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CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS

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Emociona

O momento alto da história é a mistura do amor e das trevas. Quando o pai do Amos Oz vai para a cama emocionado com o que acabou de presenciar. Os gritos, os arrepios, a luta e a vitória de um povo acontece numa noite muito emocionante. Senti-em abraçada e muito emocionada quando li a passagem.

 

Amor pelos livros

Por terem existido o meu amor aumenta por estas personagens. É tão lindo o amor que toda a família tem pelos livros. Um meio para o conhecimento, um despiste para a ignorância. Respeito por uma estante onde os livros não se ordenam por tamanhos. Amos Oz teve a sorte de nascer no seio daquela família, peça fulcral na descoberta da sua paixão pela escrita. Tanto amor. 

 

Gargalhadas

O avô do Amos Oz é como imagino que tenha sido o meu avô. Infelizmente não o conheci e só o vi numa foto já desaparecida. Se não era assim, gostava muito. Que homem fantástico e respeitador. Educado e meigo. Sempre com a palavra certa no momento certo. Um ar doce muito comum dos avôs. E o sentido de humor? Ri imenso com ele. É um privilégio crescer ao lado de alguém assim. 

 

Doçura

O livro inteiro mostra a união entre uma família. Um povo. Amor espalhado pelas páginas. Uma tristeza melancólica é expressada em algumas situações. Diria que Amos Oz tem uma escrita mágica. Sobretudo neste livro, por ser mais intimista. 

 

Grandeza

Mesmo com um ritmo lento, a história entranhou-se na minha vida. É muito visual. Não saí a mesma pessoa. Perante a história de um povo, da guerra, da destruição senti-me pequena perante a grandeza desta obra e deste autor. Amos Oz é autor para amar e ler durante a vida. 

 

 

Por favor, leiam este romance. Sobretudo se querem um livro extremamente completo, com perspectivas diferentes sobre o amor na sua entrega e intensidade. Mas preparem-se, é um livro lento por ser tão cheio de tanto. 

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"SWING TIME" | ZADIE SMITH

por Cláudia Oliveira, em 12.09.17

 

Nunca é muito justo para uma escritora ser comparada a outra. Sobretudo a uma escritora com o sucesso de Elena Ferrante. E houve uma altura que muitos livros eram indicados para os fãs da escritora ou as autoras era chamadas de "próxima Ferrante". Talvez seja gratificante para alguns escritores, frustrante para outros. Para os leitores cria uma tendência, uma enorme expectativa quando o assunto é a sua escritora preferida. Foi exactamente isso que me aconteceu, mas felizmente soube separar o trabalho da Zadie Smith e ter uma gratificante experiência de leitura. 

 

Swing Time debruça-se sobre uma relação de amizade de duas meninas mestiças com talento para a dança e canto. Ambas com esferas familiares distintas e condições financeiras vão cruzar as suas vidas e criar uma ligação para a vida. Como ambas lutam por um lugar no meio artístico há competição e algumas situações envoltas em ciume.

 

É um livro com um ritmo muito próprio, com passagens marcantes. Emocionei-me varias vezes, a minha imaginação conseguiu ler este livro enquanto assistia a tudo da primeira fila tal é a escrita realista e crua da autora. Apesar de termos apenas o ponto de vista de uma das meninas, acabamos por conhecer todas as personagens de igual forma. 

 

O crescimento no corpo de uma menina, mais tarde mulher, enquanto tenta entender o mundo e o que a rodeia. A mãe, a maternidade é outro assunto muito abordado. Sem floreados, com toda a sinceridade do mundo. O mundo dos adultos enquanto uma menina em fase de crescimento. As respostas ao nevoeiro dos seus pensamentos em fase adulta que se juntam como peças. 

 

"Oh, é muito bonito e racional e respeitável dizer que uma mulher tem todo o direito à sua vida, às suas ambições, às suas necessidades, e por aí fora - é aquilo que eu sempre exigi - mas em criança, não, a verdade é que é uma guerra de atrito, a racionalidade não entra nas contas, nem um bocadinho, tudo o que queremos da nossa mãe é que reconheça de uma vez por todas que é nossa mãe e só nossa mãe, e que a sua batalha com o resto da vida acabou. Tem de depor as armas e dedicar-se a nós. E se não o fizer, então sim, é uma guerra de verdade, e entre a minha mãe e eu foi uma guerra. Só na idade adulta aprendi a admirá-la realmente..."

 

São mulheres, sobretudo mulheres lutadores e com objectivos marcantes como a igualdade. A mãe de uma delas é fantástica. Quer estudar e lutar pelos seus direitos e entrar na política. Também temos uma actriz de sucesso que vive uma vida completamente diferente daquilo que as aparências mostram. Uma mulher sofrida, solitária e com algum mau feitio. O único homem deste livro passa uma imagem miserável, com pobreza de espírito e algo amargurada.

 

Passagens sobre o sucesso, a amizade, as lutas, a ambição. A música sempre presente na arte do sapateado ou nos videoclips do Mickael Jackson. Adorei a descoberta do talento e os olhos vidrados de entusiasmo. Enquanto escrevo este texto fiquei com saudades das personagens, acreditam? Uma história cativante que me marcou de alguma forma. 

 

Recomendo. Voz própria, diferente e encantadora.   

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Lançamentos

por Cláudia Oliveira, em 10.12.13

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Uma edição especial de comemoração pelos vinte cinco anos do romance de João de Melo. Acho esta capa linda. Um romance que recebeu inúmeros prémios. Estou com bastante vontade de ler este livro.

 

Sinopse

 

Romance de uma família que se desfaz e refaz pelas paragens onde a levam os bons e maus augúrios que motivam a sua dispersão, Gente Feliz com Lágrimas é uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos. *Gente Feliz com Lágrimas*, o romance de João de Melo distinguido com cinco importantes prémios literários, foi adaptado a televisão para a RTP, numa série de cinco episódios dirigida por José Medeiros, e ao teatro por João Brites para o grupo "O Bando".

 

Pode ser comprado através do site Wook: http://www.wook.pt/ficha/gente-feliz-com-lagrimas/a/id/15283685

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Lançamentos

por Cláudia Oliveira, em 13.11.13
A Misteriosa Mulher da Ópera, vários autores

Sinopse

Um desafio. Sete autores (Alice Vieira, Afonso Cruz, André Gago, David Machado, Catarina Fonseca, Isabel Stilwell e José Fanha). Catorze mãos. Sete personagens inesquecíveis. Uma única história. Uma trama arrebatadora que contém de tudo, desde crimes misteriosos, o fantasma de uma avó violinista, flûtes de champanhe, um gato persa chamado Psiché que por vezes se vê obrigado a fazer de pêndulo de Foucault, uma caixa de violino suspeita de assassinato, uma taberna onde se canta o fado em Xabregas, e amor, amor em catadupas, uma grande paixão, desencontros terríveis, equívocos inexplicáveis, reencontros inesperados. A aventura vai das avenidas de Paris, à Rua Heróis de Quionga, ao Teatro Nacional de São Carlos, ao cais de Xabregas e a um cacilheiro que parte para Veneza deixando um cadáver para trás.

7 Dias com a Bimby
Sinopse
A Bimby já nos habituou às receitas mais surpreendentes e desta vez, sem fugir à regra, regressa com um livro organizado de acordo com o dia a dia semanal da maior parte das pessoas e das famílias em que cada semana é um ciclo com altos e baixos… dias normais, dias complicados, dias promissores e dias diferentes. Baseado na vida real este livro pretende espelhar os dias das pessoas reais, cada um com uma «personalidade» própria e de acordo com os diferentes estados emocionais que vão surgindo.

A Irmã de Sandór Márai 
Sinopse
No auge da sua carreira como pianista, Z. apanha um comboio com destino a Florença, cidade onde, a convite do governo italiano, irá dar um concerto. Pouco antes de cruzar a fronteira, é acometido por uma indisposição, e, depois da sua atuação, acaba por ser internado num hospital florentino, sendo-lhe diagnosticada uma rara doença viral.Aí, enquanto paira entre a vida e a morte, Z. levará a cabo um diálogo intenso e crítico com o seu médico, uma indagação sem concessões sobre o precário equilíbrio entre o poder curativo da ciência e o espírito de luta do paciente. Uma noite, presa do delírio causado pela morfina, Z. escuta uma voz feminina, que lhe sussurra: «Não quero que morra.» E estas palavras terão nele um efeito medicinal, levando-o a repensar aspectos fundamentais da sua vida. Será aquela «força feminina», aquela energia que age mascarada, a lutar por ele, a trazê-lo de volta à vida. Escrito em 1946, no seguimento de "As Velas Ardem até ao Fim", este romance é mais um claro exemplo da especial sensibilidade e talento do grande escritor húngaro para abordar as principais preocupações do ser humano, aquelas que transcendem as fronteiras históricas e geográficas. A paixão, o sofrimento, a doença, o êxtase provocado pela arte e o mistério da morte são alguns dos temas intemporais que Sándor Márai aborda de forma magistral ao longo destas páginas - a última obra que publicou no seu país, antes de partir para o exílio.


Atlas do Corpo e da Imaginação de Gonçalo M. Tavares

Sinopse 

"Atlas do Corpo e da Imaginação" é um livro de Gonçalo M. Tavares que atravessa a literatura, o pensamento e as artes, passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo, discurso acompanhado por imagens de "Os Espacialistas", colectivo de artistas plásticos. É um livro para ler e para ser visto e é também, de certa maneira, uma narrativa - com imagens que cruzam, com o texto, os temas centrais da modernidade. Neste Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares revisita ainda a obra de alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, partindo de Bachelard e Wittgenstein, passando depois por Foucault, Hannah Arendt, Roland Barthes, mas também por escritores como Vergílio Ferreira, Llansol ou Lispector, entre muitos outros. Arquitectura, arte, pensamento, dança, teatro, cinema e literatura são disciplinas que atravessam, de forma directa e oblíqua, o livro. Com o seu espírito claro e lúcido, Gonçalo M. Tavares conduz-nos com precisão e entusiasmo através do labirinto que é o mundo em que vivemos.





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