Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



QUER ANUNCIAR O SEU LIVRO? contactoclaudiaoliveira@gmail.com



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D



Hoje a entrevista é outra. Queremos saber tudo o que se passa na Feira do Livro, não é verdade? Lancei a proposta à Sandra Pinto Barata, autora do blog "Say Hello To My Books" (visitem!), e ela aceitou de imediato. 
 
A Sandra este ano esteve a trabalhar como colaboradora na Feira do Livro de Lisboa, no grupo Porto Editora (inclui Bertrand, Coolbooks, Quetzal, Pergaminho, Círculo de Leitores, etc...) e é uma apaixonada por livros como podem comprovar de seguida. Tive o prazer de a conhecer este ano no segundo encontro do Clube dos Clássicos Vivos. Uma simpatia, inteligente  e comunicadora nata. Gosta de Truman Capote, Charles Bukowski, Saramago, entre outros (a lista está sempre a aumentar). Este ano criou a iniciativa Março Feminino, uma iniciativa para divulgar literatura escrita por mulheres.
 
Alguns dias depois do encerramento da Feira do Livro fazemos uma espécie de balanço e ficamos a conhecer alguns segredos dos bastidores. Venham daí. 
 

2017-06-23_08.36.12.jpg

 

 

 
 
 
- O que te motivou para trabalhar este ano na feira do livro? 
 
Já queria ter trabalhado o ano passado, mas não fui a tempo das inscrições. Este ano, como tinha disponibilidade decidi inscrever-me. Mais que ganhar uns trocos, o que me motivou foi a experiência de trabalhar no meio dos livros, perceber como funciona a Feira (que frequento desde miúda) por dentro, fazer parte do evento mesmo a sério. Fazer valer o "estar" e não só "passar", entendes? 
 
 
- Onde fizeste a inscrição? 
 
Online, no site da Bertrand. Depois chamaram-me para uma entrevista, como fizeram a todos os inscritos e, felizmente, fui chamada. 
 
 
- Fazem contrato de trabalho? As condições que oferecem são aliciantes? 
 
Sendo um trabalho provisório, não fazem contrato. Mas quem aceita trabalhar lá, sabe ao que vai. Sabe que são, no máximo, 18 dias, com várias horas de trabalho. São as condições normais para trabalhos do género. Eles ajudam nas refeições, o que é muito bom. Mas como não era tanto o dinheiro que me motivava, não tenho nada a apontar. 
 
 
- O que pensaste quando viste o grupo editoral onde ias trabalhar? 
 
Já sabia para onde ia, porque me inscrevi no site da Bertrand. Na Feira o espaço é conjunto entre a Bertrand e a Porto Editora. Tanto que os nossos coletes de trabalho diziam "Grupo Porto Editora", o que confundia a cabeça de muita gente. Já era um grupo que respeitava, fiquei a conhecer a fundo o portefólio da Porto, da Bertrand, da Quetzal, da Pergaminho, etc. Foi ótimo!
 
 
- Como é o ambiente de trabalho? Existe competitividade? 
 
Nada de nada. Foi tão bom. Das melhores coisas que tiro desta experiência são as pessoas, principalmente os colegas. Criou-se um espírito de equipa muito grande, estávamos todos ali para o mesmo. Ajudavamo-nos sempre, em qualquer situação. Um dia que me senti mal e precisei sair mais cedo, aguentaram as pontas por mim, tal como fiz com outros colegas em situações idênticas. Fartámo-nos de rir em situações caricatas, nos dias de calor borrifávamo-nos uns aos outros com água, fazíamos pausas para ir comprar Calipos e combater o calor, trocámos muuuitas opiniões sobre livros, sobre a Feira, sobre a vida em geral. Quando um não sabia onde estava um livro, o outro ajudava. Quando um não conseguia ajudar um cliente, o outro estava ali ao lado e intervinha. Mesmo os responsáveis - os chefinhos - eram todos pessoas excelentes, acessíveis, simpáticas, compreensivas, com quem tínhamos muito boa relação, com quem criámos private jokes, que nos fizeram sentir importantes enquanto ali estávamos. Aceitávamos tudo o que nos pediam e fazíamos sem pestanejar, porque eles estavam ali connosco quase de igual para igual - trabalhavam muito mais que nós até. Foi uma grande aprendizagem a nível humano e profissional. 
 
- Têm formação antes da feira do livro? -  Há alguma entrevista com pré selecção?
 
Sim, há uma entrevista. E depois uma pequena formação sobre o que é necessário fazer e como tem que ser feito. Claro que os que já trabalham em livrarias têm esse know-how, mas os externos, como eu, precisam entrar dentro do sistema todo. 
 
- O que fazes durante o horário de trabalho? Também repões livros e colocas preços? 
 
Tudo o que for necessário. Reposição de livros sempre que é necessário, colocar preços, arrumar as prateleiras e ter sempre as "frentes" dos livros organizadas e completas, ajudar os clientes a encontrar livros, a esclarecer dúvidas, preparar os locais de sessões de autógrafos, enfim... Tudo o que vocês vêem quando passam num espaço como aquele, somos nós que arrumamos, organizamos e mantemos ao longo do dia. 
 
 
- Como foi assistir aos eventos na primeira fila? Tiveste esse oportunidade ou não foi possível? 
 
Alguns sim. Estive a um palmo do Presidente Marcelo quando foi apresentar o novo livro sobre Mário Soares. Acompanhei várias sessões de autógrafos do Agualusa, do Peixoto, do Raminhos, do Bruno Vieira Amaral, do Agusto Cury, teatros infantis, etc. 
 
 
- Como são os bastidores da feira do livro? Ambiente saudável ou muito rigoroso? 
 
Há rigor, claro. Aquilo é um negócio, tem que correr bem, tem que haver profissionalismo. Durante o dia íamos trabalhando entre pavilhões, onde fosse necessário, onde víssemos que alguém precisava de ajuda, onde reparassemos que estava alguma desarrumação. Mas na Hora H, por exemplo, era uma loucura. Tínhamos que estar fixos num pavilhão, porque há muita gente com dúvidas e a precisar de ajuda nessa hora. É, literalmente, non stop. Se precisássemos pesquisar algo no computador, havia um colega que estava a fazer apenas isso durante aquela hora e encaminhávamos o cliente para ele. Todos tínhamos um papel e uma função. Todos estávamos totalmente focados nos clientes e nas suas necessidades. Nas horas em que a Feira estava mais morta, obviamente que o ambiente era mais descontraído. Há tempo para "brincar" e tempo para trabalhar. 
Muitas vezes, quando a feira fechava, depois de desligarmos as luzas e fecharmos tudo, ainda ficávamos a conversar. Estávamos cansados, sim, mas o ambiente entre nós era tão bom que nessa altura relaxávamos um bocadinho com a companhia uns dos outros. 
 
 
- Qual foi a maior dificuldade durante estes dezoito dias? 
 
O cansaço fisico e o calor. Houve vários dias seguidos em que trabalhei entre 9h a 11h. Apenas com uma hora de paragem para comer. O que significa sempre 8h a 10h em pé. Já experimentaram estar esse tempo todo em pé? Custa. Principalmente quando começou a ficar muito calor e deixei de conseguir ir de ténis. Levava sandálias para aguentar melhor a temperatura, mas toda a gente sabe que sandálias rasas não são a coisa mais confortável para estar parada em pé. Ás vezes fazia pausas de 2 minutos só para me sentar um bocadinho e descansar os pés. Todos nós passámos por isso. Quando chegou o calor intenso piorou. Cansa o triplo. Tínhamos que estar ao ar livre sem ter para onde fugir. Os pavilhões absorvem o calor como estufas. Até meio da tarde tirávamos à sorte quem ia para os pavilhões do lado direito que estavam a apanhar com o sol de chapa. A sorte é que tínhamos borrifadores (aqueles das plantas) que enchíamos com água e gelo e assim andámos nos últimos dias de feira. Só assim era suportável. Molhávamos os braços, a cara, o pescoço, as pernas, tudo. Os clientes passavam por nós e riam-se. Alguns pediam para os borrifarmos também. Chegava a casa exausta. Dorida. E só três dias depois da Feira acabar é que senti que recuperei as forças e que voltei a ter pés. 
 
 
- Como são os clientes da feira do livro? Queres contar alguma situação engraçada (ou sem graça nenhuma)? 
 
A maioria, felizmente, são educados, simpáticos, sabem que estamos ali para ajudá-los. Depois há outros muito, muito antipáticos, rudes até. Pessoas que não dizem obrigado depois de lhes darmos a informação que pedem (o que é que custa?), pessoas que respondem de forma torta e mal educada, virando-nos a cara só porque dissemos que o livro que queriam já não havia na Feira. Uma senhora ficou até chateada comigo porque a Isabel Allende não lançou um livro novo. Que culpa tenho eu? Outros que me atribuem a culpa de na Hora H apenas terem desconto os de etiqueta laranja. E aquelas que insistem que um livro é da Bertrand só porque o viram na loja ou no site? E lá tínhamos que explicar que aquilo é uma Feira de editoras e não de livreiros. Só acreditavam quando lhes mostrava, no nosso sistema de pesquisa no computador, que tal livro era da editora X. Lá acreditavam e a pergunta seguinte "onde é que isso está na Feira?". Além de sabermos de livros, tínhamos que ser mapas ambulantes. Felizmente, a maior parte eu sabia responder. Houve um senhor, já velhinho, que tinha perdido a mulher há pouco tempo, o amor de uma vida, e procurava um livro para aprender a lidar com a morte, enquanto se emocionava a contar a sua história. Houve muuuuitas pessoas a sugerirem-me livros que nunca vou ler. E outras a pedirem-me sugestões de coisas tipo "olhe, diga-me lá um bom livro sobre puberdade!". 
 
 
- E os autores? Houve algum autor que te captou a atenção e te fez comprar o livro dele? Conseguiste conversar com algum? 
 
Conversar não, porque estávamos em horário de trabalho e tinha que manter a postura. Mas o José Luis Peixoto impressionou-me. Foi o autor que mais tempo lá ficou a conversar com os leitores. Ok, o Cury teve 4h em sessão de autógrafos, mas mandava um "você é o piloto da sua vida", assinava o livro e 'tá a andar. O Peixoto "perdia" mesmo tempo com cada pessoa. Talvez uns 15 a 20 minutos de conversa com cada leitor que estava ali para conseguir um autógrafo dele. Começou às 15h, quando voltei da minha hora de jantar às 21h ainda lá estava. Já em pé, numa postura mais descontraída, a falar com alguns fãs sobre as suas obras, como se de velhos amigos se tratassem. Trouxe um livro dele comigo: Dentro do segredo. Postei foto das minhas compras no Instagram, onde se inclui esse e ele, sem me conhecer, foi lá comentar. Adoro. Fiquei fã, mesmo antes de o ler. 
 
 
- Com quem gostavas de ter trocado uma palavra mas não conseguiste? 
 
Com ninguém em especial. 
 
 
- Há preocupação com a concorrência? 
 
O que senti foi foco em fazermos nós um bom trabalho, sem olhar para o que os outros andam a fazer. 
 
 
- No último dia começaste logo a sentir saudades? Como foi esse dia? 
 
No último dia, queria que chegasse logo o final da tarde, para ficar um tempo mais fresquinho. Quando a feira fechou, às 23h, e fechámos tudo, senti assim um friozinho, tipo "acabou mesmo...". Mas estava tão cansada que só pensava em dormir. No dia seguinte bateu uma nostalgia. Passei o dia a pensar "a esta hora estava a entrar, a esta hora estava a fazer isto, a esta hora estava a fazer aquilo". Ficam as boas memórias. Esta experiência já ninguém me tira. 
 
 
- Venderam muitos livros? Sentes que as pessoas lêem pouco? 
 
Fiquei parva com a quantidade de gente na Feira todos os dias! Mesmo nos dias com 41º graus, as pessoas não faltavam (a partir mais do final da tarde). Muita, muita gente mesmo. Vi muitos livros a irem para casa com as pessoas, muitas delas a levar pilhas de cinco ou mais. Dá-me ideia que a Feira do Livro está na moda. Ler está na moda. E isso é tão bom. Senti que a maior parte das pessoas não comprava por comprar. Iam com ideias fixas, sabiam o que queriam, tinham uma opinião formada. Os livros não estão a morrer. 
 
 
- Qual foi o livro que mais recomendaste? Quais são os autores mais procurados? 
 
Não fazia ideia, mas a nova tradução da Biblia é muito, muito procurada. De resto, de tudo um pouco... Muita gente a comprar livros de autoajuda ou desenvolvimento pessoal, muita gente que é fã de livros de bolso, policiais, romances, literatura portuguesa ou estrangeira...há leitores para todos os gostos. 
 
 
- Recomendas a experiência? Vais repetir?
 
Recomendo muito. Não sei como é nas outras editoras, mas ali foi melhor até do que imaginava. Vou repetir, sem dúvida, se a vida permitir, se tiver disponibilidade nesta altura para o ano. 
 
 
- Por fim, ficaste com vontade de ir trabalhar para uma livraria? 
 
Não. Tinha vários colegas lá que vinham de livrarias e todos diziam que a Feira é, sem duvida, um sitio especial. Fui mesmo pela Feira em si. 
 

sandra.jpg

 

 

 
 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

NOITES DE POESIA NA FEIRA DO LIVRO

por Cláudia Oliveira, em 12.06.17

 

Para quem pediu, Maria Teresa Horta estará na Feira do Livro.no dia 14 de junho, pelas 21:30 na Praça Leya.  Aproveitem e comprem o seu último livro "Poesis", lançado pela D.Quixote amanhã (13). 

 

Com a presença e participação de Maria Teresa Horta, Luis Filipe Castro Mendes, Manuel Alegre, Nuno Júdice e António Carlos Cortez, e moderação de Ana Sousa Dias.

 

Como é a poesia? Para quê a poesia? Que poesia, hoje? Ninguém contesta que a arte – todas as formas de arte – é essencial num mundo que enfrenta, nos dias que correm, perigos de sempre e perigos novos: a alienação dos mais jovens quanto aos temas e problemas da cultura, quanto a questões de política e de cidadania, de consciência cívica, em suma. A poesia pode, neste contexto, educar? Pode um poema activar no leitor formas novas de ver e entender o real? No mundo tecnológico e esmagado pelos interesses imediatos, que podem dizer os poetas? Pode a palavra poética reabilitar o quotidiano? 

Autoria e outros dados (tags, etc)

OS CLÁSSICOS ESTÃO VIVOS NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

por Cláudia Oliveira, em 05.06.17

Munkee_0605125125.jpg

 

Ontem fui à Feira do Livro de Lisboa pela segunda vez este ano para o segundo encontro do Clube dos Clássicos Vivos. Aconteceu de manhã no jardim do Parque Eduardo VII depois de nos termos reunido no grupo Porto Editora. Agradeço a todos que acordaram cedo num domingo para falar de livros. Mais precisamente, no livro escolhido para estes meses, "A Boneca de Luxo", de Truman Capote.     

 

A discussão correu de forma positiva, foram debatidos vários temas dentro desta novela que eu própria desconhecia. Acabou por trazer outros pontos de vista e acrescentar mais profundidade ao livro. Confesso que não tinha ficado muito impressionada com o livro, mas acabei por ter vontade de dar outra oportunidade. As opiniões dividiram-se em relação a alguns aspectos, mas foi unânime em relação à experiência de leitura.  

 

No final tivemos um sorteio patrocinado pela editora Guerra & Paz. Foram sorteados três títulos clássicos da colecção que a editora tem vindo a editar com preços muito acessíveis. As capas fizeram muito sucesso e apesar de alguns membros já terem lido, a maioria ficou entusiasmada com o sorteio e os vencedores felizes por receberem os seus livros. Obrigada à editora! Também foram oferecidos lápis com a gravação do nome do clube. Queria dar uma lembrança diferente dos habituais marcadores. Talvez consiga ter mais surpresas nos próximos encontros. 

 

Depois do encontro trocámos outras ideias, anunciámos que o próximo clássico será um calhamaço para contrabalançar com a novela de Capote. Ao longo deste mês teremos nova votação. Se quiserem ser membro do clube podem ir através do Goodreads (CLICA  AQUI). Podem participar na próxima votação e até sugerir títulos. Existem discussões todos os meses entre os membros e acaba por ser muito dinâmico. 

 

Munkee_0605125041.jpg

Depois de almoço e muita conversa fomos dar um passeio. Infelizmente não consegui ir ao evento do Cury como estava previsto devido a uma má disposição (ainda estou para saber se foi uma intoxicação alimentar ou outra coisa qualquer) e só depois de recuperar é que fui espreitar o espaço. Ainda encontrei a querida e simpática escritora Maria Cecília do livro "História em Pedacinhos" que me deu um beijinho e abraço, e trocou algumas palavras cheias de boa disposição. Também fiz algumas compras e vi escritores em sessões de autógrafos. Fui ver de perto um escritor que admiro, o Agualusa. Não encontrei o Afonso Cruz, mas vi a Isabela Figueiredo, David Machado, Rui Zink (a passear), Alice Vieira,...

 

Adoro passear na feira e sentir-me perto dos escritores. Ver pessoas felizes a comprar livros. Revi várias bloggers, conheci várias pessoas (demorou mas foi!) e apesar do enorme calor sentia-me feliz. Cheuei a casa cansada, com o coração cheio, a transbordar. Aqui fica uma palavra de incentivo para a menina Sandra que está este ano a trabalhar, força!!! E um beijinho à Edite que tive muita pena de não ter conhecido. A quem foi ao encontro quero deixar a minha enorme gratidão! Os clássicos estão vivos! Não é fantástico? É com muita felicidade que vejo os clássicos serem lidos e discutidos com tanto entusiasmo. Não deixes de participar numa próxima oportunidade.   

 

Espero conseguir regressar antes de terminar para o último passeio. Ainda há tanto para ver e fazer na Feira do Livro de Lisboa. Não percam! Prometo que vão gostar. 

 

Munkee_0605125210.jpg

 

Munkee_0605125619.jpg

 Quanto às compras. Vamos lá. Dois livros na RA por cinco euros (duas autoras portuguesas) e a Elena Ferrante por dez euros (livro do dia, no dia 1 de junho). Na Tinta da China estava este livro lindo do Charles Dickens por dez euros (livro do dia). Impossível ele ficar lá. É a edição mais linda de sempre. Por fim, uma novidade da Quetzal, Mariana Enriquez. Na Presença comprei o livro de fantasia do Nix por 3.95€. Estou muito satisfeita com as minhas compras. 

 

 goodreads twitter instagram facebook

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

ENTREVISTA À AUTORA ANABELA MOTA RIBEIRO

por Cláudia Oliveira, em 01.06.17

Anabela-Mota-Ribeiro_CA-131.jpg

 Foto de: Clara Azevedo

 

A primeira vez nunca esquecemos. Iniciamos em junho um novo espaço no blog "A Mulher que Ama Livros" dedicado às entrevistas breves e concisas, de forma a dar conhecer um pouco mais do trabalho feito em Portugal pelos nossos. Sempre foi um foco, "ler os nossos". Partilhar os nossos.

 

É um privilégio começar com uma autora portuguesa, talentosa, criativa e dinâmica. Fez rádio, é jornalista, coordena e modera debates sobre livros. Assina juntamente com o escritor Agualusa o programa da Feira do Livro do Porto (já viram o programa fabuloso para este ano?). O seu mais recente livro "A Flor Amarela" foi editado pela Quetzal em Fevereiro deste ano. Anabela Mota Ribeiro estará na Feira do Livro no dia 4 e 17 de junho. Foi um privilégio enorme fazer esta entrevista e conhecer um pouco mais a autora. Entretanto descobri que fiz o caminho ao contrário, devia ter lido "Memórias Póstumas de Brás Cubas" primeiro e a sua Flor depois.

 

 

A Feira do Livro de Lisboa está a chegar. Anabela Mota Ribeiro estará presente no dia 4 de junho. O que significa para si a Feira do Livro? Como olha para este evento? 


Gosto da Feira do Livro, gosto de espaços de encontro e descoberta, gosto de iniciativas que podem tocar públicos diversos, democráticas, gosto da misturada. Gosto, evidentemente, da possibilidade de comprar bons livros com preço especial, para mim e para oferecer. Vou estar a assinar livros em dois fins de semana: no primeiro, "Paula Rego por Paula Rego" e no domingo seguinte "A Flor Amarela - ímpeto e melancolia em Machado de Assis." 

 

A Feira do Livro do Porto dá aos leitores a possibilidade de conhecerem grandes estrelas como Han Kang, Laurent Binet e Teju Cole. Sente que ainda existe interesse dos leitores conhecerem e ouvirem os escritores?


Penso que o público tem uma grande apetência pelas conversas, pela possibilidade de diálogo, quer ser interpelado, ver com ouvidos, ouvir com o corpo todo. Ou seja, procura qualquer coisa que é única, diz respeito a um momento, a uma intensidade, qualquer coisa que implica aquele que assiste e o envolve com o corpo todo. De certa maneira, o virtual, a instantaneidade, o fragmento, nada disto rouba espaço às feiras do livro ou festivais literários. Eles complementam-se e potenciam-se.   

 

Existem livros que nos escolhem e outros que escolhemos. "Memórias de Brás Cubas" encaixa em alguma das situações? 


Li pela primeira vez MPBC na faculdade, numa disciplina de opção que fiz com o Prof. Abel Barros Baptista. Já tinha lido Machado, mas ele deu-mo a ler de outra maneira. O livro é uma constante escolha e um feitiço: somos agarrados por ele, lemos e lemos e nunca o achamos. Um clássico é também isso.

 

Ao ler "A Flor Amarela" fiquei deslumbrada e interessada no clássico. É sua intenção cativar novos leitores para Machado de Assis ao transformar o que começou por ser um trabalho académico de Filosofia neste livro?


Se houver pessoas a descobrir Machado de Assis a partir do meu livro, ou pelo que eu possa dizer sobre o autor, fico contentíssima. Lê-lo é um prazer imenso. Aliás, o que faz sentido é ler o livro do Machado e depois ler a minha Flor. Devo dizer que este trabalho académico mereceu mínimas alterações. A minha dissertação era heterodoxa... Procurei ler de um ponto de vista filosófico o livro. O meu lugar de partida era a Filosofia. Por isso também tive dois orientadores: um de Filosofia e outro de Literatura Brasileira, João Constâncio e Abel Barros Baptista, respectivamente.  

 

No seu blog disponibiliza várias entrevistas muito organizadas. O blog é reflexo da sua personalidade ou apenas uma ferramenta de trabalho? 


Talvez eu seja demasiado organizada (do estilo de pôr os cabides todos virados para o mesmo lado). O que me espanta é a possibilidade de viver na desordem e na sujeira (que são coisas diferentes, mas que aparecem juntas nesta minha mania). Por isso, sim, talvez esta organização que encontra no blog seja um reflexo da minha personalidade. O blog foi desenhado pelo Pedro Neves do Sapo a partir de conversas que tivemos e daquilo que lhe pedi. Ao mesmo tempo, o blog é apenas uma ferramenta de trabalho, uma expressão do que venho fazendo desde há uns anos. Gosto de pensar nele como uma casa onde está o essencial do meu trabalho; e eu, que não guardo nada, guardo tudo, afinal, ali.  

 

Já fez rádio, programas de televisão, coordena e modera debates de livros, é escritora e jornalista. O que lhe falta fazer? 


Falta sempre fazer tudo, não é? E falta tempo de digestão. As coisas precisam de tempo para ser pensadas, integradas, criadas. Faço essas coisas todas, às vezes todas ao mesmo tempo, mas acredito cada vez mais na importância do vazio, de não fazer nada, de não entender, de isso ser um motor para voltar a fazer tudo outra vez. 

 

"Se houver pessoas a descobrir Machado de Assis a partir do meu livro, ou pelo que eu possa dizer sobre o autor, fico contentíssima. Lê-lo é um prazer imenso."

 

goodreads twitter instagram facebook 

Autoria e outros dados (tags, etc)

NOITES LITERÁRIAS COM A 20|20

por Cláudia Oliveira, em 29.05.17

 

Espaco-03.png

 

Espaço da 20|20 Editora aumentou, ganhou um espaço novo dentro da Feira do Livro. Doze pavilhões, três palcos e muitas atrações. Em sete anos a 20|20 passou a ser umas das maiores editoras em Portugal com cinco chancelas: Booksmile, Nascente, Topseller, Vogais e Elsinore.

 

Já vos contei que a Paula Howkins estará dia 10 (15h00-18h00) e 11 de junho (14h30-16h00) na Feira do Livro. As novidades não ficam por aqui. Já viram as novidades que a Elsinore tem para os visitantes da grande festa do livro? Não parei de dar pulos: Paulo Moura, António Marujo, Nuno Tiago Pinto, Maria João Viana, Cristina Leal, Filipa veiga (dará uma aula de Yoga ao vivo), Paula Raposo Esteves, Maria da Luz Ridrigues, Marisa Valadas, Carina Barbosa, João Magalhães, Paula Beirão Valente, Nelson Nunes, Maria João Fialho Gouveia, Sofia Rito, Sofia Loureiro, Juliana de’Carli, Magda Roma, Ana. R. Bravo, Maria Antónia Peças, Susana Alves e Carolina Santo. 

Noites Elsinore.jpg

 

Noites Elsinore, com tertúlias à moda antiga, com conversa solta e inesperada, todos os dias da semana, entre as 21 e as 22 horas. A ideia é ficar a conhecer uma obra atraves de um escritor. Um dois em um. Um escritor com olhos de leitor. Sou doida com o catálogo da Elsinore e espero estar presente em alguns eventos. 

 

Está quase!

 

Marca na tua agenda

Paulo Moura, 3 de junho

Cristina Leal, 3 de junho

Carina Barbosa, 10 de junho, 

Paula Hawkins, 10 e 11 de junho

Maria João Fialho Gouveia, 11 de junho 

João Reis, 11 de junho 

Margarida Fonseca Santos, 17 de junho

 

 

 goodreads twitter instagram facebook

Autoria e outros dados (tags, etc)

Guerra e Paz na Feira do Livro

por Cláudia Oliveira, em 26.05.17

Sessao de Autografo FB Vania_2017.jpg

 Esta é a programação da Guerra & Paz para a Feira do Livro. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

CONTAGEM DECRESCENTE | TAG "FEIRA DO LIVRO"

por Cláudia Oliveira, em 24.05.17

 

Faltam 8 dias! 

 

Criei uma TAG chamada "Feira do Livro" com 9 itens relacionados com a nossa linda festa do livro. 

 

LISBOA - Indica um livro que se passe em Lisboa

SOL - Indica um livro para ler no Verão

FARTURAS - Indica um livro doce

EVENTOS - Qual o autor que devia ir à Feira do Livro?

EDITORA - Elege as tuas três editoras preferidas

HORA H - Indica um livro muito bom com mais de 18 meses

AUTORES- Já pediste autógrafos? Mostra!

LIVROS - Mostra dois livros que compraste nos meses anteriores e ainda não leste

LISTA DE DESEJOS - Revela dois livros que pretendes comprar este ano

 

 

 

 

goodreads twitter instagram facebook

Autoria e outros dados (tags, etc)

LEYA | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

por Cláudia Oliveira, em 23.05.17

 

 

 

 

 

 

 

 

Marca na Agenda

INÊS PEDROSA, 1 de junho, 17:30

CRISTINA NORTON, 1 de junho, 17:30

JOÃO MORGADO, 3 de junho, 16:00

JOÃO RICARDO PEDRO, 3 de junho, 15:30

ANTÓNIO LOBO ANTUNES, 3 de junho, 15:30

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

EM 1º LUGAR DO TOP DE VENDAS | "ESCRITO NA ÁGUA"

por Cláudia Oliveira, em 18.05.17

Instasize_0508171435.jpg

Nada mais, nada menos do que o último livro da Paula Hawkins. Exactamente o livro que ando a ler (um presente dos meus filhos no dia da mãe). Segundo dados GFK entrou directamente para o primeiro lugar do top de vendas em Portugal.

 

Não se esqueçam que a autora estará na Feira do Livro dia 10 (15h-19h) e 11 de junho (14:30-17h). Vai ser a loucura!

 

Confesso que estou agradavelmente surpreendida, mas depois conto com mais pormenor a minha experiência de leitura. Podem ler os primeiros capítulos AQUI

 

Escrito na Água.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Trago novidades frescas! Vão adorar. Mais confirmações vindas do grupo Porto Editora.  

 

O autor Luís Pedro Nunes vai lançar o seu livro de crónicas Suficientemente bom, desprezivelmente mauA Feira do Livro conta também com a presença do autor do recente romance Vento de Espanha, João Pedro Marques. Um romance na década de 30, entre Lisboa e Madrid.

 

Quem marca presença é a autora cubana Karla Suárez para uma sessão de autógrafos. No inicio do ano lançou o romance Um lugar chamado Angola, sobre a presença cubana em Angola Já leram?

 

unnamed.png

 

Judite Sousa vai estar na Feira do Livro. Vamos poder ver e ouvir a jornalista falar no seu último livro Pensar. Sentir. Viver. Um livro que aborda a depressão e a estima da doença na sociedade. Vai ser muito interessante. É um assunto que me interessa e espero estar presente.  Vão ser dois dias felizmente. O poeta, sacerdote e professor José Tolentino Mendonça também não vai faltar juntamente com o seu próximo livro intitulado Teoria da Fronteira. Será lançado brevemente.

 

A grande novidade será a presença de Augusto Cury, o escritor, psiquiatra, psicoterapeuta e cientista.  Vi que ficaram muito interessados neste oportunidade única de ver e ouvir o escritor de perto. O recente livro O Homem Mais Inteligente da História é a sua obra mais importante, segundo o autor. Li há muitos anos dois livros do autor, mas espero ter a oportunidade de ler este. Estarei presente! Não vou faltar. Dia 4 às 15.30.

 

Vários Momentos Coolbooks vão reunir autores de língua portuguesa. Alguns nomes reconheço, outros nem por isso. Dia 9 de junho estarão presentes os autores António Bizarro, Catarina Janeiro, Célia Godinho Lourenço, Fernando P. Fernandes, Humberto Duarte e Isabel Tallysha-Soares. A 16 de junho será a vez de Ana Gil Campos, Ana Nunes, Olinda P. Gil, Rita Inzaghi e Tomás Borges de Castro.

unnamed (1).png

 

 

Vários Momentos Coolbooks vão reunir autores de língua portuguesa. Alguns nomes reconheço, outros nem por isso. Dia 9 de junho estarão presentes os autores António Bizarro, Catarina Janeiro, Célia Godinho Lourenço, Fernando P. Fernandes, Humberto Duarte e Isabel Tallysha-Soares. A 16 de junho será a vez de Ana Gil Campos, Ana Nunes, Olinda P. Gil, Rita Inzaghi e Tomás Borges de Castro.

 

 

Outros eventos.  Showcooking com o Chef Hélio Loureiro no dia 3 após o lançamento do livro Comer bem é o melhor remédio da nutricionista Alexandra Bento. Rita Canas Mendes será a anfitriã do workshop “Como Publicar o Seu Livro”, nos dias 8 e 15 de junho. Espero estar presente, adoro tudo o que está relacionado com a escrita.

 

Entusiasmo é o meu nome do meio neste momento. Mais noticias brevemente, tudo registado AQUI.

 

 

 

Marca na tua agenda

 

Luís Pedro Nunes - 2 de junho

Alexandra Bento - 3 de junho

João Pedro Marques - 3 e 18 de junho

Judite Sousa - 3 e 15 de junho

Karla Suarez -3  de junho

Augusto Cury - 4 de junho

José Tolentino Mendonça - 4 de junho

Rita Canas Mendes -  8 e 15 de junho

Autoria e outros dados (tags, etc)



QUER ANUNCIAR O SEU LIVRO? contactoclaudiaoliveira@gmail.com



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D