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Projecto | Ler Saramago | Levantado do Chão | José Saramago

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Publicado em 1980, é o terceiro romance de José Saramago.

O título não podia ser outro.  

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O livro tem várias histórias. A principal é a história da família Mau-Tempo, três gerações. Vai desde o final do século XIX até aos anos seguintes à Revolução 25 de Abril. Passa-se sobretudo no Alentejo, um retrato em jeito de homenagem aos “nossos” lutadores.

Saramago nas dificuldades, na miséria, na opressão vivida. É o retrato fiel da classe trabalhadora.

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Estava à espera de um romance estilo Saramago. Bem desenvolvido e forte.

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Personagens muito portuguesas, com alma alentejana. Humildes, trabalhadores, sonhadores. À espera de um futuro melhor, lutam pelos seus direitos. À espera de um futuro melhor, sonham, querem levantar-se do chão, onde trabalham curvados, com condições precárias.

Nem o sobrenome “Mau-Tempo” foi escolhido em vão. Personagens debaixo de nuvens negras, com um destino pouco solarengo.

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Este foi o livro que mais gostei do desafio Ler Saramago. Ainda só li três. Nota-se uma evolução enorme na construção do romance do segundo para o terceiro. Aqui, encontrei o Saramago que tanto gosto. Este livro é muito bom. Apesar de algumas partes maçadoras, foi um gosto enorme ler este romance.  

A ironia entra unida a uma crítica do autor sobre as forças políticas. Interessante quando ele coloca as formigas como espectadoras da verdade. Se as formigas falassem… É, talvez, a minha parte preferida deste romance. Fique atento, se for ler.

O clima desta narrativa é angustiante e triste. Não recomendo  leitura se estiver numa fase triste da sua vida.

Com uma releitura iria tirar maior partido. É Necessita de tempo e paciência. Recomendo sobretudo este livro aos grandes admiradores do autor.

“…assim é o mundo feito que não se apercebem uns do mal dos outros, mesmo quando tão perto estão como mãe e filho.”

“Há quem tenha o sono pesado, há quem o tenha leve, há quem ao adormecer se despegue do mundo, há quem não saiba estar senão deste lado e por isso sonha.”

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Quatro estrelas. Bastante bom este livro. Não dei cinco estrelas porque senti algum cansaço e perda de ritmo em alguns capítulos. Não deu para sentir o que senti com “Intermitências da Morte” e “Ensaio sobre a Cegueira”, mas andou lá perto. 

 

O próximo romance será Memorial do Convento. Para ler só em janeiro. 

 

Post da Michelle: Resumo da Ópera

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