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18 ESCRITORAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

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Quem são as nossas poetisas, cronistas e romancistas? Quem são as portuguesas que precisamos ler? Esta seleção tem o intuito de dar a conhecer algumas escritoras portuguesas.

 

São dezoito portuguesas escolhidos entre vários. Espero que leiam, amem e partilhem mais a literatura portuguesa todos os dias. Alguns nomes figuram a lista das minhas escritoras preferidas. Vamos conhecer?

 

 

Patrícia Portela, vive entre Portugal e Bélgica. Com o romance Banquete foi finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE em 2012. Foi a primeira autora a receber uma bolsa literária em Berlim do Instituto Camões em 2016.  É colaboradora do Jornal de Letras.

 

Raquel Nobre Guerra, nasceu em Lisboa. Licenciada em Filosofia. O seu primeiro livro de poesia foi galardoado com Prémio Primeira Obra do PEN Clube Português em 2012 (Groto sato).

 

Patrícia Reis, jornalista e escritora. Nasceu em Lisboa. Editora da Revista Egoísta, já passou pelo Semanário Independente, pela revista Sábado e fez um estágio na Time, em Nova Iorque.

 

Teolinda Gersão, nasceu em Coimbra. É professora universitária e escritora. Recebeu inúmeros prémio ao longo da sua carreira, com destaque para Prémio PEN Clube Português Novelística em 1982 e 1990. Prémio Fernando Namora em 2015.

 

Teresa Veiga, é o seu pseudónimo. Sabemos pouco sobre ela porque não revela a sua identidade. Nasceu em Lisboa. Recebeu em 2008 pela segunda vez o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

 

Raquel Ribeiro, nasceu no Porto. É colaboradora regular no jornal Público. Viveu em Cuba e Inglaterra.

 

Hélia Correia, nasceu em Lisboa. Recebeu o Prémio Camões em 2015. Recebeu vários prémios pelas suas obras sendo um dos grandes nomes da literatura portuguesa.

 

Filipa Fonseca Silva, nasceu no Barreiro. Foi a primeira autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon a nível mundial.

 

Ana Teresa Pereira, nasceu no Funchal. Ganhou o Prémio Caminho Policial em 1989. Já publicou inúmeras obras. Colaborou com os jornais Público e Diário de Notícias (Funchal). Em 2017 ganhou o Prémio Oceanos, sendo a primeira mulher a conquistar o prémio principal.

 

Tatiana Faia, uma jovem poetisa portuguesa. Foi recentemente editada pela Editora Tita da China. Vive em Lisboa.

 

Maria Teresa Horta, escritora, jornalista e poetisa portuguesa. Está ligada a movimentos feministas. É um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa.

 

Isabela Figueiredo, nasceu em Maputo. Venceu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português.

 

Adília Lopes, poetisa, cronista e tradutora portuguesa. A sua obra já fi traduzida em várias línguas.

 

Dulce Maria Cardoso, nasceu em Trás os Montes. Recebeu o Prémio da União Europeia (2009) e o Prémio P.E.N. (2010)

 

Cláudia R. Sampaio, nasceu em Lisboa. É poetisa. Tem colaborado em várias revistas e antologias de poesia.

 

Raquel Gaspar Silva, nasceu em Évora. Publicou o seu primeiro romance em 2017. Licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

 

Ana Luísa Amaral, nasceu em 1956 em Lisboa. É poetisa, tem um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson. Organizou o projeto “Cartas Portuguesas – edição comentada”.

 

Inês Pedrosa, nasceu em 1962 em Coimbra. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi diretora da Casa Fernando Pessoa entre 2008 e 2014. É autora de vários romances, recebeu inúmeros prémios pela sua obra.

 

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MIL VEZES ADEUS | JOHN GREEN

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Os livros para jovens adultos têm uma enorme responsabilidade. Precisam de ser divertidos, envolventes de forma a criar novos leitores. Também precisam de abordar assuntos pertinentes com personagens de empatia fácil. Um adulto não vai sentir o mesmo que um leitor adolescente quando lê um livro do género. Sendo praticamente impossível tento colocar-me numa posição com um olhar adolescente. E olho para o livro como um todo. Mas vamos à pergunta que não quer calar, o último livro do John Green vale a pena?

 

Antes de responder preciso de revelar que já li dois livros do escritor, “A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel”. Mais uma vez há uma fuga/viagem nas suas histórias. Alguns escritores sempre a escrever a mesma história, mudam somente as personagens e os problemas psicológicos. Pouco mais. São sempre brancos, dentro dos padrões comuns de beleza. Precisámos de uma menina diferente. Aliás, precisamos de diversidade dentro do género. John Green defende tantas causas e na hora de concretizar fica muito à margem. Sei que ele já abordou com outros assuntos, mas os seus livros são mais do mesmo. Só muda o fator responsável pela criação de empatia com os jovens leitores. 

 

Mais do que uma história sobre transtornos com um romance entre adolescentes temos a dita fuga. Desta vez a fuga é proveniente de uma personagem secundária. Apesar de não ser o assunto central, é essa situação que vai fortalecer os laços entre o casalinho do romance. Aza e o filho do empresário desaparecido. Esta situação achei uma bela sacada por parte do John Green. Apesar dos dois já se conhecerem a situação acaba por ser uma oportunidade para se conhecerem melhor. Toda a gente sabe que os dramas aproximam as pessoas. Às vezes acabamos por confundir os sentimentos no meio de tanta carência. Da minha perspetiva foi isso que aconteceu com a Aza e o seu amigo.

 

Este livro também aborda a questão da amizade. É para mim a melhor parte, quando são ditas as verdades absolutas cara na cara. Tão raro. As pessoas escondem-se das conversas sérias atrás de um telemóvel. Agrada-me que seja diferente, incentivando a conversas sinceras. Também gostei da mensagem envolvida pela amizade delas. Tocou-me sobretudo algumas palavras ditas. O meu olhar adolescente despontou uma pequena lembrança do secundário.

 

A mensagem do livro é bonita. O final é engraçado q.b. Não é de todo uma história marcante. As personagens não são inesquecíveis, pelo contrário. Está cheio de referências literárias para manter algum nível de profundidade, mas é tão forçado que se nota a léguas. John Green não está nos seus melhores momentos a nível criativo, mas pode continuar a tentar.

 

Qual é o teu livro preferido do John Green? Qual foi a melhor parte deste livro? O que menos gostaste?

 

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MINIMALISMO | COMO TUDO COMEÇOU

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Tenho tanto para partilhar convosco. Nestas últimas semanas tenho dedicado a minha atenção ao estudo. Sou uma auto didacta e gosto de aprender. A minha curiosidade pelas mais diversas áreas faz-me estudar. Gosto de alargar os meus horizontes. Seja através de livros, filmes, documentários, internet, viagens. Devido à minha sede pelo conhecimento, rodeio-me sempre (quase sempre, vá) de pessoas com interesses diversos para aprender com elas. Absorvo tudo e escolho o que mais se identifica comigo. Não saio por aí a converter-me a todas as religiões. Sem extremismos, please. 

 

Há ano e pouco descobri o minimalismo. Não tinha um nome. Só percebi mais tarde que a minha atitude de estar sem consumir por um ano era chamado de minimalismo. Comecei a procurar tudo sobre o assunto e senti-me perto de algo com que me identificava. Estar sem consumir mudou a minha vida. Mudou-me como pessoa. Senti necessidade de mudar porque a minha vida ficou diferente com a chegada dos meus filhos. Eu fiquei diferente. Eu comecei a ver o que realmente interessava. O brilho do consumismo não era para mim, eu já não era assim. Já não sou. Eu de facto acho um desperdício de dinheiro comprar roupa sem fim, encher os armários e não usar metade. Não me identifico de todo. Quando sinto que estou errada faço por mudar. De facto, enfrento os meus defeitos e tento.

 

O meu único problema em relação ao consumismo sempre foram os livros, mas também estou a fazer por mudar. Na verdade nunca vi isso como um problema grave porque leio bem mais do que aquilo que compro. Mas é. Outro problema é a necessidade de ter um telemóvel sofisticado, com uma boa câmara.  Sinto que preciso disso para trabalhar nas áreas que mais gosto. Será que preciso?

 

Por saber que era consumista de uma forma desequilibrada ponderei testar-me. Nada melhor para o auto conhecimento. Eu faço isso frequentemente e descubro sempre várias coisas sobre mim. Aliás, eu gosto de sair da zona de conforto para ver mais além. Leio livros fora da minha zona de conforto, vejo filmes que nunca estiveram na minha lista. Juro, não há nada melhor do que enfrentar o desconhecido. Nunca me ouvirão dizer, "não consigo" sem tentar. E rodeada de todos estes factores, pus mãos à obra numa altura mais fácil. Foi durante a gravidez da minha segunda filha que decidi ficar um ano sem comprar roupa, calçado e acessórios. 

 

Mais fácil porque estaria muito tempo em casa a cuidar dela e não precisava de roupa nova para enfrentar encontros sociais ou outro tipo de eventos. Mas enganei-me, não foi a altura mais fácil. Foi o ano mais movimentado de sempre. Fiz inúmeras coisas, saí imenso e conheci muito. Mas continuava a não precisar de roupa. Interessante não é? 

 

Como não fiquei satisfeita, aderi recentemente ao armário cápsula. Já fiz a selecção das peças ( no entanto, preciso de diminuir). Para tornar o compromisso mais sério, resolvi revelar-vos quais foram as peças e fazer um update no final do primeiro mês. O que acham?

 

Estar um ano sem comprar roupas foi o pontapé de partida para a grande mudança. Eu não quero seguir um estilo de vida minimalista porque o minimalismo está (ou não) na moda. Eu quero realmente deixar entrar o minimalismo na minha vida, ainda tenho um grande caminho pela frente. Este blog foi o lugar que arranjei para registar todo o meu processo e dividir com outras pessoas a minha caminhada.

 

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QUATRO PROJETOS GIRL POWER PARA ACOMPANHARES ESTE ANO

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Feminismo é um conjunto de movimentos com um único objetivo:  a igualdade de géneros, não é, nem está perto do conceito criado pela sociedade de colocar a mulher numa posição superior ao homem. O feminismo defende os direitos das mulheres e os seus interesses.

 

Através das lutas feministas conseguimos o direito ao voto, proteção contra a violência doméstica, direito ao aborto, direitos trabalhistas, licença de maternidade entre outros. Conseguem entender a importância? Infelizmente ainda precisamos de lutar contra várias discrepâncias como as diferenças nos salários, oportunidades profissionais e tratamento com base na igualdade de géneros.

 

Ao longo dos anos nasceram diversos projetos na blogoesfera de forma a divulgar o que é feito pelas mulheres em várias áreas. São projetos ligados ao cinema, música, clubes de leitura e literatura com o mesmo objetivo: empoderamento feminista.

 

Venho partilhar convosco quatro projetos para acompanharem este ano.

 

Clarices e Marias

Projeto jornalístico, cultural e literário. Pretende falar sobre mulheres famosas e desconhecidas. Foi criado por uma mulher que acredita que espaços como este são necessários e urgentes. Acompanhe em www.claricesemarias.com

 

Projeto Elas Por Elas

É um projeto literário colaborativo que deseja dar voz e visibilidade às mulheres. A autora Tamires Arsénio pretende aliar literatura, representatividade e empoderamento. Acompanha aqui: www.projetoelasporelas.com

 

Nós Madalenas

É um projeto fotográfico com 100 retratos em preto e branco com o intuito de promover a beleza reais e quebrar estereótipos implementados pela sociedade. As fotos estão no blog nosmadalenas.tumblr.com

 

Mais Mulheres Por Favor

A Alexandra promove com este projeto a literatura escrita por mulheres. Também enaltece a música, cinema e arte no geral criada por mulheres. Nasceu inspirado em dois livros ligados à temática do feminismo. No blog www.maismulheresporfavor.blogs.sapo.pt

*

 

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O HOMEM DO GIZ | C.J. TUDOR

 

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Aplausos para esta capa com destaque para a lombada espetacular. O olho brilhou quando recebi o grande lançamento da Planeta. O título está por todo o lado com uma espécie de “obrigatório” para os fãs do género thriller. Digamos que o título também é bastante sugestivo e a sinopse promete. Quem nunca jogou ao “enforcado”? Tantas vezes.

 

Bem, a história. Não vou relevar quase nada. Prometo.

 

Um grupo de miúdos numa aldeia, (lembrei-me logo do filme A Coisa inspirado no romance do Stephen King, segundo a autora é a sua inspiração) a vida corre normalmente até ao dia em que acontece um grave acidente. Paramos por aqui? Deixem-me adiantar que o livro começa com a descoberta de uma cabeça de uma rapariga. Exatamente. Uma cabeça.

 

A história passa-se entre o presente (2016) e o passado (1986) pela voz do Eddie. A autora sabe diferenciar muito bem as diferentes épocas através de diversos elementos, portanto foi muito fácil situar-me. Ao contrário do que normalmente acontece, nunca me confundi e consegui entrar na história de imediato. O ritmo é perfeito para um thriller, começou lentamente, mas ganha alguma velocidade conforme avançamos. As personagens começam a fazer parte da nossa vida, queremos de facto saber o que aconteceu. Para além existem outras histórias, como é o caso da profissão pouco conservadora da mãe do Eddie ou a doença do pai dele. Há situações de ataques entre adolescentes com cenas muito fortes com referência ao livro “O Deus das Moscas”. A escritora influenciou-se nos melhores.

 

O enredo conta com várias reviravoltas e surpreende como romance de estreia da inglesa C.J.Tudor. A escrita é madura, envolvente e rica. É o melhor do livro, assim como as personagens diversificadas e intrigantes. Tenho de ressaltar negativamente alguns episódios sem o facto surpresa, algumas conversas que não acrescentam nada à história. Apesar do final me ter surpreendido não gostei das motivações dadas para o crime central. Quando lerem o livro contem-me se sentiram o mesmo. 

 

É uma leitura viciante. Lido em dois dias. Só posso recomendar. Dia 16 nas livrarias em todo o país. 

 

NÃO COMPRO MAIS

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O meu lado consumista diminuiu drasticamente depois de estar um ano sem fazer compras. Ter a minha família, casa e carro contribuíram bastante. Tive de fazer escolhas. Primeiro foram estes os motivos. Depois acabei por sentir-me afectada pelo consumismo da sociedade exposto em todas as redes sociais e encontei um lado b confortável e equilibrado. Uma forma de salvaguardar os meus e o futuro deles. Assim como o planeta. Comecei a ficar preocupada verdadeiramente e aberta para encontrar explorar essas questões. Comecei por ver documentários, procurar muita informação. E foi apenas a ponta do icebergue. Verdade seja dita, há um mundo inteiro para explorar. Há infindáveis respostas para atenuar a exploração dos meios ambientais e humanos. Com a minha caminhada passei a valorizar outras coisas e parei de comprar algumas coisas. É exactamente isso que venho mostrar, o que parei de comprar. 

 

 

- Jornais,revistas e afins

Era viciada em revistas de moda. VICIADA. comprava tudo. a senhora da papelaria já me conhecia e tudo. Depois desfolhava por alto e acabavam acumuladas numa enorme pilha ao canto do quarto. Em dias de limpezas iam para o lixo. Agora aproveito os blog e o youtube para me colocar a par das novidades e tendências. 

 

- Óculos de sol

Não compro mais. tenho o mesmo par de óculos há bastante tempo e está tudo bem. 

 

-Relógios

Vejo sempre as horas no telemóvel mesmo com o relógio no pulso. não preciso. e sinceramente detesto ter os pulsos cheios de acessórios, não me dá jeito nenhum quando estou no escritório em frente ao computador. 

 

-Capas para telemóvel 

Antes tinha uma para cada dia da semana. qual era a necessidade? deixei-me disso. agora nem sequer uso, adoro o meu telemóvel simples e despido de cor. 

 

- Acessóriosde moda

Nunca mais comprei uma carteira na vida. Uso uma bolsa antiga perfeitamente em condições há uma série de anos de uma marca desaparecida em Portugal. Lembram-se da Naf Naf?

 

-Canecas e copos de bebidas

Não preciso de mil. Chegam muito bem uma quantidade pequena. 

 

- Vernizes

Pois é, deixei de pintar as unhas. só as arranjo. tinha de andar sempre a retocar. quando quero uma cor pinto num tom nude. não ligo nada a essas coisas e passei a não gostar de me ver com unhas coloridas e tal. 

 

E vocês? Há alguma coisa que tenham deixado de comprar ao longo do tempo?

OS CEM MELHORES POEMAS PORTUGUESES DOS ÚLTIMOS CEM ANOS | ORGANIZADO POR JOSÉ MÁRIO SILVA

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Quero mais poesia na minha vida. Mais paz na alma, mais aconchego no coração. Quero ser desarmada e atingida com força pelas palavras. Quero que mexam e remexam as minhas emoções à flor da pele. Quero um nó tão grande na garganta que me faça gritar as mágoas. Nada melhor do que começar este ano com poesia lusófona para atrair qualidade nos trabalhosos 365 dias de 2018.

 

Esta seleção de poemas foi feita pelo José Mário Silva. Ele é critico literário no Expresso (o meu preferido, leio tudo, adoro). Esta obra é um convite a todos os leitores e não leitores de poesia. Uma porta de entrada para os que não costumam ler poesia. Uma homenagem a grandes poetas e poetisas. Acredito que muitos ficaram de fora. Mas para quem conhece pouco, como eu, será um prato cheio. 

 

O livro está dividido pela seguinte ordem: Breves Notas; Retratos; Relatos, Desacatos; Hiatos e Autores por Ordem Cronológica. O livro apesar do fraco papel usado, tem uma capa resistente e bonita. Fiquei apaixonada por vários poemas e cheia de vontade embarcar nesta viagem desconhecida da poesia. Alguns conhecia da escola, dos cadernos, por aí. Outros nomes nem por isso e foi uma surpresa encontrar novos nomes para acrescentar na minha lista de "preciso de ler". Acreditem, foi difícil escolher o poema preferido. 

 

Realço os seguintes nomes, Ruy Belo; Almada Negreiros; Maria Teresa Horta; Rui Costa; Rui Lage; Hélia Correia, Nuno Júdice; Herberto Hérder; Joaquim Cardoso Dias; Golgona Anghel; António Maria Lisboa; Mário Dionísio; Adília Lopes; Daniel Jonas; Ana Hatherly; Fernando Pessoa e os seus heterónimos. 

 

Gosto de poemas sobre o obscuro, a dor, a solidão. Gosto de poemas sobre as pessoas e o mundo. Gosto das palavras arrancadas da alma, da pele e de todo o sofrimento capaz de estar nas palavras. Gosto de não entender e reler e voltar a não entender. Gosto de sentir sem entender. Gosto de poesia e nunca pensei que gostasse tanto. 

 

Uma pergunta, porque raio o blogs.sapo.pt não reconhece a palavra "poetisa"? 

 

Escolhi um dos meus poemas preferidos com alguma dor no coração. É de uma poetisa que pretendo explorar mais este ano. 

 

Adília Lopes (p. 155)

"Não gosto tanto

de livro

como Mallarmé

parece que gostava

eu não sou um livro

e quando me dizem 

gosto muito dos seus livros

gostava de poder dizer

como o poeta Cesariny

olha

eu gostava

é que tu gostasses de mim

os livros não são feitos

de carne e osso

e quando tenho

vontade de chorar

abrir um livro

preciso de um abraço

mas graças a Deus

o mundo não é um livro

e o acaso não existe

no entanto gosto muito

de livros

 

 

Mais poesia virá por aqui. Estou com o projeto Ler Poesia em andamento juntamente com a Alexandra. Já mostrei a próxima poetisa a integrar este projeto ainda este mês no Instastories (@ClaudiaOSimoes). Para quem não sabe, o Instastories faz parte da aplicação Instagram e é só carregar na foto do perfil da pessoa em questão para assistir. 

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leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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