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CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS

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O Pintassilgo | Donna Tartt

por Cláudia Oliveira, em 20.09.14

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Li metade, um pouco mais. Vou na página 484 de 742, faltam-me 258. Não dei pelas páginas passarem. A leitura é feita de forma tão fluida que acabei por mergulhar na história e não dar pelo tempo passar. Estou a gostar tanto como gostei do primeiro capítulo. Não encontrei ainda passagens chatas. Acho que o ritmo não se quebrou, é mantido desde o primeiro parágrafo. O personagem principal, o Theo, evolui, cresce, amadurece ao longo do livro. Isso é fantástico. Eu sou amiga dele, estou a torcer por ele. Admito que o caminho que está a escolher não abona em seu favor mas permaneço do seu lado. Este livro é cheio de pormenores, passagens fantásticas sobre a partida de um ente querido (no caso, da sua mãe), uma paixão platónica, a vida muda mas continuamos a ter de viver. Como é contado na primeira pessoa é mais fácil entender o Theo. Mesmo que não fosse, ia estar a torcer por ele.

Não quero que este livro termine, estou a gostar muito. Quero que este livro termine para saber o que aconteceu ao Theo para estar num hotel à procura de notícias com o nome dele logo na primeira página do livro. Viram o quão contraditória sou?

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A Marca de Todas as Coisas | Elizabeth Gilbert

por Cláudia Oliveira, em 14.09.14

 

Eu adoro a capa deste livro. É simples e delicada. O título é sugestivo. Comprei o livro por culpa da capa. Chamou-me a atenção. Ao contrário do número de páginas que me assustou um bocadinho.

 

 

 

Não li nenhuma opinião do livro antes. Comecei a ler este livro sem informação, excepto o comentário que me deixaram na página do facebook quando coloquei uma foto do livro. Não tinha expectativas nenhumas.

 

 

 

Nem sei como começar. Este livro tem tanto.

 

O nascimento de uma menina é o acontecimento narrado nas primeiras páginas. Filadélfia, 1800. Mas antes de continuar a história, a autora regressa ao passado e conta a história do pai da criança, Henry Whitaker, até àquele momento.

 

Henry Whitaker era um menino pobre, com sede de vingar na vida consegue tornar-se num homem bastante rico e poderoso. A sua jornada é narrada detalhadamente. Uma vida cheia de aventuras e maravilhosa de acompanhar. Casa-se com Beatrix, uma mulher inteligente, com uma personalidade bastante forte. Fruto desse relacionamento nasce Alma, a menina feia, desengonçada mas inteligente e com uma enorme capacidade de aprendizagem.

 

Alma é a protagonista desta história. Muita coisa acontece com ela. Desde cedo que precisa de lutar em relação à sua aparência, principalmente depois de se apaixonar. Vamos acompanhar a vida de Alma e da família Whitaker. Uma família rica ligada à paixão pela botânica. Flores será muitas vezes o assunto central desta história. Musgos, fala sobre musgos!

 

Como factos históricos está a evolução da ciência natural, a sociedade no século XIX e os seus hábitos.

 

Desilusões, aprendizagem e segredos.

 

 

Conhecem o livro “Comer, Orar e Amar”? Elizabeth Gilbert é a autora desse livro. Um livro que dividiu opiniões. Eu não gostei, mas quis dar uma segunda oportunidade. Não comprei o livro por causa da autora.

 

 

A história, apesar de muito descritiva, é dinâmica. Não me lembrava da escrita de Elizabeth Gilbert. Acho que ela amadureceu neste livro.

 

 

Este livro é rico em personagens. Gostei da maioria. Estão todos muito bem construídos, com características engraçadas, tornando-os peculiares e alguns inesquecíveis. Há personagens para todos os gostos. Irritantes, chatos, engraçados, maduros, loucos, românticos, simpáticos, doces, calados, bonitos, feios. Eu gostei bastante de alguns. Os meus preferidos são a Alma, a mãe Beatrix e a menina espalha-brasas Retta. Só mulheres. O pai de Alma também está muito bem construído. Depois de metade do livro aparece um personagem completamente diferente de tudo o que já li, Pike. Uma comédia, no meio de tanto drama. 

 

 

 

A autora não se apressou para terminar o livro. Demorou, preparou tudo para dar um final à altura do resto da história. Porém, não foi o que Alma merecia, na minha opinião.

 

Tenho pena que Alma ao longo dos anos não tenha ganho autoconfiança. A personagem continua, apesar da inteligência, da idade e fortuna, uma menina-mulher com muitas inseguranças e dúvidas. Uma mulher incompleta até às últimas páginas. Infeliz, diria. Não me convenceu as últimas palavras dela sobre o facto de se sentir afortunada.

 

Gostei do final, sobretudo quando se foca em Darwin e em tudo o que a história envolve sobre ele.

 

 

Muitas questões são levantadas neste livro, para o leitor tirar as suas próprias conclusões. Os personagens caminham muitas vezes lado a lado a questões religiosas e espirituais. Existem diversas referências à Bíblia. Para mim, essas partes foram as mais chatas. Ou quando somos levados para o mundo da botânica de forma pormenorizada. Muito sono nessa hora.

 

Acho que os personagens são o melhor deste livro. Muito bem construídos, credíveis e interessantes. A narrativa também me envolveu, acontecimentos em todos os capítulos. O livro tem uma boa proposta de leitura e consegue oferecer tudo o que promete. Aprendi, reflecti, diverti-me e passei bons momentos.

 

Acho que ficou muito por dizer deste livro neste texto.

 

 

Dei quatro estrelas (três estrelas e meia). Foi uma leitura balançada entre as três e as quatro estrelas. Acabei por dar quatro porque depois de terminar a leitura fiquei a pensar nos personagens e a história mexeu comigo. Achei o livro muito bem escrito e interessante.

 

Recomendo esta leitura para apreciadores de uma narrativa lenta mas interessante do ponto vista histórico e emocional, com interesse por botânica, gosto por personagens reais. Aviso desde já que este livro nada tem a ver com o livro “Comer, Orar,Amar”. 

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Rubrica | Um olho no dinheiro e outro nos livros

por Cláudia Oliveira, em 09.09.14


Um vídeo sobre os lançamentos editoriais que ficaram debaixo de olho.

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Agosto | Leituras

por Cláudia Oliveira, em 05.09.14

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Confesso que me fez impressão andar com um livro com uma cruz suástica na capa. A edição está muito simples. Podiam ter escolhido uma capa mais apelativa. E evitar o símbolo nazi incomodo. Pelo menos para mim.

Recebi este livro da editora Sinais de Fogo. Este livro faz parte dos lançamentos de Julho. Fiquei super curiosa porque o livro conta a história de um sobrevivente do Holocausto e a amizade de uma jovem mãe. Ambos os temas suscitam o meu interesse. Sobretudo o Holocausto. Sou aficionada por livros que abordam esta temática. Um livro sobre o ponto de vista de um sobrevivente só podia ser interessante.

 

A autora Susan conhece aron, um sobrevivente do Holocausto. A empatia entre eles é evidente e logo criam uma relação de amizade. Uma relação que vai durar até ao fim da vida de Aron. Existem amizades eternas.

 

O livro conta factos vividos por Aron. História da sua família que morreu de forma trágica. As necessidades que passou. O sofrimento de antes que deu origem a uma doença depois de ter sobrevivido aos campos de concentração. As confidências de Aron são contadas neste livro de forma muito pessoal. Nota-se um enorme carinho por parte de Susan. Confesso que cheguei a ficar confusa no inicio. Nas primeiras cem páginas o livro foca-se sobretudo na amizade, nos tratamentos, as constantes viagens de Susan ao centro de tratamento do Aron.

 

Depois da página cem começam a surgir alguns episódios em que a crueldade dos nazis é evidente e narrada. É tocante!

 

Esta história não tem uma narrativa linear no tempo e espaço. São pequenos diálogos intercalados com episódios cruéis, apontamentos, cartas.

Nunca tinha lido nada de Susan Kushner Resnick. Ela escreve para a revista New York Times. Ensina escrita criativa na Universidade de Boston.

Gostei da escrita de Susan. É perspicaz e comovente.  

 

 

Gostei muito do livro. Depois de ler vários livros sobre o Holocausto não fiquei surpreendida com os factos contados, contudo foi uma leitura impressionante. Esperava mais episódios, mas a autora explica os motivos da ausência dos mesmos. Contudo, fiquei a conhecer melhor os judeus. É explicado o motivo dos judeus não mentirem quando questionados pelos alemães se são judeus. Uma das minhas passagens preferidas.

A autora faz referência a um dos meus livros preferidos de sempre sobre o tema: “Se Isto é um Homem” de Primo Levi. Assim como ao “Diário de Anne Frank”.

Dentro do género já li livros com mais pormenores sobre a segunda guerra mundial. Desta forma, dei quatro estrelas. Não dei cinco estrelas porque senti necessidade de mais aprofundamento por parte da autora.

 

Aqui fica o vídeo para os interessados: 

 

 

 

 

 

 



Dois exemplares cedidos pela editora Sinais de Fogo

Regras para participar: 


Deixar comentário no vídeo a dizer que quer participar.

Morada nacional para envio do livro
Data limite: 7 de Setembro
Vencedores anunciados: dia 8 de Setembro

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