhos, esperança e fé. Li-o num ambiente onde nasceu o meu primeiro filho, o que tornou a leitura especial. Li-o com um toque de delicadeza que é necessário ter enquanto a história é exposta aos nossos olhos. José Luís Peixoto torna especial quem o lê.

A ruralidade expressa nesta história dá voz aos rostos melancólicos do nosso País. Portugal vive em cima de uma mancha de esperança, fé e medo. Caminhamos entre dúvidas e vontade em acreditar.

“ (Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo há direito a uma folga, menos paras as mães. Se alguma mãe demonstrar a mínima fadiga de ser mãe, haverá logo uma besta, ignorante de limpar baba e de parir, que se oferecerá para a pôr em causa. Não é mãe, não sabe ser mãe, não foi feita para ser mãe, dirá. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas? A culpa é nossa. Sim, a culpa é das mães. Deixámos que fossem os filhos a definir-nos). “

Não é maravilhoso este excerto?

O autor conquista-me gradualmente, sendo este o meu livro preferido. Emocionou-me, fez-me reler várias passagens e permitiu-me uma tristeza melancólica tão própria da gente da minha terra.

Cinco estrelas. 

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Galveias | José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 25.11.14

Agarrada às mantas, pão com Nutella, livro "Galveias" na mão. Silêncio tranquilo. Luz natural a entrar na minha sala. Mais de metade do livro foi lido. Com cuidado, atenta. José Luis Peixoto tem a delicadeza do mundo na sua escrita. Os personagens são nossos parentes. Num lugar qualquer, onde vivemos a infância. Não vivo em Galveias mas conheço aquelas pessoas, aquele lugar. É um lugar em Portugal. Rural, tão característico. Ao longo da leitura senti aquela terra como minha. Cheio de pormenores, Peixoto, faz uma bela homenagem a terra onde nasceu. Com algum mistério pelo meio. O cheiro a enxofre. Tenho uma teoria para aquele cheiro, mas não me vou perder em suposições. Mais uma vez, saí satisfeita. Melhor, deu para recordar como foi comigo, lá atrás.

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“Dentro do Segredo” é um livro de viagens, sobre o olhar do próprio autor. Coreia do Norte é o destino. A edição tem uma capa forte, com a figura de um coreano vestido formalmente, com um ar sem nenhuma expressão. O meu interesse foi culpa da capa e do autor. Nunca tive qualquer interesse em ler livros de viagens, excepto este.

 

José Luís Peixoto conta tudo na primeira pessoa. O lado politico e histórico, tudo o que aprendeu com a sua viagem. Tudo o que o deixaram ver. Tudo o que o deixaram acreditar enquanto via. Factos interessantes para leigos sobre o país fizeram-me ficar atordoada. Conhecer alguns factos, através de outro olhar, fez-me estar mais perto.

 

Senti falta de fotografias. O livro não contém fotos. O lado menos positivo deste livro. A leitura é feita de forma fluida, com uma escrita um pouco diferente do que conheci nos seus outros livros. Mais directa, menos mágica.

 

Sinto altos e baixos no meu interesse, passagens informativas depois de momentos repetitivos e chatos. Continuo sem interesse em ler/comprar livros de viagens. 

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José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 09.10.13

Quando li um livro dele pela primeira vez achei aquilo muito confuso . Não me lembro do título do livro, não me perguntem. Era mais nova, tinha a cabeça cheia de coisas e não consegui acompanhar a sensibilidade da escrita do autor. Não desisti dele, deixei-o para outra idade. Recentemente um amigo emprestou-me o seu livro com frases muito pouco motivadoras: "não percebi nada", "não gostei". Demorei um pouco para começar a ler, sempre com uma desculpa qualquer.

 

Estou de férias, preciso de entregar o livro emprestado, tenho a cabeça no lugar. Só motivos, antes de ontem abri o livro e mergulhei os olhos na leitura do livro "Livro". E apesar da história não ser a melhor historia de todos os tempos, a escrita do autor é maravilhosa. As personagens são muito bem construídas, os episódios retratados lembram-me uma infância longínqua, pedaços dos meus avós, expressões dos meus tios. Estou quase a meio do livro e desta vez José Luís Peixoto entrou para o núcleo de autores que pretendo ler tudo. Agora sim, fizemos as pazes.

 

Há um tempo, um lugar, uma hora para tudo.

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José Luís Peixoto

por Cláudia Oliveira, em 09.09.13

Quando li um livro dele pela primeira vez achei aquilo muito confuso . Não me lembro do título do livro, não me perguntem. Era mais nova, tinha a cabeça cheia de coisas e não consegui acompanhar a sensibilidade da escrita do autor. Não desisti dele, deixei-o para outra idade. Recentemente um amigo emprestou-me o seu livro com frases muito pouco motivadoras: "não percebi nada", "não gostei". Demorei um pouco para começar a ler, sempre com uma desculpa qualquer.

 

Estou de férias, preciso de entregar o livro emprestado, tenho a cabeça no lugar. Só motivos, antes de ontem abri o livro e mergulhei os olhos na leitura do livro "Livro". E apesar da história não ser a melhor historia de todos os tempos, a escrita do autor é maravilhosa. As personagens são muito bem construídas, os episódios retratados lembram-me uma infância longínqua, pedaços dos meus avós, expressões dos meus tios. Estou quase a meio do livro e desta vez José Luís Peixoto entrou para o núcleo de autores que pretendo ler tudo. Agora sim, fizemos as pazes.

 

Há um tempo, um lugar, uma hora para tudo. 

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