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Dezembro | Resumo

por Cláudia Oliveira, em 05.01.17

 

 

Eu sei como gostam deste resumo todos os meses. Estava a esquecer-me completamente de finalizar Dezembro com tantas retropectivas. Mas cá estou, ainda venho a tempo. 

 

Li 10 livros. 9 livros físicos, 1 ebook

 

7 autores lidos pela primeira vez

 

7 mulheres, 3 homens

1 sueco

2 portugueses

2 norte americanos

1 australiano

1 alemão 

4 inglês

 

 Li 121 livros em 2016. 

 

"A Miúda Online", Zoe Sugg 4*

"A Sul de Nenhum Norte", Charles Bukowski 4*

"Bowie: Uma Biografia Sentimental", Wendy Leigh 2*

"Sempre Vivemos no Castelo", de Shirley Jackson 5*

"A Luz Entre os Oceanos", ML Stedman 4*

 "O Homem que Sonhava Ser Hitler", Tiago Rebelo 2*

"Quando Hitler me Roubou o Coelho Cor de Rosa", Judith Kerr 4*

"O Crente", Joakim Zander 3*

"Um Final Feliz", Annie Darling 4*

"Nove Mil Dias e uma Só Noite", Jessica Brockmole 5*

 

Adorei descobrir novas autoras. Cada vez fico mais satisfeita com estas descobertas inesperadas. Shirley Jackson e Jessica Brockmole entraram directamente para aquela lista especial de autoras queridas e debaixo de olho. O livro da Shirley pelo ambiente gótico e com carga emocional muito pesada. O livro da Jessica por ter escrito uma história de amor lamechas que me arrebatou completamente. 

 

Foi um grande ano. Um ano cheio de descobertas, livros bons e decepções também. Adorei ter chegado aos 100 livros lidos. E digo sinceramente que me orgulho bastante do meu número porque tive oportunidade de conhecer mais autores. Apesar de nem sempre "quantidade quer dizer qualidade" eu penso mais "quanto maior é a quantidade mais qualidade posso escolher". Pensamento positivo, sou assim para tudo. Vejo sempre o outro lado da moeda ao contrário dos cépticos que continuam a criticar quem lê muito. Se li muita porcaria? Sim. Mas nem só de bons livros vive um leitor. Precisamos dos maus livros, para gostarmos mais dos outros. Sem preconceitos, por favor. Deixem os outros lerem o que quiserem. Eu não estou preocupada com quem lê pouco ou mais do que eu. Eu só me preocupo com o saldo bancário da minha conta e com a saúde dos meus filhos. Os livros? São o meu grande amor. 

 

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Fevereiro | Resumo

Março | Resumo

Abril | Resumo

Maio | Resumo 

Junho | Resumo

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Agosto | Resumo 

Setembro | Resumo

Outubro | Resumo

Novembro | Resumo

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"A Outra Metade de Mim" | Affinity Konor

por Cláudia Oliveira, em 04.01.17

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 Este livro desfez o meu coração em mil pétalas. 

 

Contado na primeira pessoa pela gémea Stasha, uma menina com muita imaginação, descreve horrores vividos em Auschwitz pela visão ingénua de uma criança. A sua irmã Pearl é metade de si. A ligação entre as duas é forte e inquebrável. Estariam juntas para o pior. Depois da mãe partir, ambas são deixadas ao cuidado de um homem vestido de branco para vários testes e experiências. Diz que Auschwitz tinha um lugar especial para os gémeos e que eles eram muito preciosos. 

 

Este livro deixou-me boquiaberta com a capacidade da escritora californiana em transmitir com delicadeza as atrocidades que as crianças passavam no campo de concentração durante a segunda guerra mundial. Reli algumas passagens de tão belas e cruéis. 

 

"...Porque devíamos ter visto os que amávamos desaparecerem, devíamos ter podido vê-los deixarem-nos, devíamos esquecer o momento exacto da perda. Se ao menos tivéssemos visto as suas caras voltarem-se, um olhar breve, a curva de uma face! Uma cara a voltar-se...nunca nos dariam tal coisa..."

 

Stasha acreditava ser a guardiã do tempo e da memória. Queria registar todos os seus dias. Ela vê a sua vida mudar quando acontece o pior com a sua irmã. Enquanto a imaginação a ajuda a salvar-se no meio do inferno, ela buscar acreditar e vive no seu mundo de esperança e papoilas. As papoilas são flores importantes para a Stasha. Não vos revelo o motivo. Acreditem que a capa foi muito bem escolhida. 

 

A maldade da humanidade está descrita nesta história. O pior que o ser humano consegue fazer aos da sua espécie quando não aceitam as diferenças. O mal não nos torna mais fortes, pelo contrário. "É um erro popular". É um livro triste, cheio de morte. Fiquei várias vezes envolvida pela melancolia das palavras. O meu pensamento não deixava estas crianças quando pousava o livro. 

 

É um dos livros sobre o Holocausto mais difíceis de ler. Pela crueldade e pela lentidão dos acontecimentos. Misturar as duas características fez desta experiência de leitura profunda e intensa. Não é um livro para agradar a todos. De certo, não agrada à maioria. Eu fiquei fascinada.

 

Fiz várias marcações, reli passagens e a história ainda está em mim. Claro que recomendo. De preferência, leiam devagar. 

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Da leitura do momento | Francisca Rosa

por Cláudia Oliveira, em 03.01.17

Chiado Editora

718 páginas

 

Francisca Prudêncio Rosa é oriunda de Carcavelos, vila próxima a Lisboa e virada ao mar, tendo nascido em Cascais no ano de 1978. Desde muito cedo que o mundo dos livros e da escrita a acompanha. No entanto, o seu profundo amor pela natureza fê-la escolher uma formação académica na área das Ciências Naturais e licencia-se em Geologia pela Universidade de Lisboa. Em paralelo, sempre movida pela afeição ao universo das Letras e das Línguas, dedica-se a aprender o Árabe, primeiro em Lisboa e depois já no Algarve, para onde se mudou em 2006 com uma bolsa de investigação científica. Também desde cedo é-lhe dada a oportunidade de viajar por vários destinos, uma experiência que contribuiu definitivamente para abrir o seu olhar sobre o mundo e sobre as pessoas. Destas viagens, e aliadas à sua paixão pela escrita, surgem então várias crónicas de viagem publicadas em alguns jornais, bem como em revistas e em ‘sites’ dedicados ao tema.Mas é ao longo do Mediterrâneo que descobre os lugares mais próximos ao coração e, simultaneamente, vai redescobrindo a ligação antiga, milenar, profundamente enraizada, entre a cultura e as tradições desse grande mar e do seu próprio país. Pelas costas do Algarve, da Andaluzia, do Sul de Itália e da Sicília, da Grécia e da Turquia debruçadas sobre o Mar Egeu, e de Marrocos que, tal como Portugal, tem a sua existência virada ao Atlântico mas uma longa história densamente embrenhada nos caminhos mediterrânicos.Deste percurso pessoal, nasceu assim o seu primeiro trabalho de escrita na área da ficção, ‘A Sombra do Limoeiro’. A história decorre em pleno século XII, iniciando-se no Algarve, então ainda parte integrante do vasto Al-Andaluz islâmico, mais concretamente na antiga cidade de Santa Maria de Harun, hoje Faro. A autora, que viveu oito anos no Algarve, escreveu-a como forma de tributo ao lugar que a acolheu, e foi sua casa, durante um período marcante da sua vida. Mas, de igual forma, escreveu-a como uma história que fala também da vida das mulheres. E, sobretudo, da família. Independentemente do lugar, do século, e até mesmo para além da religião.

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TBR Janeiro | Muitas páginas de boa literatura

por Cláudia Oliveira, em 02.01.17

 

Onde mostro o que pretendo ler em Janeiro de 2017

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Cinematona 2 | fim

por Cláudia Oliveira, em 02.01.17

 

 

Desafio completo!

1 - "Raios parta mas é desta que vejo isto!"
2 - Um filme erótica...à séria
3 - Um filme sobre a temática do Holocausto
4 - Um filme de animação
5 - Uma adaptação cinematográfica
6 - Um filme cliché
7 - Um filme com argumento do Stephen King
8 - Um filme baseado em factos verídicos
9 - Um filme dos anos 80
10 - Um filme de terror
11 - "Quero este gajo só para mim!"
12 - Um filme recomendado por um amigo que esteja a participar na #cinematona

Vídeo da Dora

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Cinema | de 5 em 5

por Cláudia Oliveira, em 01.01.17

Salsicha Party

Título original: Sausage Party 

2016

 

Um filme de animação para adultos com piadas provocatórias e com conotações sexuais. É realmente politicamente incorrecto e não vai agradar a toda a gente. Como tal, tem cenas engraçadas, mas outras que me fizeram torcer o nariz. Há uma critica bem elaborada à sociedade actual e diálogos muito bons. No entanto, o filme não me agradou muito. 

5/10*

 

 

 

O Nascimento de uma Nação

Título Original: The Birth of a Nation

2016

 

Nat Turner, um escravo com conhecimentos a nível da leitura e escrita é utilizado pelo seu proprietário para acalmar os escravos. Ele com o poder das palavras vai elaborar um plano para libertar o seu povo. O filme é bom, mas fiquei desiludida com algumas interpretações. O filme não traz nada de novo em relação ao tema, mas vale muito a pena.

7/10*

 

Acerto de Contas

Título Original: The Accountant

 

O que mais gostei foi da personagem que o Ben Affleck dá corpo e alma. Cheio de camadas, com autismo, muito inteligente. Com capacidades fantásticas para matar. O filme tem cenas de violência e ritmo. Gostei do filme, mas não adorei. Não é inesquecível. Mas valeu a pena, afinal tem a participação do JK Simmons que eu gosto bastante. 

 

7/10*

 

 

Horizonte Profundo

Título Original: Deepwater Horizon

 

Retrata o desastre que se deu em 2010 na petrolífera Deepwater Horizon. Está muito real, com explosões dignas de meter respeito. Gostei do filme, passei um serão agradável. Não acho de todo um filme fabuloso. Gostei da química entre o casal protagonista, dos efeitos pirotécnicos e da mensagem. 

 

6/10*

 

Cegonhas

Título Original: Storks

 

Apesar de algumas cenas ridículas, achei o filme muito engraçado e ternurento. É uma mensagem lindíssima sobre os laços familiares e a mudança das famílias com a chegada de um bebé. Todas as famílias deviam este filme. 

 

 

7/10*

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