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O que espero ler em Fevereiro

por Cláudia Oliveira, em 04.02.15

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Para o desafio 12 Livros 12 Receitas o país escolhido é França. Vou ler o autor Honoré de Balzac com o livro "A Mulher de Trinta Anos" em vez do calhamaço "Ilusões Perdidas". Aproveito e serve este livro para o desafio 1 Clássico por Mês. 

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Para o desafio Ler Saramago vou ler "O Memorial do Convento". Super entusiasmada!

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Para o desafio do tema do mês Amor ou Traição vou ler "O Museu da Inocência" de Orhan Pamuk. 

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Pretendo terminar as leituras iniciadas em Janeiro: "David Copperfield" de Charles Dickens e "O Amante da Rainha" de Philippa Gregory. 

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 Boas leituras! 

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O que espero ler em Janeiro + Projecto + Surpresa

por Cláudia Oliveira, em 03.01.15

Todas as leituras que pretendo fazer em Janeiro. Todos os projectos que vou participar. Uma surpresa para quem assistir ao vídeo.

As Bastardas
www.asbastardas.blogspot.com

Entre Pontos e Vírgulas
http://entrepontosevirgulasforum.blogspot.com.br/

Blogue
http://amulherqueamalivros.blogs.sapo.pt/

Boletim de Leituras 2015
http://amulherqueamalivros.blogs.sapo.pt/tag/boletim+de+leitura

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Publicado em 1980, é o terceiro romance de José Saramago.

O título não podia ser outro.  

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O livro tem várias histórias. A principal é a história da família Mau-Tempo, três gerações. Vai desde o final do século XIX até aos anos seguintes à Revolução 25 de Abril. Passa-se sobretudo no Alentejo, um retrato em jeito de homenagem aos “nossos” lutadores.

Saramago nas dificuldades, na miséria, na opressão vivida. É o retrato fiel da classe trabalhadora.

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Estava à espera de um romance estilo Saramago. Bem desenvolvido e forte.

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Personagens muito portuguesas, com alma alentejana. Humildes, trabalhadores, sonhadores. À espera de um futuro melhor, lutam pelos seus direitos. À espera de um futuro melhor, sonham, querem levantar-se do chão, onde trabalham curvados, com condições precárias.

Nem o sobrenome “Mau-Tempo” foi escolhido em vão. Personagens debaixo de nuvens negras, com um destino pouco solarengo.

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Este foi o livro que mais gostei do desafio Ler Saramago. Ainda só li três. Nota-se uma evolução enorme na construção do romance do segundo para o terceiro. Aqui, encontrei o Saramago que tanto gosto. Este livro é muito bom. Apesar de algumas partes maçadoras, foi um gosto enorme ler este romance.  

A ironia entra unida a uma crítica do autor sobre as forças políticas. Interessante quando ele coloca as formigas como espectadoras da verdade. Se as formigas falassem… É, talvez, a minha parte preferida deste romance. Fique atento, se for ler.

O clima desta narrativa é angustiante e triste. Não recomendo  leitura se estiver numa fase triste da sua vida.

Com uma releitura iria tirar maior partido. É Necessita de tempo e paciência. Recomendo sobretudo este livro aos grandes admiradores do autor.

“…assim é o mundo feito que não se apercebem uns do mal dos outros, mesmo quando tão perto estão como mãe e filho.”

“Há quem tenha o sono pesado, há quem o tenha leve, há quem ao adormecer se despegue do mundo, há quem não saiba estar senão deste lado e por isso sonha.”

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Quatro estrelas. Bastante bom este livro. Não dei cinco estrelas porque senti algum cansaço e perda de ritmo em alguns capítulos. Não deu para sentir o que senti com “Intermitências da Morte” e “Ensaio sobre a Cegueira”, mas andou lá perto. 

 

O próximo romance será Memorial do Convento. Para ler só em janeiro. 

 

Post da Michelle: Resumo da Ópera

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O livro é o segundo romance escrito pelo autor José Saramago. Li este livro devido ao desafio: Ler Saramago. O desafio consiste em ler todos os romances do autor. O romance Manual de Pintura e Caligrafia foi publicado em 1977. Devido ao título a minha expectativa não era a maior. Para além disso, acho que nunca li nenhuma opinião acerca do livro anteriormente. Um livro um bocado esquecido na bibliografia do autor. Sensação minha. Será?

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Manual de Pintura e Caligrafia pode ser considerado mesmo um manual. O protagonista/narrador é H., um pintor que consegue viver da arte de pintar. Certo dia, após uma pintura, ele vai começar a questionar-se sobre si mesmo. 

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O livro está cheio de divagações, questionamentos. Talvez por isso, seja chamado de manual. Tem passagens incríveis! Fiquei com vontade de sublinhar tudo. Mas li em e-book. Ponto negativo para os e-books. 

Algumas passagens servem para reflectir, outras para admirar. Gostei sobretudo quando ele reflecte sobre a arte e/ou os outros. Por exemplo:

“O rico nunca vê, nunca repara, apenas olha, e acende os cigarros com o ar de quem esperaria que já viessem acesos: o rico acende o cigarro ofendido, isto é, o rico acende ofendido o cigarro, porque não há, ali, acaso, ninguém que lho acenda.”

Vou colocando as citações no meu tumblr: http://bookandi.tumblr.com/ ou no twitter: ClaudiaOSimoes.

Gostei do livro. Nas últimas cinquenta páginas tornou-se um bocadinho chato, mas valeu a pena pelas passagens e ensinamentos. A forma como Saramago expressa a sua opinião na voz dos seus personagens deixa-me um bocadinho mais perto dele. Gosto dessa sensação.

Neste livro, as frases de Saramago começam a ficar enormes e o seu estilo forma-se. Não recomendo a leitura deste livro a quem nunca leu nada do autor. Só para admiradores. Não é dos meus preferidos. Não o achei espectacular. Contudo, foi bom.

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Três estrelas. Bom, mas nada de especial. 

Podem ler a opinião da Michelle do blog Resumo da Ópera. Ela está a participar no desafio juntamente comigo.

O próximo romance é Levantado do Chão. Publicado em 1980. Mais uma vez, não sei nada de nada sobre este livro. Fica o desafio.

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Projecto | Ler Saramago | Terra do Pecado

por Cláudia Oliveira, em 28.10.14

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Já disse que adoro as capas novas dos livros de José Saramago? Várias vezes. Infelizmente “Terra do Pecado” não teve direito a capa nova. Sabiam que o livro era para chamar-se “Viúva” mas a editora achou por bem alterar o título com a autorização do autor? Saramago explica tudo no inicio do livro. Pessoalmente, acho “Terra do Pecado” muito melhor. E ao contrário do que li por aí, tem tudo a ver com a história.

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Quando comecei o desafio Ler Samarago sabia que estava perante a evolução narrativa do autor ao ler por ordem cronológica. A minha expectativa não era muito alta em relação à narrativa, mas sabia de antemão que seria uma boa história por ser escrita pelo meu autor preferido.

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Maria Leonor fica viúva, com dois filhos e uma casa enorme para cuidar. Com empregados fiéis, amigos da família, ela vai lutar para ultrapassar a dor da perda do seu marido. Vai lutar contra o preconceito de recomeçar a sua vida numa terra onde as viúvas não podem dar continuidade à sua vida e manchar a honra da família. Numa terra onde os mortos são a justificação para parar de viver. A terra do pecado dita leis à sociedade onde o luto é obrigatório, os mortos merecem respeito e dar continuidade à vida é considerado um pecado. Sorrir é pecado. Viver é pecado.

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Todos os personagens me pareceram bastante credíveis. Muito bem construídos.

 A empregada Benedita vai ser bastante importante para este trama e ainda hoje me questiono em relação a algumas atitudes. Ficaram algumas coisas por responder em relação a ela. Aliás, tenho as minhas respostas mas sem certezas. O autor não é explícito. Benedita é a voz da sociedade hipócrita. Irritou-me imenso pelos julgamentos que ela faz à Maria Leonor.

A protagonista, Maria Leonor, é frágil e medrosa. Não gostei muito dela, incomodou-me várias atitudes. Sobretudo no final.

O meu personagem preferido é o médico Viegas. É interessante, dá ritmo à narrativa e à vida da Maria Leonor. Faz perguntas pertinentes, deixou-me a pensar várias vezes.

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Acho a discussão deste livro muito interessante. Saramago não se aprofundou em relação aos temas mas não deixaram de ser importantes para o leitor questionar os seus princípios. Dei vários sorrisos ao longo desta leitura. Deu-me a sensação que Saramago usou a personagem do médico para dizer aquilo que pensa em relação à sociedade.

A narrativa é simples. Como li outros romances do autor, sei que houve uma enorme evolução ao longo do seu percurso. Contudo, adorei ler o primeiro romance de Saramago. Este livro tem a presença de todos os elementos ortográficos da narrativa, ao contrário dos alguns dos seus romances. É uma história simples, retrato fiel à nossa sociedade, com questões interessantes.

Alguns assuntos mereciam maior aprofundamento por parte do autor. Senti que foi um final pouco à altura do resto da história. Meio forçado.

A minha mãe ficou viúva com três filhos, há 18 anos. Nessa altura, foi alvo de críticas pela sociedade porque decidiu seguir com a sua vida e ser feliz. Enquanto lia este livro vi a minha mãe, vi aquele lado que os filhos esquecem que os pais têm, a vida amorosa, a necessidade de amar e ser amada. Mas ao contrário de Maria Leonor, a minha mãe foi mais corajosa.

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Não gostei do final escolhido para esta história. Fui apanhada de surpresa e não estava nada, mesmo nada, à espera. O final podia ter servido para eu mudar a minha opinião em relação à protagonista mas não foi o caso, pelo contrário.

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Quatro estrelas. Pela qualidade da narrativa e questões levantados.

 

 

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Projecto | Ler Saramago

por Cláudia Oliveira, em 14.10.14

Saramago é amor. Sou admiradora do seu trabalho, enquanto homem apaixonado pela escrita e o seu grande amor. É impossível ficar indiferente à história de amor dele com Pilar. Li algumas das suas obras e nunca fiquei desiludida. Acho-o um génio nas suas ideias, magnifico na sua forma de escrever. Vejo Saramago como arte eterna e amor. A minha admiração é imensa. Um homem que gostaria de ter conhecido, simultaneamente nervosa num encontro à distância.

Comecei um projecto chamado Ler Saramago (existe vídeo no canal no Youtube). Consiste em ler todos os seus romances por ordem cronológica. Começo pelo romance *Terra do Pecado*, publicado em 1947. Este romance chamava-se “A Viúva” mas a editora considerou um título pouco comercial. Saramago aceitou, queria apenas que o seu livro fosse editado.

Lista de romances publicados

Terra do Pecado

Manual de Pintura e Caligrafia

Levantado do Chão

Memorial do Convento

O Ano da Morte de Ricardo Reis

A Jangada de Pedra

História do Cerco de Lisboa

O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Ensaio Sobre a Cegueira

Todos os Nomes(lido)

A Caverna

O Homem Duplicado

Ensaio Sobre a Lucidez(lido)

As Intermitências da Morte(lido)

A Viagem do Elefante(lido)

Caim(lido)

Claraboia(lido)

Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas

Irei reler os livros lidos. Pretendo comprar todos os títulos e completar a minha colecção. Se o mesmo não for possível farei a leitura através dos livros da biblioteca (existem todos os títulos na Biblioteca Municipal de Alenquer) ou e-books. Farei textos durante o caminho percorrido neste desafio. Uma forma de registar as minhas ideias, opiniões e quem sabe incentivar alguém a ler as obras de Saramago. Convido todos a juntarem-se a mim neste desafio maravilhoso de ler José Saramago. Saramago ganhou o Nobel da Literatura no dia 8 de Outubro de 1998.

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Projecto | Ler Saramago

por Cláudia Oliveira, em 11.10.14

 

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