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Clube dos Clássicos Vivos | Escolha do livro

por Cláudia Oliveira, em 18.02.16

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O livro do Clube dos Clássicos Vivos de Março é escolhido por mim. Em Março, faremos a habitual votação para o clássico de Abril. Escolhi uma autora norte-americana chamada Kate Chopin, com o seu romance O Despertar. Um clássico publicado em 1899, considerado pela critica como sórdido e imoral. A leitura colectiva acontece durante o mês de Março, a discussão após o dia um de Abril. 

 

A minha edição é da Relógio d´Água, comprei-o na Feira do Livro em 2015. Estou bastante curiosa apesar das opiniões pouco entusiastas e motivadoras no Goodreads. 

 

Quem quiser participar, estamos no Goodreads. Basta informar através de um comentário.

 

Boas leituras!

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Resta Um | Isabela Noronha

por Cláudia Oliveira, em 18.02.16

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No Goodreads

Minha pontuação 4*

 

Lúcia, uma professora de matemática, vê-se perante a dor dilacerante do desaparecido de uma filha. O combinado era a Amélia regressar às sete após uma ida à casa de uma amiga. Mas não regressa, Amélia não volta a ser vista. Ao inicio, Lúcia não coloca essa hipótese, pede ao marido para ir buscar a filha de ambos à casa da amiga, mas ele volta sem boas noticias. Amélia não é vista desde as cinco. 

 

O livro é escrito de forma a conhecermos a história do dia do desaparecido e busca da Lúcia; o presente do casal após vários anos e ainda a vida de uma mulher estranha sem ligação ao dois. São capítulos intercalados que dá ritmo à história e tiram o fôlego ao leitor com o decorrer das páginas. 

 

O tema é pesado e desconfortável. Gosto de ler livros que mexam com as minhas emoções. Não consegui parar de ler até conhecer o final. Unido a uma escrita acessível e fluida, o livro de estreia da Isabela Noronha ganhou muitos pontos no meu coração. Perguntei-me diversas vezes: será que o livro tem algo de autobiográfico? 

 

A vida pode mudar a qualquer momento de cabeça para baixo. Existem cálculos que nenhum professor de matemática consegue resolver. 

 

Recomendo muito. Sobretudo aos leitores que gostam de sofrer juntamente com os personagens e de histórias marcadas pela angústia. 

 

 

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Sensibilidade e Bom Senso | Jane Austen

por Cláudia Oliveira, em 16.02.16

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No Goodreads

Minha pontuação 4* 

 

Li este livro para a leitura colectiva do Clube dos Clássicos Vivos. O primeiro livro de Jane Austen, escrito com apenas dezanove anos.

 

Gostei bastante, foi uma experiência de leitura muito positiva. Estava com algum receio devido às opiniões partilhadas por outros leitores. Relatos diversos anunciavam uma obra chata, sem acontecimentos durante muitas páginas. Mas na verdade, os livros da Jane Austen não são conhecidos pelos acontecimentos frenéticos. Não contava com muita acção quando agarrei neste livro.

 

Quando penso na Jane Austen, penso na sociedade inglesa do século XIX. Nas festas, casamentos, passeios a cavalo, famílias, mulheres com personalidade forte, desilusões amorosas e numa narrativa primorosa. O livro ofereceu-me tudo o que esperava. 

 

As irmãs Elinor e Marianne são as protagonistas desta história. Personalidades bem distintas, consequentemente atitudes diferentes perante as mais diversas situações. São personagens bem construídas. Com várias nuances, qualidades e defeitos. Na verdade, senti uma certa identificação da minha parte com Marianne noutra fase da minha vida. A personagem mais chorona desta história. Conheço uma pessoa muito parecida com a Elinor. Uma pessoa mais calma, sensata e boa ouvinte. É difícil não existir uma identificação do leitor em relação a um dos personagens. 

 

Não considero o romance chato. Li-o sempre com um brilho nos olhos e feliz por ver o crescimento das duas irmãs. O final foi fantástico, sobretudo o final da Elinor. O final dado a Marianne considero bastante conveniente, ligeiramente forçado. 

 

Vale muito a pena. Recomendo aos leitores que querem um bom romance de época escrito por uma escritora brilhante. Maravilha de livro. 

 

Dia um de março vamos discutir a obra no grupo do Goodreads. Ainda estou a escolher o clássico do próximo mês. Alguma sugestão?

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Veja Mais Mulheres | Patrick 1.5 | Ella Lemhagen

por Cláudia Oliveira, em 16.02.16

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Um filme é um filme sueco sobre homossexualidade e as dificuldades de adopção. O casal pretende adoptar uma criança, mas as coisas não correm como planearam. O preconceito da sociedade é outro assunto abordado neste filme. Preconceito dos vizinhos, desconhecidos e da própria família. As cenas são leves, e o filme não tem uma carga emocional forte, mas existem momentos que me deixaram revoltada. E o filme, apesar de cliché, é bonitinho.

Patrick - Idade 1.5 (6.9 IMDb) mostra uma realidade que conhecemos, mas raramente paramos para reflectir. Ella Lemhagen, a directora, tocou na ferida, sem complexos ou medo de chocar. 

 

 

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As Ligações Perigosas | Pierre Choderlos de Laclos

por Cláudia Oliveira, em 15.02.16

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No Goodreads

Minha pontuação 2*

 

Vou começar por dizer que não gostei do livro. O livro é muito bem escrito, tem uma história muito boa, os personagens cruéis muito bem desenvolvidos, mas foi uma péssima experiência de leitura. Ainda estou para descobrir como é que o li até ao fim.

 

A leitura não fluiu, não suportei as inúmeras declarações de amor, frases repetidas em quase todas as cartas. Declarações de amor aborrecidas. Cheguei a desejar que todos os personagens morressem. Tal vez por isso, e não estou a querer dizer nada, tenha gostado muito do destino que o autor deu aos personagens. E foi a única coisa coisa que gostei neste livro. 

 

Não tinha qualquer expectativa em relação a este clássico da literatura francesa. Conhecia o enredo devido às opiniões diversas espalhadas pelo Youtube. Só opiniões maravilhosas. Talvez o problema seja meu. Acredito que sim. Segundo a avaliação no Goodreads, ninguém deu menos de três estrelas. 

 

Reconheço o valor da obra, mas não me agradou nem um pouco. Não recomendo. Ou recomendo apenas aos corajosos. 

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Turismo para Cegos | Tércia Montenegro

por Cláudia Oliveira, em 14.02.16

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No Goodreads

Minha pontuação 3* 

 

Laila fica cega. Interrompe assim a sua vida, aluna de artes plásticas e professora de pintura nas horas vagas. De forma inusitada, começa a namorar com Pierre. Um rapaz com falta de auto-estima. Não existe paixão entre os dois, é uma relação conveniente, cómoda. De imediato Laila começa a aproveitar-se da boa vontade do namorado. Torna-se assim numa relação de amor (?) abusiva. Alguém precisa de acordar o Pierre urgentemente antes que ele se afogue na escuridão juntamente com a Laila.

 

A autora perde-se um bocadinho na parte final e estica o romance desnecessariamente. No entanto, a escrita é bastante fluida, a história é interessante. É difícil não sentir alguma empatia pelo Pierre e alguma raiva da Laila. Sem pena alguma dela. Acabamos por entrar dentro dos pensamentos da Laila através da narradora. É um bocadinho estranho a vendedora do cão guia do casal conhecer tão bem os pensamentos de uma pessoa cega, não é? Talvez a narradora seja pouco de fiar.  

 

Diversas passagens sobre as sombras agora presentes na vida a Laila, a perda do mundo em imagens e a luta contra o esquecimento dos rostos. São as minhas partes preferidas, sem dúvida. 

 

 "Ela também se sentiu assim; progressivamente, ao longo de meses, foi puxada para a escuridão. Tinha uma isca nos olhos, um fio invisivel que lhe pinçava as palpebras, num sono irresistível mas conturbado. Aos poucos, a luta de sombras começava, ia atravessando níveis cada vez mais rápidos. "

 

Bom romance de estreia. Fiquei com vontade de ler os próximos livros da autora brasileira Tércia Montenegro. Um livro para leitores que gostam de romances pouco piegas. Um indicação para contrariar o dia dos namorados.

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O título, a capa e a sinopse são responsáveis por colocar este livro a minha lista de desejos. O lançamento é dia 17 deste mês. Um livro de não-ficção. 

 

Sinopse

 

Existe no interior de cada mulher uma força poderosa, feita de bons instintos, de uma criatividade apaixonada e de um conhecimento imemorial. É a Mulher Selvagem, a representação da natureza instintiva da mulher. Ainda assim, uma espécie em extinção. Neste Mulheres Que Correm com os Lobos, a Doutora Estés revela lendas, contos populares e histórias inter-culturais de grande riqueza, a maioria originária na sua própria família, de modo a ajudar as mulheres a restabelecerem os elos com os atributos visionários, saudáveis e selvagens da sua natureza instintiva. Através das histórias e narrativas contidas neste livro notável, recuperamos, apreciamos, amamos e compreendemos a Mulher Selvagem, conservando-a na profundeza das suas psiques enquanto ser mágico e paliativo.

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Deixa Comigo | Mario Levrero

por Cláudia Oliveira, em 13.02.16

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No Goodreads

Minha pontuação: 3.5*

 

O protagonista quer editar o seu livro, mas o dono da editora (o Gordo) faz-lhe uma proposta: dá-lhe o dinheiro se descobrir o autor de outro livro que chegou num envelope assinado pelo pseudónimo Juan Pérez. O livro foi avaliado pela academia sueca, estão muito interessados em editar o livro, mas precisam da autorização do autor devido às burocracias habituais. Ele aceita, parte até Penurias em busca do autor desconhecido. Penurias é uma cidade inventada pelo autor, não façam como eu que cismou em encontrar imagens da cidade no Google.

 

É uma história enganadoramente simples. Existe uma critica aos interesses que movem muitas editoras. Também acho que há uma ligação aos romances policias. No final, após a novela, numa entrevista imaginária do autor a sim mesmo, existem várias referencias à estrutura dos policiais. Sobretudo na forma como o detective/investigador encontra as respostas ao mistério através de simples coincidências, enquanto divertiu o leitor com outras peripécias. 

 

A novela Deixa Comigo é uma analogia ao romance policial? Acredito que sim. Adorei o desfecho, após a leitura reflecti bastante sobre ele. O que queria o autor dizer com esta história? Cabe a cada leitor tirar as suas próprias conclusões. 

 

Na página 114, o protagonista é confrontado com uma situação que coloca em dúvida todos os seus conhecimentos sobre estilos literários. Ele afirma que é fácil reconhecer quando um livro é escrito por uma mulher ou por um homem. 

 

Um livro para leitores que gostam de histórias inusitadas contadas num tom irónico. 

 

Tive a sorte de ser presenteada com este livro e conhecer a escrita do escritor uruguaio Mario Levrero. Obrigada Wolney! Li este livro para o Projecto Atlas das Nuvens. Infelizmente, o autor nunca foi traduzido em Portugal. Descobri a literatura latino-americana recentemente e estou cada vez mais fascinada. Tão bom!

 

O próximo livro do projecto é do autor bósnio Sasa Stanisic. Mais uma vez, não existe nenhum livro, do autor escolhido para o mês de Março, traduzido em Portugal. Alguém tem alguma dica de um livro escrito por um autor bósnio que queira partilhar? Agradecida. 

 

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Actualização do Desafio de Leitura de Rory Gilmore

por Cláudia Oliveira, em 12.02.16

Da lista traduzida por mim li 59 títulos. Comecei o desafio com 51 títulos lidos. Ou seja, o ano passado li 8 títulos da lista. A maioria entrou para a minha lista de leituras preferidas do ano (da vida). Foram eles: 

 

Moby Dick (vídeo), Herman Melville

Laranja Mecânica (texto), Anthony Burgess

Um Quarto Todo Seu, Vírginia Woolf

Franny & Zooey (texto), Salinger

África Minha, Karen Blixen

Frankenstein (texto), Mary Shelley

Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez

Madame Bovary (texto), Madame Flaubert

 

Neste momento, estou a ler Sensibilidade e Bom Senso, da Jane Austen. Livro incluído neste desafio, apesar de ser leitura colectiva do Clube dos Clássicos Vivos. 

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Veja Mais Mulheres | Jessica Jones | Melissa Rosenberg

por Cláudia Oliveira, em 12.02.16

 

 

Alguém questionava num comentário, se era válido para este projecto assistir a séries. Ainda não tinha pensado nisso até receber o comentário. Sim, claro que sim! Juntamente com o comentário recebi duas dicas de séries. Eu não sou pessoa de assistir a série. Facilmente perco o interesse e acabo por não ver as séries completas. Acho que vi duas séries completas na vida. Mas resolvi sair da minha zona de conforto e dar uma oportunidade a Jessica Jones (8.4 IMDb), uma série que andava a fazer muito sucesso. 

 

Melissa Rosenberg é a criadora a série. Uma série criada especialmente para a Netflix. A personagem Jessica Jones é uma heroína da Marvel Comics. Juro, nunca tinha ouvido falar. O melhor da série é ela. Primeiro é uma mulher no papel de heroína e protagonista. Existe alguma série assim? É uma heroína realista, cheia de camadas. Adoro-a. Veste-se sempre da mesma maneira, mas vamos relevar. 

 

A série é bem misteriosa, não entrega o enredo à primeira. As ligações entre os personagens vão sendo explicados aos longo da primeira temporada. Para quando a segunda temporada? Amanhã, se faz favor! Gostei bastante de assistir a todos os episódios. Não fiquei entediada, pelo contrário. Ah, esta série tem o melhor vilão de sempre! Sério! 

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