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"ORIGEM" | DAN BROWN + PASSATEMPO

 

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Um mês antes de revelar à humanidade a sua grande descoberta Edmond é recebido por três lideres religiosos em Bilbau. O cientista trabalha numa especialidade relacionada com a teoria de jogos e modelos computacionais. É considerado uma espécie de profeta no mundo da tecnologia e é um conceituado cientista nos campos da computação e da teoria de jogos. Previu uma crise monetária europeia há uns anos que lhe deu imenso destaque. Após uma vasta investigação descobre algo que irá comprometer o futuro das religiões. O cientista tem as respostas para as grandes questões: De onde vimos? Para onde vamos? Há provas cientificas que todas as religiões têm um aspeto em comum: estão todas enganadas.

 

Este é o ponto de partida para o inicio da nova aventura do professor Robert Langdon. Convidado para o evento pelo ex aluno Edmond vai ver-se envolvido pelo mistério após uma situação na grande noite da revelação. Neste livro Robert parece estar mais contido, talvez esteja um bocadinho mais cansaço apesar de nunca parar no mesmo lugar. Continua a trazer maravilhosas informações relativas à arte através dos seus diálogos e pensamentos. Aprendo sempre imenso com ele. O que gosto nos livros do Dan Brown é precisamente isso, faz-me procurar na internet lugares que desconheço e ter vontade de os visitar. 

 

Quando escolho os livros dele a minha expetativa é encontrar o que eu encontrei, distração para os dias pesados. A leitura foi muito envolvente, as páginas voaram. É um no stop de ação e mistério. Através de personagens cativantes acabamos por acompanhar a resolução do grande mistério. Nunca fiquei aborrecida e é isso que eu espero dos livros do autor. Acho que posso afirmar que Dan Brown criou uma das suas melhores personagens, o Winston. Só li dois livros do autor, mas vou arriscar.

 

Não gostei nada do que se passou na página 242, mas gostava muito que me dessem a vossa opinião. Não acharam muito incoerente? As personagens femininas dele nunca me agradam e têm atitudes insuportáveis. Também tem cenas pouco surpreendentes e senti falta de algumas explicações. Apesar do final me ter desiludido um pouco a experiência de leitura foi positiva. O grande segredo não é tão grande assim. Digam-me de vossa justiça, ficaram surpreendidos?

 

Recomendo. Uma livro que não pretende ser mais do que é. 

 

DAN BROWN EM LISBOA BREVEMENTE

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Dan Brown, o autor norte americano, vem a Portugal para promover o seu trabalho no dia 15 de Outubro. Será no Centro Cultural de Lisboa, com entrada livre. Será uma oportunidade única num dos eventos mais esperados do segundo semestre. Antes, dia 4 do próximo mês o livro será lançado em todo o país numa edição especial de capa dura com cerca de 550 páginas.

 

Conto estar presente no evento para conhecer o autor e partilhar tudo com os leitores deste blog e seguidores do canal "A Mulher que Ama Livros". Estou entusiasmada e curiosa em relação ao próximo livro depois de ter adorado o conhecido "Código da Vinci" e ter ficado desiludida qb com o "Inferno" (podem ver o vídeo AQUI).

 

Parece que desta vez vamos até Espanha com o nosso professor Langdon. 

 

Ora espreitem a sinopse:

 

Bilbau, Espanha.
Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global. 

Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico… que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre.

Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante diretora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch.

Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha… e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.

Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch… e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego.

"UM MUNDO DE PERNAS PARA O AR" | ELAN MASTAI

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Elan Mastai é guionista, agora lançou o seu primeiro romance editado pela Bertrand. Eu acho sinceramente que deve continuar a escrever livros. "Um Mundo de Pernas para o Ar" é um livro cativante, uma mistura interessante de ficção cientifica, comédia e romance.
 
Estava a precisar de uma leitura dinâmica, divertida e original. Este foi o livro que me ofereceu os três ingredientes e me proporcionou bons momentos. Uma lufada de ar fresco no meio das minhas últimas leituras. 
 
Este livro contém a história mais original que já li este ano. É completamente fora da caixa,  com personagens interessantes e tridimensionais. Ao longo da leitura foram ganhando consistência e acabaram por me conquistar. Sobretudo as mulheres. São mulheres carismáticas. Têm girl power. E para quem ama livros vai identificar-se um bocadinho com elas. Algumas adoram livros e até trabalham em livrarias. Não é fantástico? Mas calma, este livro não tem quase nada de normal. É um distopia, um mundo paralelo de 2016. 
 
 
Tom vive no mundo diferente do nosso. 2016, onde não existe guerra nem pobreza. A tecnologia resolveu tudo. Todas as necessidades básicas são atendidas pela tecnologia. Os carros voam, não existem bombas de gasolina (como eu era feliz!), nem supermercados. Uau, era bom era. Aposto que íamos adorar este mundo.
 
O pai do protagonista tem uma profissão altamente, é dono de uma empresa dedicada ao turismo das viagens no tempo. Uma coisa perfeitamente normal, não é verdade? E claro, a viagem no tempo vai dar muito que falar neste romance. Uma pontinha do enredo: imaginem que o Tom apaixona-se por uma rapariga que quer ser crononauta (porque não pode ser astronauta). Crononauta é alguém que pode fazer viagens no tempo. Agora imaginem que algo acontece entre eles e os planos mudam.  
 
Já pensaram no que andamos a fazer com o planeta? Já pensaram o que será feito dele daqui a uns anos? Dá que pensar. Estamos a caminhar para um lugar onde muitos não vão gostar de viver. Tínhamos a possibilidade de viajar numa máquina do tempo. O que faríamos de diferente? Onde errámos com o nosso planeta? E uns com os outros, onde estamos a falhar? 
 
No meio de uma história divertida temos uma crítica fortíssima aos tempos modernos. Onde os olhos fixam o ecrã luminoso em busca de informação rápida, seja ela verdade ou mentira. Perdemos tanta coisa, não é verdade? Eu fui surpreendida por este livro até ao fim. O capitulo seguinte foi sempre uma surpresa. E apesar da leitura ter sido de altos e baixos, devido à narrativa do autor, quando faço o balanço final acabo de sorriso no rosto. 
 
O amor é a base. Somos feitos de emoções e agimos conforme elas. Alguns têm a coragem de agir, outros continuam a remoer no que podia ter sido feito e não foi. É isso que nos distingue? Vamos aproveitar os nossos, presentes e atentos. 
 
 
Não deixem de ler. O livro está amanhã (7) nas livrarias. Não desanimem nos momentos onde o autor teima em arrastar a história, tudo muda e são surpreendidos até ao fim. Para além das passagens brilhantes que tocam de tão bonitas e cruas. 
 
"Esta é a felicidade que não mereço. Não depois do que fiz. Este agradável momento familiar é um pedaço de rolha a fluturar num mar de sangue."
 
Recomendo. 
 
(livro cedido pela editora)

"A MULHER-SEM-CABEÇA E O HOMEM-DO-MAU-OLHADO" | GONÇALO M. TAVARES

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Não se deixem enganar pelo tamanho deste livro. Pequeno e audaz, este livro foi uma leitura densa devido às suas camadas e interpretações diversas. Foi uma leitura interessante mesmo com alguma habilidade da minha parte para entender alguns cenários. 

 

Temos aqui o primeiro livro de uma série chamada Mitologias. Num mundo onde não temos referência do tempo e do espaço onde decorrem. São personagens peculiares como "A Mulher sem Cabeça". Ela tem apenas corpo e a sua cabeça é violentamente agredida pelo seu filho. Violento e repugnante foram as sensações mais marcantes na minha experiência de leitura. Temos também a história do Dr. Charlot que abusa das condições mentais do Ber-lim perante uma audiência de médicos e curiosos. Contém várias histórias, retalhos de um mundo mitológico criado pelo autor. Diferente de tudo o que possas ter lido até agora. 

 

As personagens cruzam-se, as histórias puxam-nos para um ambiente terrível. Gonçalo M. Tavares é por considerado por muitos o melhor escritor da actualidade em Portugal. Tem a mestria de criar, de dominar e surpreender com os seus livros. Nunca saí de um livro dele cheia de certezas, pelo contrário. Desassossega, cria dúvidas.Há sempre um desconforto de estar a ler algo superior à minha bagagem como leitora. 

 

Não sei se será o livro indicado para começar a ler este autor. Acho que escolheria outro. No entanto, este mostra tudo o que o escritor reúne nos outros livros. A escrita dele está entre a simplicidade e a complexidade. São sempre livros que nunca nos disseram tudo e merecem releituras. Acredito sinceramente que os seus livros transformam-se a cada leitura.

 

Recomendo.  

 

(livro cedido pela editora)

"REGRESSO À PEQUENA ILHA" | BILL BRYSON

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Após um pedido do editor para voltar a escrever após vinte anos do livro "Crónicas de Uma Pequena Ilha", Billy regressa a Inglaterra para recolher memórias para o seu último livro de viagens. Nunca tinha lido nada do autor, mas já tinha ouvido falar no registo bem disposto da sua narrativa. Após a leitura deste, fiquei extremamente interessada em ler os primeiros livros. Contudo, acho que não foi uma boa ideia começar por este.  

 

Há uma ligação evidente ao passado, teria sido mais interessante descobrir as diferenças em relação à primeira experiência. Regressar a um lugar é completamente diferente da primeira visita. De conhecer novos cheiros, vivenciar tudo pela primeira vez é uma gratificante experiência. Apesar de ele acabar também por vivenciar novas experiências a expectativa é diferente. A idade e o espírito aventureiro é outra, o que altera tudo.

 

Acabei por dar valentes gargalhadas nas primeiras páginas, mas fiquei aborrecida com o desenvolvimento da história. Os dados geográficos são muito chatos e desinteressantes. São longos parágrafos cheios de números e questões que nunca suscitaram o meu interesse. Quando revelava histórias divertidas, quase retiradas um filme de comédia, dei valentes gargalhadas. Em outros momentos simplesmente senti-me incomodada com a falta de educação do autor (capítulo sobre a H&M, por exemplo). 

 

No fundo, o propósito do livro atingiu-me. Fiquei com muita vontade de conhecer os campos verdejantes do Reino Unido. Também passei bons momentos com a leitura do livro e fiquei interessada em ler mais livros do Bill Bryson. Não foi o melhor livro de viagens que já li, acredito que o autor tenha conseguido melhor nos seus diversos livros lançados pela editora Bertrand em Portugal. 

 

(livro cedido pela editora)