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Plagiar na Internet

por Cláudia Oliveira, em 22.11.13

O que é o plágio?

Segundo o dicionário Priberam, (latim plagium, -ii, roubo de escravos, plágio)

substantivo masculino

1. Acto ou efeito de plagiar.

2. Imitação ou cópia fraudulenta.


Ou seja, o acto de assinar ou apresentar como seu uma obra de outrem. Existem duas formas de plágio, a cópia integral do texto de alguém ou uma parte desse texto. Como frases, por exemplo. Também pode ser considerado plágio o facto de não serem utilizadas as mesmas palavras num texto mas elaborar o texto com a ideia principal ou lógica de outra pessoa dando a entender que a ideia foi sua. Dizer o mesmo, por outras palavras.

 

Ao longo da história são inúmeros os casos de plágio. Áreas como a música, tecnologia, televisão, literatura têm vários exemplos para contar. Grandes estrelas são acusadas de plágio e andam a braços com a justiça. J.K.Rowling, Dan Brown, Paulo Coelho são alguns nomes mencionados por artigos infindáveis na internet.  

 

Tudo pode ser considerado plágio. Haverá mais para criar? Estará tudo criado? É muito fácil ser acusado de plágio sem culpa. Hoje em dia, na internet são criados vários blogues diariamente, canais no Youtube, contas no Tumblr. Naturalmente alguém pensou no passado o que estamos a fazer neste preciso momento. Quem terá sido o primeiro? O primeiro a criar uma conta no Youtube sobre literatura terá de receber todos os créditos dos canais criados posteriormente? Várias questões, opiniões dividem-se.

 

Existe uma lei que defende os criadores das ideias. A Sociedade Portuguesa de Autores – SPA – protege e garante a defesa dos autores e valores culturais. Se escreveste um livro poderás registar a tua obra no site da SPA de forma a protegê-lo contra qualquer tipo de plágio. O mesmo não acontece com as ideias. Ideias não são protegidas pela SPA. “As ideias, os processos, os sistemas, os métodos operacionais, os conceitos, os princípios ou as descobertas não são, por si só e enquanto tais, protegidas nos termos deste Código".

 

Citar o autor das frases mencionadas, colocar as frases entre aspas ou a estilo itálico são as formas básicas para respeitar o trabalho dos outros. O cuidado em pesquisar anteriormente se alguém teve a mesma ideia pode ser uma forma de proteger o nosso trabalho e não ser acusado de plágio. Este último ponto não é obrigatório, depende da sensatez de cada um. Vozes recomendam, “se não queres ser plagiado, não coloques na internet”. Por outro lado dizem, “quem é plagiado recebe prestígio e consequentemente mais respeito depois do sucedido”.

 

Antes de plagiar alguém, pense antes se vale a pena. Pessoalmente vai sentir-se mais realizado por divulgar algo criado por outra pessoa como uma ideia sua? Não. É decadente. Decadente também é o criador com a mania da perseguição. Tudo e todos o plagiam. Antes de acusar alguém de plágio convém tentar saber os motivos e/ou se o autor fez com conhecimento de facto. Diariamente, são criados muitos projectos em paralelo. Nenhum indivíduo é o génio da lâmpada.

 

Especificando, os canais literários no Youtube fazem questão de citar os autores das TAGs. É uma regra de boa conduta na internet. Já criei várias TAGs e acredito que sempre que respondem a uma TAG criada por mim, o meu nome seja citado. Não vou conferir, mas acredito que sim.

 

O Youtube é uma rede social com milhões de utilizadores, de várias nacionalidades. Compreensivamente, os utilizadores da rede não conhecem todos os utilizadores existentes. Nem seguem todas as contas no Youtube. Alguns utilizadores fazerem questão de citar os leitores de um livro que acabaram de comprar, o mesmo não é necessário nem considerado plágio por lei. Por exemplo, se eu comprar um livro que vi num vídeo da usuária X, não é sinónimo de plágio. Tenho o direito de comprar o livro que quiser. Tenho a opção de citar o vídeo da usuária X ou não. Eu decido. Outro exemplo, se eu for a primeira pessoa a fazer um vídeo com a opinião do livro X, não posso acusar os vídeos seguintes de opinião, sobre o mesmo livro, de plágio. Nem têm de me citar. Os usuários seguintes não são obrigados a conhecer o meu canal. Eventualmente se um dos usuários repetir frase a frase a minha opinião precisa de citar o meu nome. Nesse caso, só conhecendo o meu canal, tal é possível. O usuário estará a agir de má fé.

 

Existe a liberdade de expressão, criação. O facto de ter criado um blog e um canal literário não me obriga a citar a primeira criadora de vídeos do género. Mesmo que fosse a culpada pela criação do meu canal. Não foi. Quando criei o meu canal literário não conhecia nenhum canal literário português. Conheci depois, ele já existia. Criei o canal literário depois de ver visto dois canais literários que por sua vez tinham visto outros. A internet é uma bola gigantesca movida por milhões de cérebros. Quem nasceu primeiro, o ovo ou galinha?

 

A linha que separa o plágio da criação é ténue. É possível um ambiente pacífico na internet com respeito e medida. Diga não ao plágio, mas principalmente não se torne num utilizador receoso em dar um passo na sua criatividade.

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1 comentário

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De blue258 a 23.11.2013 às 15:27

Por favor, poupem-me. Poupem-me os invejosos, sim, dou-me ao direito de lhes chamar invejosos porque esse direito ninguém me tira, é meu e faço uso dele. Vão chamar-lhe plágio também?
Se eu quisesse poderia criar o meu próprio canal de livros no youtube - nada me impede disso e eu daria a minha opinião, criaria até uma tertúlia e o youtube só ganhava com isso. Há pessoas que são precursoras: são das primeiras a criar algo que mais tarde poderá torna-se moda. Ou não. Mas fizeram-no. Dedicaram parte do seu tempo, trabalharam para isso e o resultado está à vista. Quantas iniciativas não surgiram cá em Portugal a partir do que já existia lá fora?

"A linha que separa o plágio da criação é ténue. " Mas a da boa educação não é. Ou não devia ser. Atentem nas aspas. Tão simples. Ou deveria ser.

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