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A Rapariga Dinamarquesa | David Ebershoff

por Cláudia Oliveira, em 12.01.16

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No Goodreads

Minha pontuação: 3.5*

 

O livro foi presente de aniversário. Antes de ver o filme, li o livro. Prefiro assim. Também prefiro não tecer comparações entre uma coisa e outra, mas é inevitável. É quase sempre inevitável. 

 

Comecei a ler o livro sem conhecer a história. Foi no final do livro que percebi que a história contada pelo autor era inspirada numa história verídica. O casal protagonista existiu. Einar foi o primeiro transexual a submeter-se a uma cirurgia genital. Passou a chamar-se Lili Elbe. Neste livro, a história de vida é romanceada e tentar transmitir o que é viver com vontade de ser outra pessoa. Também dá voz à mulher que vivencia de perto as alterações do marido e o fim do seu casamento. A história passa-se no inicio do século XX, a sociedade não estava preparada para aceitar as diferenças. Einar chega a ser diagnosticado com esquizofrenia devido à ignorância de alguns médicos. 

 

Achei interessante conhecer esta história. Fez-me pesquisar mais sobre o assunto no final da leitura. Fez-me reflectir sobre as diferenças, a forma como o ser humano se comporta com o que não é comum. É um tema sensível exposto de forma franca, sem rodeios. Mais do que uma história de amor entre duas pessoa, este livro é uma história de vida. Uma forma de transmitir coragem para quem tem medo do que os outros vão dizer ou pensar. 

 

O filme é lento, ao contrário do livro. A Lili da minha imaginação é muito mais bonita do que a Lili do filme. E a relação do casal funciona melhor no livro. A Greta do livro é melhor, tem uma personalidade mais forte. O filme desiludiu-me um pouco. Não consegui sentir empatia pelo sofrimento do Einar, ao contrário do que se passou durante a leitura do livro. 

 

Um livro para quem tem interesse no tema e quer sair da zona de conforto.

 

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