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CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS

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CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS | INFORMAÇÕES EXTRAS

por Cláudia Oliveira, em 14.06.17

 

Comecei a ler o clássico de "Nossa Senhora de Paris", de Victor Hugo. Estou a pensar ler cinco capítulos por semana. Devagarinho. Tenho feito pequenos comentários no meu instastories, mas sinto necessidade em comentar por escrito com outros leitores. Como o Clube dos Clássicos Vivos é um espaço de discussão de clássicos sugeri dinamizar o grupo e abrir tópico de discussão por lá.  

Desta forma, convido a todos os leitores deste clube a abrirem tópicos para discutirem os clássicos que andam a ler (com spoiler, sempre com pré-aviso). Podem abrir tópicos com os clássicos lidos também. Tenham cuidado em verificar se existe tópico aberto para não repetirmos.

Continuamos a ter as votações, a leitura conjunta de dois em dois meses. Assim não precisamos de esperar que o livro parado na estante fique à espera de ser seleccionado para conversar sobre ele. Quem sabe outros leitores se juntem.

O que vos parece? Vamos falar de clássicos? Comentem! Entretanto abri o tópico de discussão para "Nossa Senhora de Paris". Parece que já temos vencedor para a próxima leitura conjunta ("Vermelho e Negro"), vamos só esperar pelo o final do dia de hoje. E vocês estão à vontade para deixar o vosso feedback do clássico que quiserem. Também podem pensar com carinho se vão participar na leitura conjunta dos próximos dois meses. 

 

É quase impossivel ver estas informações na app do Goodreads, recomendo que vejam pelo portátil. Link com as informações AQUI e do clássico do Victor Hugo AQUI.

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Não farei uma opinião ao mesmo nível do meu fascínio por este livro. Primeiro, este livro escolheu-me. Escolheu o momento certo e tornou-se um dos meus livros preferidos deste ano. São estes os livros que ficam comigo por longos anos. As histórias transformam-se em memórias boas e recomendações constantes. Por ser uma experiência pessoal (às vezes transmissível) tenho a certeza que não será tão marcante, nem terá a mesma intensidade em futuros leitores. 

 

O narrador pega numa memória de infância e traça um percurso de vida até ao momento presente. Passeia por várias casas, cheiros e retratos foscos guardados na memória. Confunde-nos muitas vezes. Não dá certezas, cria novas memórias. É esse o enigma que me fascina. Criamos memórias, juntamos peças soltas e construimos um puzzle para termos uma história. Esboçamos diálogos e quando os recriamos as palavras estão no lugar certo. 

 

João Jorge morre assassinado com uma faca de matar porcos. O autor pega nesse episódio cruel e começa uma investigação. Uma infância na década de oitenta, na margem sul, com elementos muito semelhantes a tantas outras infâncias. Tive um sentimento de identificação e acabei por ver-me na casa dos meus avós diante daqueles móveis e do prato de comida com muito tempero. Cheiros que só encontrei ali. Passeei pelas minhas memórias através de memórias alheias. Senti perto os meus avós que hoje estão no paraíso. Senti saudades e acabei por questionar as minhas recordações.

 

Enquanto descobrimos a história do narrador, acompanhamos a investigação. As idas à biblioteca, as perguntas aos familiares e as pesquisas nos jornais. Várias histórias cruzam-se num embaralhado de personagens. Os meus momentos preferidos são entre o narrador e o avô, o narrador e o pai e o narrador e o tio. As relações entre as pessoas serão sempre os meus assuntos preferidos na literatura. As conversas, a distância entre os silêncios e a mágoa. Sentimentos tristes e um fascínio do narrador pelos genes herdados. Como nasceu o seu amor pelos livros e pela escrita. As perguntas sem resposta e as respostas encontradas quando procuramos por elas.  

 

Talvez não existam tantas diferenças entre todos. A capacidade de seleccionar criteriosamente os momentos. As imagens fugazes das nossas infâncias. Os primos que nunca chegamos a conhecer. As perguntas, apesar de diferentes, são feitas da mesma matéria. Os livros que passam e ficam. Como os livros do Gabriel Garcia Márquez citado neste livro. Os lugares e os cheiros. Angola e quem sente Angola como um bilhete de identidade. 

 

Não vejo a hora de ler o primeiro romance do autor, "As Primeiras Coisas", Prémio Saramago em 2015. Quero ler tudo o que escreveu, contrariando assim as palavras do autor quanto à sua postura perante a literatura. Quando gosto, gosto muito. E vira uma espécie de obsessão. Leio as entrevistas, oiço os possíveis podcasts, procuro toda a informação possível. Só não tenho coragem para pedir um autógrafo. Mas fiz uma entrevista (podem ler aqui). E claro, este livro será uma recomendação em modo repeat sempre que me pedirem um bom livro de um autor português. 

 

(livro cedido pela editora

 

)

 

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DE 5 EM 5 + LEITURAS EM ANDAMENTO + UNBOXING (30)

por Cláudia Oliveira, em 12.06.17

 

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ALMA DOS LIVROS APOSTA NOS THRILLERS

por Cláudia Oliveira, em 12.06.17

 

A editora Alma dos Livros lança no final deste mês (dia 23) um thriller com o título "A Rapariga no Gelo". Este livro tem recebido inúmeras criticas positivas e já vendeu dois milhões de exemplares. Andei a ler opiniões e fiquei mega entusiasmada. No Goodreads está muito bem pontuado. Estou a sentir falta de thrillers arrebatadores, um livro que me faça ficar acordada a noite inteira. Sinto que será este. Brevemente vou receber um exemplar e prometo contar-vos tudo! Alguém tem vontade em ler este livro?

 

SINOPSE 

Seus olhos estão arregalados… Seus lábios estão entreabertos… Seu corpo está congelado… Mas ela não é a única.Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato.A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres.Que segredos obscuros a garota no gelo esconde? Quanto mais Erika está perto de descobrir a verdade, mais o assassino se aproxima dela.Com a carreira pendurada por um fio depois da morte de seu marido em sua última investigação, Erika deve agora confrontar seus próprios demônios, bem como um assassino mais letal do que qualquer outro que já enfrentou antes.

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NOITES DE POESIA NA FEIRA DO LIVRO

por Cláudia Oliveira, em 12.06.17

 

Para quem pediu, Maria Teresa Horta estará na Feira do Livro.no dia 14 de junho, pelas 21:30 na Praça Leya.  Aproveitem e comprem o seu último livro "Poesis", lançado pela D.Quixote amanhã (13). 

 

Com a presença e participação de Maria Teresa Horta, Luis Filipe Castro Mendes, Manuel Alegre, Nuno Júdice e António Carlos Cortez, e moderação de Ana Sousa Dias.

 

Como é a poesia? Para quê a poesia? Que poesia, hoje? Ninguém contesta que a arte – todas as formas de arte – é essencial num mundo que enfrenta, nos dias que correm, perigos de sempre e perigos novos: a alienação dos mais jovens quanto aos temas e problemas da cultura, quanto a questões de política e de cidadania, de consciência cívica, em suma. A poesia pode, neste contexto, educar? Pode um poema activar no leitor formas novas de ver e entender o real? No mundo tecnológico e esmagado pelos interesses imediatos, que podem dizer os poetas? Pode a palavra poética reabilitar o quotidiano? 

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CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS | VOTAÇÃO

por Cláudia Oliveira, em 12.06.17

 

 

 

Já podem votar. Aliás, a votação começou no dia 9 e termina já dia 14. São cinco títulos. À frente vai o livro "O Nome da Rosa", de Umberto Eco. Em segundo está "Vermelho e Negro", do Stendhal. Link: AQUI

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Este livro fala no primeiro amor. Diria, na primeira paixão. Na existência de química entre duas pessoas. É a história do Henry e da primeira vez em que se apaixona. Do seu primeiro beijo, do primeiro momento mágico e frio na barriga. Ele conhece a Grace no dia em que ambos são escolhidos para coordenar o jornal da escola . Ela é considerada uma miúda estranha, veste roupa muito larga e anda apoiada numa bengala. A Grace é a estrela deste livro. A sua estranheza acaba por conquistar e marcar o seu carácter.  

 

O Henry é um miúdo cheio de dúvidas, com pouca autoconfiança e muito carente. Foi a primeira vez que viu um rapaz com constantes ataques nervosos em relação à sua paixoneta. Normalmente é a menina a fazer esse papel em quase todas as historias de amor . Aqui é tudo invertido e funciona. Afinal os rapazes no mundo inteiro não são todos fortes e confiantes. Mas o que é original no começo, acaba por ser irritante no desenrolar da trama. Ele é extremamente carente. Em alguns momentos pensa que o facto de serem namorados dá-lhe o direito de dizer que a Grace é dele. Não é. Ninguem é de ninguém. Isso não é romântico.

 

Há um momento  mágico, como acontece no cinema, muito bem descrito entre o casalinho . Adorei, é o meu momento preferido neste livro. Tem tudo a ver com os peixes da capa, mas não vou contar. É genuíno, trouxe um bocadinho aqueles momentos de adolescente guardados eternamente na caixinha das recordações. Trouxe do passado o sabor doce das primeiras paixões.  As mensagens trocadas pelos dois são muito fofas. Existem diversas referencias à cultura pop dos adolescentes dos tempos modernos. Redes sociais, cinema e música estão no mote das conversas dos dois e dos amigos. Adorei o facto do talento para a escrita ser abordado. No meu tempo não existiam jornais na escola. Uma pena. 

 

A escrita da autora é cativante.  Muito criativa, existe equilíbrio entre o drama e a leveza do primeiro beijo. Quando a historia da Grace começa a ser desvendada o livro não perde o interesse. Somos confrontados com um assunto muito delicado, a perda, o luto. A forma como as pessoas sofrem e continuam a viver com a dor. Talvez seja um pouco estranho, mas tudo o que é diferente acaba por provocar esse estranhamento. 

 

Não é um livro igual aos outros livros para adolescentes com histórias de amor. Tem vários elementos que o distingue. A carência do rapaz, a objectividade da rapariga. As famílias diferentes de ambos, uma é muito liberal, a outra é confusa e problemática. A capacidade de superação após um desgosto. O primeiro amor, aquele que acreditamos ser eterno.   

 

 Foi uma boa surpresa e estou convencida que muitos adolescentes vão adorar esta história. 

 

(livro cedido pela editora)

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"RUN THE WORLD" | SUGESTÕES

por Cláudia Oliveira, em 10.06.17

- Terminar o livro de Mariana Enriquez"As Coisas que Perdemos com o Fogo"

- Começar "A Contraluz", de Rachel Cusk

 

O projecto é para enaltecer o trabalho das mulheres por este mundo fora. Somos muitas. Precisamos de elogiar as mulheres e contribuir para a sua divulgação. Sem julgamentos, de mente aberta. A sociedade cresce e o mundo ficará melhor quando os preconceitos/julgamentos acabarem.

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"ESCRITO NA ÁGUA" | PAULA HAWKINS

por Cláudia Oliveira, em 09.06.17

 

Dia 10 e 11 os fãs da autora vão ter a oportunidade de pedir um autografo à autora Paula Hawkins na Feira do Livro de Lisboa. O seu mais recente livro foi lançado pela editora 20|20 e saltou de imediato para 1º lugar do top de vendas. Era de facto um dos livros mais aguardados este ano. 

 

Este livro passa-se numa vila pequena. Nesse lugar existe um rio onde acontecem várias mortes de mulheres. Daí o nome pelo qual é conhecido, "Poço das Afogadas". Logo nas primeiras páginas temos a morte da Nel. Ninguém sabe ao certo se foi um acidente ou um assassinato. Nel era uma mulher deslumbrada com as histórias passadas em torno daquele lugar. E isso fica evidente ao longo da história. Ela escreve e vive intensamente o fenómeno misterioso. 

 

Preparem-se, vão conhecer muitas personagens. Terminada a leitura, duas semana depois, só me lembro de uma  personagem. As personagens são pouco simpáticas. Não senti empatia por nenhuma. Não senti a energia, só a arrogância. Aliás, no inicio pode ser um bocadinho difícil entrar na história devido à constante troca de pontos de vista. No entanto, recordo-me muito bem da história, da investigação e da permanente carga pesada do ambiente.

 

Este é melhor do que o primeiro grande sucesso. A autora cresceu, saiu da sua zona de conforto e arriscou. Prezo muitos essas qualidades num escritor. A escrita é intrincada, mais complexa. Este livro marcou-me um bocadinho mais do que o anterior. Nem devia fazer comparações, mas é só para entenderem que "A Rapariga no Comboio" não faz parte dos meus livros preferidos. Nem de perto. Reconheço as suas qualidades como thriller, mas não provocou impacto na minha vida. 

 

Para um thriller o seu ritmo fica aquém das expectativas, é muito lento. Demorei cerca de cinco dias para ler este livro. Tempo suficiente para criar uma ligação com as personagens. Errado. Não criei. Fiquei fascinada com os suicídios, com a água pura, as vozes das mulheres. As injustiças criadas à volta das mulheres. Que tema absolutamente aterrorizador e actual. Pano para mangas. 

 

O desfecho foi surpreendente q.b.. Temi durante o livro inteiro que a autora fosse preguiçosa nas últimas páginas. Pelo contrário. Foi um final interessante, diferente. Encaixou perfeitamente na história. E a quantidade de teorias que engendrei? Nem vos passa pela cabeça.

 

A autora trouxe uma lufada de ar fresco com o primeiro livro, no entanto o ar adensou-se e já não está tão fresco assim.  

 

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ENTREVISTA A BRUNO VIEIRA AMARAL

por Cláudia Oliveira, em 08.06.17

 

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Li o seu mais recente romance lançado pela Quetzal em Abril deste ano. Um dos melhores livros deste ano certamente. Ainda estou a construir uma opinião digna para escrever neste blog. Brevemente, prometo. Estava muito ansiosa para fazer esta entrevista, e tive uma vontade imensa de questionar tudo. Vocês entendem, existem livros e autores que nos marcam. Quando temos uma oportunidade como esta a alegria apodera-se e uma espécie de histerismo também. Vi o autor na Feira do Livro no dia da abertura mas não fui capaz de pedir um autógrafo ou trocar uma palavra. No entanto, tive esta oportunidade. Eternamente grata à Quetzal

 

Sem mais delongas. O autor foi vencedor do Prémio José Saramago em 2015 com o seu primeiro livro romance, "As Primeiras Coisas", editado em 2013. Não parou de receber prémios: Prémio Literário Fernando Namora 2013; Prémio Time Out Livro do Ano 2013; Prémio P.E.N. Narrativa 2013. Formado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE é também crítico literário e tradutor. Tem um blog, Circo da Lama

 

O autor está na Feira este fim de semana (10 e 11) e dia no próximo (17) no espaço Porto Editora. 

 

 ***

A Feira do Livro de Lisboa junta leitores e escritores no mesmo espaço durante mais de quinze dias. O Bruno Vieira Amaral estará presente para dar autógrafos. Considera importante estar perto e ouvir as pessoas? Como é a sua relação com os seus leitores? 

 

Gosto do ambiente da feira do livro e de estarmos todos ali, escritores e leitores, por causa dos livros que uns escrevem e os outros lêem, mas não sei se as conversas são assim tão importantes. A minha relação com os leitores é de total liberdade e sem qualquer tipo de compromisso de parte a parte. 

 

Li o seu livro recentemente e adorei. Tenho muita vontade de ler o primeiro. A maioria fez o caminho pela ordem de publicação. Sente que este livro está a ser tão bem recebido como foi o primeiro? 

 

As críticas na imprensa têm sido positivas e este livro, como seria de esperar, chegou a um número superior de leitores mais rapidamente. O outro talvez tenha tido a vantagem de ser uma novidade e este tem a desvantagem de ser analisado em comparação com o outro.

 

O Bruno Vieira Amaral é escritor, tradutor e crítico literário. Como é ser alvo dos críticos literários? Lê tudo o que escrevem sobre si? Passa os olhos pelos blogues ou não sente nenhum interesse? 

 

A partir do momento em que publicamos um livro temos de estar prontos para ser um "alvo", e não apenas dos críticos literários, e não apenas dos críticos literários que escrevem sobre os nossos livros. Sou uma pessoa atenta. 

 

No seu livro existem várias referências a uma infância nos anos 80 passada na margem sul. Senti muita identificação e vivo do outro lado, perto da capital. As diferenças entre a capital e a margem sul são mais evidentes agora? 

 

As diferenças continuam a existir, e ainda bem. Sem o imbecil ,embora habilmente disfarçado, sentimento de superioridade dos lisboetas que valor teria o nosso furioso sentimento de inferioridade?

 

"Herdamos os genes, é certo". Também herdamos os lugares? Também definem que somos? 

 

Nós não somos definidos nem pelos genes, nem pelos lugares, embora uns e outros pesem no que somos e nas escolhas que fazemos. 

 

A relação entre o protagonista e o avô é descrita de forma muito intensa e admiração. O seu avô foi o maior impulsionador no gosto pela leitura,  consequentemente como escritor? 

 

Não. A influência do meu avô foi genética. 

 

"As nossas memórias domina um brilho fulo,  um tanto esbatido,  o tom quente das fotografias,  a cor saturada das recordações". Escrever este livro foi uma viagem às suas memórias? Regressou com novas memórias? 

 

O livro é apresentador como uma investigação em que o narrador, a certa altura, se concentra nas sua memórias de infância. Muito das minhas memórias serviram de base às memórias deste narrador, ainda que haja outras que são puras invenções. Portanto, diria que fui ao mercado da memória e escolhi criteriosamente as que me convinham para compor esta história.

 

Para investigar o assassinato de João Jorge acaba por ir à biblioteca fazer alguma pesquisa em jornais. Ainda costuma ir à biblioteca?  

 

Sim, vou frequentemente à biblioteca.

 

Disse uma vez numa entrevista que antes de escrever um livro já se sentia um escritor. Quando é que percebeu que estava na hora de escrever um livro? 

 

Quando senti que o músculo da escrita estava suficientemente treinado para aguentar uma maratona. 

 

O Bruno Vieira Amaral é leitor . Tem uma rotina diária de leitura ou passa por longos períodos sem tocar num livro (quando escreve, por exemplo)?

 

Não tenho nenhuma rotina enquanto leitor. À excepção dos períodos em que tenho de ler por obrigação profissional, leio com a saudável indisciplina do bom leitor. 

 

Muitos são os leitores que pretendem seguir uma carreira no mundo da literatura. Pode deixar algum conselho para quem sonha editar um livro em Portugal? 

 

Leiam muito, escrevam muito, não tenham pressa em publicar. 

 

 

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