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"Abre" | Mário Caetano | Uma noite de coaching

por Cláudia Oliveira, em 20.02.17

 

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#Russialit Vou ler

por Cláudia Oliveira, em 17.02.17

 

 

Este fim de semana o conto russo será o primeiro escrito pelo Fiódor Dostoiévski. "Gente Pobre", de 1846. Ele tinha apenas vinte e cinco anos quando escreveu este conto. Estou curiosa para ver como começou este grande escritor. Alguém já leu? Alguém quer ler? Já preparei o ebook! 

 

 

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Clube dos Clássicos Vivos | Escolha de Março/Abril

por Cláudia Oliveira, em 16.02.17

Venho anunciar o clássico para Março e Abril. "Paris é uma Festa" foi o título vencedor. Não podia estar mais entusiasmada. Tenho saudades de ler Hemingway. Acredito que esta leitura conjunta será benéfica para todos, de forma a trocarmos muitas ideias e opiniões.

Fica desde já o convite para a leitura deste título. Quem pretende participar? Alguém tão entusiasmado como eu? Já têm o livro na vossa estante?

Vamos lá, desejo a todos uma excelente leitura!

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"A Ilha de Martim Vaz" | Jonuel Gonçalves

por Cláudia Oliveira, em 15.02.17

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Este livro chamou por mim através das palavras "amor" e "Luanda". Não se passa apenas em Luanda, viaja por mais continentes e três épocas. 

 

Várias vozes, sobretudo mulheres, apaixonadas pela vida e com sonhos grandes. "O Vice Rey ordenou outro concurso para professores régios e pensei me apresentar também mas a freira não achou boa ideia". Passou por mim várias emoções, a mais evidente foi a revolta. Revolta pelas desigualdades raciais e de género. Pelos sonhos que são interrompidos por regras imposta pelo Homem. É difícil viver num Mundo onde as mulheres não podem ter asas nem ir em busca de sonhos. Onde elas precisam de fugir para casar com quem amam. É lamentável. Eu sofri com estas mulheres. "Podes ser a melhor de todos, ainda assim  vão te humilhar vão te dar uma nota muito baixa para todos saberem que lugar de mulher parda alforriada é na cozinha ou na varredura...". As palavras "lugar de mulher" incomodam-me. 

 

Através desta história viajei por vários países acompanhada de uma historia de amor pelo qual torci. Uma mulher e um homem com cores diferentes apaixonam-se e isso não é bem visto pela família. Para levarem o romance adiante precisam de fugir. "A loucura começou ao inventarem que somos várias espécies e umas devem mandar nas outras, perdeu-se a noção do símbolo principal de Adão e Eva...". Quem é que inventou isto? Responde-me um angolano, "os portugueses". E eu fico a pensar sobre isto, com necessidade extrema de mergulhar na história e encontrar mais respostas. Se um livro provoca esse impulso em mim, se me faz passar horas a pensar no assunto, me faz questionar, o livro faz o seu papel. 

 

A escrita do Jonuel é muito cinematográfica, muito visual. Foi inevitável procurar imagens da Ilha de Martim Vaz. Beleza pura. Personagens que valem a pena conhecer. No entanto, não é um livro fácil. Tem o seu ritmo, a narrativa é fragmentada e pode dificultar a sua leitura em alguns momentos. É um livro importante no sentido de não deixar morrer o que algumas pessoas passaram por causa da escravatura e racismo. 

 

Sublinhei várias passagens para voltar a ele no futuro. É umas das minhas temáticas preferidas. Recomendo.

 

livro enviado pela editora

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Top literário: o que mais gosto de ler

por Cláudia Oliveira, em 14.02.17

 

Os mais diversos temas. Escolhi sete por ordem decrescente. Várias sugestões dentro de cada tema. Espero que gostem. Não se esqueçam de me dizer que mais listas gostavam de ver ou se têm sugestões dentro destes temas. Obrigada a quem for assistir a este vídeo super longo. 

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Um livro extremamente necessário

por Cláudia Oliveira, em 14.02.17

 

 

O título "Em Nome da Filha" da escritora Carla Maia de Almeida chamou-me a atenção nos lançamentos de um site. Quando li a sinopse fiquei logo interessada e cheia de vontade de partilhar convosco. O livro é pequeno, cerca de cem páginas, custa 3.15€. Várias mulheres vitimas de violência doméstica foram entrevistas e contaram as suas histórias agora partilhadas neste pequeno livro. Livro necessário porque é importante mudar mentalidades e falar no assunto. 

 

A reportagem Em Nome da Filha - Retratos de Violência na Intimidade é maioritariamente composta por testemunhos de mulheres vítimas de violência doméstica. Entrevistadas em vários pontos do país, acederam a contar as suas histórias sob anonimato, por razões compreensíveis. A essa urgência de partilha correspondeu a vontade de contribuir para a mesma causa: lutar contra um problema que não é «doméstico», mas de toda a sociedade. De todos nós, mulheres e homens.  

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Ainda em Fevereiro, mais projectos

por Cláudia Oliveira, em 14.02.17

 

Maratona Carnaval-a-ThonCanal da Filipa. Quatro desafios e duas semanas de leituras e animação.

 

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#DesafioMêsda HistóriaNegra2017. Este projecto é muito interessante, os temas são necessários e importantes. Criado por três queridas do Instagram (perfis na foto) para homenagear grandes escritores e escritoras negras. Participem! 

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"Anna e o Homem Andorinha" | Gavriel Savit

por Cláudia Oliveira, em 13.02.17

 

 

Este livro embalou-me enquanto adoçava o meu coração. 

 

Escrito de uma forma bonita quase musical, este livro conta a história da Anna. Tem sete anos quando vê o seu querido pai (professor de linguística) desaparecer. Levado pelos nazis durante a Segunda Guerra, entregue a um destino que a filha não entende. Claro que não entende. É difícil compreender a maldade, a guerra, o poder de alguns homens em relação a outros. Sorte no meio de tanta infelicidade, ela conhece o Homem Andorinha. Uma pessoa muito importante para a sua sobrevivência.

 

"Os seres humanos são a melhor esperança do mundo para a sobrevivência de outros seres humanos".

 

Muito se escreve sobre esta temática. Não foi mais uma leitura. Esta ficou comigo. Arrancou-me uma lágrima, abraçou-me. Esta história não conta descaradamente o que se está a passar. Somos nós, leitores, que tiramos ilações e entendemos o que a Anna não entende. Somos nós que ficamos com um aperto no peito e sentimos o gelado vento no rosto enquanto as personagens passam fome e tentam chegar ao seu destino. 

 

Mais do que uma história de sobrevivência, este livro foi uma maravilhosa homenagem às palavras. A forma como utilizamos as palavras e as consequências das mesmas na nossa vida. Dei por mim a reflectir bastante sobre isto de termos nomes para tudo e reduzirmos pessoas a adjectivos. A humanidade criou a língua para comunicarmos, mas quantos de nós entende verdadeiramente os outros? Se precisamos todos uns dos outros para sobreviver, porque nos vemos como inimigos? Só porque temos uma forma de falar diferente? Tão pouco. Revoltante.

 

Incrível estreia do autor e músico Gavriel Savit. Leiam, sem pressa. Este livro marcou este mês friorento e trouxe esperança e um desejo: um homem- andorinha para todos os que estão sozinhos, sem um abraço. 

 

 

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#Russialit | Vou ler

por Cláudia Oliveira, em 10.02.17

 

O conto russo deste fim de semana é do escritor Gogol. Este é o seu único conto escrito na primeira pessoa, na forma de um diário como indica o título. Foram estas palavras que me fizeram escolher "Diário de um Louco" como o segundo conto deste projecto: "...o razoável e o delírio, imperam em Diário de Um Louco, a ponto de o leitor se sentir desconfortavelmente a assistir ao sofrimento de um ser humano a quem a identidade se vai estilhaçando com a rapidez e a intensidade de um pequeno conto". Não parece super interessante? Eu acho que vou adorar, visto ser um dos meus temas preferidos na literatura e no cinema. Alguém me acompanha?

 

 

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Clube dos Clássico Vivos | Votação

por Cláudia Oliveira, em 09.02.17

É votar, AQUI. Vou torcer para "Paris em Festa", do Hemingway. E por aí? Depois do "Crime do Padre Amaro" e das inúmeras opiniões opostas ( e algumas leituras em andamento) estou curiosa para saber qual será a próxima obra. 

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