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A Marca de Todas as Coisas | Elizabeth Gilbert

por Cláudia Oliveira, em 14.09.14

 

Eu adoro a capa deste livro. É simples e delicada. O título é sugestivo. Comprei o livro por culpa da capa. Chamou-me a atenção. Ao contrário do número de páginas que me assustou um bocadinho.

 

 

 

Não li nenhuma opinião do livro antes. Comecei a ler este livro sem informação, excepto o comentário que me deixaram na página do facebook quando coloquei uma foto do livro. Não tinha expectativas nenhumas.

 

 

 

Nem sei como começar. Este livro tem tanto.

 

O nascimento de uma menina é o acontecimento narrado nas primeiras páginas. Filadélfia, 1800. Mas antes de continuar a história, a autora regressa ao passado e conta a história do pai da criança, Henry Whitaker, até àquele momento.

 

Henry Whitaker era um menino pobre, com sede de vingar na vida consegue tornar-se num homem bastante rico e poderoso. A sua jornada é narrada detalhadamente. Uma vida cheia de aventuras e maravilhosa de acompanhar. Casa-se com Beatrix, uma mulher inteligente, com uma personalidade bastante forte. Fruto desse relacionamento nasce Alma, a menina feia, desengonçada mas inteligente e com uma enorme capacidade de aprendizagem.

 

Alma é a protagonista desta história. Muita coisa acontece com ela. Desde cedo que precisa de lutar em relação à sua aparência, principalmente depois de se apaixonar. Vamos acompanhar a vida de Alma e da família Whitaker. Uma família rica ligada à paixão pela botânica. Flores será muitas vezes o assunto central desta história. Musgos, fala sobre musgos!

 

Como factos históricos está a evolução da ciência natural, a sociedade no século XIX e os seus hábitos.

 

Desilusões, aprendizagem e segredos.

 

 

Conhecem o livro “Comer, Orar e Amar”? Elizabeth Gilbert é a autora desse livro. Um livro que dividiu opiniões. Eu não gostei, mas quis dar uma segunda oportunidade. Não comprei o livro por causa da autora.

 

 

A história, apesar de muito descritiva, é dinâmica. Não me lembrava da escrita de Elizabeth Gilbert. Acho que ela amadureceu neste livro.

 

 

Este livro é rico em personagens. Gostei da maioria. Estão todos muito bem construídos, com características engraçadas, tornando-os peculiares e alguns inesquecíveis. Há personagens para todos os gostos. Irritantes, chatos, engraçados, maduros, loucos, românticos, simpáticos, doces, calados, bonitos, feios. Eu gostei bastante de alguns. Os meus preferidos são a Alma, a mãe Beatrix e a menina espalha-brasas Retta. Só mulheres. O pai de Alma também está muito bem construído. Depois de metade do livro aparece um personagem completamente diferente de tudo o que já li, Pike. Uma comédia, no meio de tanto drama. 

 

 

 

A autora não se apressou para terminar o livro. Demorou, preparou tudo para dar um final à altura do resto da história. Porém, não foi o que Alma merecia, na minha opinião.

 

Tenho pena que Alma ao longo dos anos não tenha ganho autoconfiança. A personagem continua, apesar da inteligência, da idade e fortuna, uma menina-mulher com muitas inseguranças e dúvidas. Uma mulher incompleta até às últimas páginas. Infeliz, diria. Não me convenceu as últimas palavras dela sobre o facto de se sentir afortunada.

 

Gostei do final, sobretudo quando se foca em Darwin e em tudo o que a história envolve sobre ele.

 

 

Muitas questões são levantadas neste livro, para o leitor tirar as suas próprias conclusões. Os personagens caminham muitas vezes lado a lado a questões religiosas e espirituais. Existem diversas referências à Bíblia. Para mim, essas partes foram as mais chatas. Ou quando somos levados para o mundo da botânica de forma pormenorizada. Muito sono nessa hora.

 

Acho que os personagens são o melhor deste livro. Muito bem construídos, credíveis e interessantes. A narrativa também me envolveu, acontecimentos em todos os capítulos. O livro tem uma boa proposta de leitura e consegue oferecer tudo o que promete. Aprendi, reflecti, diverti-me e passei bons momentos.

 

Acho que ficou muito por dizer deste livro neste texto.

 

 

Dei quatro estrelas (três estrelas e meia). Foi uma leitura balançada entre as três e as quatro estrelas. Acabei por dar quatro porque depois de terminar a leitura fiquei a pensar nos personagens e a história mexeu comigo. Achei o livro muito bem escrito e interessante.

 

Recomendo esta leitura para apreciadores de uma narrativa lenta mas interessante do ponto vista histórico e emocional, com interesse por botânica, gosto por personagens reais. Aviso desde já que este livro nada tem a ver com o livro “Comer, Orar,Amar”. 

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