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Clube dos Clássicos Vivos | Pedido

por Cláudia Oliveira, em 03.11.16

Boa tarde membros do CCV,

tudo bem?

Venho desta forma informar que o CCV vai sofrer algumas alterações no próximo ano. Mas antes preciso de pedir a vossa ajuda. Preciso que me digam o que preferem.

1. Clássicos todos os meses após votação
2. Clássico mês sim, mês não após votação

Obrigada.

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A Magia do Acaso | Tiago Rebelo

por Cláudia Oliveira, em 03.11.16

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Segunda oportunidade dada ao autor. Depois de uma primeira experiência menos positiva acabei por gostar deste livro devido à sua dinâmica e narrativa veloz. O autor tem uma escrita simples, corriqueira. Diversos diálogos plantados em capítulos curtos. "A Magia do Acaso" acabou de sair pela editora Leya, com o selo ASA. Tem quatrocentas páginas, mas nem dei por elas. 

 

Esta história fala nos encontros e desencontros da vida comum. Numa sociedade comandada pelas redes sociais, modificada na sua essência, Tiago Rebelo pega na ideia quase esquecida de uma paixão ao primeiro olhar e mostra como ainda é possível o amor acontecer fruto do acaso. Personagens com características familiares e comuns do nosso dia a dia, acabamos por identificar facilmente conhecidos ou amigos nas diversas situações espelhadas no romance. 

 

Vidas frustradas, com empregos monótonos e casamentos fracassados, vão encontrar a esperança através da paixão e do desconhecido. Retrato fiel de algumas relações, Tiago Rebelo apresenta um leque de situações bastante comuns nas relações à nossa volta. Traições, sentimentos de culpa, medos e coragem. Reconheci alguns casais amigos nesta história, ao longo da leitura parecia que o autor estava a falar sobre eles.  

 

Não simpatizei com nenhuma personagem em particular. Confesso que me desinteressei pelo destino das personagens a dada altura. Quando o autor resolve integrar mais personagens ainda fiquei menos interessada. As pontas soltas foram atadas, mas não adorei o final escolhido. Senti falta de camadas, aprofundamento em relação às características e atitudes. Considero desnecessários a maioria dos diálogos para o desenvolvimento do romance. 

 

Gostei da presença de temas muito actuais. A presença das redes sociais. A abordagem aos atentados. A crise na área da restauração. São pinceladas leves que enriquecem o romance. De leitura frenética, devido à escrita simples, é um romance para quem quer um livro de puro entretenimento para fugir aos dias cinzentos. 

 

Recomendo para quem procura um livro com histórias reais, de intrigas e amor à mistura. Onde a ocasionalidade é retratada através das personagens e das suas relações. Um livro que pode fortalecer a ideia tantas vezes escutada "nada é por acaso!". 

 

 

livro enviado pela editora

Minha pontuação 3*

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Novidades | A Magia do Acaso | Tiago Rebelo

por Cláudia Oliveira, em 03.11.16

Vou dar outra oportunidade a este escritor. Preciso de uma história singela de amor. Espero que seja o caso. 

 

Sinopse

Sofia, secretária num escritório de um famoso advogado, casada com André, um bem-sucedido administrador de uma empresa do ramo imobiliário, e eterna sonhadora, sente-se insatisfeita com a confortável vida que leva. Num encontro improvável conhece Bernardo, um fascinante homem de negócios. Apesar do charme inebriante deste e da inesperada atracção que sente não se decide a pôr em causa o seu casamento. Mas um acontecimento inesperado encarregar-se-á de fazer tremer os pilares da vida monótona que hesita em deixar. Após inúmeros encontros e desencontros, peripécias e reviravoltas, Sofia consegue finalmente fazer uma ruptura total com a vida que levou até aqui, virar a página e entregar-se por completo a Bernardo. Os sonhos e a magia do acaso vencem sempre.

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Novidades | Vaticanum | José Rodrigues dos Santos

por Cláudia Oliveira, em 02.11.16

 Não leio livros deste autor há bastante tempo, mas este quero ler. Fiquei super curiosa devido à sinopse. Mais alguém?

 

Sinopse

 

Um comando do estado islâmico entra clandestinamente no Vaticano e o Papa desaparece. Horas depois surge na internet um vídeo em que os terroristas mostram o Sumo Pontífice em cativeiro e fazem um anúncio chocante: O PAPA SERÁ DECAPITADO EM DIRECTO À MEIA-NOITE. O relógio começa a contar. O rapto do Papa desencadeia o caos. Milhões de pessoas saem à ruas, os atentados sucedem-se, mutiplicam-se os confrontos entre cristãos e muçulmanos, vários países preparam-se para a guerra.

Apanhado no epicentro da crise quando trabalha nas catacumbas da Basílica de São Pedro, Tomás Noronha vê-se envolvido na investigação para descobrir o paradeiro do Papa e cruza-se com um nome enigmático: OMISSIS. A pista irá conduzi-lo ao segredo mais sombrio da Santa Fé.

Usando informação genuína para nos revelar o que se esconde nos bastidores do Vaticano, o escritor preferido dos portugueses está de regresso com o thriller do ano. Com Vaticanum José Rodrigues dos Santos mostra mais uma vez por que razão é considerado mestre do mistério real.

 

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Nujeen | Christina Lamb

por Cláudia Oliveira, em 01.11.16

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Minha pontuação 4*

 

Um livro de não-ficção é na maior parte das vezes uma aprendizagem. Este livro não foi excepção. Uma mensagem muito forte, uma história inspiradora.

 

Nujeen é uma menina de 16 anos, com paralisia cerebral, numa cadeiras rodas. Ela acaba por ser obrigada a deixar o seu país devido à guerra e transformar-se numa refugiada em busca de uma casa. O livro é contado na primeira pessoa, o que torna tudo mais intimista. Ela conta como ficou com paralisia cerebral. Como viveu os primeiros tempos de guerra numa cadeira de rodas. Como foram difíceis os tempos com refugiada. Como era tratada, como o seu povo era tratado. Coloca questões pertinentes sobre a humanidade. Mostra alguma revolta, mas nunca é azeda. Sorrir é o seu lema.  

 

Este livro devia ser lido por toda a gente. É exactamente isso que eu sinto. É um livro importante para romper com os preconceitos em relação aos refugiados. Acabamos por entender várias situações que nos foram transmitidas de outra forma na televisão. Ficamos com noção do que se passa dentro da comunidade de refugiados. Como são desprezados pela sociedade. A mensagem é muito forte e bem transmitida. É impossível ficar indiferente.

 

Nujeen é uma menina com uma realidade completamente diferente da minha. Senti-me muito pequenina diante da sua grandeza. Ela é bastante inteligente, decora datas e factos históricos com bastante facilidade. Aprendeu imenso a ver televisão e mais tarde a observar os outros. A sua vida sofreu uma enorme transformação e todos os dias enfrenta as saudades e os preconceitos devido à sua religião. Fala na guerra da Síria e como ela e a sua família foram tratados por serem curdos. Aborda a religião e acaba por mostrar o que pensa sobre a religião dos outros. Também utiliza a boa disposição para relativizar os problemas. No fundo, este livro serve para mostrar que os refugiados são pessoas em busca de um lar, obrigados a deixar as suas casas, obrigados a ver sofrer um povo devido à maldade e crueldade dos outros. 

 

A capacidade de sonhar é uma constante na vida de Nujeen. Talvez tenha sido o mais importante para vencer todas as batalhas no meio da guerra. A esperança de encontrar um lugar onde pudesse viver. Acho maravilhoso a força transmitida neste livro. Ela é apenas uma menina com sonhos. Não é a história da coitadinha, pelo contrário. Esta é uma história no meio de tantas outras crianças refugiadas. Crianças desprezadas e ignoradas pelo mundo. 

 

O livro aborda temas bastante actuais numa linguagem muito acessível. Quando comecei a ler esta história não queria parar de maneira nenhuma. Lê-se incrivelmente bem. Cativou-me até à última palavra. Espero que o livro não passe despercebido nem acabe no fundo das prateleiras. É um livro necessário. Aprendi imenso. 

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A Seta do Tempo | Martin Amis

por Cláudia Oliveira, em 01.11.16

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Minha pontuação 4.5*

 

Esta foi provavelmente a leitura mais difícil deste ano. É um livro que necessita de extrema atenção e acredito que não consegui captar tudo o que o autor quis dizer nas entrelinhas. Mas são estes os livros que mais prazer me dão. Primeiro o autor conquistou-me de tal maneira que pretendo ler mais livros dele. Depois a história é contada de uma forma completamente diferente de tudo o que já li. Adoro quando sou surpreendida desta forma. 

 

A história é contada de uma forma particularmente original. Acompanhamos os personagens de trás para a frente. Desde adultos até serem crianças,. Os diálogos também são iniciados pelo final. Nas primeiras páginas tive a sensação de ser sugada para dentro do livro e andar às cambalhotas. Depois tudo se compôs, acabei por encontrar algo sentido no meio da confusão. 

 

A critica à sociedade feita pelo autor é espectacular. Quantos caminham sem entender o que se passa à sua volta sem fazer um esforço para entender? Toca nas feridas, mexe com os dedos e segue o caminho como se não tivesse dito nada de mal. Sarcástico, de uma extrema elegância. O livro está cheio de passagens interessantes sobre todos nós.  

 

"Mas a opinião mundial, enquanto força, já se foi há muito tempo. Não se consegue dizer ao certo quando aconteceu isso. Após o tiro para a Lua, lembro-me eu, apagou-se uma luzinha na cabeça de toda a gente; de repente o mundo pareceu mais aconchegante, mais local, mais bafiento. A opinião mundial, por outro lado, desapareceu lentamente. Tal como a consciência dentária de si mesmo. Hoje em dia veem-se sorrisos de ogre por todo o lado, e ninguém se importa. As pessoas não se importam tanto com o aspecto das outras pessoas. Por isso as pessoas podem ser o que são, sem se importarem que as outras se importem."

 

Foi neste livro que encontrei a melhor definição de amor. Uma comparação improvável. Martin Amis sabe escrever tão bem sobre amor sem cair no ridículo ou lamechice. Há uma relação emocional entre o Tod e outra mulher com divagações absolutamente encantadoras. 

 

Tod acaba por ir parar a Auschwitz onde vai praticar medicina. Nesses capitulos são descritas situações no campo de concentração arrepiantes, duras. O autor conjunga a frieza com a subtileza. Adorava encontrar uma palavra extraordinária para descrever a escrita de Martin Amis. 

 

Rendi-me à narrativa, à escrita, às ideias. Fiquei perdida, reli alguns paragrafos e no final senti-me transformada. Fantástico na sua originalidade. Denso na sua mensagem. Um livro que tenho receio de recomendar a toda a gente, mas que me encheu as medidas. 

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Lançamento | A Gorda | Isabela Figueiredo

por Cláudia Oliveira, em 01.11.16

Adorei a sinopse. Preciso deste livro! Sai hoje!

 

SINOPSE
 

Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.

Este é um dos melhores livros que se escreveu em Portugal nos últimos anos.

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Pág. 4/4




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