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Este livro lê-se tão bem numa tarde. Teve a capacidade de me fazer regressar à infância, consequentemente às minhas raízes. Foi como estar junto do protagonista em cima de uma árvore a observar os outros. 

 

É uma história singela sobre as coisas boas da vida. Num caderninho, comprado em Moçâmedes nos anos 60, o rapaz aponta as memórias e emoções vividas na flor da idade, atraído pela beleza das mulheres e seduzido pela misteriosa menina dos limões. Usa e abusa das referências literárias devido ao seu gosto pelos livros. São citadas várias personagens que entram na sua vida devido à venda de uma carrinha cheia de livros. 

 

Este livro foi um dos sete finalista dos Prémio Leya, em 2013. António Tavares mostra um enorme talento para a escrita. Ele é vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, recebeu uma menção honrosa no prémio Alves Redol e fundou e coordenou a revista de estudos Litorais. Escreve imenso e tem várias obras. Ele é vencedor do Prémio Leya de 2015 com o livro O Coro dos Defuntos.

 

O que mais gostei neste livro foi a escrita. Arrumadinha, bonitinha e singela. É de uma enorme delicadeza as emoções e impressões transmitidas pela narrativa. Um livro bem escrito, encantador. No entanto, a história não me prendeu. Vou recordar a menina dos limões, a mulher sentada em frente à máquina de costura, a menina do balcão com bigode. São histórias de pessoas comuns, invisíveis ao olhar da sociedade actual. Passa para o leitor o ambiente no meio rural. Onde as crianças podem estar na rua até tarde. Podem subir às árvores e observar os vizinhos através das janelas. Os carros não perturbam as brincadeiras. 

 

Um livro escrito com elegância sobre a beleza da vida, dos livros e das pessoas. 

 

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Minha pontuação 3*

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