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Depois de ler Gonçalo M Tavares duas vezes, primeiro com O Senhor Valery, depois com Aprender a Rezar na Era da Técnica, ele passou a integrar a minha lista de autores portugueses preferidos. Assim que soube que íamos ter dose dupla no mês de Dezembro, meti na lista de desejos os dois títulos: Os Velhos Também Querem Viver e A Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai.

Comprei em primeiro A Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai porque este título conquistou-me à primeira vista (tenho uma pancada por títulos com as palavras: menina, mulher, rapariga). Assim como a capa. Na última visita à Fnac do Colombo, comprei-o e comecei a lê-lo no dia seguinte. São duzentas páginas, como se fossem cem.

A edição está linda. A Porto Editora está de parabéns! Nota-se zelo na edição.

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Marius encontra uma menina chamada Hanna na rua. Ela tem catorze anos, trissomia 21 e junto dela está uma caixa com indicações específicas para quem for lidar com ela. Marius foge de algo. Hanna procura o seu pai.

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Ao longo do enredo vamos conhecer várias histórias, vários personagens. Um fotógrafo que colecciona fotos de animais e pessoas com deficiências, uma família que cola cartazes em vários lugares do mundo, donos de um hotel que deram aos quartos nomes de campos de concentração. A criatividade do autor é inegável.

Cada capítulo tem uma mensagem sublime, por vezes indecifrável. Não se consegui captar tudo o que o autor quis transmitir. Parece-me uma chamada de atenção para vários assuntos. A forma como a sociedade lida entre si. As motivações desiguais de cada indivíduo. Os rostos revelam o que a mente esconde? Seguir em frente, lutar, ir atrás, fazer alguma coisa mesmo que muda apenas uma mente.

Gostei de ler este livro. Apesar de não sentir grande empatia com os personagens, nem nenhuma conectividade emocional, gostei de passar algumas horas ao lado de Marius e Hanna.

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A escrita de Gonçalo M Tavares surpreendeu-me. É mais simples, sem rodeios, ao contrário dos romances que li no passado.

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Estive entre três estrelas e quatro. Decidi-me pelas três estrelas. Não me arrebatou, apesar de reconhecer a qualidade do autor. Posso dizer que é um dos melhores da actualidade, eu acho. Gostei do livro, contudo recomendo com reservas.

 

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