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"A Mãe Eterna" | Betty Milan

por Cláudia Oliveira, em 06.03.17

 

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Um livro intimista, cheio de sentimentos profundos de uma filha prestes a ver a sua mãe partir devido a uma doença e velhice. Afinal são 98 anos. 

 

"Ninguém substitui ninguém."

 

"Ficou tudo muito estranho desde que você está sem estar."

 

Agora é a filha quem cuida da mãe. Uma mãe fragilizada, mas persistente. Não aceita ser ajudada, está mais amarga, mas nunca deixa de elogiar quem passa. Uma mãe vaidosa e pouco dada a ceder e aceitar a velhice como impedimento do quer que seja. Esta filha está preocupada por ter de dizer adeus, tem medo e dúvidas. Entre lamentos e alguns desejos, este livro carrega sentimentos tristes. É uma verdadeira homenagem ao amor maternal. Um amor incondicional, eterno, que continua depois da morte. 

 

Eu senti a carga pesada das palavras desta filha. Foi uma leitura angustiante e em alguns momentos sufocante. Apesar de alguns momentos descritos com ternura, não deixa espaço para pensamentos felizes. É morte em cada capitulo, é saudade em cada palavra. A vida é frágil e a maioria chega a esse ponto. O adeus aos entes queridos não é fácil.  O adeus, a partida, a velhice. 

 

As palavras desta filha ecoam nas nossas mentes e permanecem por muito tempo. Faz-nos olhar para os nossos e desejar mais tempo com eles. Mais anos de vida. Sem isto da morte. Nunca, por favor, nunca. É inevitável e não temos forma de controlar nada. Somos frágeis, não somos nada.

 

É um livro pequeno, mas não se deixem enganar. Valeu a pena conhecer a escrita da brasileira Betty Milan. Fiquei curiosa para ler outras obras com uma temática mais leve. Recomendo.

 

 

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