Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




17799538_T2Wgf.jpeg

 

Publicado em 1980, é o terceiro romance de José Saramago.

O título não podia ser outro.  

17799541_8zcob.jpeg

 

O livro tem várias histórias. A principal é a história da família Mau-Tempo, três gerações. Vai desde o final do século XIX até aos anos seguintes à Revolução 25 de Abril. Passa-se sobretudo no Alentejo, um retrato em jeito de homenagem aos “nossos” lutadores.

Saramago nas dificuldades, na miséria, na opressão vivida. É o retrato fiel da classe trabalhadora.

17799542_ZwEl2.jpeg

 

Estava à espera de um romance estilo Saramago. Bem desenvolvido e forte.

17760625_omVcj.jpeg

 

Personagens muito portuguesas, com alma alentejana. Humildes, trabalhadores, sonhadores. À espera de um futuro melhor, lutam pelos seus direitos. À espera de um futuro melhor, sonham, querem levantar-se do chão, onde trabalham curvados, com condições precárias.

Nem o sobrenome “Mau-Tempo” foi escolhido em vão. Personagens debaixo de nuvens negras, com um destino pouco solarengo.

17799543_ZWBSn.jpeg

 

Este foi o livro que mais gostei do desafio Ler Saramago. Ainda só li três. Nota-se uma evolução enorme na construção do romance do segundo para o terceiro. Aqui, encontrei o Saramago que tanto gosto. Este livro é muito bom. Apesar de algumas partes maçadoras, foi um gosto enorme ler este romance.  

A ironia entra unida a uma crítica do autor sobre as forças políticas. Interessante quando ele coloca as formigas como espectadoras da verdade. Se as formigas falassem… É, talvez, a minha parte preferida deste romance. Fique atento, se for ler.

O clima desta narrativa é angustiante e triste. Não recomendo  leitura se estiver numa fase triste da sua vida.

Com uma releitura iria tirar maior partido. É Necessita de tempo e paciência. Recomendo sobretudo este livro aos grandes admiradores do autor.

“…assim é o mundo feito que não se apercebem uns do mal dos outros, mesmo quando tão perto estão como mãe e filho.”

“Há quem tenha o sono pesado, há quem o tenha leve, há quem ao adormecer se despegue do mundo, há quem não saiba estar senão deste lado e por isso sonha.”

17799551_a6scn.jpeg

 

Quatro estrelas. Bastante bom este livro. Não dei cinco estrelas porque senti algum cansaço e perda de ritmo em alguns capítulos. Não deu para sentir o que senti com “Intermitências da Morte” e “Ensaio sobre a Cegueira”, mas andou lá perto. 

 

O próximo romance será Memorial do Convento. Para ler só em janeiro. 

 

Post da Michelle: Resumo da Ópera

Autoria e outros dados (tags, etc)


1 comentário

Sem imagem de perfil

De Michelle a 29.12.2014 às 12:53

Oi, Cláudia!
A parte das formigas é sensacional. Também senti certo cansaço em algumas partes, mas não sei se foi pelo texto ou pelo momento em que escolhi ler esse livro (talvez as duas coisas). Mesmo assim, foi uma boa experiência. Que venha 2015 e ótimas leituras! :)

Comentar post




Mais sobre mim

foto do autor


QUER ANUNCIAR O SEU LIVRO? claudiaoliveira23@gmail.com


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D