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Precisamos de divulgar mais este livro. É um livro extremamente necessário! Adorei, como todos os outros livros que li da autora. Um livro para todos! Leiam!

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Querem um conselho daqueles para levar para a vida? Leiam este livro!

 

Chimamanda foi babysitter, criou sobrinhos e filhos de amigos próximos. Conviveu de perto durante bastante tempo com crianças. Ela é feminista, "todos devemos ser feministas". Posto isto, uma amiga de Chimamanda queria saber como educar a filha acabada de nascer como feminista. Pois estava confusa e precisava de orientação. Não sabia como agir perante a maternidade e as suas decisões. Chimamanda aceitou o pedido e respondeu à sua amiga através de uma longa carta. Deu-lhe quinze sugestões. Servem para a sua amiga e para todos nós. Para os que não têm filhos e para todos os adolescentes.

 

Primeiro, este livro é de leitura obrigatória para quem tem interesse ou pretende conhecer mais sobre o feminismo. E mesmo para quem não quer, não custa nada sair da zona de conforto e dar uma oportunidade, não é? É um livro curto, apesar de muito informativo. Talvez seja necessário uma releitura para absorver tudo o que a Chimamanda pretende transmitir. Talvez seja necessário várias paragens para reflectir sobre o que acabámos de ler. Talvez seja necessário abrir os olhos sobre uma palavra que ainda cria muita confusa na mente de algumas pessoas: feminismo. 

 

A literatura tem um papel muito importante: informar, incomodar, sensibilizar e mudar mentes. Acredito intesamente nisso. Acredito no poder da literatura. A literatura pode causar estranhamento, iniciar grandes mudanças interiores e transformar-se em grandes decisões. Mudar a forma de olhar a vida, consequentemente olhar os outros e respeitar as suas escolhas. 

 

Se tenho uma escritora preferida (por acaso até tenho mais) ela tem o nome de Chimamanda Ngozi Adichie. Um nome que acabou por ser muito importante para mim. Nunca ninguém me explicara o que era o feminismo até encontrar esta escritora. Estão a ver o poder a literatura? Uma mulher nigeriana explicou-me o que era o feminismo sem conhecer-me. Obrigada, muita gratidão pela sua existência. Nem sei bem como tropecei nela. Ou talvez saiba.

 

Questionava-me há anos, defendia com unhas e dentes o papel da mulher em diversas situações. Existiam situações que me incomodavam muito. Desconhecia que não estava sozinha até encontrar um pequeno grupo no booktube. O booktube foi uma janela gigante. Sério, mulheres maravilhosas ajudaram-me imenso a entender o feminismo.  Elas não fazem ideia. O "leiamulheres"  também fez toda a diferença na minha vida. Mais uma vez a literatura a transformar-me, a ser uma extensão de mim mesma. 

 

Encontrei nas palavras de Chimamanda reconforto, identificação, entendimento. No fundo, um abraço apertado com uma nota agarrada: "não estás sozinha, somos muitas". Este livro ainda não foi editado em Portugal, mas tive a oportunidade de ler em ebook. Desta vez o poder das tecnologias. O meu respeito pela Chimamanda aumentou e bebi da sua sabedoria em cada palavra. Tenho tanta pena de não ter lido antes do nascimento do meu primeiro filho. Teria sido uma ajuda tão grande. No entanto, sei que agora nunca mais serei a mesma. Nunca mais vou questionar o meu papel como mãe dentro dos princípios feministas. Nunca mais vou sentir-me culpada com algumas decisões. Tenho orientação, sei como estar atenta e fazer a diferença na vida dos meus filhos. Farei o meu melhor.

 

Não vou dissecar o livro, nem revelar as sugestões de Chimamanda. Vou antes sugerir que o leiam. Um dos meus preferidos da vida, para reler sempre e recomendar a toda a gente. 

 

Sugestão dezasseis: coloque as palalvras de Chimamanda Ngozi Adichie no caminho dos seus filhos. 

 

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DEDO 14 | A Cor do Hibisco | Chimamanda Ngozi Adichie

por Cláudia Oliveira, em 14.10.15

 

Hibiscos roxos estarão presentes ao longo de toda a narrativa. A cor roxa lembra-me sofrimento, nódoas negras, sofrimento no rosto de uma mulher, dor. A Cor do Hibisco é o apropriado título deste livro publicado em 2003, o primeiro romance de Chimamanda Ngozi Adichie.

O hibisco roxo nasce e cresce na Nigéria assim como as personagens deste livro.

Ao fim de vinte páginas estava completamente apaixonada pela forma como Chimamanda conta esta história. Pela voz de uma menina nigeriana chamada Kambili conhecemos a realidade social do seu país. Ela vive numa casa enorme com os seus pais e irmãos. O pai é um homem extremista em relação à religião. Bastante autoritário, impõe as suas regras e limites sem permitir nenhum deslize. Caso contrário, usa a violência para fazer vergar os pecadores. Kambili longe de conhecer outra realidade, cede inocentemente, e respeita as tradições impostas sem questionar. Até que um dia a escola entra em férias e ela vai passar um período a casa da sua tia juntamente com o seu irmão Jaja. Nessa temporada, longe de casa, tudo vai mudar.

Emocionei-me várias vezes. Os questionamentos desta menina são os questionamentos de outras meninas na Nigéria ( ou noutro país qualquer). Não dá para ficar indiferente e fingir que estas situações não existem. Acontecem todos os dias. Mulheres submissas, crianças mal tratadas, maridos abusivos. Diferentes crenças resultam em diferentes actos. Diferentes educações resultam em diferentes formas de ver a vida. Que exista sempre alguém que nos mostre outro ponto de vista e nos abra a mente para novos questionamentos.

Livro maravilhoso.

5 estrelas

 

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