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Não farei uma opinião ao mesmo nível do meu fascínio por este livro. Primeiro, este livro escolheu-me. Escolheu o momento certo e tornou-se um dos meus livros preferidos deste ano. São estes os livros que ficam comigo por longos anos. As histórias transformam-se em memórias boas e recomendações constantes. Por ser uma experiência pessoal (às vezes transmissível) tenho a certeza que não será tão marcante, nem terá a mesma intensidade em futuros leitores. 

 

O narrador pega numa memória de infância e traça um percurso de vida até ao momento presente. Passeia por várias casas, cheiros e retratos foscos guardados na memória. Confunde-nos muitas vezes. Não dá certezas, cria novas memórias. É esse o enigma que me fascina. Criamos memórias, juntamos peças soltas e construimos um puzzle para termos uma história. Esboçamos diálogos e quando os recriamos as palavras estão no lugar certo. 

 

João Jorge morre assassinado com uma faca de matar porcos. O autor pega nesse episódio cruel e começa uma investigação. Uma infância na década de oitenta, na margem sul, com elementos muito semelhantes a tantas outras infâncias. Tive um sentimento de identificação e acabei por ver-me na casa dos meus avós diante daqueles móveis e do prato de comida com muito tempero. Cheiros que só encontrei ali. Passeei pelas minhas memórias através de memórias alheias. Senti perto os meus avós que hoje estão no paraíso. Senti saudades e acabei por questionar as minhas recordações.

 

Enquanto descobrimos a história do narrador, acompanhamos a investigação. As idas à biblioteca, as perguntas aos familiares e as pesquisas nos jornais. Várias histórias cruzam-se num embaralhado de personagens. Os meus momentos preferidos são entre o narrador e o avô, o narrador e o pai e o narrador e o tio. As relações entre as pessoas serão sempre os meus assuntos preferidos na literatura. As conversas, a distância entre os silêncios e a mágoa. Sentimentos tristes e um fascínio do narrador pelos genes herdados. Como nasceu o seu amor pelos livros e pela escrita. As perguntas sem resposta e as respostas encontradas quando procuramos por elas.  

 

Talvez não existam tantas diferenças entre todos. A capacidade de seleccionar criteriosamente os momentos. As imagens fugazes das nossas infâncias. Os primos que nunca chegamos a conhecer. As perguntas, apesar de diferentes, são feitas da mesma matéria. Os livros que passam e ficam. Como os livros do Gabriel Garcia Márquez citado neste livro. Os lugares e os cheiros. Angola e quem sente Angola como um bilhete de identidade. 

 

Não vejo a hora de ler o primeiro romance do autor, "As Primeiras Coisas", Prémio Saramago em 2015. Quero ler tudo o que escreveu, contrariando assim as palavras do autor quanto à sua postura perante a literatura. Quando gosto, gosto muito. E vira uma espécie de obsessão. Leio as entrevistas, oiço os possíveis podcasts, procuro toda a informação possível. Só não tenho coragem para pedir um autógrafo. Mas fiz uma entrevista (podem ler aqui). E claro, este livro será uma recomendação em modo repeat sempre que me pedirem um bom livro de um autor português. 

 

(livro cedido pela editora

 

)

 

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ENTREVISTA A BRUNO VIEIRA AMARAL

por Cláudia Oliveira, em 08.06.17

 

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Li o seu mais recente romance lançado pela Quetzal em Abril deste ano. Um dos melhores livros deste ano certamente. Ainda estou a construir uma opinião digna para escrever neste blog. Brevemente, prometo. Estava muito ansiosa para fazer esta entrevista, e tive uma vontade imensa de questionar tudo. Vocês entendem, existem livros e autores que nos marcam. Quando temos uma oportunidade como esta a alegria apodera-se e uma espécie de histerismo também. Vi o autor na Feira do Livro no dia da abertura mas não fui capaz de pedir um autógrafo ou trocar uma palavra. No entanto, tive esta oportunidade. Eternamente grata à Quetzal

 

Sem mais delongas. O autor foi vencedor do Prémio José Saramago em 2015 com o seu primeiro livro romance, "As Primeiras Coisas", editado em 2013. Não parou de receber prémios: Prémio Literário Fernando Namora 2013; Prémio Time Out Livro do Ano 2013; Prémio P.E.N. Narrativa 2013. Formado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE é também crítico literário e tradutor. Tem um blog, Circo da Lama

 

O autor está na Feira este fim de semana (10 e 11) e dia no próximo (17) no espaço Porto Editora. 

 

 ***

A Feira do Livro de Lisboa junta leitores e escritores no mesmo espaço durante mais de quinze dias. O Bruno Vieira Amaral estará presente para dar autógrafos. Considera importante estar perto e ouvir as pessoas? Como é a sua relação com os seus leitores? 

 

Gosto do ambiente da feira do livro e de estarmos todos ali, escritores e leitores, por causa dos livros que uns escrevem e os outros lêem, mas não sei se as conversas são assim tão importantes. A minha relação com os leitores é de total liberdade e sem qualquer tipo de compromisso de parte a parte. 

 

Li o seu livro recentemente e adorei. Tenho muita vontade de ler o primeiro. A maioria fez o caminho pela ordem de publicação. Sente que este livro está a ser tão bem recebido como foi o primeiro? 

 

As críticas na imprensa têm sido positivas e este livro, como seria de esperar, chegou a um número superior de leitores mais rapidamente. O outro talvez tenha tido a vantagem de ser uma novidade e este tem a desvantagem de ser analisado em comparação com o outro.

 

O Bruno Vieira Amaral é escritor, tradutor e crítico literário. Como é ser alvo dos críticos literários? Lê tudo o que escrevem sobre si? Passa os olhos pelos blogues ou não sente nenhum interesse? 

 

A partir do momento em que publicamos um livro temos de estar prontos para ser um "alvo", e não apenas dos críticos literários, e não apenas dos críticos literários que escrevem sobre os nossos livros. Sou uma pessoa atenta. 

 

No seu livro existem várias referências a uma infância nos anos 80 passada na margem sul. Senti muita identificação e vivo do outro lado, perto da capital. As diferenças entre a capital e a margem sul são mais evidentes agora? 

 

As diferenças continuam a existir, e ainda bem. Sem o imbecil ,embora habilmente disfarçado, sentimento de superioridade dos lisboetas que valor teria o nosso furioso sentimento de inferioridade?

 

"Herdamos os genes, é certo". Também herdamos os lugares? Também definem que somos? 

 

Nós não somos definidos nem pelos genes, nem pelos lugares, embora uns e outros pesem no que somos e nas escolhas que fazemos. 

 

A relação entre o protagonista e o avô é descrita de forma muito intensa e admiração. O seu avô foi o maior impulsionador no gosto pela leitura,  consequentemente como escritor? 

 

Não. A influência do meu avô foi genética. 

 

"As nossas memórias domina um brilho fulo,  um tanto esbatido,  o tom quente das fotografias,  a cor saturada das recordações". Escrever este livro foi uma viagem às suas memórias? Regressou com novas memórias? 

 

O livro é apresentador como uma investigação em que o narrador, a certa altura, se concentra nas sua memórias de infância. Muito das minhas memórias serviram de base às memórias deste narrador, ainda que haja outras que são puras invenções. Portanto, diria que fui ao mercado da memória e escolhi criteriosamente as que me convinham para compor esta história.

 

Para investigar o assassinato de João Jorge acaba por ir à biblioteca fazer alguma pesquisa em jornais. Ainda costuma ir à biblioteca?  

 

Sim, vou frequentemente à biblioteca.

 

Disse uma vez numa entrevista que antes de escrever um livro já se sentia um escritor. Quando é que percebeu que estava na hora de escrever um livro? 

 

Quando senti que o músculo da escrita estava suficientemente treinado para aguentar uma maratona. 

 

O Bruno Vieira Amaral é leitor . Tem uma rotina diária de leitura ou passa por longos períodos sem tocar num livro (quando escreve, por exemplo)?

 

Não tenho nenhuma rotina enquanto leitor. À excepção dos períodos em que tenho de ler por obrigação profissional, leio com a saudável indisciplina do bom leitor. 

 

Muitos são os leitores que pretendem seguir uma carreira no mundo da literatura. Pode deixar algum conselho para quem sonha editar um livro em Portugal? 

 

Leiam muito, escrevam muito, não tenham pressa em publicar. 

 

 

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Augusto Cury vai estar hoje, dia 4, pelas 15.30, na Feira do Livro em Lisboa, no grupo Porto Editora. Psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor. Um dos autores mais lidos no Brasil. Portanto, não fiques em casa, aproveita para ires até à Feira do Livro em Lisboa. Eu vou lá estar para aproveitar esta oportunidade única. 

 

Ao contrário do que estava à espera, o livro é narrado de uma forma absolutamente cativante. Prendeu-me do começo ao fim. A escrita é super acessível e não cria dificuldade em transmitir a sua mensagem. Ponto muito importante num livro deste género. Falar do ponto de vista cientifico na grande figura religiosa que é Jesus é um valente desafio. Presumem os meus caros leitores que será um livro somente para crentes ou ateus. Digo-vos, é para ambos.

 

Marco Polo é um ateu convicto, psicólogo e pesquisador. Durante uma palestra rejeita a ideia de discutir religião e a inteligência emocional de Jesus quando é confrontado com a seguinte questão: como é a mente de Jesus do ponto vista cientifico? O cientista sofre um abalo muito grande na sua vida (com outro caso familiar entre mãos) que intensifica a vontade procurar uma resposta em relação à inteligência emocional de Jesus. Mais tarde, vê-se perante um grupo de outros cientistas e dois ilustres teólogos num debate em mesa redonda promovido pela ONU. Augusto Cury transformou esse acontecimento num romance intitulado "O Homem Mais Inteligente da História" recentemente lançado pela Pergaminho.

 

Acompanhar os seus dramas e questionamentos torna Marco Polo mais próximo dos leitores. Senti necessidade de fazer as mesmas perguntas e repensar algumas ideias. Senti-me no meio do debate, pronta para encher os teólogos de perguntas. Quantas vezes, perante situações de injustiça somos levados a perguntar onde está Deus? Este livro trouxe-me outro ponto de vista. Ajudou-me a conhecer os fiéis acompanhantes de Jesus e as suas crenças. No entanto, não mudou a minha posição perante a  religião. Talvez tenha agora uma visão mais clara sobre as motivações dos outros em agarrarem-se à fé como salvação.  

 

"Muitas dessas pessoas que choram no Muro das Lamentações já choraram diante de oncologistas, ortopedistas, psiquiatras, enfim..."

 

 

Marco Polo cresce juntamente com a investigação. Acredito que junto dos outros aprendemos e desafiamos as nossas crenças. É também interessante o desenvolvimento da sua relação com o filho Lucas. Um jovem perdido no mundo das drogas. O retrato de um mundo actual cheio de informações desnecessárias para o crescimento pessoal e da inteligência emocional. Damos aos nossos filhos o essencial? Este livro debruça-se perante a realidade das relações entre pais e filhos. A ausência da confiança entre indivíduos e os seus receios pela rejeição. Aborda o tempo de qualidade como papel fulcral na educação. 

 

Para esta investigação são entregues textos do famoso Novo Testamento a Marco Polo. Para um cientista estudar a Bíblia tem de acreditar na sua existência. Questionei-me sobre isto durante toda a leitura. Espero ver respondida a minha dúvida no próximo volume da série de livros dedicada à gestão da mente.   

 

Este livro acabou por ser uma boa surpresa. Levantou questionamentos sobre a minha relação com os outros. Deu-me algumas nuances para contornar dificuldades sobre o autocontrole e a correria excessiva. A necessidade de estar mais presente de corpo e alma na vida de quem estimo. Como um conselho amigo como costumam ser os livros que nos tocam.

 

"Não precisamos de muito para ser felizes. De que adianta cuidar dos outros se nos esquecemos de nós mesmos?"

 

"Tens cuidado de ti? - Era uma pergunta simples e vital."

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(livro cedido pela editora)

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ENTREVISTA À AUTORA ANABELA MOTA RIBEIRO

por Cláudia Oliveira, em 01.06.17

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 Foto de: Clara Azevedo

 

A primeira vez nunca esquecemos. Iniciamos em junho um novo espaço no blog "A Mulher que Ama Livros" dedicado às entrevistas breves e concisas, de forma a dar conhecer um pouco mais do trabalho feito em Portugal pelos nossos. Sempre foi um foco, "ler os nossos". Partilhar os nossos.

 

É um privilégio começar com uma autora portuguesa, talentosa, criativa e dinâmica. Fez rádio, é jornalista, coordena e modera debates sobre livros. Assina juntamente com o escritor Agualusa o programa da Feira do Livro do Porto (já viram o programa fabuloso para este ano?). O seu mais recente livro "A Flor Amarela" foi editado pela Quetzal em Fevereiro deste ano. Anabela Mota Ribeiro estará na Feira do Livro no dia 4 e 17 de junho. Foi um privilégio enorme fazer esta entrevista e conhecer um pouco mais a autora. Entretanto descobri que fiz o caminho ao contrário, devia ter lido "Memórias Póstumas de Brás Cubas" primeiro e a sua Flor depois.

 

 

A Feira do Livro de Lisboa está a chegar. Anabela Mota Ribeiro estará presente no dia 4 de junho. O que significa para si a Feira do Livro? Como olha para este evento? 


Gosto da Feira do Livro, gosto de espaços de encontro e descoberta, gosto de iniciativas que podem tocar públicos diversos, democráticas, gosto da misturada. Gosto, evidentemente, da possibilidade de comprar bons livros com preço especial, para mim e para oferecer. Vou estar a assinar livros em dois fins de semana: no primeiro, "Paula Rego por Paula Rego" e no domingo seguinte "A Flor Amarela - ímpeto e melancolia em Machado de Assis." 

 

A Feira do Livro do Porto dá aos leitores a possibilidade de conhecerem grandes estrelas como Han Kang, Laurent Binet e Teju Cole. Sente que ainda existe interesse dos leitores conhecerem e ouvirem os escritores?


Penso que o público tem uma grande apetência pelas conversas, pela possibilidade de diálogo, quer ser interpelado, ver com ouvidos, ouvir com o corpo todo. Ou seja, procura qualquer coisa que é única, diz respeito a um momento, a uma intensidade, qualquer coisa que implica aquele que assiste e o envolve com o corpo todo. De certa maneira, o virtual, a instantaneidade, o fragmento, nada disto rouba espaço às feiras do livro ou festivais literários. Eles complementam-se e potenciam-se.   

 

Existem livros que nos escolhem e outros que escolhemos. "Memórias de Brás Cubas" encaixa em alguma das situações? 


Li pela primeira vez MPBC na faculdade, numa disciplina de opção que fiz com o Prof. Abel Barros Baptista. Já tinha lido Machado, mas ele deu-mo a ler de outra maneira. O livro é uma constante escolha e um feitiço: somos agarrados por ele, lemos e lemos e nunca o achamos. Um clássico é também isso.

 

Ao ler "A Flor Amarela" fiquei deslumbrada e interessada no clássico. É sua intenção cativar novos leitores para Machado de Assis ao transformar o que começou por ser um trabalho académico de Filosofia neste livro?


Se houver pessoas a descobrir Machado de Assis a partir do meu livro, ou pelo que eu possa dizer sobre o autor, fico contentíssima. Lê-lo é um prazer imenso. Aliás, o que faz sentido é ler o livro do Machado e depois ler a minha Flor. Devo dizer que este trabalho académico mereceu mínimas alterações. A minha dissertação era heterodoxa... Procurei ler de um ponto de vista filosófico o livro. O meu lugar de partida era a Filosofia. Por isso também tive dois orientadores: um de Filosofia e outro de Literatura Brasileira, João Constâncio e Abel Barros Baptista, respectivamente.  

 

No seu blog disponibiliza várias entrevistas muito organizadas. O blog é reflexo da sua personalidade ou apenas uma ferramenta de trabalho? 


Talvez eu seja demasiado organizada (do estilo de pôr os cabides todos virados para o mesmo lado). O que me espanta é a possibilidade de viver na desordem e na sujeira (que são coisas diferentes, mas que aparecem juntas nesta minha mania). Por isso, sim, talvez esta organização que encontra no blog seja um reflexo da minha personalidade. O blog foi desenhado pelo Pedro Neves do Sapo a partir de conversas que tivemos e daquilo que lhe pedi. Ao mesmo tempo, o blog é apenas uma ferramenta de trabalho, uma expressão do que venho fazendo desde há uns anos. Gosto de pensar nele como uma casa onde está o essencial do meu trabalho; e eu, que não guardo nada, guardo tudo, afinal, ali.  

 

Já fez rádio, programas de televisão, coordena e modera debates de livros, é escritora e jornalista. O que lhe falta fazer? 


Falta sempre fazer tudo, não é? E falta tempo de digestão. As coisas precisam de tempo para ser pensadas, integradas, criadas. Faço essas coisas todas, às vezes todas ao mesmo tempo, mas acredito cada vez mais na importância do vazio, de não fazer nada, de não entender, de isso ser um motor para voltar a fazer tudo outra vez. 

 

"Se houver pessoas a descobrir Machado de Assis a partir do meu livro, ou pelo que eu possa dizer sobre o autor, fico contentíssima. Lê-lo é um prazer imenso."

 

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GOSTAM DE CRÓNICAS?

por Cláudia Oliveira, em 29.05.17

O autor das crónicas Luís Pedro Nunes estará na Feira do Livro um dia depois do lançamento do seu livro "Suficientemente Bom, Desprezamente Mau". Adorei a capa. Não é brutal?

 

SINOPSE

 

Depois de mais de 400 crónicas na revista do Expresso sobre "coisas de homens", o que é que fica, o que é que sobrevive à passagem do fim de semana? Cibercondria, porno virtual. Foodgasm, praxes, depressões masculinas, filosofia da dick-pic, o fugidio Ponto G, Angola Democracia e Facebook, vudu do Haiti, escravos do Níger, ataques de pânico e decisões sobre se ainda se paga o jantar no primeiro encontro. Afinal, o leque temático é vasto.

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CONTAGEM DECRESCENTE | PARTILHAS

por Cláudia Oliveira, em 26.05.17

 

Faltam 5 dias! Hoje venho partilhar como estão a correr as leituras dos nossos queridos autores portugueses. E há novo unboxing cedido pela ASA. 

 

Opinião "A Flor Amarela"

Contagem Decrescente | Autores que nos unem

 

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NOVIDADES | AUTORES QUE NOS UNEM

por Cláudia Oliveira, em 26.05.17

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Mais confirmações, mais eventos! As novidades não param de chegar. 

 

Cristina Ferreira, José Rentes de Carvalho e a autora de livros infantis Luísa Ducla Soares e outros autores confirmaram as suas presenças na grande festa do livro. É melhor anotar tudo para não perder nada.  

 

 

Marca na tua agenda

Luísa Ducla Soares - 1, 3 e 11 de junho

Clementina Almeida - 3 de junho

José Rentes de Carvalho - 3 de junho

Gabriela Oliveira - 4 de junho

Filipa Fonseca Silva - 7 de junho

Isabel Valadão - 10 de junho

Joana Barrios - 11 de junho

Cristina Ferreira -13 de junho

Pedro Andersson - 15 de junho

André Freire - 17 de junho

João Pedro Porto  - 17 de junho

Rita Nascimento - 17 de junho

Álvaro Laborinho Lúcio - 18 de junho

Sara Cardoso - 18 de junho

 

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"HOMENS IMPRUDENTEMENTE POÉTICOS" | VALTER HUGO MÃE

por Cláudia Oliveira, em 25.05.17

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Fico tão feliz por não ter desistido deste escritor. Foram quatro livros antes de me apaixonar por ele. "O Filho de Mil Homens"; "Contos de Cães e Maus Lobos"; "A Desumanização" e "A Máquina de Fazer Espanhóis" fizeram parte das minhas leituras ao longo dos anos, mas ainda não estava convencida. Gostei sem amar. Amei sem saber. 

 

Valter Hugo Mãe tem o dom de conquistar os seus leitores através das inúmeras metáforas e forma poética na hora de contar uma história. Sem precisar de muita acção, ele prova que não é (só) a história que interessa, é a forma como as palavras nos acertam. Foi certeiro. Ou talvez eu estivesse no momento certo para as receber. Ou maturidade. Parece muito espiritual dito desta forma, mas não sei transmitir de outra.

 

Foi um livro que passou muito tempo comigo. O meu sentimento por ele cresceu ao longo dos dias. Tão grande este amor que entrou para a lista dos preferidos deste ano. Estava na hora Valter Hugo Mãe, estava na hora de reconhecer e baixar as defesas. Fui uma leitora desconfiada durante muito anos. Por pensar que não passavam de uma série de frases bonitas escolhidas de propósito para provocar sentimentos tristes e bonitos. Estava redondamente enganada. E ainda bem. 

 

Há uma evolução, uma inovação na sua escrita. A cada livro o autor transforma-se. Cria uma linguagem muito própria. É possível? Respeitei o ritmo lento do livro e consegui mergulhar na história. O escritor é muito poderoso na forma como apresenta a história. Somos levados lentamente para dentro da magistral floresta japonesa mais conhecida como a “Floresta dos Suicidas”. Senti-me muito pequena perante o tamanho e o silêncio desta história. Senti o peso e a leveza nas palavras do Valter Hugo Mãe. Admiro a capacidade de alguém, através das suas palavras, revelar sentimentos desconhecidos. Conheci uma família, bebi da sua cultura e conhecimento. 

 

Aquelas árvores gigantes com cordas a balançar ao vento causa-me uma sentimento de admiração e curiosidade. Um livro capaz de trazer calma aos dias mais agitados e vários murros no estômago para não adormercemos com tanta paz. Não sei como é que o autor faz isto, mas é brilhante. Este é o meu Valter Hugo Mãe preferido. Finalmente. 

 

(comprei este livro, como compro todos os outros do autor)

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"A FLOR AMARELA" | ANABELA MOTA RIBEIRO

por Cláudia Oliveira, em 24.05.17

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Um trabalho académico que virou livro-ensaio relacionado com o romance de Machado de Assis intitulado "Memórias Póstumas de Brás Cubas". Um clássico há muito tempo na minha lista de livros para ler um dia. 

 

Sem dar respostas, a autora levanta questionamentos através das palavras da personagem emblemática Brás Cubas. Ele revela uma enorme força e franqueza no momento de expor os seus medos e dúvidas. Afinal, não tem nada a perder. Está morto, pode ser sincero quantas vezes quiser. Isso torna-o muito interessante. Entendo porque é o livro da vida de muitos leitores assim como o fascínio por esta personagem. 

 

Teria ganho mais com a leitura do clássico antes de ter lido este. Estaria familiarizada com a história, teria a sensação de reencontro com uma personagem memorável. Desta forma não passou de um leitura de alguém leiga na matéria e com pouco aproveitamento. No entanto, fiquei com vontade de ler a obra clássica de Machado de Assis. Se era um dos objectivos da autora, foi concretizada. 

 

Os meus capítulos preferidos são aqueles focados na relação de Brás Cubas com a mãe e a forma como enfrentou a morte desta. Foi aqui que o livro teve todo o meu interesse. Quem me segue há algum tempo sabe o quanto sou aficionada pelo tema. Também gosto bastante do capitulo sobre a vida, uma excelente divagação em relação à expressão "Era preciso viver".  O que corresponde viver?

 

 "Quando se dá a morte e alguém tão próximo como a mãe, não só se experimenta uma dor aguda que resulta da perda como se compreende que um dia se vai morrer também. Deixam de existir barreiras, outros elos uma cadeia sequencial e lógica. Fica-se órfão."

 

É notável a admiração da autora pelo protagonista de "Memórias Póstumas de Brás Cubas". Foi subtil na forma como mostrou essa paixão pela obra . É um excelente livro para quem pretende reencontrar ou conhecer Brás Cubas pela visão da jornalista que nasceu no mesmo dia (20 de outubro) que a criação de Machado de Assis.

 

 (livro cedido pela editora)

 

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CONTAGEM DECRESCENTE | AUTORES QUE NOS UNEM

por Cláudia Oliveira, em 19.05.17

 

Faltam 13 dias!

Juntos, em contagem decrescente, até ao dia do inicio da Feira do Livro. Para além disso tenho um convite de leitura para fazer.  

 

Livros mencionados:

"A Mulher Sem-Cabeça e o Homem do Mau-Olhado", Gonçalo M. Tavares 

"Hoje estarás Comigo no Paraíso", Bruno Vieira Amaral

"A Flor Amarela", Anabela Mota Ribeiro 

"Céu Nublado com Boas Abertas", Nuno Costa Santos 

 

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