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A Peregrinação do Rapaz sem Cor | Haruki Murakami

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A capa do livro “A Peregrinação do Rapaz sem Cor” é linda. A capa e o título são os culpados pelo meu interesse imediato no último romance de Haruki Murakami.

 

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Razoável. Nunca gostei muito dos outros romances do autor. Gostei mas nunca fiquei arrebatada. Aliás, nunca entendi as diversas referências do mesmo para vencedor do prémio Nobel da Literatura. Quando li algumas opiniões sobre o livro foram opiniões igualmente razoáveis. Portanto, não criei expectativas altas.

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Este livro conta a história de um grupo de amigos. São cinco amigos, quatro deles com uma cor no sobrenome, excepto o nosso protagonista, o rapaz sem cor. Tsukuru pertence ao grupo, até ao dia em que uma situação o vai afastar dos amigos. Essa situação tem precursões na vida de todos. A história vai centrar-se no Tsukuru, a busca de respostas e os conflitos interiores consequência, no meu ponto de vista, depois da ruptura do grupo.

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Todos os personagens são fascinantes. O protagonista é fantástico. Acho-o incrível, muito bem construído. Identifiquei-me com alguns pensamentos, acções. Tem um crescimento notável ao longo da história. É uma caixinha de surpresas.

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O autor quis debater assuntos importantes em tom informal. Pode escapar ao leitor mais desatento.

Parece uma chamada de atenção para o pensamento individual, coragem nas acções e um pedido claro para colocarmos emoções em tudo o que fazemos ao longo da vida. Esclarecer mal entendidos nem sempre vale a pena. Contudo, mal entendidos podem destruir amizades. Os sonhos merecem ser percorridos e nunca devemos ter medo de dizer o que sentimos. Parecem clichés mas nesta história Tsukuru vai ser colocado à prova em relação a estes assuntos, entre outros.

 Não ter cor pode ser uma vantagem. É importante manter voz activa e respeitar as diferenças. Parece-me que foi esta a mensagem que o autor quis transmitir. Se não foi, foi o que senti.

Adorei o livro. Foi o primeiro, depois de tantos, que me conquistou. E pronto, virei fã. Apesar de continuar a achar que não é escritor para vencer um Nobel. Este livro tem menos referências fantásticas, mais um motivo para ter gostado do livro.

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Quatro estrelas. Recomendo. Para ser lido com carinho. 

 

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