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Ler vários livros ao mesmo tempo

por Cláudia Oliveira, em 31.01.16

Da mesma forma que gosto de comer alimentos diferentes ao longo do dia, eu gosto de ler histórias diferentes conforme o meu estado de espírito. Da mesma forma que não vejo a mesma série por dias seguidos, eu gosto de ter várias opções literárias à minha espera. Eu leio vários livros ao mesmo tempo. Às vezes, leio apenas um. Na maioria das vezes, leio vários. 

 

Não confundo as histórias, nem troco o nome dos personagens. Costumo fazer assim: um livro leve, um livro mais profundo/extenso (um clássico, um calhamaço,...) e um ebook (às vezes, é o mesmo que o livro profundo/extenso). Costumo ter três leituras em andamento. Cheguei a ter quatro leituras em andamento, com um livro de ensaios/crónicas/não ficção na lista. 

 

O livro leve leio no café, nas filas de espera, nas viagens de carro. O livro profundo/extenso leio em casa, quando está tudo sossegado ou antes de dormir. O ebook é para aqueles momentos em que não posso acender a luz ou quero avançar com o livro profundo/extenso, mas devido ao peso do livro físico ele é substituído pelo Kobo. O livro de crónicas/ensaios/não ficção é para quando quero ler algo num curto espaço de tempo. Normalmente, demoro para terminar.

 

As vantagens em ler vários livros ao mesmo tempo são: Nunca fico parada nas leituras. Nunca tenho aquela sensação de "o livro é chato, não vou voltar a ele", o que podia muito bem fazer com que eu evitasse ler e procurar ver um filme. Nunca acontece. Nem sofro de ressaca literária. Às vezes, o problema é o livro, somos nós. Não me obrigo a ler um livro triste em dias deprimentes. Ou vice-versa. Pode dar cabo da nossa opinião em relação a um livro fantástico.

 

O mundo fica mais interessante! Um bocadinho de cada vez, em vez de um livro chato de uma só vez. Porque há livros para ler devagar, outros para nos fazerem companhia em salas de consultório e ainda outros para nos embalarem. Como os amigos. Há sempre aquele amigo com quem preferimos ir às compras, não é verdade? 

 

Os meus truques:

Gosto de ler livros completamente diferentes. Escolho assuntos diferentes. 

Faço escolhas mediante os meus projectos literários.

Tento escolher autores com nacionalidade diferentes.

Escolho sempre a próxima leitura conforme o meu estado espírito. 

Se um livro estiver a ser chato ou arrastado equilibro com um livro com uma narrativa rápida e divertida. 

Anoto os livros que estou a ler na minha agenda. Falo sobre eles com outras pessoas. 

Termino sempre os livros. Só abandono um livro quando estou a odiar ou não estou a na altura certa da vida para continuar. 

 

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Janeiro | Resumo

por Cláudia Oliveira, em 31.01.16

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Li 20 livros

3 livros de não-ficção

2 livros de contos

15 livros físicos

5 ebooks

 

13 autores lidos pela primeira vez

 

Li 9 mulheres e 11 homens

6 autores portugueses

1 autor brasileiro

1 autor israelita

7 autores americanos

1 autor britânico 

1 autor moçambicano

1 autor italiano

1 autor indiano

1 autor irlandês

 

No total de 4824 páginas

 

Um Beijo dado Mais Tarde, Maria Gabriela Llansol 2*

Pezinhos de Coentrada, Alice Vieira 3*

Os Sensos Incomuns, Maria Isabel Barreno 3*

Caderno de Um Ausente, João Carrascoza 4*

A Terceira Condição, Amós OZ 4*

As Brumas de Avalon, 1 volume, Marion Zimmer Bradley 5*

A Rapariga Dinamarquesa, David Ebershoff 3.5*

O Marciano, Andy Weir 3.5*

Carol, Patricia Highsmith 4*

Brooklyn, Colm Tóibin 3.5*

Pai Nosso, Clara Ferreira Alves 3*

Aleitamento Materno, Bárbara Sousa 5*

O Livro da Selva, Rudyard Kipling 3*

O Renascido, Michael Punke 3*

A Juventude, Paolo Sorretino 3*

Biblioteca, Pedro Mexia 3*

Ensaios Sobre a Fotografia, Susan Sontag 3*

Mulheres de Cinza, Mia Couto 4*

Peter Pan, JM Barrie 3*

O Papel de Parede Amarelo, Charlotte Perkins Gilman 3*

 

Os preferidos deste mês foram: As Brumas de Avalon, A Terceira Condição e Mulheres de Cinza. 

A minha estante recebeu 11 livros novos. Comprei 8, os restantes foram presentes. Dos 11 livros, li 4. 

Li 2 livros da biblioteca

 

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A Juventude | Paolo Sorrentino

por Cláudia Oliveira, em 30.01.16

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No Goodreads 

Minha pontuação: 3*

 

Paolo Sorrentino é o realizador do filme Grande Beleza. O filme que venceu a categoria Melhor Filme Estrangeiro em 2014. O seu mais recente filme é A Juventude (Youth). O filme está nomeado este ano na categoria Melhor Música Original. Estou a torcer para que vença. Adoro o filme, adoro a música. No entanto, não recomendo para toda a gente. Não é um filme para agradar multidões.

 

O realizador escreveu este livro, lançado este mês pela editora Editorial Presença, com o selo Jacarandá. Comprei-o por curiosidade. Aliás, compro todos os meus livros, nenhum é oferecido em troca de opiniões. Os livros desta editora cheiram tão bem. Acho que têm o melhor cheiro a papel do país. Divagações à parte, voltando ao livro.

Dois amigos com cerca de oitenta anos, Fred e Mick, estão hospedados num hotel de luxo. Ao longo do livro vamos conhecer a história de vida de luxo e sucesso de ambos. Como se sentem perante a juventude dos outros e os tempos actuais de velhice. 

 

 A história é contada de uma forma pouco linear. Às vezes, os capítulos têm uma linha lógica, mas nem sempre. São cenas soltas, com diálogos maravilhosos (na maioria das vezes) ou episódios banais da vida. Parece que o autor passou a notas do roteiro do filme a limpo, limou as arestas e mandou editar o livro. 

 

É engraçado quando os dois amigos conversam sobre a quantidade de pingos de xixi que conseguem fazer. Os temas de conversa mudam ao longo dos anos. Com a idade, talvez o mais importante seja a capacidade motora, isso é deixado bem explicito pelo narrador. A velhice é abordada de forma leve. Assim como são rompidos preconceitos. 

 

Gostei de ler o livro, porque sou fã do filme. Confesso que estava à espera de um livro menos desfragmentado. Os capítulos pareciam apontamentos das cenas do realizador. Narrativa bastante crua. O autor não é explicito, as ideias ficam no ar, concluirmos o que quisermos. Este livro pode ter várias interpretações.

 

Foi o último livro lido para o projecto que tenho vindo a desenvolver relacionado com os Oscars.  Um livro para leitores que pretendem ler sobre a juventude, sem profundidade. 

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O Renascido | Michael Punke

por Cláudia Oliveira, em 29.01.16

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No Goodreads

Minha pontuação: 3*

 

O livro que inspirou o filme The Revenant, o filme nomeado para o Oscar na categoria melhor filme. É também o meu preferido para vencer o prémio. Este livro foi lido por causa do projecto que mantenho anualmente relacionado com o Oscar.  Podem ler as outras opiniões AQUI. Com este projecto tenho descoberto vários autores novos. É sempre uma boa experiência fazer a ligação entre o filme e o livro.

 

Este livro foi baseado numa história verídica. A história passa-se em 1823, um grupo de caçadores procura animais para comercializar a pele. Os índios ao verem que as suas terras são invadidas por brancos decidem atacar. Mas é durante um ataque de um urso que Hugh Glass, o protagonista, é atacado e fica à beira da morte. No entanto, é abandonado pelo seus colegas sem nada. Ele decide vingar-se, para isso precisa manter-se vivo e encontrar o caminho de casa. 

 

Existem inúmeras diferenças entre o filme e o livro. Neste caso, os motivos pelo qual o Glass decide vingar-se foram completamente alterados. Na minha opinião, gostei do que acrescentaram à história do filme. Deu mais consistência às decisões do Glass. Tornou-se num personagem menos frio e calculista. 

 

A maior parte da história passa-se durante os tempos difíceis de Glass. O ritmo é lento, assim como a caminhada do protagonista para atingir o seu objectivo. O número de páginas podia muito bem ter sido reduzido. Alguns episódios são repetidos desnecessariamente. 

 

Gosto da forma como é descrita a natureza em contraste com a frieza dos caçadores. Ao ler um outro livro  em paralelo, onde os animais falam na violência dos homens (O Livro da Selva) e so respeito entre os animais, a experiência levantou alguns questionamentos. Afinal, quem são os selvagens? Foi deveras interessante. Este é um dos belos motivos para ler vários livros em simultâneo. Estas coincidências são mágicas. 

 

Gostei mais do filme, posso dizer isto? Por variadissimas razões, mas sobretudo por causa da ausência de alguns personagens e situações. Gostei de conhecer a outra versão da história, a mais parecida com a real. Outra coisa, o Glass teve sempre o rosto do DiCaprio na minha imaginação. 

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Veja Mais Mulheres | The Girl in The Book | Marya Cohn

por Cláudia Oliveira, em 28.01.16

 

 

Este é o seu primeiro filme de longa duração. Marya Cohn estreia-se em 2015 com The Girl in The Book ( 6 IMDb).

 

Este filme conta a história uma mulher chamada Alice, filha de um agente conceituado no mundo literário, que se vê perante o passado quando tem de ir trabalhar para a empresa do pai. Ela é aspirante a escritora, mas está sem inspiração para continuar a escrever. Ela tem comportamentos estranhos e um desinteresse enorme por tudo.

 

O filme salta entre o presente e o passado da personagem. Para percebermos a personalidade da protagonista somos levados a conhecer a sua história. O jogo de tempos e lugares funciona. O mesmo posso dizer sobre as actrizes que figuram a adolescência e a fase adulta. Há coerência entre as duas. Confesso que ambas irritaram-me várias vezes devido à apatia dos rostos. Só senti empatia pela protagonista depois da sincronização entre o passado e o presente explicarem as suas motivações.  Gostei, sobretudo a última meia hora. Do confronto final com a verdade.

 

Aqui fica o convite para a sessão de cinema do #vejamaismulheres.

Local: Cinema em casa

Directora: 

Ano: 2015

Duração: 86 minutos

Género: Drama

País: EUA

 

 

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De 5 em 5 + Leituras em Andamento (3)

por Cláudia Oliveira, em 27.01.16

 

Leituras em Andamento: Minuto 16:12

 

Blog sobre poupança
www.queremlaver.blogs.sapo.pt

 

Vídeo da Fran
https://www.youtube.com/watch?v=ydWhSVbXFd4

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O Livro da Selva | Rudyard Kipling

por Cláudia Oliveira, em 26.01.16

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No Goodreads

Minha pontuação: 3*

 

O filme da Disney vai estrear em Portugal dia 14 de Abril. Vi o trailer, acho que vem aí um filme muito bonito. Como quero ler mais clássicos da literatura infantil decidi ir buscar este livro à biblioteca. O livro foi publicado em 1894. O autor inglês Rudyard Kipling foi vencedor do prémio Nobel da Literatura em 1907. O primeiro autor de língua inglesa a receber o prémio. 

 

O Livro da Selva, ao contrário do que estava à espera, é um conjunto de sete histórias. As primeiras três têm a presença do Maúgli, o menino criado por lobos. Conta como foi acolhido pelos animais da Selva, como foi expulso e mais tarde como tentou integrar-se na comunidade de humanos. Foram as minhas histórias preferidas. É tão bonito quando os animais conversam entre si sobre as leis da selva, como aprendem a crescer. 

 

A escrita é do autor é brilhante, mágica. Não é simples, é bela. Gostei bastante e fiquei agradavelmente surpreendida. Conhecia apenas a superficialidade da história. Foi bom aprofundar a origem dos personagens.

 

Um livro para jovens e adultos. Ou para os adultos lerem às crianças. Foi uma primeira bela escolha no meu longo percurso de clássicos infantis. E já escolhi o próximo. 

 

É esperar pelo filme.  

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Como utilizo (cada vez menos) as redes sociais

por Cláudia Oliveira, em 25.01.16

Facebook

 

Deixei de ter esta rede social no telemóvel de modo a ter mais tempo disponível para ler e fazer outras coisas. Com o Facebook no telemóvel a tendência era estar sempre a percorrer o feed com os dedos, a ler comentários e a deixar algumas coisas para depois. Acabou. Agora só tenho a rede social no portátil e só vou duas vezes no máximo por dia. Poupo tempo e sinto-me nos dependente das redes sociais. 

 

Twitter

 

Costumo publicar os links dos meus textos e vídeos. Também partilho links de pessoas que seguem alguns desafios do blog e divulgo outros projectos. Esporadicamente desabafo um pouco ou procuro respostas rápidas sobre algum serviço. Gosto de ler as outras pessoas dos livros e ver o que andam a partilhar.É sempre uma visita rápida. 

 

Blogs

 

Tenho três blogs. Este, o meu blog pessoal e o blog sobre poupança. Cada um remete a um tema diferente porque tenho leitores diferentes e sinto-me mais organizada assim. Este é o blog mais actualizado, que me dá mais trabalho. É necessário estar diariamente actualizado, produzir temas para dinamizar e tornar o conteúdo mais interessante. É a minha fonte de inspiração. Não gosto muito de actualizar ao fim de semana, prefiro ir escrevendo conforme a minha necessidade de transmitir alguma opinião. Leio poucos blogs, ao contrário do que fazia há uns anos. Procuro ler só blogs com conteúdo dentro das minhas preferências. Também deixei de perder tempo com blogs que só sabem reclamar. Energia positiva gera energia positiva. 

 

Instagram

 

Publico as fotos dos livros que terminei de ler, dos livros recebidos e alguns momentos em família. Também mostrei a evolução da gravidez e do crescimento do meu filho. Desactivei as notificações desta rede social para não estar constantemente a entrar na rede social. Também costumo procurar pelos perfis que mais gosto, colocar os likes e fazer uma vistoria rápida pelo feed. Só sigo quem tenho interesse em seguir, sem aquele interesse do "segue-me e eu sigo". Acho que o Instagram é uma excelente fonte de inspiração. 

 

 

Youtube

 

Mantenho um canal no Youtube chamado A Mulher que Ama Livros há alguns anos e este ano decidir produzir mais conteúdo sobre as minhas leituras e projectos de leitura. Sem obrigação, sem dias marcados. Quando sinto que tenho algo para dizer, sento-me, gravo, edito e coloco no canal. É umas das minhas redes sociais preferidas. Gasto bastante tempo a assistir a vídeos do meu interesse. Tenho encontrado pessoas fantásticas! Houve uma altura que andei desiludida com a comunidade booktuber, mas retirei as más energias do meu feed e voltei a encontrar-me. Vejo vídeos enquanto aproveito para fazer outras tarefas domésticas ou antes de adormecer. 

 

Snapchat

 

A minha rede social preferida no momento. Partilho as leituras em andamento, os filmes que estou a assistir, aviso quando tenho vídeo novo e post novo e faço desabafos pessoais simples. Tambem partilho momentos em família. Tento não adicionar todos meus booktubers preferidos para não estar sempre a ver conteúdo repetido. Por exemplo, se sigo essa pessoa no Youtube e costumo ver os livros recebidos, tento não seguir no snapchat o mesmo booktuber que só costuma mostrar os livros. Claro que existem excepções, mas se a pessoa mostra os livros novos no snapchat não costumo ver o vídeo de livros novos. Selecciono bem quem tenho nesta rede social para não gastar muito tempo a ver snaps. 

 

Conclusão

 

É bom gerir o tempo no meio de tantas redes sociais. Estou cada vez mais focada nisso. É necessário um equilibro para não encher a mente de lixo, informações ou conteúdo que não traz nada de novo à nossa vida. Só desta forma consigo ter tempo para o meu passatempo preferido: ler e ver filmes. Quando me perguntam como leio tanto, eu adorava questionar: quanto tempo gastas em redes sociais? Aposto que muito. Também desfruto mais dos momentos em família e consigo fazer um bocadinho de tudo sem aquele stress do dia a dia. Só assim liberto a minha mente para outros interesses. 

 

E vocês? Conseguem gerir o vosso tempo no meio de tantas redes sociais? Têm perfil em todas? Qual a vossa rede social preferida do momento?

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Veja Mais Mulheres | Salaam Bombay | Mira Nair

por Cláudia Oliveira, em 25.01.16

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Um filme que retrata a vida de muitas crianças em Bombaim na Índia. Crianças que precisam de andar a pedir esmola ou obrigadas a vender a virgindade. Acho que a directora Mira Nair soube explorar muito bem  temática e consegue ser crua sem excluir as emoções. 

 

Gostei do filme, incomodou-me bastante ver a realidade desta crianças. O actor que protagoniza o pequeno Krishna está muito bem, consegue comunicar imenso com o olhar triste e doce.

 

Alguém já viu?  

 

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Pai Nosso | Clara Ferreira Alves

por Cláudia Oliveira, em 24.01.16

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No Goodreads

Minha pontuação: 3*

 

É um livro árduo. Pela forma como está escrito e pelo tema. Um retrato sôfrego do que se passa no Médio Oriente. Demorei a terminar a leitura porque não é um livro para ler de uma ponta à outra sem parar, respirar fundo e deixar fomentar as ideias.  

 

As descrições das condições de vida das crianças foram as partes mais difíceis de ler. Como elas acabam por ser mártires assim que crescem o suficiente. "Como os porcos na engorda antes da matança". As crianças de Gaza não podem ter cães. Nem sabem que podem ter cães. É um animal impuro para o Profeta. 

 

"Enquanto o lunático falava, eu pensava que alguém devia oferecer um cão, um gato, um peixe, uma tartaruga, às crianças de Gaza. Para as ensinar a amar."

 

Maria é o nome da protagonista, uma fotografa de guerra. Somos levados a conhecer o que se passa dentro da guerra. Da cabeça dos que fazem a guerra. Como os terroristas tratam as pessoas, como seguem indiferentes ao resto mundo. O 11 de Setembro também está presente. A alegria dos terroristas. 

 

"É preciso prestar atenção a todas as coisas que acontecem pela primeira vez. 

Não só às coisas que acontecem pela primeira vez na nossa vida. A todas as coisas, as que acontecem fora da nossa vida e dentro de outras vidas. Quando um avião cai não é a primeira vez que acontece. Quando um avião decapita as Torres do World Trade Center é uma primeira vez. Os corpos a cair das janelas. Corpos que explodiram no chão sem que ninguém ouvisse o som porque a grande explosão abafou a pequena explosão."

 

No meio destas descrições agoniantes temos passagens muito bonitas sobre livros. Várias referências literárias. São estas passagens as minhas preferidas, que atenuam a dor das palavras do sofrimento descrito nesta história.  

 

"Quando a tia, numa dessas arrumações de sexta-feira em que escovava a casa de uma ponta à outra, decretou o exílio de Stendhal, que tomou por mais um russo transviado, corri a salvá-lo do caixote. Henri-Marie Beyle era orfão de mãe como eu, criado pelo pai e uma tia. Na companhia dele sentia-me poupada. Salvei A Cartuxa de Parma e escondi-o debaixo da cama, onde iria juntar-se a Tolstoi e Dostoievski."

 

Não é fácil falar sobre este livro. Nem é fácil gostar dele. Assim como não é fácil lê-lo. Recomendo com ressalvas.

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