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De 5 em 5 + Leituras em Andamento (12)

por Cláudia Oliveira, em 13.05.16

 

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Clube dos Clássicos Vivos | Sugestões para Junho

por Cláudia Oliveira, em 12.05.16

Até ao próximo domingo vou recolher alguns títulos que queiram ver na próxima votação para o Clássico de Junho. Deixem a vossa sugestão nos comentários.

A votação começa na segunda feira.

 

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Um Postal de Detroit | João Ricardo Pedro

por Cláudia Oliveira, em 12.05.16

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No Goodreads

Minha pontuação 2*

 

Este é aquele caso típico de um livro com qualidade que foi lido após uma outra leitura arrebatadora sofrendo assim influência na experiência de leitura e posteriormente na avaliação. Não o momento certo, tenho a perfeita noção. 

 

A história tinha tudo para ser uma história marcante. Baseado em factos verídicos ocorridos em 1985, no dia 11 de Setembro, quando um choque frontal entre dois comboios matou várias pessoas em Portugal. Sabiam disto? Eu nunca tinha ouvido falar. No meio dos destroços de um dos comboios onde não era suposto estar, aparece a mochila da Marta. Onde está o corpo da Marta?

 

João Ricardo Pedro cria um narrador na primeira pessoa com um distúrbio mental, o irmão da Marta. Ele vai revelando várias características da Marta de forma que o leitor a conheça melhor. Ele tem o péssimo hábito de bisbilhotar os cadernos da irmã, talvez para também a conhecer melhor. 

 

Senti-me perdida várias vezes neste livro. Precisei de voltar atrás constantemente. No final não senti nenhuma recompensa. Não foi marcante, pelo contrário. Se o autor escreve bem? Muito. Simplesmente não funcionou comigo. Acho que vou dar outra oportunidade e ler o seu primeiro romance O Teu Rosto Será o Último. Foi vencedor do Prémio Leya em 2011, motivo mais do que suficiente. 

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História do Novo Nome | Elena Ferrante

por Cláudia Oliveira, em 10.05.16

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No Goodreads

Minha pontuação 5*

 

Vou comprar o terceiro e quarto volume na Feira do Livro em Lisboa deste ano. Preciso de saber como vai terminar esta série e saber o que aconteceu à Elena e à Lila. Será a melhor série de livros lidos este ano e não preciso de terminar para saber. São inesquecíveis, fantásticos e maravilhosos. Podia tecer elogios sem conta.

 

Vamos lá, sem spoilers.

 

Neste livro vamos saber o que se vai passar após o hangcliff do primeiro volume. Vamos acompanhar a evolução da amizade das duas protagonistas e várias reviravoltas. E vamos ficar tontas. Talvez o ritmo de leitura até cerca de metade seja lento, mas depois a autora pôs-me de queixo caído várias vezes até ao fim. Confesso que não conseguia largar, nem pensar noutra coisa enquanto este livro este na minha vida. Aliás, ainda está. 

 

Identifico-me com as duas personagens, um bocado de cada uma. Também passei ( e continuo a passar) por algumas situações com uma amizade que ainda mantenho (até ao fim da minha vida). Ao longo do livro sentimos raiva, ódio, carinho, pena, amor por elas. Não é assim a vida? Não somos feitos de qualidades ou defeitos. Somos feitos de várias características que nos torna únicas. Uma bela e colorida mistura. Senti vontade de gritar com a Lila, abanar a Elena, bofetear a maioria dos homens desta história. Elas tiveram as melhores férias de sempre. E eu só consegui lembrar-me das minhas férias enquanto adolescente. Se as ruas daquela terra falassem. 

 

Nem só de protagonistas um bom livro é feito, temos os personagens secundários que nos fascinam. Todos eles são importantes para completar o retrato literário que a Ferrante nos apresenta. Nem sei como vamos conseguir viver sem estes personagens no final. É possível? Será que algumas vez na vida vou encontrar personagens tão próximos como estes? Isto só acontece uma vez na vida? Digam-me que não.

 

Tenho um pedido para fazer à autora: POR FAVOR, ESCREVA MAIS LIVROS!

 

As oportunidades não acontecem a todos. Alguns vão precisar de batalhar constantemente para que algo de grandioso aconteça na vida. Alguns não vão precisar de fazer nada, a oportunidade vai bater à porta e só os mais inteligentes vão conseguir segurar com as duas mãos. Somos todos feitos da mesma força? Somos consequência dos nossos erros ou do nosso silêncio? Quantas paixões carregamos? 

 

Neste volume, a personagem Elena irá sobressair em relação à Lila. Ficamos a conhecer mais das duas e vamos ser surpreendidos por várias atitudes de ambas. Para mim, a Lila acaba por ter atitudes que me desiludiram imenso. Cheguei a desconfiar de algumas. 

 

Em relação ao hangcliff deste livro não achei tão poderoso quanto o primeiro. Foi um bom final, deixa uma pessoa maluca por ler o próximo volume, mas as expectativas não foram superadas. O livro chega a roçar um bocadinho a novela mexicana a um dado momento. A autora esteve por um triz por descambar e ir por esse caminho, mas soube parar a tempo. Acho que colocou as minhas expectativas para os próximos volumes no limite máximo. Acho que vou precisar reduzir um bocadinho este grau de ansiedade antes de começar a ler os próximos. 

 

Um livro maravilhoso, sobretudo para quem teve uma amizade de infância marcante e muito especial. 

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Jesus Cristo Bebia Cerveja | Afonso Cruz

por Cláudia Oliveira, em 10.05.16

 

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No Goodreads

Minha pontuação 3*

 

Depois de ler este livro cheguei a duas conclusões: a escrita do Afonso Cruz sofreu (felizmente!) uma evolução ao longo dos anos; prefiro os livros Flores e Para Onde Vão os Guarda-Chuvas. Afonso Cruz é o meu escritor português contemporâneo preferido. Quero, e vou, ler tudo escrito por ele. 

 

Este livro conta uma história muito bonita. Para realizar o sonho da sua avó, uma rapariga juntamente com a comunidade de uma aldeia alentejana, decide transformar a aldeia em Jerusalém. Uma forma de viajar sem sair do lugar e encantar os olhos da sua avó. Que belo actor de amor!

 

Escrita de forma muito sensível, esta história encantou-me mas nunca consegui sentir muita emoção. Talvez por causa das histórias paralelas que nunca contribuíram para o meu interesse. No entanto, a originalidade é uma caracteriza da narrativa deste autor. Também cria personagens de forma maravilhosa, muito palpáveis. 

 

Um livro para quem nunca leu Afonso Cruz antes, mas pretende conhecer. 

 

 

 

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A Ilha do Medo/Shutter Island | Dennis Lehane

por Cláudia Oliveira, em 10.05.16

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Minha pontuação 4*

 

Li este livro por causa do vídeo fantástico da Joca do canal Little House of Books. Li em versão ebook para o Kobo em português do Brasil porque não consegui encontrar uma edição portuguesa. O livro encontra-se esgotado. Em Portugal o título é Shutter Island, no Brasil chama-se A Ilha do Medo. O livro já tem adaptação cinematográfica protagonizado pelo Leonardo DiCaprio. Ainda não vi o filme, mas preciso de ver em breve. 

 

Dois detectives são enviados para uma ilha para investigarem o desaparecimento de uma paciente do hospital psiquiátrico. No meio de um clima muito misterioso, os responsáveis pelo hospital parecem estar pouco preocupadas. No entanto, tentam dificultar a investigação. Ao longo da história acompanhamos as investigações do detective Teddy enquanto conhecemos o seu passado. 

 

Quando comecei a ler este livro não queria parar. Foi com muita dificuldade que parei a leitura para ir dormir. Não fosse o João Pestano e teria lido o livro de uma ponta à outra. Pelo meio comecei a ter várias teorias e decidi ir em busca da verdade. Questionei no Snapchat algumas pessoas que acabaram por confirmar uma das minhas teorias para s resolução do crime. Claro que a emoção acabou por ser menor no momento da revelação, mas deu para ficar atenta a outros pormenores. O autor não deixou pontas soltas e isso agradou-me imenso. 

 

O enrendo é muito bom, envolve completamente o leitor e consegue surpreender muito. A escrita do Dennis Lehane é cativante. Fiquei com vontade de ler mais livros dele. Não costumo ser uma grande leitora de livros de suspense (por isso é que li o livro, para sair da zona de conforto), mas gostei muito desta experiência. 

 

Um livro para quem gosta muito de surpresas. Presumo, que a maioria. Ah, e vejam o vídeo da Joca!

 

 

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Dia de Matar Porco | Charles Kiefer

por Cláudia Oliveira, em 05.05.16

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Minha opinião 3.5*

 

Vamos começar pelo fim? Fui completamente apanhada de surpresa no final deste livro. A minha cabeça fez curto circuito e tudo. Nada nos prepara para aquele final. Nada!

 

Ariosto, o protagonista com o nome mais estranho que alguma vez conheci, sofre uma hemorragia e por um triz consegue escapar à morte. Está no hospital, onde é visitado pelo fantasma da mãe. Quer dizer, ele não sabe muito bem se é um fantasma. Ao longo do livro vamos conhecendo melhor este homem e como foi a sua infância. De forma bastante filosófica ele aborda assuntos literários e culturais. 

 

"Se eu fosse Joseph Conrad, escreveria Darkness on heart, mas calhou-me o destino ser apenas Ariosto Ducchese, advogado e professor."

 

Para sempre vou lembrar-me deste livro, e nunca mais vou olhar para um porco da mesma forma. É um livro visceral, com uma escrita concisa e poderosa. 

 

Tenho sido surpreendida constantemente pela literatura brasileira contemporânea. Obrigada Literatorios, o canal no Youtube onde vou buscar as indicações dos melhores. 

 

Sinopse numa frase: Um drama com um final arrebatador.

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Amada Vida | Alice Munro

por Cláudia Oliveira, em 05.05.16

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Minha pontuação 3*

 

Desde que a autora venceu o Prémio Nobel da Literatura em 2013 que eu queria conhecer a sua escrita. Nunca fui uma grande leitora de contos, mas tenho mudado aos poucos porque o meu interesse tem aumentado todos os anos. 

 

Alice Munro é canadense, já recebeu diversos prémios, alguns dos seus contos já foram adaptados para o cinema. A sua escrita é como a maioria descreve: subtil e de uma enorme sensibilidade. Aborda temas comuns do quotidiano e a transformação que a vida sofre quando o acaso decide intervir. 

 

Gostei bastante da escrita da autora, mas não fiquei impressionada com as histórias. Nenhum conto, excepto o primeiro, mexeu comigo. Li o livro ao longo de dois meses porque nunca tinha vontade de agarrar nele. No entanto, pretendo dar uma segunda oportunidade com o outro livro que comprei na Feira do Livro do ano passado. 

 

É uma autora que necessidade de dedicação, o ritmo é lento e pode cansar o leitor mais ansioso. Um livro para apreciadores das noites quentes no campo. 

 

Sinopse numa frase: Daqui a cinco minutos tudo pode mudar. 

 

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Sergio Y. Vai à América | Alexandre Vidal Porto

por Cláudia Oliveira, em 03.05.16

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Minha pontuação 3*

 

Mais uma recomendação do canal Literatorios, mais uma agradável surpresa. Alexandre Vidal Porto é um autor brasileiro, não foi editado em Portugal. 

 

Um psiquiatra vê-se diante de um paciente chamado Sergio que irá alterar as suas convicções como profissional. Quem é afinal Sergio Y? O que ficou por dizer? Como viver com um sentimento de culpa? Como superar dúvidas sem respostas? Neste livro são levantados questionamentos necessários sobre assuntos pouco tratados na literatura. 

 

Eu gostei da narrativa, mas não simpatizei com o protagonista. O psiquiatra Armando vai por caminhos que me incomodaram. Chegam a roçar a obsessão. Também senti que alguns encontros foram forçados e desnecessários. 

 

No meio do livro fui apanhada de surpresa. Acredito que quem leia este livro sem saber nada de nada irá ser apanhado de surpresa também. O poder de ser surpreendido torna a experiencia de leitura muito melhor. Nem todos os livros têm esse efeito sobre nós. 

 

Gostei, não foi um livro capaz de se superar ao longo do desenvolvimento, mas acabou por ser uma pequena surpresa no meio de tantos livros "mais do mesmo".

 

Sinopse numa frase (de agora em diante teremos a sinopse em uma frase inspirado na sinopse em três palavras do Literatorios): Nunca conhecemos o silêncio dos outros. 

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O Monte dos Vendavais | Emily Brontë

por Cláudia Oliveira, em 02.05.16

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Minha pontuação 5*

 

Reli este clássico para o Clube dos Clássicos Vivos, se numa primeira leitura dei quatro estrelas, nesta releitura ( com outra maturidade ) acabei por dar cinco estrelas. Foi uma extraordinária experiência de leitura. 

 

Para quem estiver quase a desistir nas primeiras páginas, eu peço que insista, vale a pena. Tudo vai ficar mais claro. Eu não gosto de revelar a história, e acredito que muitas pessoas já a conheçam, vou antes tentar explicar os motivos para gostar tanto deste livro.

 

A aura obscura e a carga pesada ao longo de toda a história é atraente. Sinto-me hipnotizada, obrigada a ler esta história com os olhos arregalados e expectantes.

 

Os personagens são cheios de camadas, detestáveis mas fascinantes. Sobretudo, o Heathcliff, talvez um dos melhores anti heróis da história da literatura clássica. Com múltiplos defeitos, mas com a capacidade de amar fervorosamente. Vingativos, mesquinhos e mimados. Uma história de vingança cheia de ódio. 

 

A escrita da Emily Brontë é espantosamente rica. Quem me dera que ela tivesse escrito mais livros. São parágrafos de uma enorme sensibilidade unida de uma vasta beleza. 

 

O final talvez seja o que menos gosto no livro, fica uma sensação de vazio e tristeza. Talvez seja o que mais divide opinões. A história é poderosa e arrebatadora. Todos os personagens têm um final fechado, a autora não deixou pontas soltas. 

 

Um livro para quem costuma adorar os vilões da história. 

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