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JALAN JALAN - UMA LEITURA DO MUNDO | AFONSO CRUZ

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Afonso Cruz é um autor português muito querido. Sempre fiel ao seu estilo poético e melancólico, os seus livros agradam os leitores mais pequenos e graúdos. Deixam normalmente uma marca e depositam alguma esperança no coração de quem o lê. Nunca irei deixar de o ler, nem procurar nas entrelinhas o encanto da vida. 

 

Este calhamaço mais recente editado pela Companhia das Letras reúne vários textos sem uma linha condutora. Temos a visão bastante pessoal do narrador que nos faz uma visita guiada pelos mais diversos temas. Filosofia, literatura, geografia, arte, ciência são assuntos abordados incluindo fotografias da sua autoria."Jalan Jalan" significa passear em indonésio, a leitura do mundo pode ser um passeio interminável pelas emoções e diferentes perspectivas sobre o mesmo assunto. É exactamente esse o encanto deste livro, as várias posições em relação a um determinado momento ou conceito e uma mistura de significados. As culturas existentes no Mundo contêm uma grandeza ilimitada que nem as 600 páginas que Afonso Cruz escreveu são suficientes para fazer essa leitura.  No entanto, ele consegue tocar nos temas mais sensíveis enquanto enobrece sem julgamento as escolhas dos outros. Tem uma visão tão peculiar e humildade que só podemos aprender com ele. 

 

Agostinho é citado diversas vezes, assim como outros grandes escritores e filósofos.

 

"Não faças demasiados planos para a vida, porque podes estragar os planos que a vida tem para ti."

 

Afonso Cruz conta peripécias da sua vida ligadas à literatura e às suas viagens. Algumas para reflectir como é o caso da grande coincidência em relação às personagens do livro "Para Onde Vão os Guarda-Chuvas". Essa passagem fez-me pensar nas coincidências constrangedoras e que mais vale assumir uma mentira do que passar por mentiroso. Fez-me entender que as ideias nascem em todos e que é complicado descobrir de onde vieram, se são plagiadas ou uma inspiração. Sim, as coincidências existem. 

 

"O Mundo é um livro, e aqueles que não viajam lêem apenas a primeira página. Um pequeno passo é já uma página em frente. Um passo para lá do hotel é já um pedaço de viagem".

 

Para além dos textos relacionados com a literatura, os meus episódios preferidos são sobre a morte. A importância da sua existência assim como a forma como a morte é vista um pouco por todo o lado. Os parágrafos curtos e assertivos que aparecem por vezes dão densidade à experiência de leitura. Só senti falta de algumas notas explicativas em relação às inúmeras referências que me passaram completamente ao lado. 

 

É um livro que precisa de paragens, um café, e quiçá uma fatia de bolo pelo meio. Uma leitura do mundo perfeita para os viajantes do mundo com um coração bondoso. Um livro para leitores do mundo (mesmo que as suas viagens sejam através dos outros). 

 

“Muitas das minhas viagens começaram pelos livros. Foram caminhos que saíram das folhas e se prolongaram para lá das estantes, das paredes da biblioteca."

 

O livro será apresentado pelo Pedro Mota e Pedro Veira no dia 6 de Dezembro na Livraria Férin em Lisboa pelas 21 horas. 

MARIA MODISTA | COSTURAR PARA BEBÉS E CRIANÇAS | FILIPA BIBE E PATRÍCIA PINTO

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Mais uma excelente ideia para um presente. Um livro com 24 projetos e moldes incluídos num livro cheio de amor. As autoras criaram as escolas Maria Modista em Lisboa, a Maria Modista Porto e a Maria Modista Estoril. Também já contam com outras lojas em franchising (Leiria, Almada,Aveiro e Coimbra). Matéria Prima lança agora este livro depois do primeiro ter sido um enorme sucesso (tenho e adoro!). 

 

Gosto de seguir os projetos nas redes sociais e foi por causa delas que comprei a minha primeira máquina de costura. Adorava ter talento para costurar e criar este projetos lindos. Mas na verdade não tenho muito jeito para a costura (mas tento!).

 

Ideias bonitas não faltam neste livro. Desde fitas para o cabelo, camsiolas, calções, camisolas e vestidos. O livro está dividido entre as seguintes categorias: Enxoval, Bebé, Criança e os Moldes. Em cada projeto temos a lista do material necessário, o grau de dificuldade e as explicações passo a passo. 

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Livro maravilhoso para quem quer aventurar-se na arte da costura. Recomendo imenso. 

 

(livro cedido pela editora)

 

CULINÁRIA PORTUGUESA | ANTÓNIO MARIA DE OLIVEIRA BELLO

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Precisas de um presente para alguém viciado em livros de receitas? Este é o rei dos livros de receitas.

 

Tem receitas diversificadas, sobretudo para quem adora comida portuguesa.  Algumas com um toque de originalidade. Agora é possível fazer um brilharete na cozinha com pratos sofisticados ou tradicionais. Receitas doces, salgadas, condimentadas, simples, arrojadas, tradicionais. Para todos os gostos. Não acredito que não encontrem nada que vos agrade.

 

O livro é bastante prático, está dividido por Sopas, Aperitivos, Ovos, Peixes, Crustáceos, Moluscos, Carnes, Aves e Caça, Vegetais, Pudins, Doces e Bolos Nacionais, Os Nossos Queijos, Os Nossos Vinhos. As receitas têm apenas os ingredientes e o modo de confeccionar cada uma. Contém poucas imagens, dando destaque à receita e ao texto. Um estilo minimalista e tradicional que traz muito conteúdo. Claro que eu já andei a piscar os olhos a algumas receitas e pretendo escolher algumas para a época festiva que se avizinha.

 

Uma pequena amostra das receitas que podem encontrar:

 

Bacalhau Assado À Moda do Porto

Ovos Escalfados Com Cebolada à Portuguesa

Mufete Angolano

Bifes de Vaca Enrolados à Lisboeta

Pudim de Ananás

Trouxas de Ovos

Bolinhos de Nozes

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Uma excelente sugestão!

 

"O CROCODILO QUE VOA" | LUIZ PACHECO

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Quero tentar perceber este fascínio que me fez ir até à biblioteca, pedir os escritos de Luiz Pacheco, assistir ao documentário sobre ele e ler dois livros de seguida.

 

Luiz Pacheco criou a Contraponto, uma editora que publicou Herberto Hélder (poeta maior, opinião “Letra Aberta”), Virgílio Ferreira, Manuel de Lima, Cesariny antes de ninguém.. Só publicava o que tinha qualidade, detestava gralhas e tinha uma forma de ver a literatura muito particular. E acho que é exatamente isso que me fascina, a forma como fala na literatura, escritores e poetas. As suas contradições são constantes em várias entrevistas e a má língua também. Não há uma mísera entrevista neste livro onde não agrida verbalmente os que outrora foram seus amigos. Nas suas palavras todos se venderam ao sistema, assinaram contratos para escrever e editar anualmente em troca de dinheiro, ou no caso do Cesariny, dedicaram-se a outros interesses para conhecerem a fama. Acho que único amigo salvo por esta corrente de criticas foi Herberto Hélder, homem com uma postura bastante reservada e dedicada à arte da escrita. Saramago é o cão da Agustina, Virgílio Ferreira só pensa em dinheiro, Antero de Quental é um homossexual disfarçado, Natália Correia uma lésbica devassa. Pacheco choca com as suas opiniões. Presumo que não vá agradar a muita gente. Li-o sem levar muito a sério o que diz. No entanto, consegui ver o seu amor pelos livros, a sua mágoa em relação ao grupo de amigos que se desfez.

 

Pacheco tem uma história de vida absolutamente cativante. Desde o número de mulheres (com 15 anos eram muito velhas), as hilariantes histórias de libertinagem e como acabou os últimos dias da sua vida. São páginas de entrevistas dadas a diversos jornais e revistas, num tom bem-disposto. Ri imenso, desprendi-me de ideias construídas à volta dos escritores mencionados. "Lobo Antunes tem muita inveja do Saramago. Pensava que podia ganhar o Nobel sozinho". Até da Pilar ele falou.

 

Antes das entrevistas li a obra-prima “Comunidade” que me fez admirá-lo como escritor e editor. É sua própria história, num tom melancólico e doce. Liguei a sua arrogância à dureza da vida. Ele era uma espécie de fantoche nas entrevistas. Nota-se em determinados momentos o aproveitamento por parte dos jornalistas. Quando tocam na ferida, repetem, insistem até que exploda com um “puta que os pariu”. Foi um homem com uma vida imensa, com um final medíocre porque quis manter-se à distância do deslumbramento proveniente da fama. 

 

"Crocodilo que Voa" chegou a ser o título de uma revista que o Luiz Pacheco e o poeta António José Forte planeavam fazer, mas que nunca chegou a publicar-se. Esta edição tem entrevistas do Rui Zink, Ricardo Araújo Pereira, Baptista Bastos, Paula Moura Pinheiro, entre outros. "Esse livro é uma merda! Isso é uma aldrabice. É bom para andar por essas pequenas editoras", responde ele ao semanário Sol em 2008 sobre o lançamento deste livro. 

 

Quero ler tudo o que ele escreveu. O próximo será a sua biografia lançada pela Tinta da China, de João Pedro George. 

"O LUTO DO ELIAS GRO" | JOÃO TORDO

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Alguém disse que comprou este livro na Feira do Livro porque a livreira afirmou que tinha sido escrito por um anjo de tão perfeito. Eu ouvi aquilo e fiquei a pensar no meu exemplar em casa a ganhar pó. Mas estava guardado para o momento ideal. Foi agora. O livro estava à minha espera também. Nada me preparou para esta história. 

 

Sabemos à partida que Elias está de luto, mas ainda não fazemos ideia do resto da história. Somos completamente apanhados de surpresa. A história é costurada pelas mãos do escritor com camadas, em pequenos diversos episódios que complementam cada pedaço anterior. De forma corrida, não dá para largar este livro sem respirar fundo. Também o protagonista está atravessar um processo de luto, daí o escape para a ilha totalmente sozinho. Talvez não queira estar sozinho, talvez queira encontrar nos outros quem perdeu.

 

Mais do que uma história sobre a forma como perdemos as pessoas que mais amamos é um livro sobre empatia. Numa ilha as pessoas revelam-se, entregam-se a afectos. Deus parece ser o escape num meio do caminho, a busca por uma fé desajustada. As relações estreitam-se, escapam por entre os dedos, passamos a vida com medo de perder. A nossa tristeza é fruto de quem perdemos ao longo da vida? Numa ilha queremos fugir mas não temos mais do que a natureza, o silêncio e a própria solidão.

 

Nota-se ligeiras influencias de grandes obras e autores. Borges está por todo o lado, a grande baleia Moby Dick também. Reconheço o gosto pessoal do escritor porque já o ouvi falar nestas obras como sendo as suas preferidas. Ao desejar escrever algo diferente, parece-me que desta vez encontrou a sua voz. Não conheço todos os seus livros, mas este supera o que conheci. Há uma evolução imensa na narrativa. Um livro que diz mais quando não diz tudo e nos faz principalmente sentir. Aquele final. Chorei tanto. 

 

Este livro tem camadas de tristeza resolutas em pensamentos melancólicos. Provoca e incomoda. Marca, sobretudo lido no momento certo. Foi o meu caso. Preciso do segundo volume urgentemente. 

"LETRA ABERTA" | HERBERTO HELDER

 

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Nunca tinha sido empurrada com tanta força contra o abismo como fui pelos poemas de Herberto Helder. Uma crescente perturbação ao longo dos poemas que me fizeram querer saber mais sobre ele. Herberto Helder era um poeta genial, morreu em 2015.

 

"Meu deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro"

 

"Letra Aberta" transformou a minha forma de olhar para a poesia. Era disto que eu precisava para acordar. A literatura  nunca mais será igual, nunca mais será uma só linha contínua. Abriram-se muitas janelas para espreitar e procurar a porta. O meu tamanho transformou-se, passei a pequenina curiosa em bicos dos pés. 

 

Quando fechei o livro tinha um peso tão grande dentro de mim que achei possível cair. A garganta estava seca e o sangue fervia. Não queria sair dali. Precisava conhecer mais, desvendar. E reli, reli até dar nós na minha cabeça. Era disto que eu precisava. E fui em busca de mais, encontrei um documentário sobre o poeta, li algumas entrevistas. Um poeta que não suportava o mediatismo. Talvez por isso tenha sida tão demorado o meu encontro com os seus livros. O documentário está disponivel no YouTube. É dedicado ao poeta numa tentativa de conhecer mais do homem, dentro das suas limitações é muito interessante. Assistam se tiverem curiosidade. 

 

Não encontro neste momento palavras suficientes para demonstrar o meu fascínio nem o tamanho do impacto dos seus poemas na minha vida.

 

 

 o documentário

 

(li este livro para o projeto Ler os Nossos)

"REACCIONÁRIO COM DOIS CÊS" | RICARDO ARAÚJO PEREIRA

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Ricardo Araújo Pereira é um humorista português. Mas não é só um humorista, é mais do que isso. É uma personalidade muito estimada e apreciada pelo público. Alguém que respeitamos e admiramos. Paramos para escutar. É o "gato fedorento" que marcou a mudança do humor na televisão. 

 

Saiu mais um livro dele pela Tinta da China. Um livro que reúne várias crónicas sobre temas como Portugal, Redes Sociais, São crónicas publicadas ao longo de cinco anos. Pontos de vista interessantes sobre os assuntos mais chatos. Abre mentes, toca na ferida e ainda levanta questões que passam pela cabeça de alguns, mas muitas vezes ninguém confessa. 

 

Confesso que me diverti muito com este livro. Não concordo com tudo o que ele diz, mas gosto de ver que o humor em Portugal está de boa saúde. O Ricardo Araújo Pereira não perdeu a piada, mas está ligeiramente um Velho do Restelo. Foi engraçado ir até ao passado e recuperar histórias enterradas do meu país.  Senti o coração quentinho várias vezes, coloquei um sorriso no rosto outras tantas.

 

As minhas crónicas preferidas são sobre o facebook e a forma como as pessoas usam as redes sociais. Ri imenso por reconhecer várias peculiaridades minhas e dos que me rodeiam. Para mim, o melhor humorista é aquele que agarra nas coisas mais simples e consegue criar uma empatia entre ele e quem o escuta/lê. Trump, Ricardo Salgado, Vaticano,e-factura,os robôs de cozinha tão escapam ao humorista. E a crónica sobre o feminismo? Brutal, das melhores. Adorava que muita boa gente a lesse. Variedade não falta nesta selecção de crónicas. 

 

A nota introdutória do livro é uma carta a Portugal sobre as três melhores coisas que o país está a perder: comida, clima e língua. Parece completamente fora do contexto e antiga, sendo que este último verão foi o mais quente de sempre. Nesta carta ele reclama de falta de verão e de calor. Das comidas saudáveis e dos ingleses e franceses por todo o lado. Podiam ter escolhido uma introdução mais adequada e atual. 

 

Referências literárias não faltam neste livro, não fosse o Ricardo Araújo Pereira um grande leitor. Temas atuais comentados de forma perspicaz e divertida como seria de esperar.

 

Recomendo. Gostei bastante. 

 

(li este livro para o projeto Ler os Nossos)

"A PAIXÃO SEGUNDO CONSTANÇA H." | MARIA TERESA HORTA

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Foi uma leitura intensa, entregue às emoções.

 

A história da Constança remexe os sentidos e permanece finalizada a leitura. A loucura assolapada da protagonista entranha-se gradualmente. Através de poemas, pedaços de diários e momentos narrados na terceira pessoa ficamos a conhecer a paixão da Constança por Henrique.

 

A descoberta da sexualidade, no espirito conservador da família. Constança desde cedo que é curiosa, procura respostas nos livros e observa atentamente o que desconhece. Demonstra uma personalidade forte, embrenhada em conflitos interiores.

 

Há uma inexistente ligação com a mãe que parece ter um desgosto relativo à personalidade desafiadora da filha. No hospício a mãe retira-lhe os poemas, alegando que a escrita é causadora pelos transtornos psicológicos. Inferniza, reprime, humilha.

 

"A mãe murmura às vezes quando me vem ver: "Ela está completamente louca", numa voz neutra, tal como agora são os seus cabelos, bem arranjados, as unhas rosadas perto do seu rosto rosado."

 

"... mas aqui longe, por escrito, tenho mais coragem para dizer o que penso, torna-se mais fácil enfrentar certas coisas que por hábito calo."

 

Surpresas trágicas unidas de erotismo são mergulhos absolutos na maravilhosa escrita de Maria Teresa Horta. Os mais atentos vão para além do que é dito, sentirão o peso da paixão na vida da Constança. O amor por um homem à frente do amor pelos filhos perturba e pode determinar os sentimentos do leitor em relação a esta mulher.

 

Constança é uma mulher apaixonante, louca e perturbada. Lê Clarice Lispector, Virgínia Woolf e Sylvia Plath. Escreve, expõe fragilidades. Vê na paixão nua e crua a única condição para viver. Foi surpreendentemente uma leitura visceral que deixou marcas. Fez-me enfrentar fantasmas do passado, entregar-me ao escuro da noite e ter pesadelos.

 

Recomendo muito. Quero ler tudo desta autora fantástica. Este livro foi lançado pela Bertrand, está à venda por apenas cinco euros.

 

(livro para o projeto Ler os Nossos)

 

 

"ADEUS, COISAS" | FUMIO SASAKI

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Adeus, Coisas é um livro editado pela Nascente escrito pelo japonês Fumio Sasaki. É um livro relacionado com o minimalismo, assunto que respeito e pretendo adquirir mais conhecimento.

 

Este não é mais um livro sobre minimalismo. A proposta é interessante e acrescenta conteúdo mesmo para quem já leu outros livros sobre o assunto. Começa por mostrar vários casos distintos de pessoas que vivem de acordo com o minimalismo, mostrando que é possível ser minimalista sem obedecer a regras ou conviver com o estilo em várias realidades. Revela os perfis de Instagram de alguns minimalistas e ainda mostra através de fotos os objetos preferidos de alguns.

 

Fumio Sasaki escreveu um livro simples e funcional. Não há informação desnecessária. A estrutura acaba por simplificar o manuseio após uma primeira leitura. O texto é enxuto com mais de cinquenta dicas para despedir-se das suas coisas após uma explicação simples dos benefícios do minimalismo e das causas do consumo exagerado atualmente. O autor também enumera doze diferenças na sua vida após a integração do minimalismo.

 

Este livro esclarece e inspira quem tem interesse no minimalismo e não sabe por onde começar. Tem ideias práticas e fundamentais para transformar os seus dias aos poucos. A felicidade não é ter coisas, é bem mais do que isso. Fumio esclarece que os atos consumistas sem consciência não passam de fugas e medo da infelicidade. O minimalismo é todo um autoconhecimento que permite encontrar a felicidade em a necessidade de ter coisas.

"...a partir do momento em que se torna um minimalista que só tem o que precisa para si, deixará de se concentrar nos outros, para pensar em si."

Gostei bastante. Descobri realidades diferentes com peculiaridades dentro do minimalismo e trouxe-me uma nova perspetiva em relação ao meu estilo de vida. Mostrou-me que estou longe de atingir o patamar que pretendo ao mesmo tempo que me sossegou a alma ao revelar que é possível.

 

Recomendo imenso. Gostei imenso.

 

 (livro enviado pela editora)

"TALVEZ PARA SEMPRE" | JOSÉ GAMEIRO

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Este livro mudou ligeiramente a minha vida. Criou em mim uma necessidade que desconhecia: ler as crónicas do José Gameiro no Jornal Expresso todas as semanas. Foi uma grata surpresa.

 

Lançamento da editora Matéria-Prima com uma capa fabulosa, este livro é um conjunto de crónicas publicadas no semanário Expresso para onde José Gameiro escreve. No entanto João Garcia escreve na introdução que “Talvez Para Sempre” é um livro de contos. Eu concordo com ele.

 

São contos relacionados com relacionamentos escritos com uma enorme proeza e conhecimento da alma humana. Curtos e objetivos estes contos têm a capacidade de surpreender os leitores com um toque de humor e crueldade. Diverti-me muito, identifiquei-me em algumas situações e reconheci amigos em alguns gestos.

 

A história do empadão é qualquer coisa de hilariante. Nunca mais vou olhar para o empadão dos outros da mesma forma. Cartas cheias de mensagens nas entrelinhas com uma reviravolta no final. Adorei. Casos de beijos de despedidas e pensamentos de traição. Parece que as redes sociais acabaram com as artimanhas e agora é mais fácil descobrir as mentiras. 

 

Recomendo muito. É uma leitura fluida, divertida e tocante. Surpreendi-me imenso com este livro.

 

(livro enviado pela editora)

 

 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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