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Sartre e Beauvoir de Hazel Rowley

por Cláudia Oliveira, em 09.01.15

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Uma capa simples, com a imagem do casal Sartre e Beauvoir. Comprei este livro em segunda-mão no site Fnac por cinco euros. O livro encontra-se esgotado e é difícil encontrar.

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Não foste o grupo As Bastardas, nunca teria lido este livro. Estava entusiasmada e curiosa. Li com o olhar de uma leiga sobre o existencialismo.

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Este livro conta a história de Sartre e Beauvoir, como casal assim como nas inspirações de cada um. Um casal pouco convencional. A história passa-se entre 1929 e 1986, ano em que Beauvoir morreu.

 Hazel Rowley fez um excelente trabalho de pesquisa e está de parabéns. Aliás, ela entrevistou Beauvoir em 1976. Fez outras entrevistas e uma pesquisa profunda sobre Sartre e Beauvoir. Podes ler uma entrevista muito interessante feita a Hazel: http://www.wagnercampelo.com/simonedebeauvoir/artigos_p08.htm

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Gostei bastante de ter lido este livro. Acrescentou bastante à minha vida. Mudou a minha forma de ver certas coisas, fez-me questionar e ficar impressionada com a força e coragem de Beauvoir. Não tinha noção de como esta mulher lutou contra a moralidade da sociedade na época. Bebia, fumava, frequentava lugares para homens. Escreveu um livro que chocou muitas pessoas. Esteve sempre do lado de Sartre sem exigir, sem criar problemas entre os dois. Fiquei cheia de vontade de ler as suas obras.

Quanto a Sartre, foi complicado para mim gostar dele. Ou sentir compaixão. Esse sentimento só surgiu mesmo no final do livro, coincidindo com o fim da sua vida. A forma única como ama a vida e Beauvoir deixou-me confusa em alguns momentos. Mas é inegavelmente inspirador. Por exemplo, quando ele recusa o Nobel da Literatura fiquei com os olhos brilhantes. Quando fica doente e se torna dependente de Beauvoir a fragilidade é evidente. Ela tem de ler em voz alta para ele. Sartre tem noção da sua aparência, seduz as mulheres através das palavras. E consegue muito bem. Chega a manter várias relações em paralelo.

Gostei sobretudo, para além da relação, a forma como amavam a vida. A paixão pela escrita, a exigência com eles mesmos quando escreviam uma obra. A inspiração um na vida do outro é emocionante.

Este livro tem muito conteúdo para discutir. Este texto é apenas uma opinião superficial, longe da qualidade do livro e do que gostaria de transmitir. Porém, aprendi imenso, sinto que foi uma leitura enriquecedora.

Recomendo este livro a toda a gente. A escrita é acessível. A leitura é proveitosa. Valeu super a pena ler este livro.

 

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Dei quatro estrelas. O livro tem imensa qualidade, bastante informativo. Estou cheia de vontade de ler as obras de Sartre e Beauvoir. Sobretudo a obra As Palavras de Sartre e O Segundo Sexo de Beauvoir

 

Este livro serviu para participar no desafio lançado no blog As Bastardas e no desafio pessoal Leia Mulheres.

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4 comentários

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De omeumaiorsonho a 11.01.2015 às 23:22

Parece um bom livro!!
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De Cláudia Oliveira a 14.01.2015 às 16:19

É sim senhora!
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De #HOTDEVIL a 14.01.2015 às 02:31

Esse livro deve ser fascinante ! Conheço bem o casal , todavia, não penses que Satre era um leviano impúdico. Evidentemente, era-o, mas, Simone também ! Discutiam em cartas intimas e privadas " as suas amantes " e ridicularizavam-nas aos olhos um do outro. Eram geniais mas também cruéis e, evidentemente, o par perfeito! Simone foi acusada de abuso das suas alunas e assédio por mais do que uma vez. Satre, devido ao uso abusivo de anfetaminas, um dia, imaginou-se perseguido na rua por uma lagosta... Todavia, para Simone, Satre vinha sempre em primeiro lugar, embora Simone fosse o verdadeiro alicerce da relação. Envolvida com um escritor famoso e, cujo nome agora não me vem a memória, e a meio de uma relação sexual Satre envia-lhe um manuscrito para ser revisto por si. Indignado, o famosíssimo escritor indaga-a acerca da interrupção da noite, ao que Simone replica : " Ah, meu caro, nada nem ninguém vem em primeiro lugar que Satre. " Talvez tal explica a estranha dinâmica deste casal tão vanguardista !

Vanessa Paquete
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De Cláudia Oliveira a 14.01.2015 às 16:21

A ideia que fiquei durante a maior parte do livro é que Sartre é leviano e narcisista. Mas depois essa ideia vai desvanecer-se com as últimas páginas. Talvez por causa da doença, da forma como amava Simone. Fiquei com a sensação que os dois eram muito parecidos, mas Sartre mais frio. Não sei. Fiquei maravilhada com a história que contaste. :) Obrigada pelo comentário!

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